O Incrível Mundo De Jairus
1 Capítulo 1 - COMO TUDO COMEÇOU! PART I
Em um lugar muito distante da Terra, existia um mundo onde tudo era possível. Em tempos de paz, animais e humanos viviam em harmonia. Esse mundo era conhecido como “O Mundo de Jairus.” O céu colorido trazia paz para todos que habitavam esse incrível mundo. Nele, todos adoravam ao mesmo Deus, o que tornava as pessoas mais amigas. Seu Deus era mais conhecido como Joe, o Deus de tudo e de todos. No glorioso céu, Joe comandava sua tropa de Cages, anjos que protegiam a todos na terra com suas armas feitas de legos, era super efetivo. Eles protegiam os humanos das mãos malignas de Tio Lú, mais conhecido como Caperoto. Há lendas urbanas dizendo que Caperoto passeia pela terra em forma de um homem humilde e sedento por Pokémons (Seres do sexo feminino que estão em extinção no mundo, esses seres desbloqueiam achievements de Caperoto e conseguem usar sua sensualidade para dar EXP ao mestre). A lenda informa que Caperoto tem o nome de Guilherme no mundo de Jairus, mas isso pode não ser verdade.
O Mundo de Jairus era tranquilo, mesmo com as escapadinhas de Caperoto! Até que um terrível acidente aconteceu:
Guilherme, vulgo Sr. Caperoto, estava passeando pelo mundo de Jairus, até que encontrou uma bela garota sentada ao lado de uma árvore. Ela parecia cansada, usava um vestido de princesinha e tinha seus cabelos negros soltos. Ele percebeu que seu vestido estava totalmente sujo de terra. Curioso, ele se aproximou da garota e ela logo notou sua presença. Antes que perguntasse algo a ela, notou que ao lado a árvore, tinha um grande buraco fundo, ele não fazia ideia do que era aquilo, mas se fosse uma passagem para o inferno, saberia. Caperoto resolveu falar com a doce garota.
– Olá, minha querida. Perdoe-me incomodá-la. Precisa de ajuda? – Perguntou.
A “inocente” garota olhou para aquele senhor que nunca havia visto por ali e sorriu, mostrando-se educada.
– Não, obrigada. Eu só... Estou esperando alguém. – A garota respondeu.
Guilherme não gostou nada de saber que ela estava esperando alguém. Talvez fosse um homem! Ele nem queria pensar naquilo, iria roubar aquele Pokémon para sua coleção. Sentou-se ao lado da garota e respirou fundo. Ele sentou tão perto dela, que a garota pensou em se afastar, mas isso seria algo rude de se fazer, certo?
– Posso saber seu nome, querida? – Perguntou.
A garota pensou por um momento, mas achou que não seria ruim algo saber seu nome.
– Meu nome é Alice, e o seu? – Perguntou, tentando ser educada.
Caperoto sorriu ao saber o nome daquela linda garotinha. Era tudo que ele precisava saber para usar seus poderes e captura-la.
– Meu nome é Guilherme, neste mundo. Mas se quiser, pode me chamar de Caperoto, sua linda! – Disse.
Alice arregalou os olhos ao ouvir aquilo. Não pode acreditar que estava ao lado do famoso cara das lendas urbanas de Jairus. Ao perceber que estava em perigo, a menina levantou-se rapidamente do lado do Caperoto e tentou correr para longe dali. Burrice gastar suas forças para correr do grande Deus do submundo, mas pelo menos a menina Alice tentou. Guilherme tirou de seu bolso uma pokebola vazia e jogou em direção a menina que no mesmo instante foi capturada. Caperoto pegou sua pokebola e a guardou no bolso. Satisfeito com sua captura da bela Alice, voltou ao seu mundo de escuridão sem deixar rastros.
~
A alguns metros dali. Em um pequeno condomínio fechado de casas de família, um grupo de pessoas desocupadas estava no meio da rua conversando. Eram 16h45 da tarde de uma sexta-feira. Todos estavam ansiosos para passar a noite trancados em seus quartos jogando vídeo game. Até que Tiago Potter, chega correndo em direção ao grupo com algo na mão.
– Galeraaaa! Olha o que eu comprei! – Disse.
Todos pararam de falar naquele momento olhando para o menino Potter que pulava de alegria com uma réplica da Bulma na mão. Alguns dos meninos começaram a baterem palmas para o menino Potter. Sabia que ele estava esperando encontrar Bulma há muito tempo. Outros apenas nem ligaram para isso. Mas uma pessoa, em especial, disse algo que não deveria.
– Nova amiguinha para fapar, Potter? – A voz delicada da menina Mariana surgiu no meio da roda.
Todos riram do que Mariana disse, mas sabiam que isso iria dar em uma briga super engraçada de se assistir. A expressão do menino Potter mudou de feliz a raivosa no mesmo instante. Os dois trocaram um olhar fuzilante um para o outro. Tiago abriu a boca para começar a dizer besteiras, mas foi interrompido por um grito.
– ESPEEEEERA! Deixa eu fazer a pipoca primeiro! – Disse uma voz seduzente ao meio de todos.
Logo todos notaram que Sr. Will saiu correndo para dentro de sua casa, provavelmente para fazer a pipoca. Tiago rolou os olhos e foi em direção a Mariana, como se fosse mata-la. Ali no meio de todos, brincando com a faca de seu amigo, Giovanna notou que seu vizinho não tinha saído de casa ainda. Ela devolveu a faca a Daniel, o menino das facas e companheiro de pouca pigmentação que estava ao seu lado. Levantou-se do lado dele e antes que pudesse sair dali, ouviu ser chamada pelo homem que tanto temia.
– Onde vai? – A voz grave e fria de Joel se elevou em meio a todas as vozes.
Giovanna ficou parada olhando para Joel sem saber o que fazer. Ela tinha medo do famoso carrasco da turma. E ele era o único que sabia intimida-la. Joel fazia isso com todos da turma, seu jeito bruto de ser fazia muitos machos chorarem. A lenda diz que Joel é assim por ter sido apunhalado no coração por uma misteriosa garota chamada Michelle. Ela apunhalou seu coração e com ele foi-se todos os sentimentos que Joel sentiu algum dia. Era impossível não temer General Joel.
– Irei chamar o Havaianas, Senhor. – Respondeu.
Giovanna saiu de perto de Joel rapidamente e correu para a casa de seu vizinho, Chinelo. A garota foi até a porta da casa dele e abriu-a, sabendo que não teria ninguém ali, foi direto ao quarto de Alexandre. Ao chegar lá, a garota abre a porta e vê um garoto extremamente longo e fino deitado na cama enrolado em um cobertor com desenhos do Ben 10. Giovanna rolou os olhos e foi até o rapaz que dormia profundamente e puxou o cobertor. A cena que teve foi exatamente a de Chinelo vestindo apenas uma cueca branca com corações e gatinhos nela escrita “mamãe que fez”. Sem querer olhar muito para aquilo, ela puxou o travesseiro de Alexandre brutalmente e começou a bater nele com o próprio.
– ACORDA, FILHO DA PUTA! HORA DE QUEIMAR NO SOL! – Gritou.
Chinelo rapidamente deu um pulo da cama e rolou para o lado, dando de cara com o chão. Rapidamente ele se levantou e olhou para Giovanna a sua frente com os braços cruzados, parecendo meio impaciente. Alexandre levou uns segundos tentando raciocinar aquilo tudo, até que entendeu o que estava acontecendo.
– MAS QUE PORRA É ESSA, GURIA? – Perguntou.
Chinelo gritou ao mesmo tom que a menina acordou ele. Giovanna apenas abriu um sorriso.
– Chinelinho, você está atrasado para o país das maravilhas. – Disse.
Naquele momento o garoto arregalou os olhos e procurou por um relógio ali, assim que o encontrou, viu que realmente estava atrasado.
– Puta que pariu, eu tô atrasado! – Exclamou.
Chinelo começou a correr pelo quarto que parecia mais ser de uma criança do que de um adolescente.
– Nossa, sério? Nem percebi isso. – Ironia.
Chinelo corria para todos os lados pegando uma peça de roupa em cada canto. Giovanna apenas permanecia no meio do quarto olhando-o. Até que Alexandre percebeu isso e parou na frente da garota.
– Vai... ficar olhando? – Perguntou.
Giovanna estava com a mesma expressão tediosa.
– Vou – Respondeu.
Alexandre rolou os olhos e empurrou a menina para fora do quarto e logo fechou a porta em sua cara. Giovanna ficou por segundos tentando processar tudo aquilo, já que seu sistema era meio lento, demorava um pouco. Mas então saiu andando da casa, praticamente se arrastando. Ao chegar do lado de fora, se deparou com o grupo em um formato de roda rindo de algo. Aproximou-se da roda e pode ver Tiago deitado no asfalto com Mariana em cima dele, ela distribuía tapas nele enquanto o mesmo puxava seus cabelos lindos e cacheados. Sentado em uma cadeira praticamente de camarote estava Will, com seu balde de pipoca.
– Porque esses dois não se comem logo?
A voz de Oliveira pode ser ouvida. Ele perguntava ao seu fiel amigo, Rozito.
– Fiquei sabendo que Mariana deu um chute na varinha dele e ela está quebrada agora. – Respondeu.
Rozito disse as palavras olhando atentamente para aquele show de Tiago e Mari. Todo mundo sabia ali que esses dois se pegavam, mas eram orgulhosos demais para dizer a todos.
– Acho que deve ser por isso que ela está de com esse humor dos infernos. Porque não pode usar a varinha do Potter.
Menino William disse ao Brotar ao lado de Rozito com um pedaço de acarajé na mão. Ele comia e observava tudo. E toda a turminha continuou ali, fazendo o que sabe fazer de melhor: Jogar seu tempo fora.
Chinelo, por sua vez, corria igual um louco para se encontrar com sua menina Alice, no mesmo local de sempre. Ele estava muito atrasado. Demorou exatos dez minutos até que ele chegasse aquele ponto. Mas pela surpresa dele, ela não estava mais ali. Alexandre desesperou-se ao perceber que sua amada não estava ali. Ele já atrasou várias vezes, mas ela sempre estava lá para espera-lo. Algo estava errado, ele sentia isso.
– Menina Alice, irei te encontrar.
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