O Início De Um Romance
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu não pude falar e muito menos fazer algo antes dele me levar, melhor, me carregar até o colégio.
- Pronto, já chegamos... Agora me põe no chão. – Falei.
- Hai, hai... – Ele me colocou no chão. – Depois eu venho te buscar.
Fiquei olhando ele desaparecer na multidão só para ter certeza de que não ia voltar e entrei no colégio. As aulas começaram e eu nunca estive mais feliz por estar lá, pelo menos Ikuto não podia me perturbar. Quando elas acabaram fui para o jardim Real.
- Eu posso sair mais cedo hoje? – Perguntei. – O Ikuto tá na minha cola.
- Claro! – Tadase respondeu. – Até amanhã, Amu-chan.
Saí e vi Ikuto no portão da escola com seus amigos.
- Amu. – Ele falou. – Vamos ter que ir à alguns lugares antes de voltarmos.
- Hai. – Eu disse.
Como o esperado, ele não me deixou andar, então me carregou para irmos à esses lugares.
~♥~
Quando voltamos já era quase a hora de jantar.
- Amu-chan. – Meu pai falou, chorando. – Quem eram aqueles garotos lá fora?
- Uns amigos do Ikuto. Nada demais, pai.
- Eu ainda não entendi por quê ele está aqui. – Meu pai disse, enxugando as lágrimas. – E ainda por cima dormindo no seu quarto.
- Eu só estou aqui para garantir que ela não se machuque mais ainda. – Ikuto explicou. – E também porquê eu não tenho outro lugar para ficar.
- Resumindo, ele só está se aproveitando do meu ferimento para dormir em um lugar quente e para não gastar dinheiro com comida.
- Mas me manda dormir no chão. – Ele fez bico.
- Essa é a minha Amu-chan. – Meu pai falou cheio de orgulho. – Continue assim. Diga: “Não” aos garotos!
Ikuto riu.
- Papa! – O repreendi.
- A sua família é mesmo a melhor. – Ikuto falou, me fazendo corar.
- E-eu vou subir. – Eu disse.
Fui ao meu quarto, peguei uma toalha e me dirigi ao banheiro. Entrei em baixo do chuveiro e tomei um longo banho. Ao sair, chamei minha mãe e ela enfaixou novamente o meu ferimento.
- Ah, você já está aqui. – Falei. – Ikuto, você pode sair da minha cama? Aproveita que não tem nada para fazer e vai tomar um banho. Está quase na hora do jantar.
- Tá bom. – Ele deu de ombros, se levantando e indo para o banheiro. – Amu. – O ouvi. – Você tem alguma blusa para me emprestar?
- Um minuto. – Falei. – Vou pedir para o meu pai.
Desci e pedi ao meu pai. Ele me deu uma muda de roupas e eu entreguei a Ikuto.
Bom, para não contar cada dia detalhadamente, vou pular alguns dias.
Este foi o primeiro dia desde que Ikuto foi lá pra casa que eu acordei com o despertador.
- Bom dia, I... – Parei ao perceber que ele não estava lá.
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