O Impossível é só questão de opinião
23 Sérios problemas
Notas iniciais
P.O.V. Jace.
Nós voltamos para o Instituto de Nova York e o Alec é claro tinha que reportar aquilo para a Clave.
E qual foi a minha surpresa quando a minha avó em pessoa veio parar aqui.
—Vó? Quer dizer, senhora Juíza.
—Meu querido neto. Bom, parece que você é realmente abençoado pelo anjo. Estamos procurando um Mikaelson á gerações, mas todas as pistas são becos sem saída e você simplesmente trombou em um.
—Porque você está procurando um Mikaelson, Dona?
—Clary Fairchild. Pensei que estava morta.
—Eu sou Izabo Mikaelson.
—Quantos anos você tem?
—Dezessete.
—Imagino que com isso queira dizer mil.
—Não. Meu pai, tio Klaus, tia Rebekah, tia Freya... eles tem mil.
—O seu pai? Vampiros não podem procriar.
—Parece que agora podem. Bo não é a única nova Mikaelson, ela tem uma prima.
—Uma prima?
—É. Mas, porque motivo uma idosa tatuada estaria atrás da minha família? É vingança?
—Não. Não é por vingança.
—Porque então?
—Curiosidade.
—Esse é o seu jeito de dizer que está procurando um jeito de nos matar? Boa sorte.
—Eu já matei muitos vampiros menina.
—Mas, nunca um Original. E nem nunca vai. Á menos é claro que a senhora tenha algum carvalho branco dando sopa por ai.
—Carvalho branco?
—E o feitiço decretou que apenas a madeira da árvore que nos deu a vida, poderia tirá-la, então incendiamos ela. Palavras da tia Rebekah, não minhas.
Então, ela pegou uma das lâminas serafim e... a lâmina respondeu a ela.
—Esses seus sabres de luz, são maneiros.
—É uma lâmina serafim.
—Serafim é uma classe de anjos. Eles são os anjos que ficam mais próximos do Criador.
—Pelo anjo! Como está fazendo isso?
—Eu? Eu não tenho nada com isso não. Esse negócio não é... automático?
—Se a lâmina serafim responde a ela, isso significa que a Cla... Bo é uma Shadowhunter.
—Então, eu também sou uma tri-híbrida?
—Tri-híbrida? Tri de três?
—É.
—Como pode existir algo assim?
—Chame de milagre.
—Milagre?! É uma abominação!
—Olha só minha senhora, há um propósito para tudo o que Deus cria. Até tri-híbridas.
—Precisamos fazer alguns testes.
—Eu tenho cara de rato de laboratório?! To fora.
Ela saiu andando e olhou feio pra minha vó.
P.O.V. Bo.
Esse lugar é enorme. E parece o interior de uma nave espacial, com todos esses computadores super tecnológicos com escritos numa língua desconhecida. Estava passando quando sinto uma fisgada no pescoço, sinto queimar. Sei o que é.
—Verbena.
Sinto a inconsciência me levar. Não sei quanto tempo fiquei apagada, mas comecei a acordar.
—Vamos começar com uma amostra de sangue.
Era a Juíza. Não. Meu sangue não.
Calma Bo. Não posso simplesmente acordar, com os olhos semi-abertos pude ver mais ou menos onde estava. Era uma cela, mas era de vidro. Vantagem pra mim.
A médica começou a se aproximar. Ela também tinha as mesmas tatuagens dos outros. Quando ela ficou perto o suficiente, eu ataquei. Meti as minhas presas no pescoço dela e a drenei até a morte.
—O que? A dose deveria deixá-la desacordada por horas.
Não dei bola. Me concentrei no vidro. Primeiro ativei os Sprinklers e depois, congelei o vidro até conseguir quebrá-lo.
A velhinha me atacou, ela era boa, mas eu era melhor. Eu a desarmei e enfiei a lâmina dela na barriga dela.
—Você é uma Juíza, mas eu sou uma Rainha.
Arranquei a lâmina de dentro dela e a larguei no chão. Alarmes começaram a soar. Logo eu estava cercada.
—Renda-se.
—Eu acho que não.
P.O.V. Izzi.
Ela não era a Clary. Com um aceno de mão ela fez os cérebros de vinte shadowhunters derreterem, o sangue de alguns deles pingava da boca dela, Bo começou a arrancar os corações dos guerreiros e a jogá-los fora como se fossem bolas de tênis.
Pescoços quebrados, dilacerados, corações arrancados, corpos drenados. E aquilo não foi o suficiente para ela. Bo começou a empilhar os corpos.
—Que Deus me perdoe por isso, mas... eu preciso de uma fonte.
Então os guardas barraram alguém. Três pessoas.
—Bo! Não faz isso Bo!
Gritou a garota de olhos azuis e cabelos num tom de castanho meio ruivo.
—Izabo! Não faça isso Izabo!
—Me desculpe, mas é o único jeito.
A mulher deu o maior pau nos Shadowhunters e então eu ouvi o barulho. E vi o corpo de Bo caindo.
—Tudo bem querida. A mamãe está aqui. Aqui. Leve ela, pra longe, bem longe. Teremos que nos mudar.
—Porque?
Então, a mulher falou olhando diretamente para Jace:
—Por causa dele!
—Eu?
—Se outra mulher ele escolher e por ela seu coração pulsar, pela minha magia ele irá sofrer, pois quem ele ama irei... matar.
O homem levou Bo embora.
—Vai me rogar uma praga?
—Menino, você não pode nem começar a compreender o que ela é. E essa maldição já está sob você á eras.
—E o que ela é?
—Século após século, encarnação após encarnação, eu vi versões de você e da minha filha se encontrarem. Como imãs. Sempre a mesma história. Conquistando tudo, se apaixonando e o final é sempre o mesmo. Ela dá a vida dela para salvar a sua. Se não me acredita, vá pesquisar. Se você se importa com ela, afaste-se.
A mulher saiu correndo. E aquilo com certeza era velocidade sobrenatural.
Nós encontramos a Juíza quase morta no chão da cela. Ativamos a runa de cura e logo ela estava nova em folha.
—A senhora está bem?
—Estou. Filho, tem que se afastar dela.
—Porque? Vai me dizer que também acredita em maldições?
—Então, sabe sobre a maldição?
—Não sou amaldiçoado vó.
—Venha comigo.
P.O.V. Jace.
Ela me levou para o meu quarto.
—E dai?
Então, abriu uma passagem secreta. Era um lugar de armazenamento.
—Aqui.
De lá ela tirou um baú velho que tinha as iniciais J.H. O baú era todo de couro, dava pra ver as marcas de desgaste e havia sangue no cadeado.
—Me dê o seu dedo.
Minha vó passou o meu dedo no cadeado e eu senti uma picada. No segundo em que a picada veio o cadeado se abriu.
—J.H. Jonathan Herondale.
E dentro do baú haviam cadernos com capa de couro.
—Cadernos?
—Não são cadernos. São diários. A mamãe monstro não estava mentindo filho. Aqui. Este é o diário da primeira versão de você que já existiu.
Era um diário velho, as páginas estavam amareladas. Estava escrito com pena, literalmente pena, daquelas que usava tinteiro.
Comecei a ler e foi horrível.
10 de abril de 1820.
Meu nome é Jonathan Herondale, eu sou filho de um grande senhor de terras e também sou um Shadowhunter. Meu pai me trouxe para o novo mundo quando eu ainda era jovem, mas agora ele faleceu. Não foi um acidente. Foi proposital. Angelique de Pointe Du Lac, como não percebi? Fui um tolo.
Mesmo assim, nas profundezas da minha dor nem tudo são trevas. Pois eu encontrei o meu único e verdadeiro amor. Genevieve Dupress. Seus belos cabelos ruivos, seus olhos cor de esmeralda que me olham com ternura. Eu a amo mais que tudo.
E havia um retrato da sujeita. Era a...
—Clary.
Continuei lendo.
Dentre todas as criadas cujo coração eu poderia ter partido, eu magoei logo a que tinha um segredo obscuro. Eu magoei... uma serva da natureza, uma submundana, uma bruxa.
E ela amaldiçoou-me, amaldiçoou Genevieve. Nos amaldiçoou a renascer, apenas para que eu possa ver a minha pobre Genevieve dar sua vida pela minha. Preciso encontrar uma maneira de quebrar este encantamento maligno o quanto antes.
Não acredito que sou amaldiçoado! Preciso quebrar a maldição.
Fiquei lendo por horas, diários de diversas versões de mim e cada uma delas descobriu algo novo. Talvez eu devesse fazer o mesmo.

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