P.O.V. Klaus.

Desde que voltamos da Itália ela não fala com nenhum de nós. Ela se trancou no quarto, ela não quer comer.

—Vou tentar convencê-la a comer alguma coisa. Acho que eu tenho mais chance.

—Isso é culpa sua!

—Acha que ela não ia ficar sabendo de qualquer maneira?!

—Acho que você tem razão.

Eu fiquei ouvindo a conversa. Renesmee conseguiu entrar no quarto.

—Você devia comer.

—Não to com fome.

—Eu sinto muito.

—Como você pode amá-lo? O tio Elijah.

—O amor é a força mais poderosa do mundo. Além do mais, ele não é mais o mesmo de antes.

—Eu não acredito que o meu pai tentou matar a senhorita Forbes.

—Ela tentou matá-lo também. Todos tentaram matá-lo. Ele a amava, ainda ama.

—E ainda assim ele a traiu. O que me leva a próxima pergunta, como eu sei que ele não vai me trair também?

—Acho que vai ter que confiar nele.

—Mas, eu não confio. Não mais.

—Ele te ama. Eu posso sentir. Sabe porque você chama Hope?

—Não.

—Porque o seu pai acreditava que você seria a esperança dele. Uma nova chance.

—Então, eu deveria fazer o que?

—Amá-lo, salvá-lo.

—Salvá-lo?! Não. Só ele pode se salvar.

Ouvi Hope se levantar.

—Eu não sabia porque todo mundo me odiava tanto, mas agora eu sei e agora eu me odeio também. Porque eu sou a filha do Klaus Mikaelson, a filha de um monstro assassino sanguinário. Ele matou crianças. E se ele é tão monstruoso assim, talvez isso me torne parte monstro também. As bruxas disseram que eu iria destruir Nova Orleans e talvez elas estejam certas. Afinal, eu sou a descendente de Inadu, a Hollow um mau tão absoluto e profundo que quase não pôde ser destruído e eu sou a filha do Klaus Mikaelson assassino de homens, mulheres e filhotinhos.

—Você tem que conhecer uma pessoa. Ele... ele tem meio que o mesmo problema que você.

Ela fez um feitiço e o garoto apareceu na sala.

—Ei Ness! O que foi?

—Hope, esse é o Jack. O Jack é um nefilim. Ele é o filho do Lúcifer.

—Espera. Você é filho do Satã?

—Sou.

—Isso é piada?

—Não.

—Eu posso mostrar.

Do nada eu ouvi minha filha soltar um...

—Puta que pariu, cara!

—Isso é rude.

—Desculpe, estou chocada. Então, nunca conheceu sua mãe?

—É. Ela morreu quando eu nasci.

—E o seu pai?

—Ele é só um nome na minha cabeça.

—E você ficou sozinho?

—Não. Os Winchesters, eles são minha família. E o Castiel.

—Castiel?

—Ele é um anjo. Como eu.

—Anjos. Maneiro.

—Não. Anjos são maus. Eles sequestraram a minha namorada Kaya, eles iam matar ela. Usara ela de isca.

—E o Castiel?

—Castiel é bom. Minha mãe disse que ele ia me proteger.

—Pensei que nunca tivesse conhecido sua mãe.

—Quando eu tava dentro dela, eu era ela. Sentia tudo o que ela sentia, via o que ela via, ouvia o que ela ouvia. Ela me ensinou a falar.

—Que maneiro. É o mesmo tipo de poder que a Tia Ness tem.

—Não exatamente. Eu não sou onisciente.

Ela contou tudo ao garoto e perguntou:

—O que acha que eu devo fazer?

—Se eu tivesse a chance de ter a minha mãe de volta eu pegaria. Acho que se o meu pai realmente se arrependesse e viesse me pedir perdão eu perdoaria. Mas, não acho que o chamaria de pai. Tipo, nunca.

Ela desceu ás escadas.

—Eu não confio mais em você, mas eu perdoo você.

Hope me abraçou.

—Eu te amo papai.

P.O.V. Hope.

Hoje foi um dia cheio. Eu coloquei o meu pijama e deitei, quando eu acordei eram três horas da manhã e eu vi um par de olhos vermelhos me encarando.

Antes que eu pudesse gritar, ele tapou a minha boca.

—Não grite. Eu não vou te fazer mal.

—Você invadiu o meu quarto!

Eu sussurrei brava.

—Desculpe, eu gosto de ver você dormir. É fascinante.

—Você é perturbado.

—Parece que o líder do Clã Volturi decidiu tirar férias.

—É. Férias no caixão. A tia Ness acabou com ele.

—Aro Volturi está morto?

—Não! Só ressecado. Tia Ness fez um feitiço nele, parou o coração dele, assim o sangue e o veneno não fluem e as veias dele secaram então ele é uma múmia viva. Imagino que esteja com dor.

—Isso é possível?

—É. Então, você terminou com a sua namorada?

—Sim. Tia e eu não estamos mais juntos.

—Porque?

—Bem...

—Porque?

—Por você. Por você.

—Você chutou sua namorada por minha causa?! Cara, eu vou te matar!

—O que? Porque?

—Eu já tive que nascer filha do meu pai. Não preciso de mais inimigos! E eu não quero ser uma vadia ladra de namorado!

—Tia e eu já não estávamos bem á um bom tempo.

—E quanto tempo faz que você terminou com ela?

—Duas semanas.

—E nem esperou a poeira baixar pra aparecer na minha porta?!

Eu me atirei na cama e bufei frustrada.

—Isso vai dar o que falar. Eu tenho que dormir. Se manda.

—Está me expulsando?

—É. Se o meu pai te pega aqui, você vai morrer gritando. Se manda, volta amanhã, de manhã de preferência.

—Eu vou, mas primeiro um beijo.

—Se tá me tirando cara?! Acabou de terminar com a sua namorada de séculos e já ta se atirando pra cima de mim?!

—Um beijo ou eu não saio.

Eu rolei os olhos e dei um beijo na bochecha dele.

—Agora vaza.

P.O.V. Benjamin.

Ela é realmente incrível. Era forte, independente e não tinha nada de submissa, ela é autêntica.

Quando o dia finalmente amanheceu ela despertou. Infelizmente não pude mais entrar ela trancou a janela.

Ouvi Renesmee bater á porta.

—Hope o café tá pronto!

—Eu já vou descer.

Quando Hope sentou na mesa, a senhora Mikaelson que alimentava o bebê sentado no cadeirão perguntou toda insinuante:

—Então, Hope... dormiu bem?

—Dormi. Dormi.

—Fiquei sabendo que entrou um morcego no seu quarto essa noite.

—Um morcego?

—É um morcego bem, bem grande.

—Eu não vi nada não.

Felizmente o bebê começou a chorar.

—Vamos trocar a fralda. Eu to de olho ein?

A híbrida deu uma risadinha.

—Que história é essa de morcego?

—Nada. A cabeça da tia Ness deve tá meio confusa.