O Impossível, Difícil De Definir...
3 Atrasos e intervalos
Notas iniciais
esse cap é só de conversas paralelas, apenas pra tentar fazer o leitor conhecer melhor a personalidade dos personagens...
aproveitem a leitura.
Capítulo 3: Atrasos e intervalos
– Eu quero que abram seus cadernos, vamos começar, realmente, o ano agora. – A professora fala calmamente, o que não evitou que suspiros negativos fossem ouvidos.
– Mas professora, já vai passar matéria no primeiro dia?! – Jaime fala inconformado.
– Jaime é o by RewardsArcade\">trabalho da professora, e é melhor que ela siga o cronograma corretamente do que acumular matéria pro final e correr o risco de não ter tempo de ensinar corretamente. – dizeres de Daniel.
– O Daniel tem razão, temos muita matéria esse ano e eu vou tentar seguir a risca o cronograma. – a professora falou.
– Não sei por que, mas acabo de identificar um nerd. – Nicholas falou by RewardsArcade\">baixo pra Adriano que sorriu.
– Professora licença? – uma voz feminina chama a atenção na porta, se tratava de uma garota ofegante, uma menina de cabelo liso, castanho, com franja e um longo rabo de cavalo, olhos pretos, pele parda e estatura baixa, o que mais chamava a atenção nela era uma grande camisa xadrez que ela usava por cima do uniforme, usava também óculos numa armação rudimentar. – Desculpe o atraso, é que sou nova e não tava conseguindo achar a sala, será que eu posso entrar?
– Lógico que pode, é normal se atrasar no primeiro dia não é? Mas antes que você se sente eu quero que você se apresente pra turma tudo bem? – a professora fala calmamente.
– Ta, pode ser, meu nome é Evellin, eu sempre morei aqui perto, mas nunca pisei nessa escola, esse ano meu pai conseguiu uma vaga pra by RewardsArcade\">estudar aqui, e ele tentou muito tempo isso. – de repente a garota percebeu que era o centro das atenções. – E também eu costumo ficar envergonhada quando muita gente me olha. – alguns risos foram escutados.
– Eu te entendo Evellin. – Nicholas se levanta e se pronuncia. – Eu também sempre senti muita vergonha e... Na verdade não, sempre fui muito sem vergonha mesmo, fazer o que? É a vida. – gargalhadas puderam ser escutadas, a garota, um pouco nervosa, sorriu de largo, nem a professora não aguentou e também riu. Os comentários de Nicholas eram engraçados, mas sua gesticulação e suas caras e bocas ajudavam demais a puxar os risos dos outros.
– Mas você não pode ter vergonha, se poste tivesse vergonha não teria uma lâmpada nele. – comentário de Paulo, fazia referência à altura de Nicholas e a seu porte físico esguio.
– Pra sua informação garoto eu não sou um poste, sou um poste de cartola. – falou dando um peteleco em seu chapeu e com um sorriso bobo. – Por que os postes também tem o direito de ter estilo. – falou puxando seu chapeu pra baixo com uma mão e erguendo a outra apontando diagonalmente pro teto, novamente várias risadas foram escutadas.
– Já chega, eu preciso dar minha aula, sentem-se meninos... Evellin aqui na minha frente tem um lugar. – a professora falou apontando a carteira vazia, a garota foi e se sentou, a partir daí a aula começou a fluir.
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É fato que existem dois momentos que são os mais aguardados numa escola, o intervalo e a saída, as campainhas que tocam nessas horas tem um som doce como o mel, faz alguns minutos que a campainha do intervalo tocou e os jovens alunos saíram em disparada.
Nesse momento os meninos conversam perto da arquibancada do pátio, lá existem três bancos, no do meio Jaime e Adriano mastigam sanduíches, no da esquerda Daniel, Rafael e Paulo estão sentados apenas conversando, no da direita os gêmeos e Mario falavam várias coisas enquanto tomavam algo, no primeiro degrau da arquibancada Nicholas estava deitado, sua cartola cobria seus olhos.
– Então o que você achou da nossa escola Rafael? – Daniel perguntou.
– Há... Legal, tipo é o primeiro dia, as pessoas foram legais comigo principalmente as meninas.
– Principalmente minha irmã né? – Paulo fala inconformado. – Não sei quem pode gostar de escola!?
– Eu falei algo de mais? – Rafael pergunta assustado.
– Não liga não, o Paulo é assim mesmo. – dizeres de Daniel.
– Eu to ansioso mesmo é pela educação física! Será que na educação física daqui eles andam de skate, ou patins? – Bernardo perguntou.
– Difícil, eu nunca vi uma escola que tivesse essas coisas na educação física... O que sempre tem é o futebolzinho! – Lúcio opina.
– Tamo junto cara! – Mário fala no mesmo instante que os dois erguem as mãos direitas e batem palma na palma.
– Acho tão injusto não ter esportes radicais nas escolas. – o gêmeo de óculos fala.
– Não deveria ser assim! – os gêmeos falam ao mesmo tempo.
– Caramba vocês ensaiaram?! – Adriano pergunta.
– Isso acontece de vez em quando, não é ensaiado acredite. – Lúcio explica.
– Aposto que o cara das piadas vai ter uma especial pra essa ocasião, não tem Nicholas? – palavras de Mário, o jovem se surpreendeu ao perceber que não viria piada alguma, de repente eles escutam um ronco, Nicholas simplesmente havia dormido naquele degrau da arquibancada.
– Eu não to acreditando que o Zé da cartola dormiu! – dizeres de Adriano. – Eu vou acordar ele. – o loirinho falou indo até seu colega, o gordinho o chamou, o balançou e não teve resultado algum, apenas se ouviu:
– Não mãe... Tem aula hoje não... Deixa eu dormir mais um pouco. – dizeres balbuciados.
– Não acredito, ele dormiu mesmo. – Mário afirma surpreso.
– Já sei, tapa a boca e o nariz dele ao mesmo tempo, aí ele acorda. – ideia de Rafael.
– Pelo amor de Deus não! – Nicholas se levanta rapidamente falando assustado. – Que tipo de ideia foi essa de menor? Assim eu não ia acordar, ia dormir pra sempre! – o jovem de cartola fez referência ao fato de Rafael ser o menor ali, por isso “de menor”.
– E precisava lembrar que sou baixinho? – Rafael fala olhando pro chão, atitude que despertou risos.
Durante toda essa conversa uma pessoa se manteve ausente, Jaime apenas mastigava seu sanduíche e olhava para Evellin que estava na arquibancada do lado oposto, a garota estava sozinha e parecia estar jogando algo em um vídeo game portátil.
– Jaime onde está você? – Mário pergunta a seu colega enquanto estala os dedos na frente dele.
– Oi, o quê?
– Jaime em momento Adriano. – comentário de Nicholas.
– Não entendi. – Adriano fala.
– É lógico que o Jaime não ta prestando atenção na gente, ele ta olhando a novata, a tal da Evellin. – comentário de Paulo.
– Bochechudo safado! Ta de olho na novata né? Isso aí vei da mole não! – Nicholas fala em tom de piada fazendo seus colegas rirem.
– Sim eu to olhando ela, mas não é nada disso que vocês, bando de tarados, estão pensando! Eu to com pena dela lá sozinha, será que as meninas excluíram ela? – dizeres sinceros de Jaime. – Eu acho que vou lá conversar com ela. – falou se levantando.
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Perto dali as meninas conversavam, se sentaram em três bancos na mesma disposição dos bancos que os meninos estavam, atrás delas uma parede com vários furos, essa arquitetura diferenciada chamava muito a atenção de Rebeca.
– Nossa meninas, a outra escola que eu estudei não chega nem perto dessa em questão de beleza, tudo aqui é muito lindo! – falou impressionada, estava no banco da esquerda ao lado de Valéria.
– Então você ta gostando da escola né? – Valéria fez uma pergunta retórica.
– É lógico que ta né Valéria?! Ela acabou de falar que tudo aqui é bonito! Afe... – dizeres de Maria Joaquina, seu peculiar tom de superioridade sempre se faz presente.
– E quem foi que te chamou na conversa hein Maria Chatonilda? – ela retrucou.
– Calma meninas, é o primeiro dia de aula e vocês já estão brigando assim?! – dizeres de Marcelina. – Vamos falar de algo realmente importante, o que vocês acharam dos novatos?
– Os gêmeos e o Rafael são muito legais, a Rebeca também! – palavras de Valéria. – O Nicholas eu pensei que era bravo, mas ele parece ser gente boa, depois que se ouvem algumas piadas dele da pra perceber o quanto palhaço ele é!
– Ele é muito engraçado! Eu não tava conseguindo parar de rir. – Alicia se pronuncia.
– Não vi nada demais em nenhum deles, e eu não fui com a cara daquela Tereza! Nome de velha! – comentário maldoso de Maria Joaquina. – Ela e aquela outra metida da Irene nem vieram aqui conversar com a gente, estão ali no canto comendo e falando bobagens!
– Espera aí Maria Joaquina, já passou pela sua cabeça que elas podem ser tímidas? E depois da mesma forma que elas não vieram falar com a gente nós não fomos falar com elas... Não dá pra recriminá-las por isso. – outro pronunciamento de Alicia.
– A Maria Chatonilda ta com inveja porque ela se achava a mais bonita da escola, daí aparece a Tereza com aquele olhão azul e aquela altura toda... – Valéria comenta.
– Não é? E aquele cabelo lindo dela! – dizeres de Rebeca. – Nossa imagina eu com olhos azuis e aquele cabelão?
– Ela parece uma modelo. – comentário de Marcelina.
– Elas são é chatas e metidas isso sim! – comentário furioso da garota Rica, realmente a presença de Tereza a intimidava bastante.
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Tereza e Irene estavam realmente mais reservadas, não se enturmam fácil como Rebeca, porém se deram bem pela dificuldade partilhada de achar a sala de aula, fato é que aquele pequeno transtorno começou, aparentemente, uma amizade.
– Toma, prova desse doce Irene... – Tereza falou oferecendo um doce que parecia um enrolado recheado pra sua colega. As duas estavam na mesma arquibancada que Evellin, porém estavam no primeiro degrau e longe da outra novata.
– Nossa, mas esse doce é maravilhoso! – Irene falou com os olhos arregalados pela boa surpresa.
– Se chama cannoli, é receita italiana.
– Agora você vai ter que provar da minha comida!
– Mas o que é isso? – Rebeca se surpreendeu quando sua colega abriu a lancheira, Irene havia trazido comida japonesa, a jovem de olhos azuis não conhecia esse tipo de comida.
– É comida de japonês, prova é boa. – falou levando, com hashis, um sushi na boca de sua colega.
– É bom, é bom mesmo!
– Fui eu que fiz.
– Logo vi que você tinha raízes no Japão, mama mia! – Tereza falou ironicamente o que causou risadas em sua colega.
– Sabe que eu até queria? Eu amo muita coisa no Japão... Eu sou muito otaku!
– Otaku? Madona mia!
– Otaku são fãs de cultura japonesa em geral, fãs das músicas, dos animes, das comidas... Bom pelo menos foi o que me disseram... Eu aprendi a fazer sushi pelo meu amor as coisas do Japão!
– Ta de parabéns, tava muito bom mesmo... Mudando de assunto, será que a gente vai dar certo nessa escola Irene? Eu acho que as outras meninas estão excluindo a gente.
– Coisa da sua cabeça Tereza, daqui a pouco a gente se enturma, na verdade você intimida um pouco as outras garotas porque você é bonita, mas com o tempo essa intimidação passa.
– Você ficou intimidada comigo?
– Lógico que não amiga, afinal sou muito mais bonita que você! – Irene se levantou pra falar isso e jogou seu cabelo pro lado, foi uma cena tão engraçada que Tereza chegou a se engasgar.
– Você é ótima Irene!
Conversas, algo bom de fazer no intervalo, ótimo se o objetivo é conhecer as pessoas, no caso os novatos, mas esse é só o primeiro de muitos intervalos.
Notas finais
Até o próximo
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