O Impossível, Difícil De Definir...
17 Sentimentos recíprocos?
Notas iniciais
Boa leitura!
Capítulo 17: Sentimentos recíprocos?
“Eu não aguento... Não aguento mais ficar olhando o Paulo conversando com a Rebeca! Eu não quero ver isso!” Valéria pensou ao perceber que começava a lacrimejar, se levantou de forma abrupta e se dirigiu correndo ao banheiro, ato que surpreendeu suas colegas. Entretanto antes de chegar ao banheiro ela trombou com alguém.
- Valéria, você ta bem? – se tratava de Lúcio, o jovem voltava do banheiro masculino e não esperava trombar com Valéria, pelo menos não com ela naquele estado.
- Não... Não to me sentindo bem, por favor, me abraça Lúcio! – ela falou se apoiando no peito dele.
- O que ta havendo linda? Alguém te maltratou? – ele perguntou calmamente preocupado.
- O que aconteceu? – Alicia pergunta, a jovem foi atrás de sua colega.
- Não sei, vocês também não sabem? – Lúcio fala sem entender.
- Não, a gente ta conversando e de repente ela se levantou desesperada. – dizeres de Marcelina que também seguiu sua amiga.
- Será que só eu percebi? – Tereza falou baixo com Irene.
- É porque só a gente tava no shopping ontem amiga, se elas tivessem lá com certeza entenderiam o que ta acontecendo.
Na outra extremidade do pátio Paulo observava com muita indignação Valéria nos braços de Lúcio, pensava: “Aquele otário do Lúcio! O que ele pensa que ta fazendo? Não vou deixar nunca ele ficar com a Valéria! Eu vou... Vou... Vou... Quem eu to tentando enganar, eu não vou fazer nada, a Valéria nunca ia querer nada comigo, eu já aprontei muito com ela até chantagem eu já fiz... e depois o Lúcio não é um cara ruim, ele pode fazer ela feliz...” sua indignação virou tristeza.
-... entendeu Paulo? – foram as palavras de Rebeca que o fizeram acordar de seu transe.
- É... Ham...
- Seu bobo... Acho que é isso que eu mais gosto em você, seu jeito bobo de ser e agir... – ela fala passando seus braços pelo pescoço dele e puxando sua cabeça pra baixo, ela fecha seus olhos e aproxima seu rosto do rosto dele, ela sela seus lábios com muita paixão. O garoto não esperava aquilo, quando ela o beijou ele estava nervoso e confuso, seus olhos não se fecharam num primeiro instante, somente após ato consumado que ele fechou seus olhos e tentou curtir o momento. Rebeca e Paulo se beijaram a frente de todos ali presentes, inclusive Valéria que não parava de chorar.
- Você precisa tomar um ar, vou te levar lá fora! – Lúcio fala.
- Eles se beijaram... Coitada da Valéria... – Tereza falou baixo.
- Eu não queria estar no lugar dela. – Irene respondeu.
- Eu sabia que isso ia acontecer! – Marcelina falou feliz.
- Foco Marcelina, a Valéria precisa da gente! – Alicia opina.
- Tem razão, é que fiquei feliz pelo meu irmão e pela Rebeca. – depois de tais dizeres as duas seguiram Lúcio e Valéria.
- Você quer namorar comigo senhor P-Paulo? – Rebeca falou em tom de piada com um sorriso inocente, fazia graça com a gagueira do garoto quando se conheceram.
- Sim... Quero sim minha pequena! – pensou: “Vou esquecer a Valéria, não quero e não vou mais pensar nela!”, porém planejar e executar com êxito são coisas muito diferentes.
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- Não se preocupe garoto, você não está com apendicite... – a enfermeira fala a Jaime, o garoto está numa maca e, próximo a porta, Evellin observa receosa. – Eu vou pegar um analgésico e antiinflamatório pra você, pra aliviar toda essa dor que você ta sentindo. – ela fala saindo do local.
- Jaime... – Evellin fala se aproximando, o garoto ainda chorava. – Você não ta com dor de barriga nenhuma né?
- N-não... Você se enganou, eu to com dor sim... – ele responde e ela se senta na maca ao lado dele.
- Essa dor não parece ser na barriga, parece ser em outro lugar, parece uma dor causada por outra pessoa... Por que você não fala comigo? Eu pensei que a gente fosse amigo...
- Não é justo Evellin, ela me ouviu falar o quanto eu gostava dela, ela me beijou como se a gente fosse namorados... Daí ela de repente me ignora... Ela não gostava de mim, ela só tava me fazendo de bobo! – Desabafou.
- Você tem certeza, pode ter sido só um mal entendido...
- Não foi, é só parar pra pensar, ela nunca gostou da minha família, sempre me humilhou quando tinha oportunidade... Ela só tava de onda comigo, me dando esperanças pra depois rir do bobo idiota aqui! Se eu não fosse tão burro... Essa droga de cabeça que eu tenho!
- Não fala isso garoto, se ela realmente fez isso ela não merece toda essa sua tristeza! Você é uma ótima pessoa, é legal, divertido, não entendo como alguém pode não gostar de você! – ela fala limpando com as mãos as lágrimas dele, de repente seus rostos foram se aproximando vagarosamente e os lábios se tocaram, por aquele minuto Evellin fez Jaime esquecer toda a dor que Maria Joaquina havia, supostamente, o causado, por aquele breve minuto sua tristeza não mais existiu, porém, por mais que Evellin estivesse vivendo uma eternidade dentro daquele instante a recíproca não foi verdadeira, o que o jovem sentiu ao beijar Maria Joaquina e o que ele sente agora ao beijar Evellin são sentimentos diferentes em forma e intensidade.
- Mas o que ta acontecendo aqui? – a enfermeira fala ao voltar. – Que tipo de lugar vocês acham que minha enfermaria é? – falou nervosa.
- É que... É que... Ele parou de respirar por um momento sabe? – Evellin respondeu com muita vergonha.
- Sim... Ela salvou minha vida moça! – Jaime falou igualmente com vergonha e muito corado.
- Suponho que então eu tenha que bater palmas pra vocês né? – a enfermeira fala sarcasticamente.
- Acho que eu vou indo então né? – a jovem fala envergonhada descendo da maca e caminhando pra saída.
- Tchau Evellin...
- Tchau Jaime... – se despedem totalmente sem graça.
- Aqui garoto, olha seu remédio... Vai tomar e vai voltar pra sua sala ouviu?! – a enfermeira falou muito nervosa.
- Sim senhora... – Jaime respondeu assustado tomando o remédio.
Evellin saiu daquele quarto e colocou a mão em seus lábios, não entendeu direito o que havia feito, não entendia o que realmente sentia pelo garoto, até poucos minutos atrás só pensava naquele gordinho de cabelos atrapalhados como seu amigo aí, de repente, um beijo acontece e partindo dela. Começou a sorrir caminhando, não via nada a sua frente, não ouvia também, somente pensava e pensava no que havia feito, até que...
- Ei Evellin eu to falando com você! – ela sente uma mão em seus ombros e escuta nitidamente a voz de Nicholas. – O Jaime, ele ta bem?
- É Evellin, responde! – Mário também fala, os dois foram até a enfermaria pra saber sobre seu colega.
- Que susto vocês me deram garotos! – ela falou.
- Você é a única pessoa que conheço que se assusta sorrindo, e sorrindo muito! – Nicholas faz uma observação.
- Ham... – ela responde distante. – O Jaime ta legal, a enfermeira vai dar um remédio pra ele e ele vai ficar bem.
- E você? Ta sentindo bem? – Mário pergunta.
- Sim, por que não estaria?
- Vai na paz então! – Nicholas pergunta soltando o ombro dela, a jovem seguiu seu caminho e Nicholas começou a rir.
- Ta havendo alguma epidemia de doença do riso que eu não to sabendo? – Mário pergunta inconformado.
- Sabe o beijão que o Paulo deu na Rebeca? – Nicholas pergunta.
- Sei, ele se deu bem, e daí?
- Parece que o Jaime também se deu bem! Eu conheço esse tipo de risada que tava na cara da Evellin!
- Não to entendendo, você quer dizer que... Não acredito que eles... – Mário fala num misto de descontentamento e surpresa.
- O Jaime se deu bem mesmo, a Evellin é bem bonitinha!
- Muito... – Mário fala baixando a cabeça. – mas vamos lá ver como ta o Jaime né? – fala claramente na intenção de mudar de assunto.
Notas finais
Até o próximo!
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