O Impossível, Difícil De Definir...
50 Sentimentos de amor, amizade e perda
Notas iniciais
Boa leitura!
Capítulo 50: Sentimentos de amor, amizade e perda
- Eu não gosto de usar essas roupas! Elas deixam minha barriga e meu quadril dez vezes maiores! – Jaime fala se olhando no espelho, travava a roupa social pra festa de Alicia.
- O que aumenta sua barriga e seu quadril é o tanto de porcaria que você come garoto! – o pai dele fala, tentava colocar a gravata em seu filho.
- Não precisa escrachar também né pai... Eu só to pensando no que a Maria Joaquina vai pensar, agora ela vai reconsiderar namorar comigo! – falou preocupado.
- “Reconsiderar” você conseguiu falar uma palavra tão grande?! A Maria Joaquina ta te fazendo muito bem! – o pai fez piada, entretanto o garoto não gostou. – Escuta filho, a Maria Joaquina gosta de você pela sua personalidade, pela sua generosidade, pela capacidade que você tem de se esforçar pra sempre ser melhor pra ela, de seu jeito bobo e espontâneo... Não se esqueça nunca que ela se apaixonou pelo homem que você é!
- Valeu pai! Me senti até importante agora! – ele falou feliz.
- Já estão prontos? – a mãe do garoto pergunta adentrando o quarto dele. – A limusine do doutor Miguel chegou pra levar a gente.
- Essa gravata Eloísa! Ela não colabora! – Rafael fala inconformado.
- Rafael!? Não é assim que se arruma uma gravata! – a mulher fala e vai até seu filho. – Presta atenção. – falou de forma doce fazendo o nó correto.
- Nossa...! Mãe valeu! – o garoto fala feliz.
- Com licença, será que eu posso entrar? – Maria Joaquina pergunta a entrada do quarto. – No momento que vê seu namorado seus olhos brilham. – Mas... Mas... Você ta lindo Jaime! – ela fala se aproximando instintivamente dele, ela o abraça gentilmente e o beija como se não estivesse ninguém ali, até que Rafael faz um barulho como uma tosse. – Ai... Desculpa... – ela fala meio corada.
- Sem problemas linda! – Eloisa fala.
- É você que ta incrível Maria Joaquina! Você ta perfeita! – Jaime fala olhando bem sua namorada, ela trajava um vestido rosa e um sapato de salto muito chamativo.
- Obrigada, eu deixei meu cabelo natural, não queria aparecer mais que a Alicia na festa dela.
- Pra mim você sempre vai aparecer mais que qualquer outra garota! – Jaime falou a beijando apaixonadamente, também se esqueceu que seus pais estavam no local, dessa vez Eloísa finge uma tosse pra que os dois parem.
- Vamos? – a mãe fala e eles se dirigem pra limusine.
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- Boa noite senhor, a Evellin está? – Mário pergunta ao pai de Evellin, ele foi até a casa de sua colega pra levá-la a festa.
- Está sim Mário... Nossa você está bem arrumado! – o senhor observa, Mário também estava vestido socialmente.
- É que vou a uma festa, a Evellin também vai!
- Não to sabendo disso não... – ele comenta, entretanto seu raciocínio é cortado pela voz de sua filha.
- Eu não te contei pai, mas é porque não vou... – a moça falou aparecendo no recinto.
- Qual é Evellin?! Vai ser bom pra você... Você gosta da Alicia... – Mário argumentou adentrando a casa.
- É verdade, não tenho nada contra ela, só que eu não to com ânimo sabe? E depois o Jaime vai estar lá com a Maria Joaquina e isso... É difícil pra mim.
- Minha filha, a vida segue, você não pode ficar triste pelo seu ex pra sempre... – o pai fala. – Acho que você deveria ir...
- Numa festa de noite? Tem certeza pai...? – a garota fala tentando provocar o senhor José, costumava fazer isso pra vê-lo confuso, achava divertido.
- Minha cabeça... Garoto, você tem que trazê-la pra casa ta certo?! – ele fala de fora imperativa pra Mário.
- Pode deixar! – ele responde assustado, a garota ri.
- Olha eu fico muito agradecida por vocês, por você ter vindo aqui Mário e por você ter me deixado ir pai, mas é que eu to desanimada mesmo.
- Vamos ficar só um pouco então, vamos lá, cumprimentamos a Alicia, podemos dançar uma música já que é um baile né? Daí se você ficar incomodada eu te trago de volta!
- Já ta me chamando pra dançar antes de eu concordar em ir? – ela pergunta em tom de piada.
- É lógico! Tenho que te mostrar os passos que o Nicholas me ensinou! Você tinha que ter ido nas aulas que ele deu de dança...
- Você é muito bobo! Ta certo eu vou, mas se você dançar mal vai ser obrigado a me pagar todo o sorvete que eu puder tomar! – falou em tom de brincadeira.
- Claro, por que não?! – ele fala feliz, ela ri bastante e vai se arrumar.
- É melhor você dançar bem garoto, minha filha ganhou um concurso regional de tomar sorvete...
- É sério senhor? – ele pergunta assustado. – E quanto sorvete ela tomou?
- Muito e em pouco tempo! – o pai falou vagarosamente assustando ainda mais o jovem.
- Não tem problema, pra ela eu pagaria sem pensar duas vezes... – fala sem perceber.
- Por um instante pensei que você tinha cantado minha filha na minha frente. – o pai fala.
- De forma alguma senhor... Quando? – o garoto fala muito corado e suando.
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- Minha filha, posso entrar? – a mãe de Irene pergunta batendo a porta do quarto dela.
- Pode sim mãe.
- Licença... Nossa minha filha você ta linda! – a mãe comenta ao ver a jovem, a garota trajava um vestido preto e usava um penteado que valorizava muito seu rosto.
- Brigada mãe! Foi tão difícil arrumar esse cabelo! Ainda bem que tinha hora no salão... – a garota fala.
- A gente precisa conversar querida, é importante...
- O que é mãe?! – ela pergunta, a mãe da garota era muito parecida com ela, entretanto não usava mechas vermelhas no cabelo.
- Você se lembra que eu prometi que nunca ia esconder nada importante de você?
- Sim, o que ta acontecendo?
- Talvez não seja o melhor momento pra contar, mas eu prometi e eu não falto com minha palavra!
- Eu sei mãe, do que se trata?
- Eu recebi uma ligação a mais ou menos duas horas atrás... Me ofereceram uma vaga pra trabalhar num lugar muito melhor! Vou ganhar mais e ter mais tempo livre...
- Que bom mãe! Você trabalha tanto né?
- Pois é minha filha, mas vamos ter que nos mudar... Esse trabalho é no interior... – as palavras deram um choque na garota.
- Mas eu me enturmei tão bem aqui... Não é justo! – ela falou revoltada.
- Eu sinto muito filha, mas eu acredito que nossa vida lá vai ser melhor em vários sentidos...
- Eu... Talvez... Mais certo que seja, eu não to revoltado com a senhora é que... É chato isso! Eu demorei tanto pra gostar daqui e quando eu finalmente gosto vamos ter que ir embora! – a mãe se aproxima e abraça sua filha.
- Você aprendeu muito nesses últimos meses né? Fez mais amizades, se interessou mais pelos estudos... Nada impede que você seja assim na nova cidade, use o que você aprendeu aqui pra se dar bem lá! – a mãe falou calmamente. – Só quero que você saiba que eu te amo minha filha, não faria isso se realmente não fosse necessário.
- Eu sei mãe, quando a gente se muda?
- No fim do ano, não se esqueça que os amigos que você fez aqui serão seus amigos pra sempre!
- Tenho certeza disso! – de repente a conversa de mãe e filha é interrompida por um toque de celular. – É a Tereza, ela já está chegando pra levar a gente pra festa mãe.
- Então... Vamos à festa né?
- Vamos sim! – a notícia não foi agradável pra Irene, realmente ela não gostava tanto assim de São Paulo até esse último semestre, a convivência com os alunos da escola Mundial a fez mudar de ideia além de Tereza ter se tornado uma grande amiga, era mais uma das grandes ironias do destino para com as pessoas.
Notas finais
Até o próximo!
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