O Impossível é só questão de opinião
8 O bebê
Notas iniciais
P.O.V. Alec.
Nós chegamos á residência dos Cullens e algo estava errado.
—Bem vindos.
A híbrida Cullen veio descendo as escadas.
—O que estão fazendo aqui?
—Você deveria estar pronta.
—Pra que?
—Pra vir conosco.
—Oh! Eu esqueci e sobre isso... eu não posso viajar pra outro país. Não agora.
—Porque não?
Ela colocou a mão sob a barriga.
—Porque não?
—Escuta. Volturi... escuta.
Disse apontando para a barriga. Então... forçando um pouco eu pude ouvir o pequeno coração batendo.
—Está grávida.
—Temos que informar o Aro.
—É. Precisa de um telefone?
P.O.V. Aro.
Heidi entrou na sala do Trono.
—Heidi.
—Mestres. Alec está no telefone. Ele diz que é urgente.
—Passe a ligação.
—Sim Mestre.
Ela trouxe o telefone.
—Saia.
Ela saiu.
—Alec. Porque não voltaram ainda?
—A híbrida está grávida mestre. Ela se recusa a viajar.
—Você tem certeza disso?
—Sim. Ouvi o coração da criança batendo dentro do ventre dela.
—E porque ela se recusa a viajar?
—Ela diz que não vai viajar de avião estando grávida. Quer que a criança nasça em segurança e quer que nasça na América. O que devemos fazer?
—Vigiar. Não é sempre que temos a oportunidade de testemunhar algo como isso. Não percam nenhum detalhe, vão com ela a todas as consultas médicas e... um de vocês terá de estar lá quando ela parir.
—Sim Mestre.
—Deixa eu adivinhar... vocês vão ficar.
—Sim. E um de nós terá que estar lá quando você parir.
—Não. Isso está totalmente fora de cogitação. É provável que haja sangue e eu não vou colocar a vida do meu bebê em risco.
—Você não tem opção.
—Sempre se tem uma opção. E você não faz ideia do que uma mãe é capaz para proteger um filho.
—Tia onde...
—No armário de baixo da pia do meu banheiro.
—Valeu.
—Elijah, porque não liga pra Freya, não espera liga pra Davina. Eu confio mais na Davina.
—Porque ligar pra Davina?
—Eu preciso de uma bruxa pra me ajudar durante a gravidez.
—E porque não a Freya?
—Desvantagens da onisciência. Eu vi tudo o que ela fez, então eu não pretendo confiar a vida do meu bebê a ela.
—Eu entendo.
—Ela será bem vinda. Mas, a responsável pelo pré natal vai ser a Davina. Pode ligar?
—Claro.
—Tipo, agora.
—Tudo bem.
O marido pegou o celular.
P.O.V. Kol.
Estávamos namorando no sofá quando o meu celular toca.
—Atende. Pode ser importante.
—É o Elijah.
—Atende.
—Alô.
—Kol, eu preciso falar com Davina.
—Pra que?
—Um milagre irmão. Eu serei pai e Renesmee quer que Davina ajude no pré natal.
—Ai é com ela mano. É pra você.
—O que é que você quer?
—Minha esposa está grávida e ela quer que você faça o pré-natal da criança.
—É? Você sabe o que me aconteceu da última vez que eu te ajudei seu cretino?!
—Eu entendo que esteja com raiva...
—Raiva? Estou furiosa!
Deu pra ouvir um estrondo do outro lado da linha.
—Por favor Davina, faça isso pela minha esposa.
—Eu não sei não. Quem me garante que você não vai se virar contra mim que nem da última vez?
—Eu não sou mais quem eu era.
—Tá. Eu ajudo, mas eu vou levar o Marcel comigo. Se você tentar alguma gracinha ele te mata.
—Perfeitamente justo.
—Ótimo. Estaremos ai assim que possível.
Em alguns dias a mansão estava lotada. E deu pra notar que a loira e a morena se estranhavam.
—Davina, eu sinto muito.
—É. Eu também, eu sinto muito por cada segundo que eu gastei acreditando nas suas mentiras.
—Vamos lá querida?
—Vamos. Vai ser aquele que... vai lá dentro?
—Sim.
—Então a Jane vem.
—O que vai dentro da onde?
—Vamos fazer a primeira ultrassonografia, mas o feto ainda é muito pequeno para fazermos pelo abdome então vai ser pélvico.
—E?
—Ele vai enfiar a máquina na minha vagina.
—Oh! Então vamos lá.
P.O.V. Jane.
Isso vai ser estranho. Entrei na sala junto com o marido, o Doutor Cullen e a bruxa Davina.
—Pode colocar a camisola querida. Ali atrás do biombo.
Depois dela ter colocado a camisola de hospital ela deitou na maca e ele enfiou a coisa dentro dela.
—Estão ouvindo? Esse é o coração do seu bebê.
Eles choraram.
—Não sabemos dizer se a criança terá o crescimento acelerado como você ou se vai crescer á um ritmo humano, mas até o presente momento tudo indica que o tempo de gestação vai ser o mesmo de um ser humano.
—Não importa se o bebê vai nascer daqui a um dia ou daqui á dezessete semanas, nós vamos amá-lo mesmo assim.
Carslile tirou a coisa de dento dela e jogou a capa no lixo.
—Eu queimaria isso se fosse você.
—Vou queimar.
—Eu posso levantar?
—Pode.
Ela se levantou e segurou no marido.
—O que foi? O que há de errado?
—Relaxa. Eu acho que levantei rápido demais.
—Você tem que se alimentar.
—Tentei caçar ontem, foi tudo parar no vaso. E acho que sei porque.
—A criança.
—É. Acho que ela é mais parecida com Elijah do que com a gente.
—Pode ser ou não. Quando sua mãe estava grávida de você, você não quis sangue animal.
—Pode ser.
Ela pegou uma das bolsas de sangue da geladeira, serviu o conteúdo num copo e começou a beber.
Logo, ela já começou a mostrar, ela estava animada com a sua cria. Quando de repente, começou a tossir.
—Você está bem?
—Grávida de mil meses e meio irritada com o mundo, mas fora isso estou bem.
Ela tossiu de novo, tossiu mais uma vez e saiu uma onda de sangue da boca dela, então ela caiu no chão.
—Socorro!
O marido a pegou, a carregou, jogou tudo o que estava encima da mesa no chão e a colocou sob a mesa de mogno.
—Eu posso ajudar.
—Não toque nela!
—Eu fui enfermeira nos anos sessenta.
—Tem um feitiço que eu posso fazer, ela está tremendo me dá seu casaco Elijah.
—Ela não está respirando. Posso ouvir o batimento do bebê, mas não o dela.
P.O.V. Renesmee.
Eu acordei. Estava em casa, deitada na mesa, mas eu sabia que isso era um sonho ou que eu estava em outra dimensão ou na mente de alguém.
Então... ele apareceu.
—Mikael.
P.O.V. Elijah.
O feitiço não funcionava.
—Não está funcionando!
Eu me mordi e forcei o meu sangue pela garganta dela.
—Vamos! Vamos amor! Que droga, ela ainda não está respirando.
P.O.V. Renesmee.
Ele começou a se aproximar.
—Minha reputação me precede.
—Isso é um pesadelo. Estou sonhando.
—Pelo contrário minha querida. É a mais pura realidade.
—Então estamos numa dimensão alternativa ou dentro da sua cabeça ou da minha.
—Você é inteligente.
—Eu sou andarilha do sonho. Conheço as regras.
Ele agarrou no meu pescoço.
—Bem vinda ao meu inferno. Condenado a uma eternidade de sofrimento vendo aquela criatura que os meus filhos chamam de irmão.
—Eu estou carregando seu neto. O meu bebê é do Elijah. Mas, você tá morto. Como eu posso estar aqui? Ai Meu Deus! Não! Não! O bebê!
—O bebê?! Como se você não fosse suja o suficiente vai misturar seu sangue com o do Elijah!
—Mas, ele é seu filho.
Ele tentou me sufocar.
—Eu não to morta. Se eu estivesse morta você não estaria tentando me matar!
Eu comecei a revidar.
P.O.V. Elijah.
Não estava funcionando.
—Eu vou levá-la até um médico de verdade!
—Se movê-la o meu feitiço vai quebrar! Não haverá tempo para levá-la a um hospital.
—O bebê sobreviverá se nascer agora?
—Sim, mas a sua esposa vai sangrar até morrer.
O olhar de Davina se perdeu.
—Eu sei o que fazer! Pegue a minha bolsa! O frasco com o sal agora!
P.O.V. Renesmee.
Desgraçado.
—Você já ta morto Mikael. Os seus filhos já te derrotaram!
—Eles não são mais meus filhos! Eles são o símbolo da minha vergonha! Essa criatura germinando no seu ventre, eles vão destruí-la de um jeito ou de outro. Melhor que morra agora e você junto com ela!
Eu enfiei a estaca nele.
—Minha criança vai ter uma vantagem que nenhum dos seus filhos teve. Ela nunca vai conhecer você seu verme!
P.O.V. Alec.
Essa é a coisa mais estranha que eu já vi. Então... ela respirou.
—Renesmee!
—Você está bem amor. Você está bem.
Ela falou meio em pânico.
—Eu o vi, ele tentou me matar. Eu vi o Mikael.
—Mas, Mikael está morto. Eu vejo ele de tempos em tempos.
—O coração dela estava parado Niklaus. Ela estava temporariamente morta. Ela te atravessou.
—Obrigado Davina.
—Disponha.
Eles se abraçaram.
—Você está bem tia?
—Estamos bem. Eu amo vocês. Menos você Klaus, eu te odeio.
Ela se levantou.
—Eu acho que eu vou deitar e dormir por algumas semanas depois dessa.
—Tranque a janela.
—Eca. Esse sangue tem um gosto estranho. Eu vou tomar banho e escovar os dentes.

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