O Humano e a Bruxa
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Espero que gostem *-*
Eu estava na biblioteca da Universidade, mais especificamente na ala de documentos históricos fazendo uma pesquisa sobre as famílias fundadoras de Royal City, porém minha pesquisa estava se mostrando um tanto improdutiva. Foi então que fui surpreendido por alguém. “Procurando alguma coisa Doutor Reid?” Virei-me em direção a dona da voz e era a professora Rossi “Estou fazendo uma pesquisa sobre as famílias fundadoras senhora” ela me analisou e voltou o olhar para o livro que eu segurava “Você não vai achar o que procura nesse livro” encarei o livro que estava em mãos “A real história de Royal City.” “Esse livro só conta a história da cidade desde a mudança do nome” ela disse e então vasculhou os livros e pegou um com capa de couro “Esse vai ser melhor” ela disse me entregando “Union Agreement City” Proferi o título do livro em voz alta e completei “A senhora tem certeza?” ela sorriu “História não é meu campo, mas confie em mim”. Fomos então interrompidos por minha colega e parceira no trabalho Jennifer “Boa tarde Reid, boa tarde Senhora Rossi” nós a cumprimentamos de volta, até a senhora Rossi dizer “Tenho que ir, bons estudos” confesso que o olhar que ela e Jennifer trocaram foi meio frio, mas não tive tempo de perguntar nada, pois logo Jennifer ou JJ, como ela prefere ser chamada me arrastou para uma das mesas de estudos.
Li todo o conteúdo do livro em questão de minutos, fazer o que, sou bom nisso. Agora entendo o porquê da escolha do primeiro nome da cidade, foi um acordo entre os donos de propriedades que selou a paz e a disputa por terras. Basicamente quatro famílias disputavam as terras das outras: Prentiss, Gideon, Hotchner e Rossi. Franzi a sobrancelha ao perceber os nomes: Prentiss é o sobrenome da prefeita da cidade; Gideon é o sobrenome de Jason, um homem que é praticamente um eremita; Hotchner aparentemente é uma família extinta e Rossi é a família do marido da senhora Rossi, seu marido é um homem rico, ele tem algumas propriedades na cidade. Bem, voltando a história do livro: A família Prentiss possuía riquezas e era rival da família Rossi que também possuía grandes riquezas e aparentemente uma incrível habilidade de se meter em guerras. A família Gideon também não se dava muito bem com nenhuma das outras famílias e aparentemente brigava com qualquer um da família Prentiss ou Gideon. E a família Hotchner aparentemente é a que se dava bem com todo mundo. Diz o livro que os patriarcas de cada família assinaram um acordo, onde juntavam as quatro grandes propriedades em uma só, e que em seus termos eles deixavam a família Prentiss responsável pelo governo do local, a família Rossi a manter a paz, a família Gideon e Hotchner assim como qualquer outro agregado das famílias tinham o poder de comprar terras e produzir. Isso tudo desde 1800.
Quando fechei o livro JJ me encarava “Então?” “Bem de fato eis aqui a razão do mito de bruxas, lobisomens e vampiros. Claramente essas famílias se odiavam, mas fizeram um acordo que até onde sabemos funcionou. Então o sobrenatural é apenas uma forma das pessoas contarem a história da cidade de uma maneira que prenda mais a atenção do ouvinte” Eu disse me referindo ao livro que ela tinha em mãos: As criaturas de Royal City. Ela pareceu respirar melhor, eu a encarei “Estava com medo dos vampiros JJ?” ela riu e rolou os olhos “Já sou grandinha, posso me defender Spence”.
Fizemos mais algumas anotações, foi então que eu me lembrei de uma coisa “Você é amiga da filha da prefeita não é? Você também tem algum parentesco com a família Prentiss?” “Eu sou amiga da Emily, mas não temos parentesco. Minha mãe era governanta da prefeita” “Ah sim, perdão pela pergunta” ela sorriu timidamente “Tudo bem. E sua família?” “Bem, meu pai foi embora quando eu tinha oito anos e minha mãe está internada em uma clínica” ela franziu o cenho e me perguntou “Ela está bem?” eu fiz que sim com a cabeça “Sim, ela está. Ela tem esquizofrenia, mas com a medicação certa ela fica bem” ela ficou com pena de mim, já que entrelaçou nossas mãos “Eu sinto muito” ela disse, eu me afastei e disse “Eu também”.
Faltava vinte minutos para as nove, quando a bibliotecária anunciou que estava quase na hora de fechar a biblioteca. Eu e Jennifer pegamos os livros para guarda-los em seus devidos lugares. Eu a observava, ela é linda e gentil, ela é o tipo de mulher que ajuda qualquer um sem pensar duas vezes, já passou pela minha cabeça diversas vezes em chama-la para sair, mas sempre a vejo na companhia do promotor Matteo Rossi. Estamos agora bem próximos, ela olha nos meus olhos e diz “Você vai me beijar ou não?” admito que devo ter ficado com os olhos arregalados, mas não pensei duas vezes. Um pouco desajeitado admito, a puxei pela cintura e a beijei. Não foi um beijo rápido muito menos feroz, foi um beijo calmo, delicado e cheio de sentimentos, quando nos afastamos ela me olhou e sorriu “Finalmente” admito que sorri também, afinal seu sorriso é sempre contagiante. “Então nós... Eu e você... Eu sempre achei que você e o promotor...” Eu meio que gaguejava, ela agarrou minha mão e saímos da biblioteca enquanto ela me respondia “Bem nós nos beijamos Spence e eu gostei, e gostaria ainda mais se você me chamasse para sair. Enquanto eu e Matt não se preocupe, nós somos apenas grandes amigos” paramos em frente à biblioteca, de longe um carro buzinou para ela, estava escuro, mas fui capaz de identificar Penélope Garcia a colega de trabalho de Jennifer, “Você quer sair comigo amanhã JJ?” ela sorriu “Amanhã eu trabalho, pode ser depois de amanhã?” eu fiz que sim com a cabeça, ela se aproximou de mim e me deu um beijo na bochecha “Então até lá Spence”.
No final da noite eu não podia acreditar, em duas noites eu tenho um encontro com Jennifer Jareau. Minha nossa! O que vou fazer? Nunca estive em um encontro antes.
Notas finais
Comentários são muito bem vindos
Desculpem qualquer erro de português
Bjss e até logo
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