Notas iniciais
Pequena introdução e apresentação de Marcos e seus "delirios".

Eu nunca fui um cara de sorte, na verdade eu sempre fui azarado... Eu poderia citar vários incidentes – um para cada dia da minha pequena vida – mas isso ia levar muito tempo... Então vou começar a narrar quando a minha vida começou a ficar mais movimentada.

Eram 7 da manhã de um dia chuvoso de junho, eu tinha 16 anos e me preparava para ir à escola quando uma coisa estranha aconteceu. Tudo parou! Minha mãe parecia um manequim fazendo café, os pássaros nos fios de energia pararam de piar, até o apresentador do jornal na TV ficou paralisado.

Não liguei muito, já estava acostumado com essa situação. Desde a minha infância eu sinto essas coisas, os psicólogos falaram que eu tinha muita imaginação e que com o tempo esses “sonhos” que eu tenho acordado iriam passar... O problema é que continuo a ter eles cada vez mais fortes!

Continuei me arrumando como de costume quando senti alguma coisa se mexendo no quarto dos fundos da minha casa. Ufa, finalmente o tempo voltou! – eu pensei – mas quando fui à cozinha tomei um susto. A minha mãe ainda estava paralisada, mas a sensação de que tinha alguém se mexendo no quarto dos fundos apenas aumentava! Eu nunca tinha visto exceções nos meus sonhos acordados – as pessoas nunca se mexiam! – Comecei a andar na direção da porta, não pensei em o que iria encontrar do outro lado apenas senti uma emoção forte, como se todas as pessoas do mundo estivessem me observando naquele momento.

Quando fiquei a um passo da porta ela se abriu sozinha! Mas de onde eu estava não via ninguém, apenas um velho baú no canto do quarto. Entrei devagar, a atmosfera do quarto estava carregada – era difícil respirar, como se toda a umidade do quarto tivesse sumido do nada – e a sensação de que todos estavam me olhando sumiu. De repente comecei a sentir uma brisa vinda das frestas do baú!

Fiquei alguns instantes paralisado com a situação, até que um grito começou a se formar na minha garganta – eu não ia conseguir ficar muito tempo ali sem ficar desesperado – Saí correndo e o mundo virou um borrão.

Estava a ponto de enlouquecer quando a minha mãe me perguntou como ia querer minhas torradas, os pássaros voltaram à sua bagunça matinal e escutei o jornalista na TV falar de estranhos casos de suicídios na cidade – tudo tinha voltado ao normal – falei que não estava com fome e sai, tinha muito em que pensar.

Notas finais
Infelizmente não tive tempo de escrever mais nesse domingo, mas ja tenho alguns capítulos na cabeça e todos os dias irei postar algumas páginas. Espero que gostem das proximas surpresas.