O Homem de Destra Vermelha

4 Capítulo 4 - A Queda


Notas iniciais
Olha, antes de mais nada, eu digo: Tem uma cena MUITO pesada nesse capítulo. É meio tenso então preparem um lencinho antes de ler.

Talvez você pense:” Ah Alex, mas você nem sofreu nada. Por que acha que deveria ser lembrado?” Eu lhe respondo... Eu sou o cara que mais tolerou a loucura, o medo, o terror e beirou tanto o abismo, que sentiu ele o encarar de volta. Eu não conseguia mais me controlar desde que matei aquela pequena criança. O sangue dela em minhas mãos cheirava tão doce naquele instante, eu me sentia tão bem que acabei me rendendo ao prazer de matar. Mesmo quando davam o que era cobrado, eu os matava e o fazia lentamente, com muito prazer e gosto. Me tornei um ser desprezível em 2 anos... 2 longos e infinitos anos...

Depois de tudo que eu fiz, de todas as pessoas que matei, ele, o homem a quem hoje culpo pela minha situação, Lucius Ferdidand, me disse:

—Dá-me aquilo que me é de direito...

Eu não entendi nada daquilo, já que eu não o devia nada, nunca peguei empréstimos ou coisa parecida. Do contrário, ele me devia, já que tantas e tantas pessoas matei graças à ele. Eu dei uma risada tentando quebrar o clima e voltei ao meu serviço. Aquilo ficou em minha cabeça me deixando tão nervoso que acabei por adoecer. Pedi minha licença e estar longe do trabalho era tão bom, que acabei pedindo demissão. Entrei em sua sala e pedi educadamente, falando que era grato por todo o prazer que ele me dera mas que ficar ali já não era mais parte de meus planos e que almejava algo menos sangrento. Ele esbravejou enquanto meus olhos esbugalharam-se:

— VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR! EU TE CRIEI, EU TE TIREI DA LAMA E POSSO LANÇAR-LHE ATÉ MESMO NOS MÁRMORES DO INFERNO SE EU QUISER.

Ele bateu tão forte na mesa que derramou algumas gotas de café em cima de um de seus cartões alvos com letras douradas. Eu poderia jurar que no cartão dizia, destacado pelo café, um nome irreal e impossível: Luci Fer .

Senti, no mesmo instante que vi aquele nome formar-se, um frio fantasmagórico percorrer em minha espinha, fazendo-me arrepiar por completo. Eu percebi então tudo que eu havia feito, todas as pessoas que matei e o quão distorcida tinha se tornado minha alma. Me levantei de um pulo e corri pra longe da sala enquanto ele apontou pra mim e disse:

—Pode correr de mim, mas não daqueles que carrega nas costas...

Depois deste fato, passei noites de cão... Eu via, de longe, todas as pessoas a quem magoei matando toda aquela gente. Cada família, cada esposa, cada irmão... Mas nada doeu tanto quanto ver uma menininha chorar agarrada ao peito ensanguentado do pai, dizendo:

—Não vai, papai, não vai... Quem vai jogar fora os remédios que fazem a mamãe dormir pra sempre?

Passei 2 anos nesse looping de sonhos e pesadelos, sempre as mesmas coisas e eu fiquei a cada dia mais na fossa. Minha alma doía... O pior ainda estava por vir...

Os sonhos cessaram a quase 7 meses... 7 meses de paz, tranquilidade e vida plena... Porém, certo dia, indo para meu novo trabalho eu o vi... Parado, no meio da rua, estava Lucius. Joguei o carro pro lado, temendo acertá-lo, acertando um poste. Assim, acabei com meu Corvette novo. No hospital por conta do acidente, acabei ficando um bom tempo em coma. Isso era o que os médicos diziam. Em minha mente, estava sendo torturado por anos a fio no Inferno.

Notas finais
O próximo capítulo é o final. Mas eu devo refazer esta história, me desconectando um pouco da música e tentando fazer ela maior. *-*/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.