O Homem Das Estrelas
6 Capítulo 5
Notas iniciais
(POV’s Georges Batroc)
Cheguei à grande casa onde o meu contratante cismava em fazer suas reuniões.
Ignorei a velha que me atendeu e entrei rumo ao quarto “de negócios” que possuía apenas uma televisão. Nem cadeira aquela merda tem.
- Você se encontrou com ela? – a televisão repentinamente se ligou
- Encontrei. Você apenas esqueceu-se de me avisar que ela é gostosa e inteligente para caralho.
- Se achá-la atraente facilita seu trabalho com ela, fique a vontade. Mas se eu perceber que você criou laços afetivos, nosso contrato se dará por encerrado.
- Fica tranquilo. É impossível isso acontecer.
- Vou providenciar uma espécie de celular com linha direta para evitar uma suspeita dessa casa ou até de você. Agora você tem que ir porque eu tenho mais o que fazer.
E a tela desligou, como se eu fosse insignificante.
Porra, eu vim aqui pra isso? Só pra eu dizer que encontrei a moça? Sacanagem.
Foda-se, amanhã eu penso sobre trabalho. Agora eu quero afogar o ganso.
(POV’s Steve Rogers)
Cheguei em casa arrasado, aquele maldito Batroc conseguiu fugir numa moto e ainda riu da minha cara, como se eu fosse um tiozão fora de forma.
Coloquei meu escudo em seu devido lugar, sem antes descontar minha raiva chutando, inutilmente, minha cama. Troquei de roupa, logo depois me taquei na cama e fitei o teto, como se ele fosse me dar alguma resposta.
Provavelmente ele não trabalha sozinho. Ou será apenas mais um vagabundo em busca de dinheiro, achando que este é a resposta para todos os problemas? Eu sinceramente não sei.
Para testar a minha paciência, meu telefone toca e, do outro lado da linha, ouço a voz conhecida de Nick Furry:
-Trago noticias, Capitão.
— Que noticias são tão importantes que você precisa me dizer a essa hora da noite?
— Achei que você gostaria de saber que a S.H.I.E.L.D tinha um programa que incluía a Angèle Salazar. – levantei-me, sobressaltado. Pelo menos eu estou um passo a frente da misteriosa historia da senhorita Salazar.-
— No que consistia o projeto?
— Não possui no arquivo o “por quê”; apenas “quem” participaria. – mas que merda! Como essa mulher consegue dificultar tanto as coisas? –
— Não há um jeito de conseguir essa informação?
— Eu vejo se consigo alguma informação a mais, Capitão. Mas tente jogar com o que você já possui.
-Obrigado, Nick.
Desliguei o telefone, pensando em tudo que eu sei sobre ela: espanhola, é uma espécie de secretaria, anda armada, não sabe lidar com pressão, despertou interesse na S.H.I.E.L.D.
Motivo: desconhecido.
Caralho! Como eu vou descobrir a vida de alguém desse jeito? Muito bem, Steve. Você consegue criar varias estratégias de batalha, mas não consegue descobrir a vida de uma simples cidadã espanhola.
Tive uma ideia!
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(POV’s Angèle Salazar)
Aquele cara... Parece um maníaco sexual. Credo. Um tarado de bigodinho ridículo que se acha “o gostoso”.
Droga ,tenho que organizar meu plano e me comunicar de alguma forma com esse tal de Batroc. Fala sério, o Chefe só me mete em furada.
Pensando em comunicação, o Chefe tá pirado. Ele disse para eu voltar a casa, mas me entregou um comunicador. Que estranho.
É melhor eu levantar e me aprontar antes que o tarado bata à minha porta.
----------------------------no dia seguinte--------------------------------
(POV’s Steve Rogers)
Aguardei, ansiosamente, pelo telefonema do agente da S.H.I.E.L.D. Pedi-lhe que me dissesse o endereço da senhorita Salazar.
Desliguei o telefone, peguei uma blusa azul de manga, minha calça jeans e tênis.
Com o endereço em mãos, foi fácil achar sua casa: fica em um subúrbio bem calmo, afastado do centro. É um lar simples, antigo, com a pintura rosa descascando e o jardim bem cuidado.
Bati a porta, que foi logo aberta por uma senhorinha:
- O que deseja meu jovem?
- Você deve ser a senhora Salazar, certo? – a idosa assentiu – eu me chamo Resgov Stee, colega de trabalho da sua filha Angèle. Ela foi minha escolhida no amigo oculto, esse ano, e gostaria muito de saber com que a presentearia, já que eu não a conheço muito bem.
-Sim, meu querido, entre. Lógico que te ajudarei na escolha.
- Muito Obrigado. – entro e me sento em uma pequena poltrona, na sala de estar igualmente pequena, porém aconchegante.
- Aceita uma xicara de café, meu jovem? – será mesmo que a Angèle nasceu dessa senhora tão gentil? –
-Se não for pedir muito, aceito sim.
- Bem, meu rapaz, com que pensou em presenteá-la?
- Um par de brincos de estrela.
- Angèle, minha filha, gosta de presentes que ela olhe e lembre-se de quem a deu. Do sentimento que ela possui para com essa pessoa. Vocês têm alguma memoria significativa juntos? – fiquei rubro ao pensar em nosso beijo. Dei um sorriso e respondi:
- A lembrança que eu mais gosto é a do seu sorriso sem jeito ao derrubar café em mim.
- Mas a minha filha não gosta de café! – a única, diga-se de passagem -
- Eu sei, exatamente por isso que ela estava o levando para o nosso chefe.
- Resgov, desculpa ser tão invasiva, mas como o seu chefe é com você? Pois percebo que minha filha saí muito de madrugada a mando dele, e quando volta, está muito cansada e estressada, o que me preocupa, afinal, trabalhos convencionais têm horário pré-determinado e não são abusivos. Eu tento ajudá-la, mas Angèle sempre desconversa...
Então ela sai de madrugada e sua mãe desconhece o seu trabalho... Muitas perguntas, poucas respostas. Acho melhor ir embora antes que me enrole com mais questões mal resolvidas.
— Bem, senhora Salazar, o chefe é uma pessoa difícil, eu diria. Ele gosta de tudo feito com urgência e precisão. Às vezes, eu pernoito no trabalho, devido à quantidade de serviço. Acho que vou dar essência de lavanda para sua filha relaxar. (risos)
-É o presente perfeito, meu filho.
-Então está decidido, só não conte à ela, por favor. Muito obrigado!
-Fico feliz em ter te ajudado, Stee.
A mãe de Angèle me acompanha, sorridente, até a porta, onde se despede de mim, e fecha a porta.
Vou descendo as escadas e penso ter feito algum progresso, mesmo que pequeno.
De repente ouço um barulho atrás de mim, tudo fica escuro demais e sinto algo gelado sendo pressionado, como uma lâmina, no meu pescoço. Preparo-me para desarmar o canalha quando escuto uma voz feminina sussurrando no meu ouvido:
-O que você quer?
Meu coração congela. Eu conheço essa voz. É ela.
-Angèle, sou eu, Steve. Está tudo bem, pode tirar a lâmina do meu pescoço agora.
Ela suspira, deixo de sentir o gelado no meu pescoço e viro-me para ela:
-O que diabos estás haciendo aqui, muro idiota?!
Mesmo estando escuro, posso perceber que ela fica vermelha de raiva, como sempre. Um jeito gracioso de expressar sua intensa vontade de me matar. Ela é um perigo.
-Senhorita Desconfiada, estava apenas pedindo informação a essa gentil senhora, pois minha moto quebrou e eu não conheço nenhum mecânico por aqui.
Com um sorriso debochado no rosto, ela se aproxima, lentamente e junta seu corpo ao meu. Consigo sentir o calor emanando dela e atingindo em cheio o meu corpo, causando-me pequenos arrepios. Seus olhos verdes me hipnotizam, fazendo com que eu me aproxime involuntariamente de seus rubros lábios.
Acordo de meu transe, com um sopro de ar frio em meu peitoral e a vejo se aproximando de minha moto com minha chaves- não sei como foram parar lá- na mão.
Reparo que ela está usando um vestido preto sem manga que ressalta suas curvas, e deixa à mostra suas belas pernas cobertas por meia-calça preta.
Ela sobe sensualmente na minha moto, mostrando sua cinta-liga e dá partida, com largo sorriso debochado no rosto.
-Poxa, Steve gostei da sua criatividade, mas não precisava fazer tudo isso para chamar minha atenção, eu já tinha notado seu potencial. (risinhos)
-Na verdade, acho que seus poderes mágicos de mecânico funcionam muito bem... –Disse coçando a cabeça, envergonhado.
Cortando o sorriso, ela respondeu, secamente:
-Suba logo nesta moto e vamos conversar.
Notas finais
Por favor, digam o que acharam desse capitulo, pois agora estamos no embalo.
Isto é só o recomeço.
Nós voltaremos !! :D
bjkas
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