O Homem Das Estrelas
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordei em sobressalto: havia dormido demais. Meus 40 min. se transformaram em 1h. Faltavam 3h para o prazo se esgotar e eu não sabia por onde começar. Que ótimo. Para minha sorte, a cidade era pequena, o que facilitou minha busca. Já era quase dia quando finalmente o matei na porta de sua casa.
Agora, para meu desgosto, carrego um cadáver que a cada metro se torna mais pesado. Minha coluna dói, não sinto mais meus braços e ainda faltam 4 quadras até chegar no local marcado.
–-----------------------------------------------------------------------------
Falta apenas 1 quadra para chegar e ainda me resta um tempo considerável. Larguei o corpo no chão e sentei-me ao seu lado; precisava realmente descansar. Estava tudo bem ate que ‘rrrrrrrrrrrrrr’. ¡ Mierda! A última coisa que eu precisava era fome. ¡Angèle, tienes que ser fuerte! Usted está casi allí. Com esse pensamento ecoando pela minha mente, levantei, peguei o corpo gélido e comecei a andar.
A rua que antes se encontrava escura e vazia estava, aos poucos, sendo iluminada pelo sol que começava a nascer, tornando-se assim aconchegante. Pude perceber a nobreza do bairro. Casas altas, jardins impecáveis e nenhum traço de preocupação. Senti uma pontada de inveja quando pensei que aquela seria uma vida perfeita: sem poderes ou trabalhos envolvendo morte.
Será que aquele “muro” mora aqui? Ele tem cara de rico e mimado. Argh, não importa. Ele é apenas um cara que se meteu no meu caminho e me atrasou consideravelmente.
Olhei para o lado e me surpreendi: a bendita casa 276.
É uma casa realmente grande, feita de madeira. Toquei a campainha e:
– Bom dia, docinho! Estou esperando por você desde ontem. Vamos, entre!
É uma senhora simpática, mas parece sofrida. Fui entrando e perguntei onde poderia colocar o “objeto”. Fiquei com medo de dizer que era um cadáver. Vai que ela enfarta!
–Apenas me siga. Como posso te chamar, jovenzinha?
–Angèle. E a senhora?
–Creio que não fará diferença para você.
Fiquei muito apreensiva. Não era todo dia que uma senhora recebia de bom agrado alguém que levava um cadáver a tiracolo.
Chegamos a uma sala vazia. Tinha apenas uma televisão antiga. Acho que ela pediu licença e saiu.
–Muito bem, minha doce Angèle. – dei um pulo quando a televisão ligou sozinha. O que me apareceu foi um homem encapuzado. Ele parecia estar em uma sala bem pequena, como se fosse feita apenas para isso.
–Você cumpriu o prazo. Quando faltava apenas 1h, achei que não conseguiria. Mas não se anime, doce Angèle. Esse é apenas o primeiro de seus serviços. E o próximo será bem mais arriscado. Essa era uma pessoa comum. Não tinha motivos para matá-lo, apenas queria saber se teria sangue frio o suficiente para matar quem eu quisesse, sem me questionar. –nessa hora, senti meus punhos cerrando e tive uma grande vontade de gritar: ¡Hijo de la puta! – Não fique com raiva, minha querida. Essa expressão de raiva não combina com você. – olhei para os lados, em busca de uma câmera. Não achei nenhuma. Esse cara não jogava para perder. – Apesar de termos um trato, precisamos de confiança, acima de tudo. Se você confiar em mim, depositarei toda minha confiança em você. Seu próximo serviço será descobrir quem é o homem por trás da roupa estrelada do Capitão América. Aproxime-se dele. Ganhe sua confiança. Faça-o comer em sua mão. Quando isso acontecer, volte nesse mesmo endereço; contar-lhe-ei a segunda parte do plano. Tenho certeza que ele não resistirá a seu charme. Boa sorte.
Em um piscar de olhos, a televisão desligou. Fiquei estática no lugar. Com a expressão mais tranquila do mundo, ele me manda procurar o super-herói americano e descobrir sua identidade. Não tenho nenhuma direção, o Estados Unidos é enorme, fora que ele não deve andar por aí como um homem normal. Quem sabe ele se esconde em uma caverna? – dei um sorriso sem humor – Por hora, vou sair daqui e comer em algum lugar.
Saí da casa e me dirigi ao centro urbano da pequena cidade.
(Pov’s Steve Rogers)
Estava realmente faminto. Andei por toda a cidade que, apesar de ser pequena, me cansou. O melhor lugar para almoçar seria o centro da cidade.
Estava lotado. Não tinha a menor noção do que iria comer e aonde iria, até que, vi a dama da noite passada. Não deixei de reparar que estava com uma feição de cansada. Provavelmente não dormiu a noite passada, pois estava caçado o seu “cachorrinho”. Resolvi segui-la. Quem sabe eu conseguiria uma pista.
Ela entrou em um restaurante meio vazio, provavelmente está com bastante fome.
O restaurante era pequeno, mas aconchegante. Sentei à mesa próxima a dela. Olhei, desinteressado, o cardápio e escolhi o prato do dia.
Depois de uns 20 min. nosso pedido chegou. Ela parecia devorar a comida; nem sei se estava respirando. Poderia engasgar a qualquer momento. Dei uma risada discreta com a cena. A comida nem estava tão boa (pelo menos a minha), mas ela não parecia ligar para o gosto.
Após acabar sua refeição, ela tratou de ir embora bem rápido; sem, ao menos, pedir uma sobremesa. Esperei uns instantes para seguí-la,ela não poderia notar minha presença. Quero saber o porquê de ela andar armada. Havia pedido para um agente da S.H.I.E.L.D para verificar se ela é ou foi uma agente do governo ou do exército. Sua ficha constava apenas que era uma simples imigrante espanhola que veio por emprego. Então que raios de emprego é esse? O que ela é de verdade? Seu cachorro não deve ser tão desobediente a ponto de ser treinado com armas de fogo.
Ah, droga! Estou pensando demais e agindo de menos. Tenho que ir logo embora daqui.
Saí do restaurante e gelei. Ela não estava mais a minha vista. Como uma mulher pode ser tão problemática? – olhei ao redor, à sua procura. Resolvi andar um pouco. Quem sabe ela não está em uma rua pouco movimentada, igual à noite passada?
De repente, fui puxado por uma mão que parecia querer controlar a tremedeira. Deixei a pessoa me levar. Eu sabia que iria ganhar uma luta, caso ocorresse. Um longo arrepio percorreu meu corpo quando a notei. Como ela descobriu que eu a seguia? Sou tão ruim assim em espionagem?
Ela parecia com raiva quando me perguntou:
– Por que está me seguindo, señor despreciable?
Notas finais
Mierda- Merda
¡Angèle, tienes que ser fuerte!- Angèle, tens que ser forte
Usted está casi allí.- Você está quase lá.
Hijo de la puta- Filho da puta
Señor despreciable- Sr. Desprezível.
Não esqueçam de comentar!
Obrigada pela leitura ^.^
Bjkas
Fale com o autor