Notas iniciais
Dedicamos o capítulo a seguir, ao guri que amassou o dedo da Luiza, que ocasionou a nossa volta para casa e início a fanfic. ^-^

Era uma noite fria e não tão silenciosa como eu gostaria. Entrei em uma lanchonete, pedi uma água e esperei. Estava com um frio na barriga, igual a uma criança indo pela primeira vez a Montanha Russa. Essa seria a noite de meu primeiro trabalho. Seria a primeira vez que mataria uma pessoa a mando do homem misterioso.

Finalmente ele chegou. Dá uma pena matar alguém que teria mais 20 anos pela frente, (e sem saber o motivo que levou o meu “chefe” a querer matá-lo) porém tudo tem um preço.

O homem pediu algo para comer que eu não soube identificar, pois não estava tão perto. Mesmo assim observei atentamente cada movimento sutil e esperei algum indicio de que iria embora.

Meu coração, já acelerado, pareceu pular da minha boca enquanto ele se encaminhava para deixar o recinto. Coloquei 3 dólares em cima da mesa e andei depressa para a porta.

Tomei cuidado em quanto o seguia, eu não poderia ser notada. Tinha apenas 06 horas para matar e entregá-lo ao Chefe. Foi em uma rua com uma péssima iluminação que o rendi.

Saquei minha arma e com um inglês muito limitado, o mandei parar e ajoelhar. Não sei se falei direito, pois o hijo de la puta começou a correr e pedir por ajuda.

Corri atrás dele. Não perderia meu primeiro trabalho. Mirei e pensei no meu alvo, o coração daquele sujeito. Mas antes que eu apertasse o gatilho, bati com tudo em algo que parecia um muro.

Um muro falante.

– Está tudo bem? Quer ajuda para levantar, senhorita? – estendendo a mão, perguntou o “muro”.

Como assim “tudo bem?” ele me derruba e pergunta se está tudo bem? As pessoas daqui são estranhas. Mas no momento eu quero acabar logo com aquele cara e sair desse bairro. Tentando conter minha raiva, respondi ainda caída no chão:

– Pareço estar bem?

Afastei sua mão e levantei. Quase caí para trás. ¡Que hombrón guapo! Loiro, alto (beeem alto), olhos azuis, músculos por toda a parte. Espere, eu não tenho tempo para ficar de namorico por aí. Ele interrompeu minha discussão mental, dizendo (e me deixando meio sem graça):

– Desculpe, mas por que está me encarando tanto? E se não for perguntar além do que devo saber, por que a senhorita está aqui essa hora da noite?

Mi perro escapou de sua coleira. E graças a você não vou achá-lo mais! — Respondi realmente irritada. Meu primeiro trabalho se foi e agora tenho 5h30 para achá-lo.

Ele me fitou fixamente, apertando seus belos olhos azuis. Mas eu não podia ficar ali deixando ele me analisar. Tinha que ir rápido, quem sabe conseguiria achar o meu alvo em outro lugar. O “muro” não me deixou partir. Segurou meu braço e falou em tom de deboche:

–Sabe, não vi nenhum cachorro passando. E é a primeira vez que vejo alguém procurando um, prestes a atirar em algo. (e, sem nenhum “por que” resolveu dizer) Você é uma bela mujer, mas não sabe mentir bem.

Ainda bem que estava escuro, se não ele veria uma vermelhidão tomar conta de meu rosto. Mas durou frações de segundo, até ele dizer que eu não minto bem. Fez meu sangue ferver, e não consegui não revidar:

–Quem você pensa que é?! – gritei, em um momento de fúria.

–Steve Rogers, prazer. (ele disse com um sorriso metidinho no rosto) e você, como se chama? Não vale mentir. — e abriu um sorriso maior que o outro, que não consegui deixar de retribuir.

–Angèle. Angèle Salazar. Foi muito legal conversar com você, mas realmente tenho algo a fazer. Até outro dia, senhor Rogers.

Eu tinha que sair dali. Eu não queria, mas era o melhor a se fazer. Ele é apenas um cara que conheci em uma rua sem iluminação. Amanhã nem vou lembrar dele, repeti para mim mesma pelo resto da noite.

Saí da rua sem esperar uma resposta. Precisava focar em meu serviço e encontrar o meu alvo.

Andei por umas 2 horas. Depois resolvi parar para dormir por uns 40 min. Precisava resgatar as energias para sair à caça novamente.


(Pov’s Steve Rogers)


E ela correu. Nem tive tempo de falar ou ter alguma reação. Fiquei ali, por um tempo, pensando no porque ela estava nessa rua e armada. Pareceu-me um pouco incomum.

Até ela levantar, não havia notado o quão bonita era. Tinha cabelos negros, que iam até os ombros; hipnotizantes olhos verdes; ela era bem baixa (em relação a mim), mas em um tamanho ideal; possuía delicada boca vermelha; um belo par de pernas e (não acredito que estou pensando nisso) um busto que completava o seu corpo escultural.

Balancei a cabeça para espantar esses pensamentos rudes, e passei a andar em busca de um drive- thru, logo depois, uma cama. Amanhã pensarei mais sobre a misteriosa dama supostamente espanhola e sobre o fato dela estar armada.

Ao deitar, repassei meu dia; até notar algo que passara despercebido: antes de encontrar a bela dama, havia me deparado com um homem correndo esbaforido. Levantei-me assustado enquanto uma pergunta martelava em minha mente:

Será que ela queria matá-lo?



Notas finais
hijo de la puta - filho da puta
perro - cachorro
hombrón guapo - homenzarrão bonito
mujer - mulher
Obrigada por ler e não esqueça de dar a sua opinião!