Notas iniciais
A palavra do dia foi "indico". Boa leitura.

Uma vez perdida a inocência daquelas crianças, tudo o que podia ser feito era fingir que nunca viram as coisas que tinham visto. Era difícil, mas para se manterem crianças e apenas curiosos quanto a algumas coisas até que alcançassem o tempo certo... Era o que deviam fazer, ou ao menos tentar.

Tentavam aparentar pureza. Apenas aparentar, já que imagens sujas acabavam por vezes dominando seus pensamentos e fazendo com que quisessem sentir seus lábios se tocarem de novo. E de novo. E de novo. Era a forma de não darem um passo a mais.

Quanto mais os dias se passavam, assim como as semanas e os meses, mais experiências eles tinham para contar. Não suas, mas das coisas que descobriram, levados pela curiosidade.

“Meu irmão tinha vídeos de pessoas fazendo aquilo no celular!”

“ Vi minha irmã colocando os dedos lá no meio...!”

“ Meu pai e minha mãe estavam fazendo algo parecido com a revista...!”

Ame só conhecia os sons e as imagens da revista. Naquele dia, voltou pra casa curioso.

Quando já era noite, puxou o braço magro do irmão gêmeo e o arrastou.

— Irmãozinho, eu te indico uma coisa... Vem olhar os pais pela fechadura comigo...

Notas finais
Até o próximo capítulo.