O Herói e A Torrente
13 A Adolescência
Notas iniciais
Ame não cresceu da noite pro dia, como desejava, mas cresceu.
Tinha treze anos quando parou para pensar novamente no que havia feito aquela noite. Quase tinha beijado seu irmão e quebrado a pureza dele, tão sagrada quanto o Santo Graal. Quase havia estragado o Odayaka perfeito que Yuri se tornaria num futuro não muito distante.
Lembrou, em meio ao pensamento, o quanto foi difícil crescer tendo que conviver amando o irmão de uma forma que não era correta. Lembrou do quanto precisou agir indiferente com Yuri e se conter a cada beijo que lhe dava, a cada afago carinhoso que recebia e a cada “eu te amo” que ouvia, sabendo que não tinha um significado além do fraternal.
Cresceria com um enorme buraco negro no peito se não fossem seus súditos, com quem podia se divertir e fazer tudo o que jamais faria com Yuri. Devia sua moralidade em casa a eles, já que quando estavam juntos não tinha problema em ser imoral. Com treze anos, Ame e seus súditos já sabiam como seus pais e suas mães se sentiam quando estavam juntos na cama.
Mesmo mais crescido, ainda era o Rei.
Um Rei que entraria em guerra futuramente.
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