O Herói do Olimpo

33 Uma das piores lutas de minha vida.


Notas iniciais
Bem galera, eu machuquei meu dedo, então não tá dando pra fazer caps muito grandes. Essa semana ainda acho que ele melhora. Outra coisa IMPORTANTISSÍMA: eu estava ouvindo Nothing Left to Say e percebi, o que diabos eu estava fazendo com o maravilhoso romance de Percabeth? Então pensei: eu preciso colocar aqueles dois juntos. E é isso o que eu vou fazer, eles tem dê ficar juntos. Os próximos caps serão mais para aproximar os dois. Era só isso mesmo, qualquer coisa eu aviso no próximo Até mais!

Fãs de Percabeth, leiam as notas inicias, por favor.

~.~

O que eu notei ao olhar para o professor foi: eu estava encrencado. Ele tinha um aspecto ideal de esgrimista. Mas eu ainda achava que, graças aos 4 anos que me dediquei a lutar contra Cronos, eu poderia vencer um simples professor de esgrima.

Mas eu sabia que Quíron não colocaria um simples professor para dar aulas. Eu sabia que ele tinha a guerra contra Gaia em mente, e que ele, provavelmente, estava treinando seus alunos para esta guerra.

Enfim, tentar adivinhar as habilidades do cara não daria certo, então, eu somente peguei Contracorrente e a empunhei em direção ao professor. Ele sorriu, e partiu para o ataque.

Ele era muito rápido. Uma velocidade sobre humana, para ser mais exato. Ele usava golpes que eu nunca vira em todos esses treinamentos gregos/romanos. Cortava, desviava, defendia, pulava, rolava, tudo isso com uma experiência inexplicável.

O meu problema era: ele não se cansava. Estava atacando da mesma maneira a 5 minutos. Para mim, o cansaço não era tão grande, mas o cara não mudou de ritmo desde que começou a atacar. Aquilo não fazia sentido.

Pulei para trás e examinei meu adversário. Não havia uma gota de suor em todo o seu corpo. Aquilo me enfureceu. Como o cara conseguia não se cansar? Disso eu não sei, também não me preocupei tanto assim. Já que, com a raiva que se apoderou de mim eu conseguiria ter um pouco de avanço nessa luta.

Segurei com tanta força o cabo de Contracorrente que os nós de meus dedos ficaram roxos. O professor sorriu, e gesticulou com dois dedos para que eu avançasse. E assim fiz.

Estava na hora deu colocar todo o treinamento que Atena me dera em prática. Eu usava uma velocidade anormal para atacar. Pensei que o professor se surpreenderia ou algo do tipo, mas não, ele somente sorria e defendia todos os ataques, não deixando minha lâmina se quer encostar em sua pele.

Comecei a recorrer ao treinamento romano. Aquele professor não poderia, não deveria conhecer as táticas romanas. Mas ele conhecia. E mais, ele conhecia o contra-ataque certo para se usar com cada movimento que eu fazia.

A raiva começara a se esvair de meu corpo, e a dúvida tomava posse. Como esse cara sabia tanto? Isso não era possível. Ele conhecia cada um de meus movimentos, tantos romanos quanto gregos.

Eu não havia feito um corte sequer nele. Mas ele também não havia conseguido fazer em mim. Estávamos, basicamente, empatados, já que, eu bufava constantemente, diferente dele.

A plateia assistia tudo admirada. A luta estava sendo um verdadeiro espetáculo. Pouco a pouco, outros campistas adentravam a Arena e se sentavam nos bancos.

O professor também pareceu notar a animação vinda da arquibancada. Recuou um pouco e olhou para a plateia. Sorriu. Talvez ele achasse que poderia ganhar de mim, mostraria para todos que era melhor que Percy Jackson.

Mas isso não estava nos meus planos.

Eu ainda tinha uma última alternativa. Eu não queria demonstrar os poderes que minha mão tinha, por mais legal que fossem. Não sei o que os deuses pensariam sobre isso, não sei se eles já sabem o que eu consigo fazer. Talvez eu machucasse o professor, mas eu não estava ligando para isso. Como eu disse antes, eu não tinha o luxo de perder uma luta.

Comecei a pensar em faíscas. Fechei os olhos e senti um repuxo no estômago. Aos poucos fui abrindo os olhos e me deparando com pequenos raios se formando em minha mão direita.

Olhei para a plateia. Eles semicerravam os olhos e tentavam ver o que estava acontecendo em mim. O professor já não semicerrava seus olhos, ele estava a uma distância em que era fácil ver o que estava acontecendo comigo. Sua testa estava franzida, mostrando que ele estava com dúvida, mas os lábios franzidos mostravam o receio do o que eu poderia fazer.

Eu não queria machucá-lo. Mas eu também não queria perder. Talvez, se eu mirasse em um local onde ele não sentisse muita dor... Eu realmente não sei, não tenho experiência com raios — só com os de Thalia, é claro.

Por fim, decidi joga o raio nos pés dele. Não o machucaria muito, mas o deixaria atônito por tempo o suficiente para que eu o derrota-se. Olhei uma última vez para a plateia antes de apontar minha mão em direção ao professor.

Atirei o raio. Fumaça tomou conta de toda a Arena. Não deu tempo de ver qual fora a reação da plateia, também não me preocupei com isso. Comecei a correr em direção a fumaça, preparando para apunhalar meu alvo.

Caí de cara no chão. Algo me derrubara enquanto eu corria. Algo não, o professor me derrubou para ser mais exato.

Ainda no meio da fumaça, lá estávamos eu e ele. Eu no chão e ele agachado diante a mim.

– Muito bom mesmo. Sério, não sei como você fez isso, também não quero saber, mas não é o suficiente para me derrotar. Raios? Isso eu sei fazer muito bem. – Ele dizia, esticando a mão e fazendo um pequeno raio se formar ali.

Mas que diabos estava acontecendo ali? Como ele conseguia fazer raios?

Antes que minha cabeça pudesse chegar a qualquer conclusão, ele aproximou a mão e tocou o meu peito. Aquele raio começara a me queimar. Estava ardendo, e muito.

Pensei em parar o tempo e machucar muito seriamente aquele cara, mas eu não teria concentração suficiente para fazer algo tão cansativo. Eu não tinha mais escolhas, eu também não sabia o que o professor iria fazer comigo.

Aprender com a necessidade e o tempo. A voz da mulher retumbava em minha cabeça.

Bom, eu acho que agora era uma boa hora para minha mão fazer algo de mais útil.

A estiquei e pensei em ajuda. Eu sei, isso pode parecer estranho, mas vocês não sabem o quão doloroso era ter um raio te queimando.

Sombras começaram a sair dê minha mão direita. O professor começou a olhar para aquilo surpreso. As sombras o cercaram, o derrubaram, me dando a oportunidade de levantar. Peguei Contracorrente, a espada do professor, e olhei para ele.

A fumaça se esvaiu. Haviam muitos campistas presentes ali, inclusive Quíron e Sr.D. Todos estavam em dúvida sobre o que estava acontecendo.

O professor tossiu e olhou para mim. Apontei as duas espadas para seu pescoço e ele sorriu. Olhou para onde Quíron estava e assentiu minimamente com a cabeça, fazendo o centauro mudar de cor.

– Muito bem, Jackson. Não pensei que seria capaz de me derrotar. – O professor comentou, ainda sorrindo.

Virei a espada dele de lado e a entreguei. Ele se levantou e olhou para a plateia.

– Muito bem! Todos voltem para suas atividades, não há mais nada a se ver aqui! – Ele gritava, abanando as mãos.

Aos poucos, todos iam saindo em direções diferentes. Os poucos que ficaram eram meus velhos conhecido, Nico, Annabeth e Thalia.

Cocei a nuca, já me preparando para dar explicações, as quais eu queria evitar.

Mas as explicações estavam pouco me importando. Algo estava me intrigando. Como eu havia feito aquelas sombras? Eu realmente não sei, só sei que foi uma das coisas mais legais que eu já fiz em toda a minha vida. Também sei que, se não fossem elas, aquele professor teria me feito em pedaços.

Outras questões também me perturbavam. Quem era aquele professor? Por que ele trocou olhares com Quíron? Por que ele sorrira ao perder a luta? Como ele conseguia fazer raios? Eram muitas perguntas, e eu não havia resposta para nenhuma.

Meus devaneios foram interrompidos por Sr.D, que se aproximara de mim repentinamente.

– Quíron está lhe chamando na Casa Grande. – Ele resmungou, olhando fixamente para minha mão.

Assenti com a cabeça. Olhei para a arquibancada da Arena. Nem Annabeth, nem Nico e nem Thalia estavam mais lá. Talvez eles devessem ter atividades a fazer. Eu estava contando com isso.

Coloquei a tampa em Contracorrente e fui a passos lentos até a Casa Grande. Alguns alunos olhavam para mim com um pouco de respeito. Acho que ver seu professor sendo derrotado não é algo comum. Isso com certeza iria ser assunto por semanas no acampamento.

Adentrei a Casa Grande, torcendo para que Quíron estivesse sozinho por ali. É, minha sorte não é nada boa.

– Sente-se, criança. – O centauro pediu, apontando para o sofá, onde estavam quatro pessoas.

Annabeth, Rachel, Nico e Thalia. Todos deram uma pequena olhada para minha mão, para logo em seguida desviar o olhar.

Sentei me ao lado de Nico e esperei Quíron falar.

– Bem, há dias Rachel está tendo visões estranhas. – Ele começou, olhando para nosso oráculo.

– É, e essas visões não são normais. Parece que os deuses querem nos dar um aviso. Eles sabem que não temos muitas chances contra Gaia. – Fechei os punhos ao ouvir Rachel falando sobre Gaia. Ela pareceu perceber. – Resumindo: nós precisamos de aliados.

– Aliados? Que aliados? – Thalia perguntou, dirigindo-se a Quíron.

– Essa é a parte difícil. Nessa dimensão não há aliados para recorremos.

– Espera aí, “essa dimensão”? — Annabeth o interrompeu.

– ... então, os deuses nos deram uma opção, 2 semideuses viajarem para uma outra dimensão e, de lá, trazer outro semideus para que ele nos ajudasse na guerra. – Ele continuou.

– Espera. – Eu disse. – Se Gaia está a nossa frente, por que trazer só 1 semideus? – Perguntei, ainda sem entender muito essa coisa toda de dimensão. Eu somente entendi que traríamos 1 pessoa para nos ajudar.

Quíron suspirou e voltou-se para Rachel. Trocaram olhares, e se viraram para mim.

– O semideus que traríamos seria o suficiente. – Rachel afirmou – Ele é o que precisamos.

– Mas por que? – Insisti.

– Porquê ele tem a habilidade suficiente, e também não daria para trazer outros semideuses.

Annabeth se manifestou.

– Como assim “outra dimensão”, Quíron? Quer dizer que existem outras?

– Sim, criança. Essa era nossa última escolha. É arriscado fazer uma viajem entre dimensões, mas temo que seja nossa última opção.

– Tá. – Eu disse, tentando assimilar tudo aquilo. – Você disse quer teríamos de trazer um semideus. Quem?

Ele e Rachel trocaram olhares, para, logo em seguida, ele responder cautelosamente.

– Percy Jackson.