O Herói do Olimpo

39 Missões, elas gostam de me perseguir


Notas iniciais
Olá, galera. Sim, eu sei que estou sumido, me desculpem, prometo que voltarei a postar regularmente. Então... eu criei um grupo no What'sApp, se vocês quiserem entrar nele, comentem seu número + ddd nos comentários. Curtam o cap!!

Nunca, em toda a minha vida, estive em uma situação tão constrangedora. Ashley, apoiada em cima de mim, enquanto Annabeth olhava chocada para mim, Quíron e os outros somente olhavam a expressão de fúria da filha de Atena.

Eu tentava, inutilmente, me livrar dos braços de Ashley. Mas ela me segurava com ambos, enquanto beijava todo o meu rosto.

— Ah, que coisa mais fofa! — exclamou Emma, enquanto via essa cena a qual Ashley fazia.

— Fofo? — Annabeth indagou em fúria. — Temos algo sério para discutir e esses dois ficam aí... namorando!

Emma abaixou seus olhos direto ao chão. Ashley se soltou de mim, levantou-se e logo me ajudou a fazer o mesmo. Ainda corada, olhou diretamente para mim e piscou o olho esquerdo.

Olhei para as mãos de Annabeth, enquanto via ela usando-as para encostar em sua adaga. A reprendi pelo olhar, porém, o olhar dela era bem mais assustador, e me fez desistir de tentar uma conversa silenciosa com ela. Mas ela acabou abaixando a adaga.

— Podemos ir para à Casa Grande agora, senhor Jackson? — me perguntou de maneira totalmente educada o professor. Apenas assenti com a cabeça, um pouco constrangido pelo o que aconteceu comigo e Ashley.

Começamos a andar até à Casa Grande. Quando alcançamos a Arena, Ashley se separou de nós, me deixando andando sozinho atrás de Annabeth, Quíron e o professor que até agora eu não sei o nome.

Mas logo eu já tinha companhia. Emma, que estava até então atrás de mim, acelerou o passo, de maneira que ficou do meu lado.

— Então tudo isso que dizem de você é verdade? — ela perguntou.

— Depende. O que exatamente?

— Sobre você acabar com Cronos, e ter todas aquelas aventuras.

— Ah, sim, isso é — respondo, indiferente.

— Uau! — ela exclama, deixando visível a admiração que eu vira no seu olhar dentro da caverna.

Ficamos conversando sobre coisas bobas até chegarmos à Casa Grande, onde Annabeth, Quíron, o professor e Ashley já nos esperavam dentro da casa.

Me sentei em frente ao sofá aonde os três estavam. Emma se sentou ao meu lado.

— E então, o que teremos de fazer dessa vez? — fui direto ao ponto, já estava cansado de vir até aqui discutir mais e mais missões.

— Vocês vão atrás do garoto com que você lutou. Trazê-lo até aqui, vivo. Se ele se negar a vir em paz, podem usar a força. Mas lembre-se, ele é necessário VIVO — o professor fez questão de deixar a palavra presa em minha mente.

— Certo, então primeiro vamos até Atlanta. Procurá-lo por lá e depois, se não o acharmos, para onde vamos? — perguntou Annabeth.

— Isso quem decidirá será a líder da missão — Quíron respondeu, fazendo todos os olhos da sala se virarem para Emma.

Parece que ela já estava acostumada a ter atenção, já que não corou, não demostrou nenhum sentimento.

— Tudo bem — ela aceitou. — Quando começamos?

Isso era algo que eu também queria saber. Sabe, mesmo tendo praticamente acabado de sair da enfermaria, meus membros já doíam. Eu precisava descansar. Urgente. Mas de um jeito ou outro, eu sabia que não daria para deitar em um bom sofá ou em uma boa cama tão cedo.

— Vocês partem agora — disse Quíron, fazendo-me soltar um gemido de protesto. — Façam a primeira parada em Nova York. Suas coisas já estão prontas, mandei alguns filhos e filhas de Afrodite organizarem pra vocês.

Nossas mochilas já estavam nos esperando no andar de cima da Casa Grande. Todos fomos até lá, pegamos o que precisávamos e voltamos até o primeiro andar.

— Deixamos dinheiro mortal e dracmas para vocês, só tomem cuidado, vocês não podem saber a duração da viagem, então gastem com moderação.

Quíron pareceu um velho pai preocupado com os seus filhos que saíam a noite para ir nessas festas ou baladas, não sei como se chama. Senti uma pontada no coração, assim como sentia todas as vezes que eu vejo como a vida de semideus me impediu de viver uma vida sem monstros, sem deuses...

Fui retirado de meus devaneios, sendo bruscamente empurrado por Annabeth em direção a entrada do acampamento.

— Ei! Ei! Calma aí, eu já estou de volta nesse mundo, pode me soltar — pedi, levantando os braços em sinal de rendição.

Ela me soltou e continuou andando até a colina meio sangue. Suspirei. Como aquela garota era difícil.

Logo já estávamos em frente à rua que passava em frente à colina meio sangue. Não demoraria muito para que os monstros já viessem ao nosso encontro, então precisávamos logo sair dali.

— E então, como vamos sair daqui? — perguntou Ashley.

E então eu assoviei. Figuras negras aos poucos iam aparecendo no céu, descendo até nosso encontro. Assim que reconheci BlackJack entre os quatro pégasos que voavam, sorri.

Olá, chefe! Tem algum cubinho de açúcar aí pra mim? — o pégaso perguntou.

— Não, BlackJack, não tenho nenhum cubinho de açúcar pra você, mas se você e seus amigos aí atrás nos levarem até o centro de Nova York, prometo que arranjo uns pra você.

Nuggets também?

Suspirei. Como aquele pégaso gostava de nuggets e cubos de açúcar.

— Tudo bem, nuggets também — aceitei a proposta, afinal, já que Annabeth sem dúvidas faria a gente viajar naquele taxi das irmãs cinzentas.

Sobe aí!

— Você fala com os pégasos? — indagou Emma.

— Sou filho de Poseidon, meu pai fez os cavalos, então eu consigo falar com qualquer animal que tenha ligação com cavalos.

— Uau! — ela exclamou baixinho, mais para si mesma.

Cada um de nós subiu em um pégaso e então começamos a voar em direção ao centro de Nova York.

Já era fim de tarda quando chegamos ao nosso objetivo. Ashley já não aguentava mais voar, assim como Annabeth. Emma já pelo contrário, estava odiando a ideia de pousarmos. Mas mesmo assim, o fizemos.

Paramos bem perto da entrada do Centra-Park. Os mortais andavam para lá e para cá, totalmente alheios ao o que acontecia, todos focados em seus smartphones e seus tablets.

Annabeth abriu sua mochila e tirou de lá um mapa. Fechou os olhos e por um segundo tive a impressão de ver o mapa dos Estados Unidos se transformar no mapa de Nova York.

— Espera, o que você fez com isso aí? — Ashley se adiantou a perguntar.

— Esse mapa é mágico — respondeu Annabeth, com uma raiva não tão evidente na voz, como se o sentimento estivesse quase se dissipando. — Ele pode se transformar no mapa do lugar que eu quiser, é só imaginar.

Devo dizer que até eu queria ter um presente desses.

— Então tá. Vamos ver isso aqui... — continuou Annabeth. — Tem um hotel aqui perto. Me sigam.

Enquanto Annabeth e Emma seguiam à frente, as duas conversando, Ashley se juntou ao meu lado.

— Então, como foi lá na outra dimensão? — ela perguntou.

— Ah, nada mal, se você não contar com o fato de que eu corri de dezenas de monstros enfurecidos e que acabei tropeçando em uma pedra.

Talvez Ashley ficasse assustada com isso, mas ela era boa em ler expressões e viu que eu não sentia nenhuma dor.

— E como você sobreviveu?

— Emma apareceu e jogou fogo grego neles. Enfim, quando abri os olhos tudo estava bem comigo — respondi.

— E o resto do acampamento, digo, o acampamento deles.

— Estávamos em desvantagem numérica. Os monstros estavam conseguindo avançar sobre a barreira da árvore de Thalia. Então, usei toda a minha força e fiz um redemoinho d’água. Coloquei todos os monstros nele e os explodi.

Ela virou o rosto para mim e olhou diretamente nos meus olhos. Eu conseguia claramente ver o orgulho estampado em sua expressão.

— Muito bem, Percy. Sério, estou orgulhoso se você — ela confirmou o que eu li em sua expressão.

Aquilo foi bom ouvir. Ashley era uma boa amiga, ter sua motivação foi bom.

Mas não parei para refletir muito naquilo porque havíamos chegado ao hotel em que Annabeth havia visto no mapa.

Nós quatro nos juntamos, e lado a lado adentramos a construção branca.

Logo vimos um balcão, e atrás dele uma mulher que mascava chiclete com a boca aberta, fazendo um barulho irritante. Vestia um uniforme do hotel e tinha um chapéu mal ajustado na cabeça.

— Posso ajudá-los? — ela perguntou assim que chegamos à frente do balcão.

Eu iria responder, mas logo Annabeth sinalizou para que eu ficasse calado.

— Dois quartos, por favor — ela pediu.

— Um segundo, docinho — a balconista respondeu, logo digitando algumas coisas em seu computador. Pegou um papel, anotou alguma coisa ali, e depois pegou as chaves em um armário. — Aqui está.

Ela me entregou as chaves e o papel. Annabeth não me deixou ler o que estava escrito, porque assim que as coisas tocaram minha mão, ela já se apressou de tomá-las.

— Obrigado — a filha de Atena agradeceu à balconista, de maneira ríspida.

As duas trocaram um olhar furioso, mas logo o nosso grupo de semideuses entrou no elevador.

Annabeth pegou o papel e leu. Pelo visto ela não gostou do que estava escrito ali, porque rasgou o papel em tantos pedaços que eu não poderia nem em pensar em ler um se quer letra. Se fossem letras, é claro.

Saímos do elevador direto em nosso andar. Nossos quartos ficavam um ao lado do outro. Isso seria bom, se algum monstro resolvesse aparecer já estaríamos perto uns dos outros.

Mas ainda havia uma questão: eu iria dormir no quarto de quem?