O Herdeiro do Primeiro Peverell
31 Capítulo XXIII - O rapto
Notas iniciais
AAAHHH! Percebi que tenho muitos leitores novos.... Que felicidade! Melhor ainda seria se esses "anônimos" se manifestassem hm? hehe'
Bom, sei que estamos perto do feriado (Carnaval, aew!) e que alguns não vão aparecer aqui tão cedo... Mas minha parte tô fazendo... Postando, e postando.
Enfim... Espero que gostem, e que esteja a altura de vocês! xD
Capítulo XXIII
O Rapto
– Ele está com a Charlotte Harry, — Hermione assegurou. – não se preocupe.
A festa continuava a todo vapor. Não havia limites para as conversas e risos dos convidados, assim como para a quantidade de bebida que era servida de minuto em minuto. Harry deixara a noiva num canto a conversar com as colegas do time, para sair a procura de Teddy no meio da multidão. O único problema é que não o encontrara em parte alguma.
– Mas onde eles estão? – olhou apreensivo ao redor. Nenhum sinal do sobrinho.
– Eu a vi saindo com ele, deve ter ido dar um passeio. O Teddy estava muito inquieto. – vendo que Harry não se convencera ela tentou de novo. – Sei que estamos desconfiando de todos, mas eu daria a minha vida a Charlotte. – ficou séria. – Vamos esperar. Se eles demorarem muito eu vou com você procurá-los.
Harry olhou a amiga, ainda indeciso. Mas se Hermione confiava na Charlotte devia ter boas razões para tal, e ele devia confiar em seu julgamento. Com um aceno de cabeça concordou. Puxou outra taça de hidromel.
Se está tudo bem, pensou enquanto tomava um gole, porque estou com essa sensação?
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Charlotte se levantou decidida.
Era apenas uma funcionária de gabinete, mas de maneira alguma permitiria que algo desse errado. Ela aconchegou Teddy no seu colo e pediu que ele ficasse quieto. O silêncio era total, e até mesmo a respiração dos quatro ecoava no corredor sombrio. Deu as costas aos dois Aurores e, sem mais perguntas, foi caminhando em direção a entrada de onde tinham vindo. A escuridão castigava seus olhos, mas Charlotte não arriscava acender a varinha, de modo que esticou uma mão a frente, tateando o caminho na penumbra.
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– Ainda está aqui. – Patrick olhou ao redor com a arma em punho. Podia-se ouvir os passos de Charlotte se distanciando ao longe. – Eu sinto.
– E porque não aparece? – Jessica franziu os olhos para a escuridão. Não esperou por uma resposta. – Talvez devêssemos iluminar tudo e acabar com seu esconderijo nas sombras.
– E com o nosso também. – respondeu num sussurro inaudível. – Tenho uma idéia melhor: Homenum Revelio!
Patrick contou três bruxos ao todo. Estavam ocultos nas sombras esperando o próximo movimento. Eles tinham a vantagem então porque não atacavam? A resposta veio a Patrick num átimo. Estão atrás do garoto. Não atacam com medo de machucá-lo. Isso muda todo o jogo. A vantagem é nossa.
– O que vamos fazer? – ouviu Jessica sussurrar-lhe.
– Espere o meu sinal. – ele a puxou pelo braço em direção aos vestiários. -Vamos atacar.
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Charlotte dobrou uma esquina e finalmente pode enxergar a entrada para o Campo.
Ela se precipitou com Teddy no colo. Os cabelos do menino estavam de um vermelho vivo. Charlotte sabia que ele estava com medo, e para admitir a verdade ela também estaria. O que o Auror disse faz todo o sentido, pensou temerosa. Nós não temos valor algum. Já o sobrinho de Harry Potter...
Seus sapatos faziam barulho no piso de pedra e ela achou por bem tirá-los. Mas que diferença faria? O estrago já estava feito. Havia dois Aurores protegendo-os e se eles não fossem capazes de segurar os malfeitores, Charlotte duvidava que alguém pudesse.
Chegou ao limiar do corredor com o Campo e estacou. Tentou novamente, mas uma barreira invisível a impediu de avançar. Estamos presos!, constatou. Era uma armadilha!
Num último suspiro desesperado, Charlotte tentou conjurar seu Patrono, no entanto nenhuma reles tira prateada saltou de sua varinha. Isso é um feitiço? Ou será que estou com tanto medo que não consigo me concentrar? Ela tentou de novo, e o fracasso adveio novamente. Droga!
– Eu quero meu titio. – Teddy choramingou baixinho.
– Shii... – Charlotte o silenciou. – Estamos só brincando querido. Vai acabar logo. – ela o tranqüilizou da melhor forma que podia.
Se não podia sair, nem mandar um Patrono buscando ajuda o que mais poderia fazer? Posso gritar, tentou. E denunciar nossa posição. Não, não, não. Tem de haver um jeito de ficarmos em segurança.
Nenhuma idéia lhe brotou e o único truque que pode pensar foi camuflar a ela e a Teddy com um feitiço Desilusório, enquanto se encolhiam num canto escuro da parede.
Logo alguém notará nossa falta, tentou achar esperança. Que Merlin nos proteja.
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– No três. — Patrick cochichou a Jessica. – Um. Dois... AGORA!
Uma esfera luminescente brotou da varinha de Jessica arrebentando num clarão alguns metros adiante. Ela iluminou todo o aposento circular revelando também seus ocupantes facínoras. Ao mesmo tempo Patrick conjurou o Fogomaldito no formato de raposa, que irrompeu de sua varinha em chamas avermelhadas circundando o local e fazendo uma barreira na saída atrás de si. As labaredas iluminaram o vestiário enquanto queimavam tudo a seu alcance: mochilas, bolas, uniformes, vassouras.
Os homens reagiram rapidamente se desviando do fogo. Os dois da esquerda se focaram em Patrick, lançando feitiço atrás de feitiço que eram bloqueados pelo rapaz. Jessica enfrentava o restante, alto e robusto com uma feia cicatriz na cara. Ele também não deu descanso a garota que por um triz não foi atingida por um Avada Kedavra.
– Uma ajudinha seria boa. – a garota queixou enquanto se desviava de outro feitiço.
– Meio ocupado no momento. – Patrick rolou pelo chão para escapar da saraivada de flashes luminosos que os dois homens lançaram sobre ele.
O loiro se mostrou um oponente a altura dos dois adversários, pois meio segundo depois atingiu um deles com um feitiço estuporante deixando-o inerte no chão. O segundo se mostrou indiferente a queda do companheiro, e pareceu ter as forças revigoradas ao atacar Patrick novamente. O rapaz desviou do primeiro feitiço, se protegeu com um Protego do segundo e aproveitou a distração do adversário para atacar. Seu Expeliarmus passou raspando a orelha esquerda do homem.
Se soubesse que ia haver uma tentativa de seqüestro eu não teria bebido tanto, lamentou-se.
Num instinto Patrick aproximou-se de Jessica, colando suas costas com a dela.
– E agora? – ele perguntou lançando alguns feitiços a mais.
– Era esse o seu plano brilhante? – Jessica repeliu um Estupefaça e lançou um Reducto em contrapartida
– Pelo menos eu tinha um plano. – seu oponente arrancou os armários das paredes e tentou acertá-lo com eles. Patrick detonou-os com um Expulso.
– Nossa luta não é com vocês. – o que duelava com Patrick cessou os feitiços e seu companheiro o imitou. Os Aurores aproveitaram a trégua para tomar fôlego. – Se vocês se renderem poderão sair ilesos. – o homem continuou a apontar a varinha.
– E se não quisermos nos render? – Jessica pareceu-lhe pela primeira vez um tanto agressiva.
– Então... – o outro sorriu perverso. – As conseqüências serão desastrosas.
– Desculpe amigo, — Patrick abusou da sua ousadia. – mas rendição é algo que não consta no meu dicionário.
E com um movimento de varinha jogou o homem contra a parede num baque feroz, enquanto Jessica usava o Incancerous no seu oponente. A manobra teria sido perfeita se, numa distração de Patrick, o inimigo não houvesse encontrado uma brecha para atacar a companheira. Jessica soltou um grito agonizante quando o sangue jorrou do corte no braço e só não foi atingida em seguida, porque o menino se interpôs entre ela e o Avada Kedavra com um Protego.
– Jess, você está bem? – Patrick perguntou sem dar muita atenção. Agora ele lutava sozinho contra os dois e o mínimo descuido poderia lhes custar a vida.
– Não se preocupe comigo. – ela pediu enquanto fazia um pequeno curativo no braço com um feitiço. – Não os deixe passar.
Os homens tiraram proveito da situação tentando a todo custo forçar Patrick até as chamas do Fogomaldito. Ele bloqueava o caminho entre os vestiários e o corredor onde Teddy e Charlotte já deviam ter fugido há muito tempo. Ainda assim não iria deixá-los escapar. Aquela luta era sua e ele não iria fugir.
Mas fosse pelo efeito da bebida, ou pela força inesgotável dos seus atacantes, Patrick logo se tornou lento demais para continuar desviando dos feitiços contínuos. O garoto não soube dizer em que momento perdeu a consciência. Só se lembrava de num instante estar no calor da batalha, e no outro de sentir o frio chão de pedra a convidá-lo para a escuridão.
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– Tem algo errado. – Harry se ouviu dizer mais uma vez. – Estão demorando demais.
– Isso tudo é saudades do sobrinho? – Loren brincou apoiada no ombro de Chris. – Você precisa relaxar Harry.
O garoto ignorou suas palavras e prestou atenção ao seu redor. Jessica, Patrick, Charlotte e Teddy eram os únicos que não estavam presentes. Harry supôs que estavam juntos afinal. O que significava que Patrick estava com seu sobrinho. Ele podia estar bêbado, mas ainda era o Patrick. O mesmo que salvara a vida de Steven na missão, e que o defendera perante Siger no dia seguinte. Patrick Stane, o bom moço australiano. E estava com a Charlotte, em quem Hermione confiava apesar dos tempos duvidosos. Sem esquecer-se da Jessica, a quem ele salvara uma vez, que também tomava conta do seu Teddy.
Se estava tão bem protegido porque Harry estava com medo? Sentia algo no fundo do seu âmago lhe dizendo que havia algo de errado. Mas o quê?, se perguntou. Deu mais uma olhadela ao redor enquanto Loren, Chris, Steven e Rony tagarelavam sobre besteiras. Foi aí que se deu conta de mais uma ausência na multidão.
Em nenhuma parte se avistava os olhos cinzentos de Siger Crowe.
Precipitou-se rumo à saída:
– Tem algo errado. – e dessa vez quando as palavras saíram de sua boca, ele soube que eram verdade.
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Charlotte ouvia os sons da batalha com audácia. O silêncio repentino a assustou.
Esperava a cada instante que um dos homens aparecesse na ponta do corredor e descobrisse o seu esconderijo, ou que alguém da festa notasse a sua demora e aparecessem no campo. As duas hipóteses eram prováveis, mas apenas uma era desejável a Charlotte.
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– Temos de pegar o menino. – disse um dos quatro capangas depois do feito.
– Ele não pode ter fugido. – o outro respondeu afastando um corpo inerte. – Vamos encontrá-lo. Pegue a chave de portal, está quase na hora. – o terceiro obedeceu tirando um pequeno garfo de dentro das vestes.
– Vamos levar esse. – o último apontou para o corpo ao seu lado. Com um aceno de varinha extinguiu o Fogomaldito. Os companheiros lhe lançaram olhares de estupefação e respeito e concordaram mutuamente.
Fizeram o corpo inerte levitar, acompanhando-os no trajeto de volta ao corredor escuro em busca do pequeno Teddy.
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Ao ouvir os passos se aproximando, Charlotte soube o que viria a seguir. Não foi difícil deixar Teddy escondido e levantar-se livre do feitiço Desilusório para encarar os malfeitores.
Quando avistou os oponentes, seus olhos se confundiram com a escuridão. Não é possível, pensou. Estou louca. Não pode ser real.
Os homens se aproximaram com o corpo levitando atrás deles e Charlotte dirigiu um último olhar disfarçado a Teddy antes de erguer a varinha e dizer com a voz firme:
– Não sei o que está acontecendo aqui, — olhou para a perturbação em seus sentidos. — mas não vou cair sem lutar!
Um dos capangas apontou a arma e antes que a moça pudesse reagir, sua varinha aterrissava veloz na mão dele. Ao fitar os seus olhos Charlotte teve um lampejo de entendimento que foi sendo substituído rapidamente por outros sentimentos: surpresa, ultraje e decepção.
– Você?! – olhou incrédula. – Eu confiei em você! – gritou.
– Esse, — se aproximou dela com um sorriso sarcástico, a varinha em punho. – foi seu primeiro erro.
Houve um lampejo, e Charlotte apagou.
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– Tem alguém vindo. – o homem disse. – Esqueça o menino. Os outros devem servir.
Juntos os quatro comparsas correram de volta aos vestiários. Falharam na missão, e receberiam a punição cabível a isso. O mínimo que poderiam fazer era evitar serem pegos e, conseqüentemente, reconhecidos.
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Harry saltou os últimos degraus em direção ao vestiário.
O aperto em seu estômago aumentava a medida que chegava perto do seu destino. Tem algo errado, repetiu. Algo terrivelmente errado.
Virou na bifurcação do corredor escuro, sentiu um calafrio e teve a confirmação dos seus pressentimentos. A escuridão fustigava seus olhos, mas ao longe Harry pode divisar os contornos de pessoas ao redor de um brilho azulado. Antes que o garoto pudesse ter qualquer reação, houve um lampejo avermelhado e os bruxos desapareceram junto com a luz. Uma chave de portal, reconheceu com temor. Usaram uma chave de Portal!
Harry se preparava para correr até lá quando um aperto em sua perna o fez virar-se rapidamente. Teddy o encarava com seus cabelos vermelho-vivos. Algumas partes do seu corpo estavam transparentes, Harry supôs serem devido a um feitiço Desilusório passado.
– Titio? – ele chamou hesitante. Os olhos estavam cheios de lágrimas.
O Auror pegou-o no colo e o abraçou forte. Sentiu as lágrimas escaparem. Lágrimas de alívio. Só de pensar perder o sobrinho por um momento...
– Shii. – ele tranqüilizou o menino que agora chorava sem parar. – Está tudo bem amigão. Nós vamos pra casa.
Um movimento a suas costas alertou-o da presença de Rony e Hermione.
– O que aconteceu? – a menina perguntou se aproximando depressa. Estava visivelmente preocupada.
– Ainda não sei. – respondeu. – Você viu alguma coisa Teddy? – virou-se para o sobrinho. O menino ainda soluçava histericamente, mas conseguiu fazer um aceno negativo com a cabeça. – Mione, leve-o lá pra cima. Vá depressa. Fique dentro do camarote e não fale nada com ninguém.
A amiga o obedeceu sem questionar pegando Teddy no colo e desaparecendo com ele pela bifurcação no corredor.
– Eram quatro. – disse a Rony enquanto se dirigiam aos vestiários com a varinha em punho. – Fugiram usando uma chave de portal.
– O que eles queriam?
– Eu não sei. – mentiu. Na verdade só suspeitava, mas teve medo de que se colocasse seus pressentimentos em palavras eles se tornassem realidade mais depressa. Rony pareceu compreender.
– As coisas lá em cima também ficaram estranhas. – comentou preocupado.
– O que houve? – Harry estacou.
– Um pouco depois que você saiu: Um patrono do Ministro convocando todos os Aurores para o Quartel General imediatamente. Situação de Emergência.
– Ele não disse o que era? – voltou a caminhar intrigado. Seria coincidência esses dois eventos misteriosos acontecerem simultaneamente?
– Não.– deu de ombros. — É claro que a maioria entrou em pânico. As veelas evadiram nas vassouras e Gui e Fleur tiveram de correr atrás delas antes que causassem algum desastre. A maioria aparatou depressa, levando algumas taças de bebida. Mamãe quase teve um ataque e...
– E...?
– Bom, é noite de lua cheia.
– Como ele está? – Harry quase se esquecera de como Steven estava preocupado hoje cedo.
– Bem, eu acho. Está sob o efeito da poção. – explicou no momento em que chegaram a outra bifurcação. – Loren aparatou com ele para o Ministério. Desde que ele não veja a lua...
– É. – concordou.
– Disse que assim que descobrirem o que há de errado nos avisam. – apontou para o bolso onde guardava o celular enfeitiçado. Harry sempre se esquecia de carregá-lo.
Chegaram ao vestiário um segundo depois. O lugar estava destruído. As paredes estavam chamuscadas, uma pilha de cinzas ocupava o lugar dos uniformes, os armários estavam em frangalhos pelo chão e ainda havia muita fumaça no ar.
– Um feitiço bastante destrutivo. – Rony constatou. – Eu apostaria no Fogomaldito. Mas não há como apagá-lo não é?
Harry deu de ombros. No canto mais extremo ele vislumbrou um vulto. Aproximou-se depressa sem se importar com a identidade da sombra. Virou-a de lado e contemplou sua face com um misto de alívio e exasperação.
– Enervate! – apontou a varinha.
O corpo brilhou azulado um instante antes de Patrick Stane abrir os olhos com um arfar.
– Patrick! – Harry agarrou seus ombros com urgência. – O que aconteceu?
Ele tossiu mais um pouco antes de responder. Harry observou o estado do rapaz. Claramente houve um duelo. Suas roupas estavam chamuscadas, provavelmente por entrar em contato com a fuligem do chão; o cabelo sempre arrumado estava em caos.
– Eles... Queriam o menino. – ele balbuciou no meio da fumaça. Massageou o crânio com uma das mãos com uma expressão de dor. – O deixamos com a Charlotte. E... Ah, — ele gemeu enquanto se levantava com a ajuda de Rony. – acho que... – olhou ao redor. – Acho que eles levaram a Jess.
– E a Charlotte. Vamos sair daqui. – Harry decidiu.
Rony passou o braço direito de Patrick sobre o ombro e o sustentou o resto do trajeto até o camarote. Patrick pediu desculpas por não se certificar da segurança de Teddy antes de travar um duelo, e confirmou suas suspeitas acerca do uso do Fogomaldito.
– É possível apagar... – ele falou ainda sob os efeitos da fumaça nos vestiários. – Mas dá muito trabalho. – seguiu com um ataque de tosse.
– Você devia ir ao St. Mungus. – Harry olhou preocupado.
– Você só pode estar brincando! – ele forçou um sorriso que mais pareceu uma careta de dor. – O Kingsley soou o alerta vermelho. Eu não perco isso por nada!
Chegaram ao camarote um minuto depois. O lugar estava vazio exceto por Hermione , Gina e Teddy num canto solitário. Rony acomodou Patrick numa cadeira enquanto Harry precipitava-se até o sobrinho.
– Ele está bem? – deu um beijo suave na testa de Gina que tinha o menino no colo.
– Parou de chorar quando comeu chocolate. – ela sorriu delicada. – Disse que estava com a Charlotte e que ela o escondeu dos bandidos.
– Neste caso, devo minha vida a ela. – olhou Hermione com gratidão. A amiga fez um pequeno aceno em concordância. Seja lá por qual razão, ela e a chefe haviam se tornado muito próximas, e essa confiança salvara a vida do seu Teddy.
– Levaram a Jess e a Charlotte. – continuou. – E nós temos de ir até o Ministério. A Sra. Weasley foi pra casa? – perguntou a Rony.
– Não. Ela foi com o papai até o chalé das conchas pra encher a Fleur de perguntas sobre o filho. Não devem demorar muito.
Harry assentiu silenciosamente e voltou a falar para Hermione e Gina:
– Ouçam o que eu digo com atenção. – sua voz criou um tom de urgência. Olhou de soslaio para Patrick, mas decidiu que isso não importava. O verdadeiro traidor estava prestes a ser revelado. Ele só precisava de mais uma confirmação. – Não sabemos o que está acontecendo, mas com certeza não é algo bom. Levem o Teddy pra casa e fiquem lá. Usem todos os feitiços de proteção de que se lembrarem. Assim que chegar ao Ministério vou pedir uma escolta pra levá-los até A Toca. Alguém de confiança virá junto. Não abram a porta pra mais ninguém. Ninguém. Entenderam? – elas aquiesceram. – Se não aparecer ninguém dentro de uma hora, aparatem até o chalé das conchas.
Deu um beijo na testa do sobrinho, abraçou a amiga, e deu um beijo demorado na noiva.
– Tome cuidado. – ela pediu.
Harry deu uma última olhada nos três antes de se virar para Rony:
– Avise sobre o rapto de Jessica e Charlotte. O Sexto Esquadrão pode cuidar disso. – olhou para Patrick e o menino retribuiu com um aceno.
– Onde você vai? – Rony inquiriu.
– Tenho que fazer uma parada antes de irmos para o Ministério. – sussurrou para que só ele ouvisse.
– Hogwarts? – ele perguntou no mesmo tom de voz. Harry confirmou com um aceno de cabeça. – Te dou cobertura. Mas porque agora?
– Digamos que é um ótimo momento para se ter uma Varinha Invencível.
Notas finais
* O Fogomaldito realmente não pode ser apagado, mas aqui há um "porém". Os curiosos de plantão terão suas perguntas respondidas no decorrer dos próximos capítulos.
** Os mais espertos notarão um "erro" neste capítulo, e antes que me perguntem nos reviews "porque não corrigi", simples: não é um erro. É uma dica. #Prestem atenção.
Bom é isso. Espero que tenham gostado e informo-lhes que a fic esta no fim. Façam suas apostas sobre o traidor... Tá óbvio né? Ou não?
Não se esqueçam de comentar. Mais comentários = eu mais feliz. Eu mais feliz = atualização mais rápida! Matemática pura! hsauhsauh'
Beijos e até a próxima! Ps.: Obg aos antigos leitores por terem respondido a minha MP e por não terem abandonado a fic! Aeww! :D
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