​A festa na vinícola Rossi era para ser uma celebração da colheita, mas o ar estava carregado com o cheiro de tempestade. Lorenzo, embriagado pelo vinho e pela arrogância, encurralou Maya atrás dos grandes tonéis de carvalho. Ele não aceitava o "não" que ela repetia. Quando ele tentou forçar um beijo, rasgando levemente a alça do vestido dela, o grito de Maya foi o gatilho que destruiu três meses de autocontrole de Leo.

​Leo não apareceu como um homem; ele surgiu como um demônio. O primeiro soco quebrou o nariz de Lorenzo. O segundo, a costela. Julian e os seguranças chegaram a tempo de ver Leo por cima do corpo ensanguentado de Lorenzo, os punhos transformados em carne viva.

​— Leo, para! — gritou Julian, arrastando o filho para longe.

​Mas o estrago estava feito. Lorenzo, movido por uma vingança fria e pelo apoio do pai influente, não aceitou o acordo de silêncio da máfia. Ele prestou queixa. Marco Rossi tentou intervir, mas as provas eram brutais.

​Leo Vane Rossi foi condenado a três anos de prisão.

​Naquela cela fria, ele teve tempo de pensar em cada palavra de seu pai. Ele entrou um rapaz impulsivo; ele sairia de lá um homem moldado pelo arrependimento e pela solidão.