O Herdeiro das Sombras- Livro 2- Os Vanne Rossi
4 Capítulo 4: O Demônio de Ciúme
O sol já havia se posto sobre a costa da Toscana quando a notícia chegou aos ouvidos de Leo. Maya tinha saído com um grupo de jovens da cidade vizinha para uma festa na praia. A informação, dada por um dos jardineiros, foi o suficiente para acender um fogo perigoso nele.
Julian estava em seu escritório quando a porta se abriu com estrondo. Leo entrou, com os nós dos dedos brancos de tanta tensão.
— Você disse para eu proteger a honra desta casa, pai — Leo sibilou, com os olhos fixos em Julian. — Maya saiu com uns moleques de fora. Se algo acontecer com ela...
— O que você vai fazer, Leo? — Julian perguntou, mantendo a calma, mas com a mão pronta para intervir. — Vai se comportar como o seu avô e sair quebrando as costelas de quem se aproximar dela?
— Não — Leo respondeu, com uma determinação gélida. — Eu vou fazer o que você me ensinou. Vou buscá-la. E se alguém tentar me impedir... bem, você sabe como eu fui treinado.
Julian suspirou, vendo a mesma fúria possessiva que ele próprio sentira por Isadora anos atrás.
— Vá. Mas se você tocar em um fio de cabelo dela antes da hora... você sabe onde eu escondi as chaves da Suíça.
A Praia em Fogo
A festa na praia era um caos de música alta, álcool barato e fogueiras. Leo estacionou seu carro esporte na estrada e caminhou em direção à multidão, com o rosto mergulhado em sombras. Ele era o herdeiro das sombras, e agora, ele estava caçando.
Ele a viu. Maya estava dançando perto da fogueira principal, com um vestido simples de linho que realçava suas curvas indomadas. Um rapaz de cabelos escuros, que parecia ser o líder do grupo, estava com a mão na cintura dela, rindo.
Leo sentiu o demônio de ciúme possuir seu corpo. Ele avançou na multidão, derrubando copos e empurrando pessoas com uma força assustadora. Ao chegar perto dela, ele segurou o pulso do rapaz com uma mão de ferro.
— Solta ela — Leo disse, com a voz tão baixa que quase se misturava à batida da música. — Agora.
O rapaz soltou Maya, olhando para Leo com um misto de surpresa e medo.
— E você, quem é? O guarda dela?
— Não — Leo respondeu, soltando o pulso do rapaz e segurando a mão de Maya. — Eu sou a razão pela qual você não vai mais se aproximar dela.
— Leo, para com isso! — Maya gritou, tentando soltar a mão. — Você não pode me dizer o que fazer!
Leo a ignorou e a puxou em direção ao carro. O rapaz, enfurecido pela humilhação, tentou segurar o ombro de Leo. Leo se virou instantaneamente, com a mesma rapidez que Julian lhe ensinara. Um soco devastador que jogou o rapaz contra a areia.
O Confronto
A fogueira continuava a queimar, mas agora o ambiente estava em silêncio. Maya olhava para Leo com uma mistura de medo e admiração. Ela sabia que ele a amava, mas agora, ela também entendia que o amor dele era uma força da natureza, perigosa e indomável.
Leo a encurtou, prensando-a contra a porta do carro. O rosto dele estava a milímetros do dela.
— Eu avisei que você não estava pronta para o mundo que vem comigo, Maya. Mas se você acha que pode sair e brincar com moleques enquanto eu estou queimando por você... você está muito enganada.
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