O Herdeiro da Ruina
13 Me inscrevo para ser um Gladiador
Notas iniciais
POV Benjamin
Meu primeiro dia no inferno começou assim.
– Acorda! Acorda!Acorda! Acorda... Acor... Ahh – Gritava um garoto loiro de 10 anos, que logo caiu no sono em cima de mim.
– Sai de cima, merda! – Digo empurrando-o para fora de minha (possível) cama.
Eu estava começando a me perguntar onde eu estava quando me lembrei vagamente da noite anterior. Uma festa. Lembrei de vários semideuses dançando, bebendo néctar (acho que era néctar) e comemorando algo. Não lembrava mais nada.
Olhei ao redor do cômodo onde estava. “Ok, Isso é muito estranho!” pensei quando vi um cão infernal dormindo abraçado com Nico que aparentemente estava nu. A parede atrás dele estava toda destruída, assim como todos os moveis do possível quarto. Decidi não incomodar Nico até encontrar alguma câmera fotográfica (hehe).
Passei pela parede destruída. O outro cômodo era um salão de festas, não estava melhor que o anterior, mas pelo menos as paredes estavam inteiras. Notei um movimento atrás de uma mesa de DJ, olhei atrás dele e lá estava um garoto com o rosto pintado como os membros da banda KISS e usava um broche no cabelo.
– Kevin? – Chamei.
– Ahn...
Kevin Von Hunten. 15 anos. Lembrei-me dele na festa, era ele quem comandava a festa, mixando e mudando as musicas, estava incrível, afinal ele é um romano filho de Apolo.
– Você está bem? – Digo oferecendo a mão.
– Eu estou, acho. – Ele pegou minha mão e ajudei-o a levantar.
– O que aconteceu?
– Não sei só lembro-me de uma festa que estava incrível. – Disse ele pegando seus óculos perto da caixa de discos e arrumando seus cabelos loiros.
Começamos a andar pelo salão, explorando a zona.
– Me ajudem... – Disse uma garota vendada e amarrada numa cadeira. Fui até ela e a desamarrei. Era a Mary Campbell, filha de Ceres. 15 anos. Seu rosto estava riscado e usava uma roupa diferente do que me lembrava. Apenas uma camisa e roupas íntimas.
– O que houve com você? – Perguntou Kevin.
– Eu só lembro que eu estava ficando com alguém e do nada me prenderam aqui e riscaram minha cara. – Ela olhou para ele, ergueu as sobrancelhas e perguntou. – Por que você está com o meu broche? E por que está maquiado como Gene Simmons?
– Não faço idéia. – Ela começou a rir, eu riria também se não fosse a dor de cabeça.
– Acho melhor nos separarmos para encontrar mais “sobreviventes”.
– Ok. Eu vou desse lado. – Disse Kevin.
– Vou para o andar de cima. – Disse Mary, ajeitando o broche em seus cabelos castanhos.
– E eu vou pro corredor. – Digo.
Cada um seguiu seu caminho. Encontrei-me com Chloe no caminho, ela estava tão ruim quanto eu. Começamos a andar juntos, depois de uns metros encontrei uma porta com uma placa escrita BANHEIRO, a maçaneta estava quebrada, empurrei a porta devagar e encontrei um cara dormindo seminu dentro da banheira. O Grande Percy Jackson.
– Annie... você já voltou? – Disse ele de olhos fechados e abriu um sorriso. – Não aguentou de saudades do pequeno Percy?
Chloe e eu seguramos o riso.
– Percy você devia abrir os olhos antes de falar essas coisas. – Disse Annabeth atrás de mim. “Quando ela chegou?”. Ela segurava um boné dos Yankees na mão.
Percy abriu os olhos e se levantou de susto.
– Benjamin! Chloe!
– Oi professor – Disse Chloe sorrindo. – oi pequeno Percy.
– Que pouca vergonha cara...
=#=
Depois desse momento muito engraçado e vergonhoso para Percy. Decidimos encontrar os outros no salão principal. Uns sessenta semideuses se encontraram lá, apenas dois não estavam com o rosto pintado ou com algo estranho no corpo, esses são Hazel e Annabeth.
– Aposto que todos aproveitaram a festa né? – Disse Percy num tom de autoridade.
– Aposto você também professor – Disse Chloe
– A banheira que o diga. – Digo, vários riram.
– Essa foi boa – Disse Leo, vindo junto com Amanda e um garoto ruivo. – Que festa incrível! Depois que colocaram algo no néctar todo mundo ficou louco!
– O que? Quem fez isso?
– Os Irmãos Stoll. É claro. – Disse – Vocês não se lembram? Cadê o Nico, foi ele quem me disse.
– Não sei... alguém viu ele? – Perguntou Percy. Eu dei um sorriso cruel.
– Eu sei onde ela está. – Digo – Mas antes de ir, alguém tem uma câmera fotográfica?
O garoto ruivo de cabelo ondulado ergueu uma câmera e me entregou.
– Ótimo. Qual é o seu nome?
– Gabriel Garcia ou Gabe.
– Legal, valeu Gabriel Garcia ou Gabe. – Ele riu e me virei para os outros e disse – Tudo mundo venham comigo.
POV Nico
– Ei Nico... Ei Nico... Acorda...
Eu estava dormindo quando ouvi Amanda me chamando. Senti uma boa dor de cabeça quando abri os olhos.
– Ahn... o que houve?
Seu rosto parecia calmo e belo, mas ela logo vez uma cara de riso. E se afastou.
– É o que queremos saber? – Disse Ben sorrindo com uma câmera na mão.
Percebi o que ele quis dizer. Eu, por alguma razão, estava seminu com a Sra. O’Leary em cima de mim. Notei os vários recrutas olhando pra mim. Foi quando eu fiz uma cara de desespero que Ben bateu uma foto.
– Primeiro estatuas nuas, depois cão infernais... – Disse ele – é difícil saber os seus gostos Nico.
– Vai pro inferno Benjamin!
– No momento é impossível.
O maldito começou a gargalhar junto com vários outros.
– Sra. O’Leary levanta! – Disse Percy.
O cão levantou e graças aos Deuses eu estava de cueca. Minha calça estava presa no ventilador de teto. Olhei para os recrutas e encontrei outra peça de roupa. Mary estava usando minha camisa.
– Mary, devolve minha camisa.
– Mas eu só estou com ela no corpo. – Disse ela quando colocava minhas calças. – Depois eu te entrego.
– Valeu à pena. – Disse Ben olhando a foto.
– Benjamin isso vai ter volta. Guarde minhas palavras.
– Tente, mas duvido que superará essa foto. – Disse ele virando a cara.
Dias depois...
POV Benjamin
O refeitório estava cheio de caras riscadas. Kevin, Chloe, Mary, Nico, Amanda, eu e o pirralho de 10 anos que eu nem sabia o nome sentamos juntos para conversar e comer.
– Sabe Nico, você me disse que esse lugar seria o inferno, mas até agora tá muito legal. – Digo com um burritos na mão.
– Mas ainda nem começamos os treinos ou jogamos o “capture a bandeira”.
– Não se esqueça das batalhas e do Campeonato de Gladiadores. – Disse Kevin animado (e de rosto lavado) – Estou louco para entrar na arena novamente.
Eu podia estar parecendo feliz e despreocupado, mas para ser sincero eu estava meio preocupado por ainda estar no Posto Avançado, preocupado com Akhlys poder me atacar a qualquer momento, preocupado de mais alguém morrer. Balancei a cabeça para afastar tais pensamentos, eu precisava me distrair. Foi então que surgiu uma ideia.
– Parece legal, também vou participar, mas onde fica a arena?
– O Anfiteatro fica no Setor 5, o terceiro portão do lado esquerdo no Hall da entrada. Indo lá é só fazer a inscrição.
Assenti com a cabeça.
– Eu já estou indo, vou nesse Anfiteatro fazer a inscrição. Alguém quer vir comigo?
– Eu vou. – Disse Kevin pulando da cadeira.
– Eu também – Disse Nico.
– Eu quero ir também! Eu! – Gritava o pirralho de 10 anos que pulava animado.
– Não, nós não vamos brincar. – Ele fez uma cara de birra – Ah, venha se quiser.
No caminho conversamos sobre o Salão de Guerra e Estratégia.
– Então por que tem onze cadeiras naquele salão? – Perguntei.
– Para onze pessoas se sentarem. – Disse Kevin. Ninguém riu (só o pirralho, mas ele não conta).
– Nossa isso foi hilário... – Digo com desdém.
Kevin fechou a cara e Nico suspirou e disse:
– As onze cadeiras são dos onze semideuses mais importantes e poderosos da nossa geração.
– Hum, quem são?
– Bem, as sete primeiras cadeiras pertencem aos Sete da Profecia. A oitava pertence a Rachel, a nossa Oráculo. A nona cadeira é da Thalia, Caçadora braço direito da deusa Artemis. A décima pertence à Hylla, filha de Belona e Rainha das Amazonas. E a última pertence ao Senhor da Natureza, Grover Underwood, ele é um sátiro.
– É, mas infelizmente dois dos Ocupantes das cadeiras estão desaparecidos. – Comentou Kevin.
– Sério? Quem?
– Frank Zhang da sétima cadeira e Piper McLean da quarta cadeira. Eles foram muito importantes na Guerra dos Gigantes, ambos estão desaparecidos há quase cinco meses. – Disse Kevin. – O nosso líder romano, Jason Grace está procurando eles desde então. Faz um tempo que ele não aparece.
– Eles também desapareceram misteriosamente? – Digo lembrando-me da reportagem sobre os desaparecimentos de adolescentes.
– Sim, eles foram um dos primeiros.
Chegamos num grande portão, Nico me ajudou a empurrar as pesadas portas pra entrarmos. Dentro, vários corredores de pedra iluminados por tochas que iam para varias direções, mas logo a frente tinha um mural, nele uma ficha de nomes. Kevin pegou uma caneta e assinou o papel. Era a ficha de inscrição para o Campeonato de Gladiadores.
– Pronto. É só assinar aqui. – Disse ele.
Assinei logo após Nico. Estávamos de saída quando ouvimos um barulho ecoando por um dos corredores, eram passos. Alguém estava se aproximando. Iluminado pela luz fraca uma forma esguia e forte surgiu das sombras. Um rapaz loiro de olhos azuis elétricos que parecia ter uns 18 anos. Invoquei e apontei minha espada para ele.
– Identifique-se! – Digo apontando a espada.
Ele num movimento rápido investiu sobre mim. Ataquei, mas ele segurou meu pulso e o torceu. Isso me fez largar a espada. Daí ele me socou no queixo com seu outro punho, senti uma onda elétrica percorrer pelo meu corpo. Então fui jogado no chão. Fiquei zonzo por um momento. Quando menos percebi, ele estava apontando minha espada na minha direção.
– Sou Jason Grace, filho de Júpiter.
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