O Herdeiro da Ruina

23 Massacre no Posto Avançado – A Morte do deus


Notas iniciais
Não consegui postar semana passada, desculpe o atraso... mas o novo capitulo ta ai boa leitura

POV – Benjamin

Não consegui falar com Jason quando cheguei, então decidi ficar um pouco mais na festa e esperá-lo voltar com Percy e Annabeth.

Kevin me obrigou a acompanhar uma de suas amigas pela festa, como um casal. Eu sabia que ele estava tentando fazer, queria arranjar uma garota pra mim. Então não dispensei Lacy de imediato, conversamos e bebemos ponche durante um tempo.

Lacy era uma garota bonita e bem simples. Ela usava um vestido rosa que ia até os joelhos, seus cabelos estavam presos com maria-chiquinha da mesma cor. Soube também que ela é uma ex-namorada de Nico, eles até que terminaram bem, sem guardar ressentimentos.

– Nossa achei que Nico sempre tivesse apenas namorado estatuas. – Comentei num tom surpreso, ela sorriu e disse:

– Então você estava sempre errado, – Ela encostou-se na parede e continuou – Da onde você tirou que o Nico gosta de estatuas nuas afinal?

– É uma longa historia, mas pra encurtar. – Encostei-me na parede ao lado dela – Um mês depois de eu chegar em Washington, eu e Nico fomos ao Museu Smithsonian depois que ouvimos boatos de que um semideus desaparecido por causa de um monstro escondido em algum lugar por lá.

“Já que esse museu tem mais de dez instalações tínhamos muitos lugares pra procurar então nos separamos e procuramos a noite inteira, perto de amanhecer nos encontramos no ultimo prédio, um prédio com a exposição Lendas e Mitos Antigos.”

– Por que vocês não foram nesse primeiro? Parece o mais obvio.

– Porque fomos lá a noite e não sabíamos que tinha essa exposição. – Digo – Continuando, entramos e investigamos o local cheio de estatuas grego-romanas e egípcias de vários períodos. Até que numa hora fui capturado por uma estatua, mas “ela” era na verdade uma autômato traída e cheia de amor pra dar.

“A estatua/autômato era uma representação Vênus (deusa romana do Amor), ela foi traída por outro autômato e me capturou para eu ser seu novo namorado.”

– Então é você que devia ter a fama de pegador de estatuas!

– Calma. Deixa eu terminar. – Digo – Nico foi atrás de mim para me salvar. Ele me encontrou, mas a autômato era muito forte, então Nico improvisou. Sabendo das intenções da autômato, ele começou a paquerá-la. Elogiou suas curvas, sua pele de mármore branco, seu pingar de óleo que escorria pelo nariz. Ela baixou a guarda e Nico a destruiu.

“Mas o estrago estava feito, eu ouvi tudo e vou lembrá-lo disso pro resto da vida.” – Digo sorrindo.

Lacy riu durante essa historia verídica.

– Eu realmente não acredito. – Disse ela.

– É verdade. – Encostei a cabeça da parede e fechei os olhos por alguns instantes, quando abri, ela estava na minha frente alguns centímetros de mim – O que foi?

– Nós conversamos e bebemos essa bebida batizada desde que nos encontramos. Quero fazer outra coisa... – Ela se aproximava pra me beijar, mas desmaiou no caminho. A segurei antes de cair no chão.

– Ben! – Chamou Chloe atrás de nós – está ocupado?

– Bem... sim. – Digo, notei a expressão dela. Ela queria conversar comigo – Mas logo não estarei.

– Ok, te espero no corredor.

Ela saiu e deixei Lacy desmaiada no sofá. Antes de ir encontrar a Chloe peguei duas bebidas. Quando cheguei, ela estava sentada no banco me esperando.

– Oi.

– Oi.

– Eu queria esclarecer as coisas, mas antes quero pedir desculpas. Pelo jeito que agi depois do nosso duelo. Eu estava com raiva e um pouco confusa, aquilo que você viu era algo que eu não queria lembrar.

– Eu entendo.

Queria dizer que eu também vi coisas que queria esquecer no Duelo, mas apenas sentei e esperei ela continuar.

– O que você viu exatamente?

– Uma garota de uns 13 anos com um cara enorme de terno. Uma família morta no chão e muito sangue.

Ela suspirou e disse:

– A garota... era eu. A família morta no chão era a minha família e o cara de terno era o Titã Prometeu. – Ela esperou algum comentário, mas fiquei quieto. Então ela continuou – Eu era uma semideusa que traiu os deuses olimpianos na Guerra dos Titãs. Mas não lutei na batalha decisiva em Nova York. Eu fazia parte de grupo secreto chamado Armada de Leto. Um grupo de assassinos que matava ou capturava antigos semideuses.

– Por quê?

–Eu não precisava saber. A Armada era comandada por Prometeu, já que ele escapou da Guerra nós continuamos em operação mesmo depois de os Titãs serem derrotados. Mas não tínhamos mais motivos para lutar, estava tudo em paz. Então vários de nós começaram fugir da Armada, até eu. – Ele tocou sua mecha azul – Depois de umas semanas eu encontrei Percy e ele me trouxe aqui.

– Onde sua família morta entra nisso? – Perguntei sem enrolar.

– Minha família... – Ela cerrou os punhos – era um teste de lealdade. Eu... tinha que... matar minha família. Eu estava tão cega, eu não conseguia distinguir o certo do errado, ou o que eu queria ou o desejo dos outros. – Ela se segurava pra não chorar. – Eu matei minha família por nada. Eles me amavam. Eles não...

Eu a abracei forte. Eu não aguentava vê-la ficar se punindo por algo que alguém a manipulou a fazer. Nesse momento lembrei da nossa briga antes do duelo, ela tentava esconder seu passado como eu, se demonstrava como uma garota-problema divertida para mudar o que a vida a transformou, assim como eu.

Chloe Moore era a única pessoa no mundo que podia me entender e eu era a única pessoa que podia entendê-la.

– Não se puna. Não foi você que matou sua família, foi Prometeu. – Parei de abraçá-la e fiquei cara a cara com ela e digo sorrindo. – Por que ainda segura suas lagrimas? Chore e grite como nunca fez. Não tente esquecer o passado, apenas o cubra com novas lembranças felizes e épicas. Se não conseguir, eu estarei aqui para você chorar e descontar toda sua dor. – Peguei a mão dela e segurei – Faça o que quiser, só não me diga que não tem mais motivos para viver de novo. Pois você tem um bem aqui.

A vontade de beijá-la era muito grande, mas um estrondo vindo do SGE atraiu nossa atenção.

A dor de cabeça voltou mais forte e o pressentimento de perigo era enorme. Chloe limpou as lagrimas e nós nos levantamos, ainda de mãos dadas. Um segundo estrondo ecoou pelo corredor, só que dessa vez veio do salão de festas.

Estávamos quase nas portas do salão quando elas saíram voando, batendo com força no outro lado do corredor. Entre as portas tortas e destruídas estava uma pessoa, era o Zachary, o cara do Estábulo.

Ele se levando com segurando as costelas e empunhava uma espada. Ele olhou pra mim e gritou:

– Tem dois caras matando todos lá dentro! Temos que... – Uma pedra do tamanho de uma bolinha de gude o atingiu bem na cabeça, o impacto foi enorme, pois a bolinha esmagou a cabeça dele na parede.

Segurei a ânsia de vomito, a cena foi horrível. Ouvi gritos e tinires de espada vindos do salão. O lugar virou um campo de batalha.

Os telquines e lestrigões estavam em grande número. Os semideuses, de algum jeito, estavam armados e lutando com tudo e matavam os monstros rapidamente. Mas tinha dois semideuses fazendo o oposto, matavam vários dos nossos. Eu reconheci ambos, um era o lorde inglês idiota Sir Lance Peter-Vorbafedorento; o outro era loiro de azuis cruéis, Victor Oslon. O carcereiro da Piper.

O Sir usou um tridente e uma rede para matar Pietra, irmã da Mary. Victor usava uma arma peculiar, uma tira de couro entrelaçada, na meio tinha uma espécie de cesta, lá ele colocava uma pedra, amarrava uma ponta no dedo e segurava a outra com a mão. Daí ele girava no ar e disparava a pedra nos semideuses.

– Uma funda.

Invoquei minhas espadas, dei uma pra Chloe e entramos na batalha.

POV – Percy

– Leo! – Gritou Jason.

– Meu braço! Ai ta queimando!

Leo segurava o restava de seu braço. Usei a água do rio subterrâneo e apaguei as chamas de seu braço. Sua mão, seu antebraço e parte do braço direito foram consumidos pelas chamas vermelhas. Annabeth improvisava um curativo rapidamente, mas eu vi em seus olhos o pânico e a culpa.

Ouvi as escadas rangendo por causa das pisadas de Isabel. Jason se levando com raiva e saiu voando em alta velocidade na direção dela. No ar, ele eletrificou seu punho e disparou vários raios na escada metálica. Isabel pulou da escada pra saída bem hora que a escada se tornasse uma lâmpada incandescente, que desmoronou logo em seguida.

Isabel tinha escapado e Jason tinha destruído nossa única saída.

Me virei para Leo e Annie. Ela usou um pedaço do seu vestido cinza para fazer um curativo no braço dele. Jason chegou perto e disse:

– Temos que sair daqui e levar o Leo pra Enfermaria.

– Como? Você “acidentalmente” destruiu a escada.

– Eu vou levar cada um voando. – Disse ele levantando Leo com cuidado.

– Certo, eu sabia.

Ele levou Leo, depois Annabeth e eu em seguida. Assim que saímos do SGE ouvimos uma explosão vinda do salão de festa. Annabeth levou Leo pra Enfermaria e Jason ativou os autômatos de segurança do SGE.

No salão, vi Benjamin destruindo alguns telquines junto com Mary e Chloe. Gabe enfrentava um semideus loiro com a ajuda de Harpy. Kevin com a ajuda de seus irmãos disparava flechas nos lestrigões, não vi Nico nem Amanda, deviam estar lutando em outro lugar.

Estava prestes a entrar quanto fui atingido por uma água escura dura como pedra. O impacto me levou a destruir a parede atrás de mim e acabei parando em outro cômodo. A Sala de Treinamento Aquático.

O lugar era como um imenso reservatório. Com paredes metálicas iguais a de submarinos e tinha vários canos de água saindo em varias direções da parede, até no teto.

Me levantei com dificuldade e chequei se eu estava bem.

– Não quebrei nada...

– Por enquanto. – Disse uma voz com sotaque britânico.

Um rapaz da minha idade entrou pela sala destruída. Ele usava óculos e um sobretudo preto, calça e camisa sociais.

– Quem é você e por que está aqui?

– Eu sou Sir Lance Peter-Vorbastink! – Disse ele com orgulho do nome esquisito – e vim aqui pra...

– “Stink”?– Digo interrompendo-o. – Tipo fedorento?

– Não! É Vorbastink, não só “Stink”! – Disse ele irritado – Não importa meu nome, eu vou apenas te matar e ir embora.

– Ok, – Apertei minha velha caneta e Contracorrente apareceu – apenas tente.

Ele pegou um cilindro do sobretudo e apertou um botão na extremidade de baixo. O cabo expandiu e ficou com uns 1,70 metros de comprimento, na ponta três pontas afiadas surgiram. Era um tridente da ora.

Ele deu um salto e me atacou com o tridente. Rolei pro lado e contra-ataquei, mas ele se abaixou e recuou. Nesse momento puxei água dos canos e a usei como uma mangueira, mas algo que eu não esperava aconteceu, ele estendeu a mão e a água evaporou.

Ele apenas sorriu.

– Minha vez.

Ele girou o tridente e toda água evaporada começou a condensar, deixando-a liquida de novo. Então, com um movimento com o tridente, a água foi lançada pra cima, ela caiu congelada no formato de várias estacas em minha direção.

“Ele manipula os estados físicos da água?!” (Sim, eu aprendi algo no colégio).

Fiz uma barreira de água para me defender. O Sir me flanqueou pela direita, bem no meu ponto cego. Perfurando meu corpo com seu tridente.

POV – Jason

Quando Percy saiu voando pela parede, eu estava ocupado tentando não ser morto por pedrinhas.

O cara loiro lançou uma pedrinha e acertou Gabe bem no peito, mas ele logo se levantou e atacando novamente.

– Você é bem resistente, qualquer um teria o peito perfurado, – Disse ele desviando do golpe de Gabe – mas ainda não é o suficiente pra me arranhar. – Ele largou a funda e o socou no estomago, que cambaleou e caiu pro lado.

– Gabe! – Joguei minha moeda de ouro pra cima e minha espada caiu em minha mão e ataquei.

O cara tinha ótimos reflexos, desviava rapidamente meus ataques. Daí eu eletrifiquei minha espada e disparei raios com ela. Consegui atingi-lo no ombro, mas ele girou o corpo acertando um chute no meu braço. Eu ouvi um “crack”.

– Jason Grace não é? Pensei que você era mais forte.

– Você não viu nada. Harpy agora!

Harpy estalou os dedos e o silencio se propagou em toda sala. Não se ouvia gritos, vozes ou a musica tocando... nada. O cara loiro segurava a cabeça e berrava alguma coisa. Não ser ouvido e não ouvir nada podia levar alguns a loucura. A luta parecia já ter um vencedor (eu).

Mas que a loucura não era uma coisa pra ser usada contra ele.

O cara loiro estava totalmente descontrolado, começou a bater nas paredes, quebrava pratos, procurando algum ruído. Até que ele parou, respirou fundo e se virou para Harpy. Andou até ele calmamente, com os punhos cerrados e sorrindo maleficamente.

Harpy tentou correr, mas tropeçou num cadáver e caiu. Tentei gritar, mas minha voz não saia. O loiro parou na frente dele, se virou e disse algo pra mim no silencio. Então, sem qualquer aviso, golpeou Harpy no chão.

O chão rachou com o impacto e eu o vi a vida se esvair dos seus olhos. Ele começou a brilhar e se desfez numa poeira branca brilhante.

Notas finais
Então o que acharam? Legal? ruim? Sem noção? kkkkk Vou postar sem atrasos na próxima, valeu e até a proxima. trivia: • Lacy é uma personagem original do Rick Riordan, ela é irmã da Piper e aparece em "O Herói Perdido"