O Herdeiro da Ruina

42 A Despedida de Kevin e o Medo da Piper


Notas iniciais
Eae galera!! Mais um capitulo saindo e no tempo certo como prometido Valeu lucasbs for ter favoritado a fic!! To sem muito o que dizer, então boa leitura

POV – Jason

– Piper...? – Chamei.

A garota presa as correntes moveu um pouco a cabeça, mas não para ver a origem da voz, e sim para proteger a cabeça de um possível golpe. Ver isso me fez ficar ainda menos arrependido de ter matado Victor.

Me aproximei da jaula e estourei o cadeado com a espada. Quando eu entrei, Piper se encolheu e começou a tremer.

– Piper? – Chamei novamente – Sou eu, Jason. Seu namorado.

Eu a toquei no ombro, mas então ela tirou minha mão aos tapas e foi para o outro canto da jaula. Eu cerrei meus punhos quando senti a raiva que estava ardendo dentro de mim, estava claro que Victor não só a torturou fisicamente, mas como também psicologicamente.

Ele fez Piper ter medo de mim.

– Jason.

Eu me virei para onde os semideuses dormiam, entre eles, vi Malcolm (irmão de Annabeth) olhando para mim. Lembrei da última vez que eu o vi. Quando ele, Piper e Leo tinham saído numa missão para investigar os primeiros desaparecimentos, mas apenas Leo voltou uma semana depois, também foi nesse dia que Leo soube que Calipso tinha desaparecido.

– Malcolm. – Eu me forcei a sair de perto de Piper e ir até ele – Que bom que está vivo.

– É bom, não, talvez seja ruim... – Ele forçou um sorriso – eu nem sei mais. – Então ele olhou para os lados, dizendo: – O que você fez com aquele loiro maluco?

– Digamos que eu o fiz dar uma volta no Campo das Punições.

– Isso é ótimo. – Suspirou ele, aliviado.

– Consegue se levantar?

Ele puxou a manta que cobria abaixo da cintura, revelando seu pé que tinha um terrível corte infeccionado. Boa parte do pé estava escuro.

– Acho que não, acho que não iria andar nunca mais.

Eu queira discordar, mas a necrose estava avançada. Ele perdeu o pé. Sem contar as correntes que prendiam seus punhos ao chão, assim que como os outros semideuses.

– Vamos dar um jeito – Digo.

Eu comecei a ouvir os outros semideuses acordando aos poucos, eles logo me notaram e senti a esperança de escapar preenchendo o quarto. Com minha espada, comecei a destruir as correntes, libertando-os um por um. Muitos estavam fracos, mas conseguiram se levantar.

– Jason, como vamos sair daqui?

Era uma boa pergunta, eu e os outros tínhamos chegado nessa ilha graças a magia da Hazel, mas antes de ela nos mandar pra cá, ela avisou que seria uma viagem apenas de ida e que nós teria mos que arranjar um jeito de voltarmos sozinhos. Mas logo lembrei que Ben, Amanda e Nico tinham vindo de barco, mas para chegar deveríamos atravessar uma floresta cheia de monstros.

– Tem um barco, mas chegar lá é tão perigoso quanto ficar aqui.

– Então não temos muitas escolhas. – Disse Nyssa, irmã de Leo.

– Faremos o seguinte, quem estiver disposto irá procurar a saída e armas para nos defendermos na floresta, não precisam se preocupar com Victor – Ouvi uns suspiros de alivio – E quem ainda tiver forças, ajudem os mais fracos e feridos.

Todos logo se mobilizaram e aos poucos a sala foi esvaziando. Agora só faltava a Piper, mas mal tinha se mexido por todo esse tempo. Eu tinha que tirá-la daqui o mais rápido possível.

– Pips, sou eu. Jason. Vamos sair daqui, venha comigo.

– Não, não se aproxime! Você não vai me machucar de novo!

O poder em sua voz me fez ficar parado igual a uma estatua, eu não conseguia sequer dar um passo para frente.

– Pips, eu não vim te machucar, eu vim te salvar. Vamos voltar para o Acampamento. – Eu consegui dar um passo a frente – Eu não sei o que eles fizeram com você, mas eu nçao tive nada a ver com isso. Mas mesmo assim eu me culpo. Eu não consegui te proteger e muito menos te encontrar a tempo. Pips... – Senti uma lagrima escorrer pelo meu rosto – eu amo você, nós já fizemos tanta coisa juntos, por favor, lembre-se disso. Lembre-se do verdadeiro Jason.

Ela me encarava quieta. Não sabia o que passava por sua cabeça, mas desconfiava que eu a tinha alcançado. Infelizmente, eu estava enganado. Ela pegou uma pedra e jogou contra mim, eu fechei os olhos esperando o impacto da pedra, mas o que eu senti foi algo macio. Quando abri os olhos vi um coração de pelúcia no chão.

– O que?

– Jason, – Chamou uma voz feminina atrás de mim, quando me virei vi uma linda mulher, mas com o rosto triste. – por favor, não desista da minha filha.

– Vênus? Quer dizer, Afrodite.

Eu quase não a reconheci, pois ela usava roupas bem simples (uma calça e uma blusa de frio), comparada aos belos vestidos e jóias que sempre usava. Algo me dizia que era por causa de Ben, os deuses ficavam fracos em sua presença, e com isso, Afrodite não conseguia expor sua incrível beleza totalmente.

Ela se aproximou de mim e por alguma razão me abraçou, dizendo:

– Não desista da Piper ainda, Jason.

– Eu nunca iria desistir dela.

– Você diz isso, mas seu coração está vacilando. – Ela se afastou, colocou as mãos em meus ombros e me olhou diretamente nos olhos – Seu coração está abalado, você acha que com a Piper assim ela nunca irá voltar a ser ela mesma. Você está começando a achar que seria melhor manter distância, pois pensa que assim ela irá sofrer menos. Mas é nessa hora que você se engana, é agora que ela precisa de você mais do que nunca. Ela ainda ama você, não a deixe sozinha.

– Mas eu... não sei o que fazer. – Digo limpando a maldita lágrima em minha bochecha.

– Eu vou ajudá-lo.

Eu encarei Piper, que também observava a conversa. Talvez ela tenha reconhecido a mãe, mas ainda tinha um medo terrível por mim. Eu não iria desistir dela, eu iria ajudá-la a superar esse medo.

***

POV – Nico

– Kevin, venha rápido! – Gritei, tentando parar o sangramento que saia do terrível corte que Darius fizera no braço da Mary.

Eu nunca tinha visto tanto sangue na minha vida, uma possa estava começando a se formar ao redor de Mary. Ela ainda estava consciente, mas a cor de seu rosto estava desaparecendo rapidamente.

Minutos antes, quando ela de repente caiu no chão sangrando, eu tirei minha blusa e rasguei minha camiseta para fazer a compressão, mas nada adiantava.

– Nico, o que aconteceu? – Gritou Kevin ao se aproximar e vem a cena.

Ele logo se ajoelhou ao lado de Mary e começou a examiná-la. Quando ele chegou perto também notei uma ferida de faca um pouco abaixo de costela, mas parecia que estava fora perigo. Ele retirou ambrosia de um estojo marrom preso no cinto, eu não tinha reparado antes pois estava oculta pela camiseta roxa de Nova Roma.

– Temos que ser rápidos. – Disse ele – Deixe a cabeça dela erguida, rápido.

Eu enrolei minha blusa de aviador e a coloquei embaixo da cabeça de Mary. Em seguida, Kevin pegou um grande pedaço generoso de ambrosia e colocou na boca dela, ela mastigou um pouco e engoliu rapidamente. Senti a pele fria de Mary, aquecer um pouco, mas não ajudou o problema principal. Kevin deu outro pedaço, depois mais outro. Sua pele tinha ficado febril, a quantidade de sangue que saia começou a diminuir.

– Isso! Está funcionando! – Digo.

Kevin me encarou com um olhar de preocupação.

– Não, não está. Ela está ficando com anemia, está quase sem sangue no corpo. – Ele pegou outro pedaço e deu a ela, com esse pedaço sua pele esquentou ainda mais (Acho que dava pra fritar um ovo nela). – Mais um e vai dar certo.

Nessa hora, percebi o olhar de Mary em mim. Ao encará-la, soube que ela pensava. Eu já tinha visto muitos olhares assim. Então, antes de Kevin colocar mais ambrosia na boca dela, eu agarrei seu braço, dizendo:

– Já é o suficiente.

– O que? Olha pra ela! – Ele puxou o braço para perto de seu corpo – Me larga! Ela ainda não está fora de perigo.

– Kevin, pare. Não há mais nada a fazer. – Kevin me olhou com raiva, me pegou pela gola da camiseta e fez a menção de me socar. Só não fez porque sentiu a mão de Mary tocando sua perna. – Se você colocar outro pedaço de ambrosia pra ela, ela vai entrar em combustão. Notou o quanto ela está quente? Imagine o quão sufocante deve estar sendo pra ela todo esse calor. – Kevin abaixou a cabeça, eu coloquei minha mão em seu ombro – Mary quer partir agora.

– Não...

Eu nunca soube ao certo a relação entre Kevin e Mary. Já tinha ouvido falar que eles namoravam escondidos, mas já vi Mary ficar com outros garotos e Kevin com diversas garotas. Mas eu sabia que era mais que isso, sempre os via juntos, quando não estavam perguntavam um pelo outro. Eles tinham uma relação mais forte e complexa que entre irmão e irmã. Para mim, eles eram verdadeiros amigos para toda vida. Talvez até além dela.

– Kevin... – Chamou ela. A Ambrosia devia ter dado forças para ela falar, mas sua voz demonstrava seu cansaço. – É melhor você... não morrer aqui. Se não, eu mato você.

Kevin sorriu em meio às lágrimas, ele pegou a mão dela e acariciou delicadamente.

– Pode deixar, Mary. E é bom que você não fique à toa no Elísio, comendo uvas embaixo da árvore. Se não, eu vou lá pessoalmente fazer você trabalhar.

Mary tinha a fama de preguiçosa quando o assunto era trabalho no Acampamento Júpiter.

– Nossa, você vai ficar... no meu pé até depois de morta? – Ela forçou um sorriso – Não posso... prometer nada, Kevin.

Os dois deram risos fracos e Kevin ficou segurando a mão de Mary até ela fechar os olhos pela última vez.

O lugar ficou horrivelmente silencioso. Kevin ainda não largara a mão de Mary e eu não queria apressá-lo, pois eu conhecia a dor de perder alguém tão próximo assim. Bianca, minha irmã. A morte dela foi uma das piores coisas que já me aconteceu e sei que Kevin estava sentindo algo parecido.

Acima de nós, Poseidon e Tânatos se enfrentavam com força total. Estava muito longe para eu poder ver a luta deles direito.

– Olha ali, é o Nico!

Eu olhei para o portão e vi um grupo de semideuses liderado por Jason saindo por ele. Eram semideuses desaparecidos, mas infelizmente, não eram todos. Quando Jason chegou mais perto, notei que ele carregava Piper desmaiada em suas costas. Mas ele também notou o corpo de Mary, mas não disse nada, apenas tocou o ombro de Kevin. Como se não precisava dizer mais nada.

Eu contei uns vinte semideuses e sabia o que tínhamos que fazer agora.

– Jason, você vai levá-los para o barco, não é?

– Sim. Temos que tirar todos daqui.

Eu invoquei uma tropa de trinta esqueletos, os melhores guerreiros que eu tinha disponível.

– Eles vão protegê-los até a praia, existem muito perigos desconhecidos na floresta, acredite.

Enquanto isso, Kevin pegou Mary do chão e outros semideuses amarraram os braços de Naomi e um dos mais fortes começou a carregá-la, já que ela ainda estava desmaiada, mas não demoraria pra acordar.

– Kevin, você vai com eles?

– Sim, eu sou o único que decorou uma das rotas seguras para sair do Mar de Monstros. Desculpa cara, não vou poder te ajudar a partir de agora.

– Entendi. – Eu dei um sorriso – Eu esperava que fizesse isso.

Eu o deixei seguir seu caminho e me voltei para Jason.

– Você viu o Ben ou a Chloe na Acrópole?

– Não, também não encontrei Gabe. Nós nos separamos assim que chegamos...

– Vou procurá-lo. – O grupo já estava pronto – Boa sorte.

– Pra você também.

Então eu o deixei e segui para o portão. Agora, eu estava no circulo mais próximo a Acrópole, ele era menor que a anterior e não tinha nada de impressionante, só algumas belas fontes. Decidi usar as sombras para subir a ultima muralha e, assim, finalmente chegar a Acrópole.

Do alto, vi toda a extensão do Palácio Real e o Templo destruído, eu apostaria que Benjamin já estava lá dentro. Mas antes de ir pra lá, eu notei uma movimentação atrás do Templo de Poseidon. Talvez seja Gabe. Eu usei as sombras para encontrar quem quer que fosse.

Eu peguei minha espada, apareci por trás e vi quem era.

– Chloe? – Ela estava junta com uma queres grande e musculosa de cabelos curtos.

Ela se virou e me viu, eu esperava um “oi” ou “você demorou!”, mas o que ela disse me surpreendeu ao máximo.

– Nico, você precisa impedir o Ben! – Ela me encarou assustada – Ele vai matar a Amanda!

Notas finais
Terminei o capitulo na hora certa né? kkkkk Acho que no proximo capitulo o Plano de Benjamin é inteiramente revelado!! (Acho) Até a proxima