Notas iniciais
A última palavra foi "Trapos".

Sangue.

Quando Ame abriu os olhos, viu uma trilha sangrenta que levava à porta de saída do armazém. Lá estava Yuri, pálido, desacordado na poça de seu próprio sangue.

Não teve tempo de notar os dentes que lhe faltavam e o gosto de sangue na boca. Correu até o irmão, para ver se estava vivo e de onde vinha tanto sangue. Seu desespero só aumentou ao notar que faltava ali um braço.

“É culpa minha”, se repetia enquanto carregava o irmão pra fora dali, o chão molhado da chuva que já passara.

Em pouco tempo, um morador da região apareceu e viu Yuri inconsciente nos ombros de Ame. Ligou para a emergência e ofereceu ajuda enquanto não chegavam.

Não demoraram a chegar. Colocaram Yuri na ambulância e o levaram apressadamente. Ame não subiu, apenas perguntou se o irmão viveria. Ao ouvir que havia chances, sorriu secamente e correu para casa.

“Culpa minha.”

Banhou-se e apanhou alguns trapos, os colocando em uma mochila e saindo pela janela para nunca mais voltar.

Anos após tal acontecimento, Ame ligou a TV da base do corpo de bombeiros onde trabalhava salvando vidas.

Viu sobre Hope’s Peak... Yuri... A prótese...

“Ficou ótima em você...”

Notas finais
Obrigado a quem acompanhou até aqui. Espero que tenham gostado xD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!