O Herói e A Torrente
18 O Herói
Notas iniciais
Sangue.
Quando Ame abriu os olhos, viu uma trilha sangrenta que levava à porta de saída do armazém. Lá estava Yuri, pálido, desacordado na poça de seu próprio sangue.
Não teve tempo de notar os dentes que lhe faltavam e o gosto de sangue na boca. Correu até o irmão, para ver se estava vivo e de onde vinha tanto sangue. Seu desespero só aumentou ao notar que faltava ali um braço.
“É culpa minha”, se repetia enquanto carregava o irmão pra fora dali, o chão molhado da chuva que já passara.
Em pouco tempo, um morador da região apareceu e viu Yuri inconsciente nos ombros de Ame. Ligou para a emergência e ofereceu ajuda enquanto não chegavam.
Não demoraram a chegar. Colocaram Yuri na ambulância e o levaram apressadamente. Ame não subiu, apenas perguntou se o irmão viveria. Ao ouvir que havia chances, sorriu secamente e correu para casa.
“Culpa minha.”
Banhou-se e apanhou alguns trapos, os colocando em uma mochila e saindo pela janela para nunca mais voltar.
Anos após tal acontecimento, Ame ligou a TV da base do corpo de bombeiros onde trabalhava salvando vidas.
Viu sobre Hope’s Peak... Yuri... A prótese...
“Ficou ótima em você...”
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