O Hacker dos desenhos
15 Capítulo 12 parte 2
— Certo, mais alguém quer ir? — Pedro perguntou.
— Eu vou dormir — Hugo falou se levantando e saindo do local.
— Certo, até daqui a pouco — Pedro falou, pegou sua tesoura, abriu um portal e entrou e logo em seguida Robson entrou também e o portal se fechou.
— Onde estamos? — Robson perguntou assim que saiu do portal.
— Estamos perto de onde eles estão, eu não queria aparecer onde eles estão de cara.
— E onde eles estão!? — Robson perguntou — Estamos no meio de várias lojas.
— Eu sei e em cima de um local secreto, eles estão abaixo de nós — Pedro falou apontando para a tampa que levava para o esgoto que estava no meio da rua.
— Eu não vou gostar dessa experiência — Falou balançando a cabeça negativamente.
— Nem eu, cara, mas é o jeito — Admitiu, então abriu a tampa e pulou dentro do esgoto e logo depois Robson também entrou e fechou a tampa do esgoto.
Dentro do esgoto, era um verdadeiro labirinto, havia apenas túneis, água e o fedor, o que os atrapalhou muito nos momentos em que tiveram de pensar para onde ir, mas, felizmente, eles conseguiram achar o caminho, ou melhor, acharam alguém que os levaria até o local, ou melhor, o que.
— Espera — Pedro falou erguendo a mão, impedindo que Robson passasse dele — Escute — Avisou e com o silêncio que os dois estavam fazendo agora, dava para escutar o som de outra coisa se movendo na água.
— Vem dali, vamos! — Robson avisou e Pedro o seguiu, então eles avistaram um robô que estava indo para o local onde os outros estavam, eles esperaram um pouco e o seguiram, mergulhando na água e usando seus poderes para que não se molhasse e dois pequenos buracos para haver circulação de ar e eles poderem conversar entre si. Eles seguiram o robô até uma porta, que se fechou rapidamente, impedindo eles de entrar, então eles se levantaram.
— Muito bem, é aqui — Pedro falou o óbvio e Robson acenou positivamente com a cabeça.
— Então, vamos como? De espadas, armas — Robson falou e Pedro o encarou sorrindo.
— Do jeito que quisermos — Ele falou e colocou a direita no ombro direito, então as luva começaram a se deformar — Eu ainda não tenho certeza, mas sei como entrar — Falou assim que a poderosa arma estava pronta apoiada em seu ombro, ele apontou e disparou, então avançou contra a porta com suas espadas em mãos.
Quando a bala atingiu a porta, explodiu a mesma, destroçando-a em vários pedaços que voaram para frente e atingiram alguns dos vários robôs que estavam ali, então, antes que a fumaça se dissipasse, os dois passaram pela porta, fazendo um rastro de fumaça por onde passaram e caíram acertando dois robôs cada e pararam ajoelhados, de cabeça baixa, então levantaram a cabeça e olharam para frente sorrindo.
— Olá — Pedro falou.
— Tudo bem? — Robson falou.
— Quantos, Robson? — Pedro perguntou e Robson olhou ao redor antes de responder.
— O bastante — Respondeu, então eles pularam para cima dos robôs.
O recipiente com o liquido estava mais a baixo deles, guardado em um cofre, o lugar onde eles estavam era um verdadeiro local secreto, totalmente coberto de aço ao redor, o que justifica o porquê de Matt não ter encontrado eles ali. Pedro e Robson estavam trucidando os robôs que viam de toda parte para cima deles, enquanto avançavam para recuperar o recipiente de volta, que, por sorte, não havia usado devido eles não terem sido programados para isso e nem haver tecnologia suficiente ali..
O tempo ali não durou muito, os robôs não tiveram chance contra os dois, que matavam um a um a cada golpe de machado, espada, lança ou qualquer coisa que vinha na mente dos dois, então, eles agora se encontravam perto do cofre, sem sequer um robô funcionando, com o recipiente em mãos e respirando pesadamente, cansados devido o serviço que acabaram de fazer, então eles erguem suas espadas e juntam os pedaços perdidos, restaurando-as e Pedro abre um portal e eles voltam para o CJC.
— Já voltaram? — Gaby perguntou assim que ela avistou os dois no CJC.
— Já, aqui está o recipiente — Robson respondeu e mostrou o recipiente que ele havia guardado em cima da mesa, então Hugo surge pela porta se aproximando deles, estava com uma expressão estranha no rosto, pensando — Tá tudo bem? — Perguntou ara ele.
— Sim, sim, estou sim — Respondeu sem o encarar — Apenas acho que estou esquecendo alguma coisa.
— Então o que é? Porque quando acha você sempre está certo — Gaby explicou.
— É verdade, mas tudo bem, tudo está bem quando acaba bem — Admitiu dando de ombros e Pedro e Robson concordaram acenando positivamente com a cabeça, pena que não havia como saber exatamente do que Hugo esqueceu.
Mas o que ele esqueceu?
— Muito bem, temos o conteúdo para a viajem de vocês, agora só falta uma coisa — Hugo falava enquanto ele, Pedro, Robson, Alzira, Lauren e Gaby estavam indo em direção ao local onde a máquina fica — Agora só falta consertá-la — Terminou ao poder avistar a mesma, que ainda estava com a forma de uma esfera amassada.
— O que aconteceu aqui? — Lauren perguntou olhando de queixo caído para a enorme máquina com um grande amasso e todos a fitaram — O que foi.
— Digamos apenas que foi um pouco de Blaze e de Rubro aqui — Pedro respondeu e ela abaixou a cabeça.
— Sinto muito.
— Não se preocupe, como meu pai dizia, não há nada que não possa ser consertado — Hugo falou se aproximando da máquina — Vocês podem fazer o que quiser, eu vou conserta-la, quem vai ajudar? — Ele perguntou e todos acenaram a cabeça positivamente — Ótimo, porque vou precisar de material para fazer aço e sei quem pode me ajudar com isso.
— Parece que temos uma tarefa, Matt — Pedro falou sorrindo, então retirou seu sorriso ao ver que o amigo não respondeu — Matt? — Chamou novamente, sem resposta — Vocês viram Matt? — Perguntou preocupado e nesse instante Paloma chegou abrindo a porta.
— Senhor, temos mais problemas — Falou — E dessa vez não tem nada a ver com alienígenas ou coisa de fora, é daqui da terra e é sério — Explicou, Então eles foram para a sala central, onde descobriram o problema e o porquê de Matt não ter aparecido e isso não era recente, já faz dois dias que estava ali, de acordo com a notícia. A notícia mostrava apenas um imenso bloco de Terra flutuando, se movendo, mas não dizia como nem porque aquilo estava ali, mas só havia uma pessoa que tem controle suficiente sobre esse poder para fazer esse bloco do tamanho de uma cidade.
— O que ele está fazendo!? — Hugo perguntou encarando Pedro e Robson — ela vai nos revelar desse jeito! — Reclamou, mas Matt estava fazendo muito mais que isso.
— Não sei, mas vamos descobrir, ele está bem aqui — Robson falou apontando para um local na tela, onde ele, graças a seu olho, viu Matt — Vamos logo, Pedro você sabe o que fazer — Falou, então Pedro acenou a cabeça positivamente e abriu um portal perto de onde Matt estava, então eles passaram e logo fecharam o portal, mas nem todos foram, alguns ficaram para ajudar Hugo a consertar a máquina, resultando que somente Pedro e Robson foram.
— Até que enfim vocês chegaram! — Matt falou assim que os dois chegaram perto suficiente — Eu preciso de ajuda aqui! — Pediu sem se mexer, ele estava cansado, falava suspirando.
— O que você está fazendo? — Os dois perguntaram, então ouviram a Rocha no alto sofrer uma rachadura, então mais pedras subiram e taparam ela.
— Não dá para explicar agora, mal consigo falar, mas por favor, me ajudem — Implorou, com a voz cansada. Pedro e Robson se entreolharam, então o fitaram novamente quando ele gemeu e quase caiu, então o ajudaram a deixar a caixa no ar — Precisamos fazer com que isso vá para o sol — Falou, deixando os dois de olhos arregalados — Explico assim que puder para vocês, deixem apenas eu descansar um pouco — Pediu, então eles forçaram a caixa para cima, até o máximo que podiam, então, quando ela já estava no espaço, eles a jogaram para o sol — Obrigado.
— Agora explica para a gente, porque havia radiação lá dentro? — Robson perguntou, fazendo com que Pedro arregalasse os olhos para ele — Eu consegui ver pela quantidade de calor que saia de lá, eu tenho visão boa, sabe — Explicou.
— Foi uma arma nuclear — Explicou ainda cansado — Não consegui segurar todas, então usei meu poder para mudar o trajeto e criei um novo local para que elas explodisse e fechei para nada sair, mas achei que conseguiria manda-lo embora sozinho, mas não consegui e fiquei preso aqui por dois dias, mano eu to só o pó — Comentou, tirando uma pequena risada de Pedro e de Robson — Temos que ir, eles ainda tinham mais misseis para mandar, mas eu consegui atrasa-los — Comentou se levantando e começando a andar.
— Certo — Responderam e o seguiram.
Matt os levou para um lugar um pouco longe dali, onde havia uma base militar que estava preparada para lançar misseis, já que estavam todos prestes a decolar, mas havia tido um problema, havia terra dentro dos foguetes, já que era isso que eles estavam retirando de dentro dos motores e havia um general que estava gritando para alguns cientistas, apoiado na mesa, perguntando o porquê de haver tanta terra dentro dos foguetes e eles apenas diziam que não sabiam como.
— Muito bem, vocês têm sorte de eles estarem terminando quando eu cheguei, senão eu acabaria com cada um de vocês — O general falou e se virou, ficando de costas para eles, então se virou novamente e seus olhos ficaram negros e arregalados, depois os cientistas arregalaram os olhos, gritaram e desmaiaram em suas cadeiras — Agora aprendam e terminem logo com isso, temos que impedir antes que eles façam algo de errado — Explicou e andou para ajudar os que estavam limpando os foguetes.
— Muito bem Matt, onde aqueles misseis nucleares iriam atingir se você não impedisse? — Robson perguntou.
— Iria atingir o CJC, não só exatamente em cima de onde ele fica, mas exatamente onde fica a entrada de lá os misseis iriam destruir tudo por lá, incluindo vocês — Garantiu, encarando os dois na última parte que falou.
— Certo, muito obrigado — Pedro falou, voltando a encarar os misseis que estavam ali — Precisamos modificar a trajetória dessas coisas, fazer com que elas subam e desçam, atingindo o mesmo lugar de onde vieram, mas apenas um vai servir para esse — Disse e voltou a encarar Matt — Preciso das coordenadas de todos os lugares que tentaram disparar essas bombas nucleares em nós, você acha que consegue fazer isso?
— Eu acho que sim — Matt respondeu, então desapareceu.
— Certo o que vamos fazer exatamente? — Robson perguntou, olhando para Pedro que procurava algo no local apenas olhando.
— O centro de comando — Falou sem responder, então apontou para um local onde havia uma porta — Eu vou para lá, enquanto isso você os distrai aqui, espere que eles terminem, chegarei lá antes disso, mas não os deixe que ativem esses misseis antes que eu volte, quando eu voltar iremos fugir e eles mesmos se destruirão — Explicou, e, enquanto explicava, Robson concordava positivamente com a cabeça.
— Então é esse o plano? — Robson falou depois de olhar todo o lugar e somente depois voltar a fitar Pedro ele se arrependeu, já que ele estava indo em direção a porta — Miserável — Falou e pulou, se escondendo para que os que estavam trabalhando nos misseis não o visse.
— Muito obrigado — Pedro disse após Matt aparecer na central onde ele estava. Todos que estavam ali estão desmaiados, devido o ataque surpresa de Pedro quando ele chegou no local — Aqui também estão as coordenadas daqui? — Perguntou e Matt acenou a cabeça positivamente — Muito bem, vá para onde Hugo está, ele precisa de sua ajuda — Falou e Matt sumiu novamente. Então Pedro começou a mexer nos computadores dali e enquanto isso os que estavam limpando terminaram de limpar os misseis, o que fez com que Robson parasse de se esconder e surgisse no meio deles.
— Olá — Falou, então fez com que suas espadas surgissem — Eu chamaria para conversar, mas não estou afim e também não vim aqui para isso — Explicou sorrindo.
— Acha mesmo que vai conseguir nos vencer? — O general falou, então esticou os braços — Todos nós? — Disse, então vários soldados surgiram por todos os lugares, ficando ao redor, em cima e em baixo dele.
— Eu não acho, eu sei que posso — Robson respondeu, então girou as espadas e as cravou no chão, então ergueu uma parede de pedra que saia de seus dois lados e se estendia para frente, mas não tapava o teto, então ele retirou suas espadas do chão e ambas agora eram machados, então todos avançaram contra ele, que sorriu e começou a andar lentamente, então quando o primeiro chegou perto, ele começou a atacar.
Cada golpe que dava era uma cabeça cortada, os que viam por trás, por cima ou por baixo também não escapavam, a cada giro Robson tirava 3 ou mais cabeças de seus corpos, graças a seu olho ele não sentia pena daquilo, afinal, ele sabia que esses eram, praticamente os mesmos robôs que estavam no subterrâneo com o recipiente, só que suas roupas agora tinham um F e o General era diferenciado, seu corpo fazia com que ele parecesse maior e mais forte, mas ele não se mexia, apenas observava e Robson ia em direção a ele, acabando com cada um que surgia em seu caminho.
— O que você está fazendo, Robson? — Pedro perguntou, após cair do alto e derrubar 5 de uma vez.
— São robôs, eu consigo ver eles, o plano F — Explicou sem parar de bater neles, então Pedro acenou a cabeça positivamente e o ajudou para que ele chegasse perto do general. Então, quando chegaram perto dele ele se aproximou e aproximou o rosto dele para perto dos dois, como se tivesse os cheirando e os outros pararam de se aproximar, então ele se afastou novamente.
— Preparem-se para morrer — Ele falou, então começou a avançar contra os dois, mas o chão tremeu, fumaça apareceu e um sorriso no rosto do General surgiu — Esquece, isso... — Ele falou olhando para o céu sorrindo, com seus olhos acompanhando os misseis, mas quando desceu o olhar para os dois, seu rosto voltou a ficar sério — Porque estão sorrindo? — Perguntou sério, Robson se aproximou ainda sorrindo.
— Podemos responder isso com duas palavras — Pedro falou de longe, com Robson ainda se aproximando, até que ele chega no ouvido dele e fala.
— Xeque-mate — Respondeu, então deu dois mortais para trás parando ao lado de Pedro, que havia aberto um portal para o CJC. Robson passou pelo portal e Pedro foi logo em seguida, mas acenou antes de passar pelo mesmo. O General olha para o céu e começa a gritar, então o míssil o atinge e explode, uma grande explosão, já que era nuclear.
— Chegamos, pessoal! — Pedro falou adentrando na sala onde fica a máquina — Nossa, já terminaram? — Exclamou ao ver que a máquina parecia nova em folha.
— Mais ou menos — Lauren começou.
— Ainda precisamos fazer alguns testes, o que quer dizer que ela só estará pronta amanhã — Hugo explicou.
— Certo, obrigado. Robson, como eles estavam parecendo humanos? — Pedro perguntou o encarando com uma sobrancelha arqueada.
— Estavam usando uma espécie de ilusão, que fazia parecer com que sua forma fosse humana, mas na verdade eram metais puros vagando por aí — Explicou.
— Agora aquele, o General, ele era meio diferente, certo? — Perguntou e Robson afirmou acenando positivamente com a cabeça.
— Era sim, ele era o chefe, mais forte, mais violento e com certeza mais destemido que os outros e deve estar morto agora.
— Eu espero que sim, mas me parece que nem mesmo ele seria forte o suficiente para sobreviver a aquilo, mesmo sendo um robô — Pedro falou, então começou a andar.
— Para onde vai? — Robson perguntou.
— Andar um pouco, quero me divertir, faz tempo que fiz isso — Respondeu sem parar de andar.
— Não é má ideia, eu também vou sair — Falou e ambos saíram do CJC.
— Eles são bem estranhos, não é mesmo? — Lauren falou, então Hugo acenou a cabeça negativamente.
— O mais interessante, é que eles deveriam estar presos e olha só como eles estão — Falou olhando os dois saírem — Sabe, sair até que não seria má ideia, tá afim.
— É claro — Ela respondeu dando-lhe o braço, então ambos saíram dali, deixando a máquina pronta, finalmente.
Enquanto isso, no lugar onde os misseis foram disparados, no meu da terra surgiu uma mão metálica vermelha, que socou as pedras que estavam ali dando um salto, era um robô e em seu corpo estava um enorme F.
— Muito bem, o plano F não deu certo, está na hora de começar o H — Falou e seu corpo começou a se transformar, até ficar um robô um pouco diferente, com impressão de mais musculatura e um enorme H estampado no peito — Agora é só esperar e ver como será o G, enquanto isso, parece que eu sei a localização dos outros — Falou rindo e andando cambaleando — Isso vai ser uma grande batalha.
Eles aproveitaram a noite bem, na verdade, todos eles aproveitaram a noite muito bem. Pedro e Robson descobriram onde estavam e foram para a cidade mais próxima para jogar alguns jogos como boliche, sinuca, pebolim, tênis de mesa, etc. Gaby aproveitou sua noite da sua maneira favorita, em sua casa e com seu amado, agora com um bônus, já que ela havia guardado bem aquilo que Hugo lhe deu, Hugo e Lauren foram para a mesma cidade que Pedro e Robson, em um parque de diversões que havia em uma praia por lá, Alzira foi para sua casa com o trabalho finalizado e aproveitou sua noite da mesma forma que Gaby, com apenas uma surpresa, o fato do namorado dela estar em sua casa esperando por ela.
Depois de vários empates em vários jogos, Pedro e Robson encontraram o parque de diversões em que Hugo e Lauren estavam, mas não sabiam que eles estavam lá, e, mesmo se soubessem que eles estavam lá, não os procuraram. Eles ficaram em brinquedos mais radicais, desde a famosa montanha russa até o Ranger, eles foram em outros melhores, apenas não me lembro dos nomes..
Em um dado momento eles acabaram esbarrando em Hugo que estava com Lauren, quando já estavam voltando e eles decidiram voltar juntos com eles, já que Pedro havia uma forma mais rápida de locomoção, já estava tarde e Lauren gostaria de dormir em casa, então, Pedro emprestou sua tesoura para Hugo, que abriu um portal após receber as instruções de Pedro de como a mesma funcionava, ele atravessou o portal depois de Lauren e aproximadamente 5 minutos depois ele voltou, agradeceu aos dois e devolveu a tesoura de Pedro e depois ele os chamou para irem até seu carro e voltarem para o CJC, para, enfim, dormir..
O problema, era que eles não sabiam do plano G e como iriam saber? Eles apenas iriam descobri-lo quando fosse tarde demais, quando já estivessem presos nele, enquanto eles se divertiam, assim como Gaby e Alzira, eles também comiam e mesmo sabendo que essa comida era completamente segura, eles não saiam que haviam recebido visitas enquanto estavam fora e que estavam sendo vigiados.. Assim que se deitaram na cama para dormir começou, nenhum deles havia conseguido dormir tão rapidamente em sua vida, mas, dessa vez, foi só deitar a cabeça e pronto, plano G funcionando.
Hugo se via no meio da cidade, havia várias pessoas ao redor dele que o estavam reverenciando, gritando seu nome gloriosamente, ele se encontrava em cima do corpo de um monstro, atrás dele havia grande prédios e casas destruídos, mas ele só ligava para uma coisa, ao redor dele, estava uma pessoa em que ele não ousaria deixar de olhar....
Robson se encontrava em um local escuro, ele não via nada, não ouvia nada, não sentia nada, estava tudo preto, ele mal conseguia ver sua própria mão. Então, de repente, ele ouve uma voz atrás dele, uma voz que ele conhece bem e, por isso, não ousou olhar para trás, resistindo sua vontade de vê-la novamente e deixando cair uma lágrima de seus olhos, ela se aproxima dele e o gira, forçando-o a vê-la e a arregalar seus olhos com a surpresa....
Pedro se encontrava em casa, fazendo o que costumava fazer antes de toda essa aventura começar, estava sentado em sua cama, com seu notebook em seu colo, porém ele não estava fazendo nada, suas mãos não pressionavam nenhuma tecla, seus olhos mal piscavam, então ele olhou para frente, deixando assim de olhar o notebook.
— Tem alguma coisa errada — Falou olhando para nada em sua frente....
Gaby estava em seu laboratório flutuante, organizando seus projetos ainda não terminados, estava tudo tranquilo por lá, o que já era estranho para ela, que ia para lá apenas em situações de extrema importância ou quando não havia nada para fazer, o que era bom para ela, um outro lugar para ela relaxar, mais calmo e solitário que seu favorito...
***
Pedro se levantou cautelosamente, olhando ao redor com uma sobrancelha arqueada procurando por uma armadilha ou qualquer coisa do tipo, mas nada vinha, ele foi em direção a porta e a abriu quando chegou perto o suficiente e se surpreendeu ao abrir, afinal, havia cinco pessoas do lado da porta, segurando um bolo, sua mãe, seu pai, suas duas irmãs e o namorado de sua irmã. Sua mãe estava segurando um bolo escrito “Feliz aniversário Pedro” Era o aniversário dele, ou seja, era o dia das bruxas..
— Surpresa! — Disseram sorrindo, o que lhe puxou um sorriso e antes que ele dissesse algo, ele foi puxado para a sala, onde havia vários amigos conversando que o fitou assim que Pedro apareceu, então se levantaram para cantar os parabéns dele, que forçava um sorriso, pois em sua cabeça ecoava a mesma frase que ele havia dito a pouco “Tem alguma coisa errada” De repente, todos que estavam ali começam a derreter, o que o deixou perplexo, então eles somem no chão e na porta de sua casa surge outra pessoa, o que mais lhe chamou atenção não foi a sua chama acima de sua cabeça, nem os chifres que ficavam igualmente espaçados entre elas, não os olhos amarelos, mas sim, assim como na primeira vez, os cabelos vermelhos e longos dela.
— Não foi tão difícil te achar — Ela falou se aproximando — A parte difícil foi sair daquele maldito buraco que vocês me enterraram, Sophie está com Robson, eu a deixei lá... — Ela foi interrompida por Pedro, que correu para ela e a abraçou fortemente, com lágrimas caindo pelos olhos, ela ficou surpresa, mas logo retribuiu o abraço.
— Me desculpe, eu não sabia o que ele poderia fazer, eu não esperava que ele fizesse tudo aquilo — Pedro falou chorando, então Hekapoo separou o abraço e deu-lhe um tapa, com uma expressão furiosa.
— Não sabia? Não sabia!? — Gritou — Você tem o dom de prever o futuro, você deixou muitas coisas acontecer propositalmente, mas porquê? Porque você fez isso?
— Pela mesma razão que farei isso — Ele falou sério e mirou sua mão em direção a ela, uma arma surge em sua mão e ele dispara, fazendo com que o buraco da bala ficasse em sua testa, então surge uma imagem de Pedro ali.
— Por quê? Por que fez isso? — Ela disse e cai no chão, então a imagem de Pedro desaparece e Pedro arregala os olhos.
— O torneio, foi isso que eu vi, foi a partir daquele dia que consegui ver o futuro com qualidade — Ele falou, então Hekapoo também desaparece — Isso é apenas um sonho e se é um sonho a saída seria — Ele olha para trás logo após falar isso, virando lentamente e atrás dele havia um círculo de madeira com várias linhas circulando desenhando o centro vazio. Ele estava flutuando e girando lentamente — Um filtro dos sonhos, é claro! — Ele foi em direção ao objeto e o pegou, então o Filtro começou a brilhar, forçando Pedro a fechar os olhos, quando abriu novamente, Pedro estava ouvindo duas vozes bastante conhecidas, não conseguia ver nada, já que o local onde estava era totalmente escuro e preto e não hesitou em ir para o mesmo lugar onde aquelas vozes estavam....
Ela estava em sua frente, sorrindo para ele, com seus olhos brancos, cabelos azuis e determinação em sua face, que era o que mais lhe chamou a atenção, ela estava usando a mesma roupa que ele a viu da primeira vez, não a roupa de garçonete, mas sim a roupa que ela usava em seus sonhos, mas ele não se deu conta disso..
Ele pulou para cima dela e a abraçou, ela retribuiu o abraço, despois se separou dele e o beijou, um grande beijo, então se separaram lentamente.
— Me desculpe — Ele falou após se separar dela olhando para baixo. Ela colocou a mão no queixo dele e fez com que ele a olhasse novamente, dei um selinho e sorriu.
— Não precisa se desculpar — Falou e fez um pouco de carinho passando a mão em seu cabelo — Não foi culpa sua, ele também era muito forte — Disse sorrindo, então levantou a mão e deu um tapa nele que fez com que ele virasse o rosto e voltasse a fita-la lentamente com a mão na bochecha — Mas como ainda é amigo dele!? Como pode fazer isso comigo!? — Ela praticamente gritou, deixando Robson com uma sobrancelha arqueada — Como pode ainda confiar nele!? Depois do que ele fez com nós, com todos nós? — Ela gritou novamente, agora desciam lágrimas pelos seus olhos e pingavam no chão, o que chamou atenção de Robson, já que elas caiam exatamente no mesmo lugar e não se juntavam, apenas a mesma gota ficava no chão, não aumentava, não espalhava, não fazia nada, mas Robson fingiu não ver isso, fingiu não perceber que estava em um sonho.
— Do que você está falando? — Robson perguntou.
— De Pedro, aquele seu amigo desgraçado — Ela gritou cuspindo na cara dele — Foi ele quem matou todos nós, ele pode ver o futuro, Robson, ele viu aquele dia inteiro, ele nos deixou morrer e foi de propósito! — Gritou novamente — Foi porque ele quis — Ela mudou sua expressão após terminar essa frase, de ódio para terror, arregalando os olhos e abrindo sua boca para gritar, mas a voz não saia, já que sua boca estava cheia de sangue, ela olhava para a espada que saia de seu peito, que estava escorrendo o sangue que saia de sua boca para o seu corpo, então a espada some e ela cai no chão e Robson pode, enfim, ver a pessoa que acabou de matar Sophie. Pedro estava logo atrás de onde ela estava e em suas mãos havia um pouco de sangue.
— Parece que eu também posso invocar coisas aqui — Ele comentou olhando para as mãos, então ele olha para as suas mãos e passa elas nas roupas e elas ficam completamente limpas, mas sem sujar suas roupas — Então, tudo bem com você? — Ele perguntou finalmente olhando para Robson que o encarava com um rosto mortal.
— Porque você fez isso!? — Robson gritou, dava para ouvir a raiva em sua fala.
— Você sabe que ela não era real, certo? — Ele falou apontando e olhando para Sophie e depois colocando suas mãos nos bolsos e voltando, então arregalou os olhos — Robson? — Chamou assustado. Os olhos de Robson estavam brilhando e vermelhos e seus dentes estavam a mostra, ele avançou contra Pedro e o ataca, mas Pedro conseguiu desviar, mas sentiu o vento que se passou devido ao soco de Robson, olhando para trás e vendo uma parte preta ser totalmente despedaçada, revelando um pequeno campo verde, com flores e um vento, mas nesse tempo que Pedro percebeu isso ele recebeu outro soco de Robson e voou longe, mas conseguiu cair de pé.
— Você vai pagar por isso! — Ele gritou.
— Você sabe que isso é apenas um sonho, certo? — Pedro gritou de volta, então entrou em modo de defesa quando Robson avançou contra ele novamente — Tudo bem, ao menos eu sei o que fazer para te fazer cair na real — Pensou alto momentos antes de Robson chegar nele e errar o soco, gerando um grande vento que eliminou outra parte escura revelando mais gramado verde — Minha sorte é que você está lento, senão eu já estaria morto — Pedro comentou enquanto desviava dos golpes de Robson, que cada vez mais retiravam o fundo preto dali, até que praticamente todo o lugar estava normal, exceto pelo lugar onde eles estavam brigando.
— Eu não vou parar, até que você tenha sofrido o bastante! — Robson gritava enquanto tentava o socar, mas mudou sua expressão quando um de seus socos fez com que o falso corpo de Sophie voasse para longe — Sophie! — Gritou e saltou e conseguiu pega-la no alto, então ele desceu a toda velocidade para cima de Pedro, visando acertar mais um golpe, mas Pedro não estava mostrando que ia desviar, ele sentou no chão — Você vai morrer! Você merece isso.
— Sim, eu mereço isso, vamos lá, me mate, se você quer tanto fique à vontade — Pedro falou normalmente dando de ombros, então uma grande poeira levantou do chão onde Robson atingiu, alguns momentos depois que a fumaça se dissipou, se pode ver todo o local onde estavam, era o mesmo local onde Robson encontrava Sophie em seus sonhos, o local onde Pedro estava agora era a arvora, que ficava no centro, Robson a fitou e fitou o chão — Me diga agora, onde você está? — Pedro perguntou, surgindo atrás da arvore com os braços cruzados, sem nenhum arranhão.
— Estamos presos em um sonho — Robson respondeu, olhando para Pedro, agora seus olhos estavam normais.
— E já está na hora de sair, certo? — Ele falou mostrando uma mão, seu dedo estava dentro de um filtro dos sonhos. Robson se levantou e avançou para pega-lo, mas Pedro o impediu estendendo a outra mão.
— Eu não sabia do que ia acontecer, lembra? Nós saímos de lá no mesmo dia em que toda a guerra aconteceu, eu não consegui ver nada, desde o início do dia eu já não via nada — Ele respondeu, então Robson acenou positivamente a cabeça e pegou no filtro dos sonhos.
— Eu sei — Disse e colocou a mão no ombro do amigo — Acredito em você — Ele falou sorrindo, então o filtro dos sonhos brilhou e eles foram para outro local...
***
Pelo menos não a deixaria de olhar mais, já que Hugo havia acabado de olhar para trás e ver toda a destruição que esse monstro aparentava ter causado, como se o monstro tivesse sofrido uma queda e arrastado no chão, causando toda aquela destruição tanto no chão quanto nos prédios, que possuíam buracos enormes no seu primeiro andar.
Ele desceu do monstro e as pessoas saiam de seu caminho, deixando que ele passasse tranquilamente por eles, alguns esticavam suas mãos para bater em suas costas como parabenizarão, outros só para tocar em seu equipamento extremamente avançado que ele usou para derrubar o monstro. Ele passou do lado de Lauren sorrindo para ela, que acenou positivamente para ele, indicando que ela havia entendido o pedido dele, então ele jogou um pequeno objeto no chão que logo se transformou em uma moto, então ele monta e ele vai para sua casa, onde, em breve, ela chegaria também. Lauren saiu do local andando e foi para o prédio onde trabalhava para pegar seu carro, que estava na garagem de lá, e, logo, foi para a sua casa também.
Hugo chegou em sua casa rapidamente, afinal, sua moto facilitava isso, ele retirou sua roupa de herói, colocando a de ficar em casa e, é claro, sua aliança, que era, praticamente, igual a de sua esposa. Hugo possui mania de ficar sem camisa em sua casa, portanto, ele ficou apenas com um calção e sua sandália, então se atirou em sua cama e ligou a TV no canal de notícias, que mostrava o monstro deitado no meio da rua sendo retirado de lá, com ajuda de quatro helicópteros que chegaram pouco depois que ele saiu, mas a visão foi interrompida por uma garota que ficou na frente da TV propositalmente, estava com um anel praticamente igual ao dele. Ele sorri ao vê-la e desliga a TV e fita o corpo dela, afinal, ela já estava pronta para a diversão, ou seja, quase que sem roupa e preparada para pular em cima de Hugo que continuava deitado na cama fitando-a sorrindo, então ela pulou em cima dele e eles começaram a festinha.
Pedro e Robson apareceram lá antes de Hugo sair do local onde o monstro estava, mas ainda estão tendo trabalho, afinal, não é fácil sair das entranhas de um monstro, principalmente quando ele está sendo levado por quatro helicópteros e quando não se pode invocar nada para perfura-lo, eles estavam andando por dentro dele atrás de uma saída, mesmo sem saber onde estavam, apenas sabendo que o local onde estavam era gosmento e apertado. Eles finalmente encontram um espaço maior e entram lá, encontrando alguns dentes e uma língua, eles sentem um tremor e uma saída aparece fazendo com que eles caiam de uma altura superior a 3 quilômetros.
— Finalmente saímos — Pedro falou sorrindo. Estava com as costas para o chão, com as mãos em sua nuca, relaxando.
— É verdade, mas é agora? — Robson falou se virando para baixo, fazendo com que Pedro também se virasse e arregalasse os olhos ao ver a situação.
— Nós não estamos com nossos poderes, né?
— Não.
— Nós não vamos sobreviver né?
— Não — Robson respondeu e viu Pedro fazer uma forma de pensador — Então, o que a gente faz?
— Sei lá, a gente grita — Pedro mencionou sorrindo, fazendo com que Robson desse uma pequena risada.
— Não é má ideia — Robson falou, então os dois começaram a gritar. Alguns minutos depois gritando eles se cansam e param.
— Ok, agora vamos resolver isso? — Pedro perguntou e Robson acenou positivamente a cabeça — Alguma ideia?
— Não — Robson respondeu. Eles estavam acima de uma nuvem e, por isso, não conseguiam ver onde estavam, mas assim que a atravessaram, uma ideia surgiu na cabeça de Robson.
— Sei o que fazer — Avisou e logo Pedro se aproximou para que Robson explicar e ele explicou completamente.
Em baixo de onde eles estavam, havia uma grande lagoa, por isso, eles a usariam para amortecer a queda, mas precisariam de bolhas para poder cair direto e foi daí que veio o ajuste de Pedro. Eles deram as mãos e inclinaram em relação a elas, então começaram a girar rapidamente devido a ação que o vento causava sobre eles e quando eles chegaram perto do chão eles se soltaram, lançando-se em lados opostos com força suficiente para que, quando chocassem na água, não afundassem, fazendo um efeito de uma pedra quando é jogada na água, ou seja, eles começaram a quicar na água, até pararem, parando distantes um do outro, voltando a nadar rapidamente em direção a terra firme assim que puderam.
— Certo, isso foi... — Pedro falou, mas foi interrompido.
— Perigoso, enjoativo, determinante? — Robson Perguntou interrompendo-o.
— Eu ia dizer empolgante — Falou, então Robson o encarou.
— Ata.
— Agora temos que saber o que fazer para sair daqui — Pedro falou olhando ao redor. Com exceção do lago onde caíram, havia apenas um grande deserto, onde o chão, mesmo molhado, já estava quente.
— Talvez eu possa ajudar nisso — Um outro ser falou, chamando os olhares de Pedro e Robson para cima, onde Hugo estava descendo voando.
— Hugo? — Os dois falaram, fazendo com que ele os fitasse com uma sobrancelha arqueada.
— Desculpe, conheço vocês? — Ele perguntou, então os dois se entreolharam — Bom, isso não importa, vou levar vocês dois para a cidade de novo — Ele falou tirando do bolso algo do tamanho de uma pedra, mas que logo se transformou em uma espécie de banco duplo voador. Eles se sentaram e o banco levou os dois para a cidade, Hugo os acompanhou, ele estava com uma roupa estranha, que consistia em uma roupa totalmente verde com umas partes de metal revestindo o corpo em vários locais, fazendo uma espécie de armadura que chegava a refletir a luz do sol.
— O que ouve com você? — Pedro perguntou o encarando algumas horas depois deles terem iniciado a viajem. Eles estavam agora seguindo uma rua asfaltada um pouco acima dela, antes estavam a uma altura muito superior a isso, o suficiente para ter água no ar e eles não precisarem beber para sair daquele deserto.
— Nada, eu simplesmente uso minhas invenções para esses poderes que vocês tanto dizem que eu tenho — Explicou.
— O que ouve com Gaby, Francinaldo, Alzira, Lauren? O que aconteceu com o CJC? — Robson perguntou, essa pergunta fez com que Hugo o fitasse no instante em que ele pronunciou o nome de Lauren, o que causou numa parada brusca dos dois e eles caíram no chão.
— Como sabem o nome de minha esposa!? Como sabem o meu nome!? — Gritou para os dois quando estavam deitados no asfalto.
— Isso é uma longa história... — Pedro falou enquanto se levantava e passava as mãos nos machucados, então os dois se viraram para Hugo.
— Espera esposa!? — Os dois falaram ao mesmo tempo. O banco voador se transformou novamente na pequena pedra e foi para o bolso de Hugo, que balançou a cabeça negativamente ao ouvir a pergunta deles.
— Sigam em frente, a cidade fica a cerca de 2km daqui boa sorte — Ele falou e saiu voando, deixando Pedro e Robson largados no meio do nada.
— Certo e agora? — Robson perguntou.
— Fácil, quando estava em meu sonho, apenas quando algo foi destruído que o filtro dos sonhos apareceu, assim como no seu, no meu caso foi Hekapoo e em seu caso foi toda aquela a escuridão.
— Certo, você está me dizendo que vamos destruir tudo por aqui até acharmos o filtro dos sonhos?
— Não, ele sempre aparece quando algo que não existe está presente, no meu caso, Hekapoo, no seu, aquela escuridão, no caso dele, possivelmente é.
— A aliança — Robson completou a frase ao mesmo tempo que Pedro, então Pedro acenou positivamente com a cabeça.
— E quando for destruída eles se lembrarão de tudo, ou seja, acordarão — Terminou, então eles foram em caminho a cidade e enquanto andavam, conversavam sobre o que fazer para sair dali, no caso, algum plano que iria fazer com que eles pudessem sair dali Horas depois, eles chegaram a cidade e iniciaram seu plano, que começava por obter peças para criar um rastreador, armas e outras coisas, para depois poderem assaltar um banco e sair antes que Hugo pegue neles, já que não estavam com poderes e sem armas não letais, portanto, teriam que ser criativos.
— Todos para chão! — Pedro gritou após dar um tiro para o alto, Robson estava perto dele e atirou para o alto assim que ele atirou também. Eles estavam dentro de um banco que estava cheio de pessoas, eles conseguiram entrar com as armas devido a aparência delas, que mais pareciam com brinquedos tecnológicos, o que surpreendeu todos que estavam ali quando eles dispararam.
— Bora! Entrega as armas! — Robson falou apontando a arma para dois guardas que estavam ali, eles levantaram as mãos e entregaram as armas deles. Pedro e Robson estavam vestidos com uma roupa que cobria completamente o corpo, com máscaras de animais para esconder o rosto, a cor da roupa era totalmente preta, mas o que mais disfarçava eles era o que eles usavam por baixo da roupa, que fazia com que eles parecessem musculosos e mais altos. Eles também estavam usando modificadores de voz, para que ninguém os reconheça.
— Ei você — Pedro falou apontando para a moça que fica no caixa — Pode apertar o botão — Ele pediu tranquilamente.
— É sério? — Ela perguntou arregalando os olhos.
— Sim, nós apenas queremos ver o herói, e, para isso, estamos fantasiados, não queremos matar ninguém, portanto, todos que estão aqui, irão sair em breve, ok? — Robson respondeu por ele e todos concordaram acenando a cabeça positivamente — Ótimo — Falou, então a moça apertou o botão que ativava o alarme silencioso.
— Como sabem que ninguém irá se machucar? — Um refém perguntou, sem se levantar do chão.
— Simples, temos vocês, apenas queremos que ele chegue aqui, não queremos luta — Pedro respondeu.
— Isso é um absurdo! — Ele gritou.
— Pois é, nós somos assim mesmo — Robson mencionou, então, assim que ele terminou a frase, uma parte do teto do banco foi destruída, saindo de lá Hugo, com a mesma roupa de super-herói que estava quando os tirou daquele deserto.
— Acho melhor vocês se renderem, ou então — Ele falou e serrou os punhos — Vocês não vão querer....
— Blá blá blá, ok, a gente sabe, muito bem, todos, podem sair — Pedro gritou e atirou para cima novamente e todos saíram rapidamente.
— Foi só isso, estão com tanto medo assim? — Ele perguntou sorrindo.
— Não, só fizemos isso para tirar uma foto com você, se importa se descer um pouco? — Pedro falou se aproximando dele, que arqueou uma sobrancelha, mas desceu mesmo assim, então Robson se juntou aos dois e Pedro tirou uma selfie, desse modo, Robson conseguiu colocar o rastreador nas costas de Hugo.
— Muito bem, agora sigam-me, vocês vão para a cadeia — Ele disse virando-se de costas para eles e andando — Rapazes? — Ele se virou novamente para eles e eles haviam sumido — Droga!.
Hugo voou alto em busca de qualquer pista dos dois, mas não encontrou nada, nem mesmo um simples calor de uma pegada, depois de um tempo procurando ele desistiu e foi para casa.
— Muito bem, é aqui que ele mora — Pedro falou após os dois conseguirem ver a casa onde Hugo morava.
— Simples, não é? — Robson notou.
— Mais ou menos, olha — Pedro falou mostrando a Robson o dispositivo que mostrava onde o rastreador estava, mas havia algo de diferente na localização exata — Está no subsolo.
— Esse é um homem que gosta de escuridão — Robson comentou, fazendo com que Pedro sorrisse e balançasse a cabeça negativamente.
— Que merda, vamos logo! — Pedro falou, então eles adentraram a casa com ajuda das armas e dispositivos que criaram, começando com o acessório que os tirou do banco, o teletransportador — Já coloquei as coordenadas.
— Beleza, vamos nessa — Robson falou, então eles ativaram o teletransportador, que era praticamente um pequeno cubo com um botão e com um buraco, que se permitia conectar a um celular ou até mesmo a um computador.
— Ok, agora devemos achar um botão ou qualquer coisa para acharmos o tal....
— Ei, Pedro — Robson chamou interrompendo-o.
— O que? — Ele perguntou, fitando-o e viu que Robson apontava para outro local e quando ele se virou, ele viu um cabelo loiro no local onde parecia ser a cozinha e quando ela se virou os dois se abaixaram antes que ela os visse.
— Que estranho, jurei ter ouvido algo — Ela falou, depois voltou a fazer a lavar a louça, que era o que ela estava fazendo antes.
— Aquela é Lauren? — Pedro falou baixinho e Robson balançou a cabeça negativamente.
— Não, mas se parece muito com ela e tem os olhos de Hugo — Robson falou, então os dois arregalaram os olhos.
— Isso pode ser um grande problema — Pedro falou então voltou a fita-la — Ou pode ser o contrário — Disse e sorriu.
Não demorou muito para que eles arquitetassem um plano e muito menos ainda para que o plano já estivesse sendo executado. Eles amarrar Luana, a filha de Hugo e Lauren, em uma cadeira, com uma fita em sua boca e outra em sua boca, para que ela não falasse ou visse os dois.
— O que está acontecendo aqui? Quem são vocês dois? — Os dois perguntaram assim que saíram do porão, Hugo e Lauren ficaram com olhares arregalados ao ver a situação da filha.
— Vocês dois? — Hugo falou, apontando para os dois.
— Olá Hugo — Pedro respondeu — Eu vou tentar explicar, vocês dois estão em um sonho e tem algo aqui que não existe na vida real, e....
— Até parece que vamos acreditar nisso! O que você quer!? — Lauren exclamou, então Pedro e Robson se entreolharam e deram de ombros.
— Os anéis em troca da sua filha — Robson simplificou.
— Como devemos confiar em vocês? — Ela perguntou novamente, então, Pedro e Robson soltaram Luana e ela foi andando até seus pais.
— Nos dê e vamos embora — Pedro falou estendendo a mão em direção aos dois, que se hesitaram, mas concordaram em entregar os anéis e depois que entregaram, Pedro pegou um martelo e os destruiu, mas nada aconteceu.
— Você pegou isso apenas para destruir? — Hugo perguntou.
— Mais ou menos — Robson respondeu e ele fez uma expressão de desentendido.
— Isso é um sonho, estamos presos nele aqui com você e Lauren, tem algo aqui que não existe e quando isso for destruído um filtro dos sonhos irá aparecer, para nos tirar daqui.
— Isso é impossível, isso não é um sonho! — Hugo protestou.
— Infelizmente, é sim — Pedro falou e tirou a arma do bolso — Eu realmente não queria ter que fazer isso — Disse e Robson pegou outra arma que agarrou Luana e a puxou para cima deles — Mas é necessário.
— Não, minha filha! — Lauren protestou, mas Hugo a segurou.
— Tá tudo bem mãe — Luana falou pela primeira vez, e, por algum motivo, deu uma risada — Para quem sempre disse que ia morrer com uma explosão do carro — Ela falou, então Pedro retirou a arma de perto dela.
— Ainda bem, não preciso fazer isso — Ele mencionou, o que deixou todos com uma expressão confusa — Esse é um sonho de Hugo, tudo tem tecnologia e tudo não prejudica o meio ambiente, um carro a combustível não deve estar aqui, portanto, parece que vamos destruir um carro, vai para eles e desculpe, Luana — Pedro explicou e os pais de Luana deram um suspiro.
— Vocês podem nos levar até o carro que ela falou? — Robson pediu e eles concordaram acenando positivamente com a cabeça. Assim que eles encontraram o carro, não foi difícil destruí-lo, eles apenas usaram a arma que possuíam e o dirigiram, fazendo com que ele colidisse em explosivos, pulando antes que ele atingisse a parede, fazendo uma imensa explosão e no meio das chamas, um buraco surgiu e nele apareceu o filtro dos sonhos, que sugou as chamas, apagando-as num estante. Hugo e Lauren ficaram de boca aberta e Pedro foi busca-lo, o pegou cautelosamente e se aproximou deles, então esticou seu braço, segurando-o e Robson esticou o seu, tocando no filtro também, fazendo um circulo.
— Vocês têm que vir, para que isso possa dar certo — Robson falou, eles hesitaram, mas logo formaram o círculo e tocaram o filtro e logo recuperaram a memória, o filtro brilhou e eles saíram dali.
***
Ela tentava se lembrar o porquê de estar ali, mas não conseguia, já que preferia estar com Francinaldo e ele quase sempre estava em casa, então lhe rodava essa pergunta na cabeça, o que ela estava fazendo ali? Então toma um susto ao ouvir a Tv no som mais alto, caindo no chão.
— Ah, foi isso que eu vim resolver — Ela lembrou olhando a Tv deitada no chão. A TV estava em um noticiário que mostrava uma imensa quantidade de zumbis em todo lugar, era isso que ela tinha de resolver e o principal que era deveria salvar, era o que liou a TV, Francinaldo estava se tornando um zumbi, mas sua transformação não estava completa, pelo menos não ainda, ele estava preso em uma gaiola de metal onde havia uma Tv e comida.
— Desculpe — Ele falou, ainda estava consciente e conseguia se controlar.
— Tudo bem — Ela falou, ele acenou a cabeça positivamente e ela voltou a trabalhar — Muito bem, bugiganga, sem tempo para atos sexuais em você — Ela falou após notar o braço dele se transformar completamente.
Pedro, Robson, Hugo e Lauren surgiram em um beco, por sorte, eles estavam sozinhos, sem nenhum zumbi, mas isso não ajudou muito, já que eles não sabiam da situação que deveriam enfrentar.
— Muito bem, agora precisamos descobrir onde estamos, no caso, com quem estamos — Pedro se pronunciou saindo do beco e todos o seguiram, quando chegou na esquina ele parou, então esticou o braço impedindo que os outros parassem — Parece que vamos ter uma aventura estilo the walking dead — Falou, então recuou de volta para o beco lentamente.
— Porque estão recuando? Eu já vi vocês enfrentarem centenas deles de uma vez só — Hugo perguntou.
— Tem razão — Robson respondeu — Mas nós tínhamos nossos poderes, aqui somos apenas pessoas normais e com normais eu quero dizer inteligentes.
— O que quer dizer que para achar quem está aqui nos temos que criar — Hugo afirmou.
— Ou simplesmente olhar para cima — Pedro falou, então todos olharam para o alto, mas não viram nada.
— O que você está vendo, Pedro? — Todos perguntaram, então ele apontou para uma nuvem específica.
— Olhem aquela nuvem e todas as outras — Falou, então todas as fitaram, mas não sabiam o porquê dele ter apontado para ela — Não deixem de fita-la — Falou e eles tiveram de fita-la por mais algum tempo, para finalmente entender o que ele estava falando.
— Todas as nuvens estão seguindo o vento, com exceção daquela, mas como? — Lauren notou e perguntou.
— É porque não é uma nuvem — Robson falou.
— Conheça o laboratório voador de Gaby, Lauren — Hugo falou, deixando Lauren de boca aberta, o que tirou uma risada rápida deles.
— Tudo bem e agora? — Pedro perguntou.
— Simples, ele esta indo em direção a um prédio alto, pudemos tentar subir a partir de lá — Robson respondeu apontando para o prédio alto que ele havia acabado de falar.
— Certo, mas para isso precisamos de equipamentos, ele não vai voar baixo o suficiente para nós pularmos para dentro — Hugo mencionou.
— Tem uma loja de eletrônicos aqui perto, mas temos que atravessar a rua — Pedro falou. A rua estava lotada de zumbis, que estavam fazendo barulhos e se mexendo, mas não os viam.
— Isso é perfeito, mas como os tiraremos de lá? — Hugo perguntou.
— Isso é simples, mas precisamos de umas coisinhas — Pedro respondeu, olhando para Lauren que os encarou espantada.
— O que foi? Porque estão me encarando assim? — Ela perguntou principalmente para Pedro e Robson que a fitavam. Eles pegaram uma bolsa que estava com Lauren e usaram tudo o que precisavam, fazendo um explosivo pequeno.
— Não matará zumbi algum, mas chamará a atenção deles — Hugo falou — Quem vai jogar?
— Eu tenho uma ideia melhor.
— Pedro falou pegando o pequeno explosivo, então ele foi para próximo da parede — Rápido, me ajudem a subir — Pediu e os outros rapidamente o ajudaram a subir no muro e assim que ele subiu ele subiu em uma casa e caminhou calmamente até um canto do telhado da casa, então acendeu o pequeno explosivo, o jogou e correu de volta para eles — Tampem os ouvidos — Avisou e pouco depois de todos tamparem os ouvidos o carro explodiu.
— Mas o que foi isso? — Lauren exclamou assustada com o barulho.
— Nossa distração, corram — Hugo avisou, saindo na frente e todos o seguiram.
— Como você fez isso? — Robson perguntou para Pedro enquanto eles corriam para a loja de eletrônicos.
— Eu já tinha visto o carro lá, a parte difícil foi jogar a bomba dentro do tanque de gasolina.
— Cagou, não foi?
— Muito — Pedro respondeu rindo, suspirando devido a corrida, mas estava rindo, então eles foram vistos e os zumbis começaram a correr para trás deles, mas eles estavam quase na loja, o que não deu chance para que eles fossem alcançados pelos zumbis. Assim que todos entraram na loja de eletrônicos eles fecharam as portas e os zumbis desistiram de caça-los assim que deixaram de ser vistos pelos zumbis.
— Certo, todos bem? — Robson respondeu olhando todos que estavam ali.
— Sim — Todos responderam.
— Muito bem, vamos começar, eu sei exatamente o que fazer aqui — Hugo falou, indo em direção aos eletrônicos que haviam ali.
— Eu notei uma coisa que podemos fazer — Pedro falou e todos os fitaram.
— Diga o que é — Pediram, ele abaixou a cabeça um pouco e soltou um sorriso malicioso. Ele sempre está atento a tudo.
— Vamos rodar! — Ele gritou.
Depois de algumas poucas horas depois, eles já haviam preparado tudo que deveriam e estavam prontos para sair dali. Fora os acessórios que eles fizeram para entrar dentro do laboratório voador de Gaby, eles haviam feitos bicicletas especiais, dica de Pedro, que os ajudariam a subir o prédio alto e a planar o suficiente para alcançar o laboratório e a subir o edifício mais rapidamente pelas paredes. Eles foram para o terraço e de lá subiram em suas bicicletas e pularam para fora, o mais rápido que podiam, pois estavam atrasados. O laboratório estava acima do edifício e eles acabaram de sair da loja de eletrônicos, ou seja, eles teriam de ser rápidos e os zumbis estavam por lado e viam para cima deles.
Por sorte, eles equiparam suas bicicletas muito bem. Hugo ia na frente, com sua bicicleta mais pesada com uma proteção que atropelava os zumbis pela frente, Pedro estava atrás com sua bicicleta equipada com armas traseiras, que eletrocutava os zumbis que se aproximavam graças ao seu sensor de aproximação, Robson estava na frente de Pedro e Lauren em sua frente, ambos com quatro armas laterais, que impediam os zumbis de virem pelos lados. Eles conseguiram as bicicletas na loja vizinha, que era uma bicicletaria, mas, por sorte, haviam algumas bicicletas lá e peças suficientes para que eles pudessem modifica-las e instalar tudo que conseguiram na loja de eletrônicos. Nenhum zumbi atrapalhou eles, nenhum conseguiu alcança-los ou sequer passar por Hugo, a próxima fase, seria subir pelo prédio, e, como esperado, Pedro já havia pensado nisso e Hugo executado.
Assim que eles chegaram perto o suficiente do prédio, eles apertaram os botões amarelos que haviam nas bicicletas, que fez as armas e a proteção desaparecer e as rodas se soltaram, então uma mola foi solta e eles saltaram, ficando presos no prédio graças a outra roda, então eles começaram a subir calmamente, já que os bacos possuíam um encaixe que se movimentava, ficando sempre voltado para o chão. Estavam todos lado-a-lado, subindo igualmente.
— Está bem, por isso eu não esperava — Pedro falou parando, então todos o fitaram — Droga eles me viram, corram! — Avisou e acelerou, pouco depois de ter saído daquela janela zumbis começaram a sair dela, então todos começaram a correr e zumbis começaram a caid do prédio, atravessando as janelas, tentando alcança-los pulando de andares mais altos e quando os viam também. Caiam entre 10 a 30 zumbis de cada janela por vez, sempre acima de onde alguém estava, nunca saindo de lugares onde não havia ninguém. Eles estavam indo muito bem, até que algo de ruim aconteceu.
— Lauren! — Hugo gritou ao ver a garota ser atingida por uma horda de zumbis e cair.
— Não dá para pararmos, temos que ir — Robson falou e seguiu em frente.
— Ela sabe se virar, ela vai ficar bem — Pedro falou concordando com Robson.
— Eu sei, mas....
— Sabemos, continue, se não vai ser atingido também — Pedro falou interrompendo Hugo, que acenou a cabeça positivamente, concordando com ele.
— Rápido, estamos perdendo nossa brecha! — Robson falou quando eles chegaram mais perto do final do prédio — Agora! — Falou depois que eles chegaram ao topo, apertando o botão vermelho, que fez com que uns foguetes surgissem e impulsionassem eles para o mais alto possível, então as rodas se partiram ao meio, se tornando duas cada e girassem em relação ao guidom, fazendo com que ficassem em paralelo ao chão, então começaram a pedalar, iniciando o modo de planador, bem a tempo para entrar dentro do laboratório agora visível por eles.
— Muito bem, agora vamos testar essa coisa — Gaby falou se levantando e indo em direção a sua cadeira. Ela para em frente a gaiola e dá um suspiro, então pega a chave para abrir a gaiola.
— Espera! — Gritaram, causando uma explosão enorme para atravessar a porta e chegar onde Gaby estava, eles entraram tropeçando e caíram no chão e eles a interromperam pouco antes dela girar a chave, que cai no chão, devido a surpresa dela.
— O que!? Como assim, vocês estão bem? — Ela gritou saindo de perto da gaiola onde Francinaldo estava, pulando em cima deles e os abraçando — Eu pensei que vocês estivessem mortos — Comentou, ainda os abraçando.
— O que está acontecendo, Gaby? — Hugo perguntou, mesmo tendo grande noção do que estava se passando.
— Estou progredindo, estou quase curando Francinaldo.
— Respondeu.
— O que tem ele? — Pedro perguntou.
— Ele esta em fase de transformação, estou trabalhando o máximo que posso para traze-lo de volta o mais rápido possível, não vai ter nem minha marca nela — Comentou triste indo em direção a máquina e Hugo fitou Pedro e Robson.
— Já sei o que fazer — Hugo falou baixo fitando-os, então voltou a fitar Gaby — Posso ver ele, Gaby? — Pediu e ela afirmou apontando para onde ele estava. Ele andou calmamente para onde ele estava e abriu a gaiola, facilmente — Olá, amigo — Falou com o cadeado nas mãos e o cravou na cabeça de Francinaldo.
— O que você fez!? — Gaby gritou.
— Eu? Eu salvei todos nós — Ele farou, então o corpo de Francinaldo começa a brilhar e depois a encolher e virar um circulo com fios, o filtro dos sonhos.
— Como você sabia disso? — Pedro e Robson perguntaram.
— Gaby nunca tem sonhos onde Francinaldo é uma vítima, eu sempre ouvia isso dela — Hugo respondeu, então os dois acenaram a cabeça positivamente, mas Hugo foi quase acertado por um raio, se não fosse por uma garota loira e sua tampa de lata de lixo.
— Lauren! — Hugo falou a abraçando.
— Parece que ele te salvou, não é? — Francinaldo falou atrás de Gaby, surpreendendo a mesma.
— Mas você acabou de....
— Eu sei, não era eu, aquele que gerou os zumbis fez uma cópia de meu corpo e me prendeu lá, até que....
— Uma garota estranha caiu no bueiro em cima de onde ele estava preso, libertando-o e em troca ele a salvou de qualquer mordida dos zumbis que caíram junto a ela — Lauren terminou a frase para ele e ele concordou com ela acenando positivamente.
— Sem tempo para brincar, vamos logo — Hugo falou esticando o braço com o filtro nas mãos, logo Pedro, Robson e Lauren fizeram o mesmo e Gaby e Francinaldo foram hesitando.
— E lá vamos nós — Pedro falou sorrindo, mas nada aconteceu.
— Porque não está funcionando? — Lauren perguntou.
— Talvez tenha mais alguém aqui — Pedro comentou, então todos olharam para Gaby, que os fitou de volta estranhando.
— O que foi? Eu nem sei porque estamos esticando as mãos para esse troço aqui, eu só estou fazendo isso porque devo um favor a vocês, devido vocês terem salvo esse garotão aqui — Ela falou batendo no peito de Francinaldo, que estava sorrindo para ela.
— Tem de haver mais alguém aqui, a questão é, quem? — Pedro se perguntou pondo a mão em seu queixo e andando de um lado para o outro.
— E que tal Alzira? — Robson perguntou, então todos o fitaram. Ele estava sentado em uma cadeira perto de um computador — Está presa aqui — Ele falou mostrando a tela, então todos fitaram Gaby, que suspirou.
— Estou com uns probleminhas aqui, o laboratório não está me obedecendo, era por isso que eu estava criando tudo às pressas aqui — Gaby confessou.
— Muito bem, onde ela está? — Pedro perguntou.
— Na sela 3, quatro andares abaixo daqui, mas é guardado por várias armadilhas, não só lá, mas todo o caminho até chegar lá.
— Essa é minha especialidade, só preciso de ajuda para chegar lá — Robson comentou.
— Tem algum comunicador aqui, para colocar no ouvido dele? — Pedro perguntou e Gaby fez que sim com a cabeça.
— Lá também há a central, você pode desligar as armadilhas e tira-la da cela através dele, mas tome cuidado — Gaby falou enquanto ia até a uma caixa e pegava uma espécie de aparelho, que cabia no ouvido — As armadilhas começam depois dessa porta — Falou enquanto colocava o aparelho em seu ouvido — Muito bem, boa sorte — Ela falou, então ele começou a correr, atravessando a porta e ativando as várias armadilhas que haviam ali. Flechas foram disparadas, chama surgiu, bolas de demolição surgiram, marchados enormes e bem afiados, havia todo tipo de armadilha pronta para mata-lo e nenhuma conseguia acerta-lo. Pulo para a esquerda, pulo para trás, rolamentos, giros, ele estava praticamente dançando enquanto passava pelas armadilhas.
— Agora vire à esquerda, você verá uma escada, é só descer — Gaby falou pelo comunicador ligado ao aparelho.
— Certo — Robson falou, então sumiu de vista depois de virar à esquerda.
Eles acompanharam o caminho de Robson através das câmeras, todo o caminho dizendo as armadilhas que estariam por vir e para onde seguir, até que ele chegou no 4 andar e conseguiu desligar as armadilhas e liberar Alzira e a trouxe de volta para onde eles estavam em segurança.
— Muito bem, vamos tentar de novo — Pedro falou, esticando o braço, então Hugo esticou o dele com o filtro e todos esticaram seus braços tocando nele, então ele brilhou.
— Que bom que funcionou — Hugo falou, então eles desapareceram....
Eles se levantaram bruscamente, com um susto devido ao enorme estrondo que acabou de acontecer.
— Eles acordaram! — Matt falou, estavam todos ali, de volta ao CJC.
— O que está acontecendo? — Hugo perguntou.
— O plano H — Pedro respondeu, fazendo com que todos o fitassem e depois se encolhessem, ao ouvir o som de outra explosão.
***
— Matt, o que aconteceu? — Robson perguntou após outra explosão.
— Bem, depois de todos vocês dormirem ontem, isso tudo começou, basicamente por aquele robô que havia disparado misseis aqui e outros robôs que estavam....
— Espalhados por aí — Hugo terminou, interrompendo — Foi isso que eu esqueci, a roupa já estava eletrizada, todos os pontos eram robôs — Ele falou para si mesmo e deu um tapa em sua testa.
— Isso eu já não sei, como eu sou o planeta inteiro, eu senti alguns robôs indo até todos vocês e os trouxe para cá, eles estavam com uma espécie de produto químico que estava na comida de vocês — Matt explicou.
— Então eles nos botaram para dormir? Esse era o plano F? — Gaby perguntou, mais para si que para os outros.
— Não, eles estavam com vocês, iam leva-los para algum lugar, só não sei para onde, eu impedi antes de descobrir.
— Certo, obrigado Matt.
— De nada, muito bem, nós temos que ir e logo, já descobrimos onde a máquina está — Matt falou indo em direção a porta.
— Espera, ela não está aqui? — Lauren perguntou e Matt apenas fez que não com a cabeça.
— Estão com eles — Afirmou — Portanto, se preparem, pois vamos precisar de força total — Matt pediu, saindo do local.
— Até que enfim um pouco de ação! — Pedro falou se levantando com um salto.
— É meio estranho depois de bastante tempo sem uma boa luta — Robson comentou — Mas até que fez falta.
— Não é má ideia, eu vou com vocês — Hugo falou se levantando e todos o fitaram quando ele começou a andar para dentro do CJC.
— Aonde ele vai? — Pedro e Robson perguntaram simultaneamente.
— Ele vai entrar em ação — Gaby respondeu — Assim como eu, Lauren, Alzira vocês vêm? — Ela perguntou e as responderam acenando positivamente a cabeça e seguiram Gaby.
— Acho que nos encontraremos lá então — Pedro falou — Nossas armas sempre estão conosco — Comentou, então os dois testaram novamente os poderes de suas espadas, começando transformando elas em espadas, já que eram luvas e batalharam um contra o outro, para ter um treinamento rápido antes de ir.
— Vocês vêm ou não? — Matt chamou, aparecendo na porta pouco antes de Pedro ou Robson decidir atacar um ao outro — Onde estão os outros? — Perguntou.
— Como se você não soubesse — Pedro respondeu guardando suas espadas e indo em direção a ele e Robson torceu o pescoço antes de segui-lo — Vamos nessa! — Falou pouco antes de passar pela porta.
— É isso que viemos enfrentar? — Robson perguntou.
— Sim — Matt respondeu.
— Como não percebemos eles antes? — Pedro comentou. Eles estavam em cima de uma serra, observando a máquina um pouco longe, rodeada de centenas de milhares de robôs com forma humana, estavam parados fitando eles, com escudos, lanças, canhões, armas, etc. perto deles. Estavam preparados para tudo que viesse para cima deles.
— O que eles estão fazendo? — Pedro perguntou.
— Estão esperando atacarmos.
— E porque não nos matam logo?
— Essa é uma boa pergunta — Matt respondeu, dando de ombros, então avançou e logo Pedro e Robson o seguiram, então começaram a correr, mas pararam pouco depois de começar, afinal, algo do tamanho de um meteoro acabou de cair na frente deles, levantando uma fumaça escura que foi dissipada rapidamente devido a ação de Robson, que usou os poderes de seus equipamentos para fazer um vento que fez a tarefa.
— Eu demorei tanto? Podiam esperar um pouco — Hugo falou fitando-os sorrindo. Ele estava com uma roupa diferente e uma armadura de metal semelhante ao do sonho, mas com algumas coisas extras, tais como a extensão até as mãos, que permitiam as armas colocadas nos braços e a parte traseira, que possuía uma minigun montada nas costas dele — Surpresos?
— Certamente — Matt respondeu.
— Não — Pedro falou e Matt o fitou com uma sobrancelha arqueada — Todos os sonhos que passamos, era tudo real, exceto por uma coisa, que era o que tínhamos destruir para voltar, se você tinha isso lá, tem isso aqui.
— Entendi — Hugo falou balançando positivamente a cabeça enquanto a virava para olhar o inimigo — Espera! — Disse virando o rosto rapidamente para Pedro — Se o que você diz está certo quer dizer que....
— Que você tem uma filha com Lauren? — Robson terminou interrompendo-o — Exatamente — Respondeu, fazendo Hugo olhar para o chão pensativo, então, um raio surge do céu até o lado de Hugo, grande e quando ele desaparece, Alzira, Gaby e Lauren surgem ao lado dele.
— Iam mesmo deixar as garotas para trás? — Gaby falou depois de poder ser vista. Ela estava em pé, segurando uma arma enorme apoiada em seu ombros, Alzira e Lauren estavam em seus lados, agachadas e com uma arma também, mas diferente das delas. Elas estavam fazendo uma pose juntas e suas roupas cobriam todo o corpo, com exceção da cabeça, como se fossem espiãs, afinal, a de Lauren era amarela, Gaby verde e Alzira, vermelha.
— 3 espiãs demais? Sério? — Pedro perguntou sorrindo e as três acenaram positivamente a cabeça.
— Você assiste? — Hugo perguntou.
— Assistia antes disso tudo começar, bom, acho que vocês já sabem o que fazer, certo? — Ele perguntou para elas.
— Claro, isso vai ser empolgante, mas....
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Gente, acho que descobri porque há vários robôs protegendo a máquina — Matt falou aparecendo no chão — Há centenas de mísseis vindo para cá, eles não estão nos esperando, estão protegendo para que ela possa ser destruída.
— Como pode ter tanta certeza? Eles não poderiam destruir ela com as próprias mãos? — Gaby falou, então todos a fitaram — Eu sei que são robôs... Vocês entenderam o que eu quis dizer — Ela terminou cruzando os braços.
— Eles tentaram, há vários amassados e lugares escuros na máquina, mas acho que eles não conseguiram.
— Isso mesmo, criamos ela para ser muito resistente — Hugo falou.
— Então o que vamos fazer? — Lauren perguntou.
— Eu já consegui encontrar o recipiente e colocar o conteúdo na máquina, precisamos voltar antes que ela seja destruída — Matt falou, então todos acenaram positivamente a cabeça e ficaram de frente para ela.
— Não podem ir ao mesmo tempo, podem acontecer algo de ruim na viajem, nós nunca a testamos isso... — Hugo tentara explicar.
— Sabemos, vamos correr esse risco — Robson falou interrompendo-o.
— Vamos... — Pedro gritou e começou a correr, mas parou imediatamente ao ouvir o som de um avião, passando alto e conseguiu ver algo caindo dele — Mas o que é isso?
— Má notícia — Robson respondeu olhando para o alto. O tal objeto jogado do avião caiu na frente da máquina, entre eles e ela, levantando uma enorme poeira que ninguém optou por dissipar rapidamente, ouviu-se sons de metal em movimento e uma sombra de dentro da poeira e alguns poucos instantes depois, uma mão surgiu da poeira quando ela estava começando a se dissipar, essa mão era metálica e possuía um dedo apontado para eles e assim que ela foi vista ela entrou de novo para a poeira e todos os robôs avançaram contra eles correndo, mas um, que decidiu, finalmente, mostrar o rosto andava para eles lentamente e com confiança, surgindo de dentro da poeira. O general estava de volta e dessa vez não estava ali para comandar, em sua parte frontal e traseira estava escrita uma letra que chamou a atenção de todos e logo essa letra começou a aparecer em cada robô que passava por ele, o “H” destacava todos eles enquanto brilhava fortemente.
— Tomem isso, coloquem em seus ouvidos — Gaby falou entregando para todos uma espécie de aparelho que cabia no ouvido.
— Certo — todos responderam e colocaram em seus ouvidos.
— Ele é nosso, vocês cuidem do resto — Pedro falou, apontando para o general, então eles acenaram positivamente com a cabeça não esperaram nada, Hugo avançou rapidamente esmagando vários robôs pela frente, com um propulsor que possuía em suas costas, ele conseguiu fazer com que a cabeça de um robô desaparecesse no céu com o golpe da investida, Lauren, Gaby e Alzira ficaram no mesmo lugar agachadas disparando contra os robôs, Matt estava em sua forma de Kor e estava lutando ao lado de Hugo, fazendo com que eles voassem a cada golpe, Pedro e Robson fizeram suas espadas surgirem, então ficaram um do lado do outro girando-as, depois se inclinaram e fizeram uma estrela com elas. Elas começaram a brilhar e a subir, depois assumiram uma nova forma, a foice desceu até ser segurada por Rubro, que estava de olhos fechados enquanto vários robôs tentavam chegar até eles, mas caiam antes de chegar nele devido as “espiãs” que atiravam neles. Hugo estava cercado, havia robôs pulando em cima dele, mas ele consegue se levantar usando os propulsores para um imenso salto seguido de mortais, que fez os robôs voarem longe dele e serem explodidos depois de serem acertados pelas “espiãs”, depois ele desceu e acertou vários robôs que se pularam longe devido ao impacto, então ele arregalou os olhos ao ver Rubro.
A ponta da foice de Rubro mudou, era a mesma foice, mas acrescentada de asas na ponta, ele abriu os olhou e movimentou-a, criando um poderoso vento que fez todos os robôs voarem para longe da máquina, com exceção do general.
— Vão lá, assim ficará mais fácil e diminui a chance de atingirmos vocês — Falou apontando para os vários robôs caídos no chão.
— Quem é você para mandar isso? — Hugo perguntou, então viu ele desaparecer e um estrondo atrás dele, quando se virou, Rubro estava em uma posição de defesa e o general estava em cima dele, com uma picareta em suas mãos, que não acertava Rubro devido ele estar usando sua foice para proteger. Rubro se agacha um pouco e se levanta, empurrando o general para longe, a força do empurrão foi tamanha que fez um veto que Hugo conseguiu sentir — Certo — Ele falou acenando a cabeça positivamente e foi para onde estavam os outros robôs, que estavam sendo segurados pelas garotas que viram quem Rubro realmente é.
— Tolos! Vocês acham que isso vai ajudar em alguma coisa!? Em breve eles estarão aqui, vocês não vão durar nada — O general falou e saltou para perto de Rubro, descendo a picareta enquanto caia, Rubro interceptou o golpe fazendo com que sua foice se tornasse duas luvas, então o chutou, fazendo com que ele soltasse a picareta e voasse longe, mas ele conseguiu apenas ser arrastado para trás, então Rubro solta a picareta derrubando-a no chão e quando ele parou de ser arrastado e estava sorrindo — Eles chegaram e eu a quero de volta — Ele falou esticando o braço em direção a sua picareta, ela começa a tremer então sai do chão e voa até ela e ele a agarra — Vamos começar... Mas o que é isso!? — Ele falou depois de sentir um tremor e, dessa vez, foi a vez de Rubro sorrir.
— É apenas um amigo nosso — Ele respondeu, então grandes pedaços de rocha começaram a subir do chão e a ser lançados no ar.
— Eu não vou conseguir segurar todos os misseis, vou precisar de uma ajudinha — Matt avisou enquanto lançava rochas que explodiam os misseis que chegavam.
— Não precisa, deixa com a gente, meninas! — Gaby falou, então as três, ela, Alzira e Lauren, se juntaram e o raio surgiu novamente nelas e elas desapareceram, então, no alto, uma construção imensa passou a ser visível e se dividiu em três e começaram a mudar um pouco a forma. O laboratório voador de Gaby acabou de se transformar em 3 torres voadoras de defesa, que possuíam as mesmas cores das roupas das três — Matt! Pode deixar isso com a gente, vai ajudar Hugo! — Pediu.
— Impressionante — Rubro falou olhando para cima, mas logo desviou olhar para o general devido a risada dele.
— É bom saber que vocês estão com tudo, pois é, nós também estamos — Ele falou e apontou com a picareta para um dos foguetes que foi atingido pela torre verde, mas os detritos que saiam dele eram grandes, mais robôs chegavam em cada míssil — Vamos nos focar em jogar direito, estou ficando entediado — O general falou movimentando o pescoço estalando-o, então correu para cima de Rubro com a picareta em mãos.
Socos, chutes, cotoveladas, saltos, giros, arremessos, era assim que Hugo cuidava de cada robô que estava perto dele, junto de Matt as coisas ficaram mais fáceis e mais divertidas, podendo brincar de tiro ao alvo, mas ambos foram surpreendidos pelos Robôs que caíram do céu em cima deles socando-os, fazendo os dois ficarem com os rostos no chão, mas eles se recuperam rapidamente, Matt aparece em outro lugar e Hugo usa o seus propulsores para sair do chão e jogar os robôs longe deles e acerta-los usando a poderosa arma em suas costas para acerta-los antes que deles chegarem no chão, então começou a mirar para o alto e a acertar os robôs que saiam dos mísseis explodidos.
Machuca mais a mão que o robô em si, mesmo com as luvas, o general mal sentia os golpes que Rubro acertava, seja onde for, cabeça, torso, pernas, ele mal se movia, sequer um arranhão aparecia e a cada golpe que ele dava cortava um pedaço do cabelo de Rubro, já que nunca havia enfrentado alguém cum uma picareta, suas defesas evitavam os golpes mortais, mas, ainda sim, era muito difícil se defender daqueles golpes, mas ele ainda tinha uma vantagem, a foice era basicamente metade de uma picareta, mas com um bastão mais longo e lamina também. Assim que se lembrou disso, ele fez as luvas se transformarem em sua foice e começou a ataca-lo repetidamente e o general se defendia de cada golpe, sem nenhum esforço, mas chegou um momento em que a lamina da foice acertou em sua cabeça, devido a uma pequena falta de atenção e o cortou, perfurando profundamente, mas parece que não fez nada, afinal, ele usou um mão para retirar a foice de sua cabeça, estalou o pescoço e pulou para trás.
— Você realmente é um adversário forte, faz tempo que não vejo alguém durar tanto tempo assim, portanto, vamos partir para outro alvo — O general falou, então olhou para cima, respectivamente onde estava a nave verde e saltou, um grande salto que fez com que ele atravessasse a nave verde, explodindo-a.
— Gaby! — Rubro gritou surpreso.
— O que foi? — Ela perguntou ao lado dele, o assustando e atrás dela estava Hugo.
— Como?
— Essa belezinha aqui, eu a uso em casos de emergência — Hugo respondeu mostrando um relógio de pulso — Essa coisa consegue parar o tempo e a pessoa que a usou e quem estiver tocando nela não são afetados e ainda se pode passar um tempo ilimitado usando que você não será afetado pela velhice, não sentirá fome, etc. — Hugo explicou.
— Ah, então foi na mesma noite em que você a levou para casa que você a engravidou? — Rubro perguntou.
— Como!? — Gaby Falou, sem entender.
— Como sabe que eu a deixei em casa antes de entrar naquele sonho?
— São eles, Hugo, Pedro e Robson.
— Vocês falam demais — O general falou perto deles, tomando o relógio de Hugo e o chutando para longe — Vamos ver como se sai depois que eu te cortar em pedacinhos — Ele falou, então esticou o braço para o alto e apertou o botão do relógio, mas nada aconteceu, ele segura o relógio com as duas mãos e o balança, sem sucesso.
— Eu disse a pessoa e quem estiver tocando nela e não a coisa e o que estiver tocando nela — Hugo explicou e todos acenaram a cabeça positivamente.
— Está certo — O general falou, jogando o relógio no chão e depois ele pisou em cima dele quebrando-o totalmente — Vamos ver quem rirá depois dessa — Ele falou e saltou, mas não atravessou nenhuma nave, ele caiu exatamente em cima da nave amarela e a perfurou até entrar completamente, ele sai e pouco depois ela explode e ele estava com Lauren em seu colo, agarrando-a pelo cabelo — Filha não é? — Vamos ver quando ela nasce depois que eu fizer isso — Ele levantou a picareta e a desceu, mirando na barriga de Lauren, que gritou com o som da lâmina cortando o vento.
— Lauren! — Hugo gritou.
— É bom te ver também — Rubro falou, então Hugo e Gaby o fitaram — Obrigado, Star.
— Não me leve a mal, mas eu mataria vocês logo, mas ele conseguiu me convencer a não fazer isso — Star falou batendo a varinha na mão esquerda.
— Não foi tão difícil achar vocês, mas bem que eu gostaria de saber o que aconteceu lá — Marco falou — Ah, ela está aqui — Disse mostrando Lauren ao seu lado, que correu para abraçar Hugo.
— Como isso aconteceu? — Gaby falou.
— Nachos está aqui — Rubro respondeu apontando para o general que tentava acertar um dragão-cicleta verde que o atacava sem parar.
— O poder extra dele é parar o tempo — Marco explicou e Gaby acenou positivamente com a cabeça.
— Vai querer dizer o que aconteceu ou não? — Star insistiu lançando um feitiço para uns robôs que se aproximavam deles.
— Um homem, o mesmo que criou esses robôs... Ah, é uma longa história, para resumir temos que entrar naquela máquina sem que ela fique destruída para impedirmos que Hekapoo, Sophie, Gustav, Paul, etc. morram.
— Estão mortos? — Star falou levando as mãos até a boca.
— Infelizmente sim, mas podemos resolver — Hugo explicou — Mas temos que fazer esses dois entrarem lá dentro.
— Matt também vai — Rubro falou.
— Esses três — Hugo corrigiu-se.
— Quem é Matt?
— Desculpa, estava fazendo umas coisas, vou sumir de novo, Alzira precisa de ajuda para com os mísseis — Matt falou surgindo e sumindo logo em seguida.
— Depois eu escrevo te explicando tudo, está certo? — Rubro falou e Marco acenou positivamente com a cabeça e Star fez uma cara de tédio.
— Está bem, vamos acabar logo com essa coisa — O general falou enquanto tentava atacar o dragão-cicleta, então ele abriu uma parte de seu braço e apertou o botão e o atacou de novo, errando e o dragão o mordeu, mas seus dentes derreteram e ele ficou preso ao general — Quente não é? Deixe eu acabar com sua dor — Ele falou levantando a picareta e arrancando a cabeça de Nachos, cortando seu pescoço e depois ele puxou a cabeça de seu braço e a jogou longe, então abriu o outro braço, apertou um botão e o fechou — Boa sorte — Falou.
— Desgraçado — Marco falou e correu para cima dele, mas foi segurado por Rubro.
— Ele é muito poderoso.
— Eu tenho uma ideia, mas preciso que vocês o afastem da máquina — Alzira falou — Meu Deus! — Disse após alguns instantes — Façam isso logo! — Mandou.
— Star, você tem algum feitiço que o jogue para longe? — Rubro perguntou, ela assentiu e se virou para o General enquanto eles andavam para perto dele e da máquina.
— Levitato — Falou, então o general começou a flutuar para longe da máquina.
— Mantenha ele ali — Alzira falou e Rubro repetiu para Star — Ei, caso não dê certo, diga a ele que eu o amava e nunca vou deixar de amar — Ela pediu, em meio a um choro.
— Do que você está falando!? — Perguntaram, então conseguiram ver a explosão, Alzira usou sua nave em um ataque direto contra o General, fazendo aparecer um grande incêndio e fumaça negra que saia dele. Lauren e Gaby abraçaram Hugo chorando e Star abraçou Marco com lágrimas nos olhos.
— Isso não é bom — Rubro falou, então todos prestaram mais atenção nas chamas e viram a sombra de uma pessoa saindo e quando essa pessoa saiu das chamas todos arregalaram os olhos.
— Isso ainda não acabou — O general falou andando em direção a eles, seu rosto estava meio desgastado, mostrando uma parte metálica dele, seus braços não possuíam mais as cores, eram apenas partes metálicas, ele caminhava até eles com a picareta arrastando pelo chão, uma parte dela havia sangue, mas não era sangue de dragão, era sangue humano, ele ainda havia conseguido matar Alzira antes da nave o atingir. Ele começa uma risada de dar medo e outra sombra aparece atrás dele e dá um gancho de direita arrancando a cabeça do general de seu corpo, ela foi até onde eles estavam e seu corpo caiu no chão, mostrando Matt em sua forma de Kor logo atrás dele, ele desaparece.
— Incrível — Hugo falou pegando a cabeça do general e a encarando, ela liga novamente com a risada.
— Isso ainda não acabou, vocês perderam — Falou, então se desligou e um terremoto começa e paredes enormes se levantam cobrindo todo o local, então elas são atingidas por vários mísseis e são destruídas, caindo vários robôs diferentes dela, esses robôs não possuíam uma letra em seu corpo, eles eram totalmente dourados e semelhantes a estrutura do general.
— Não pode ser — Hugo falou arregalando os olhos — Entrem na máquina! AGORA! — Gritou quando os robôs correram para cima deles.
— Não, não vamos deixar vocês morrerem aqui — Rubro protestou.
— Sem escolha, rapazes — Star falou, então fez um feitiço que o jogou para dentro da máquina, depois ela pegou Matt, que cortou Hugo antes de entrar na máquina protestando, ele estava maior que o normal pequeno dele.
— Não façam isso! — Gritaram batendo na porta quando Hugo avançou contra os vários robôs ali e Star começou a disparar feitiços contra eles.
— Eu gostaria de pedir um favor a vocês dois — Lauren falou chorando em frente à janela da porta — Eu estou grávida, eu quero que minha filha nasça, portanto, façam o possível para que eu conheça Hugo, está bem — Ela pediu e Rubro confirmou acenando positivamente com a cabeça, então desviou o olhar para trás ao ver uma imensa explosão, procuraram mas só conseguiram ver Star, que recuava rapidamente — Meu tempo acabou, ele ativou a autodestruição — Lauren falou novamente, então se virou e começou a atirar nos robôs que avançavam contra a máquina andando até chegar ao lado de Star.
— Muito bem, gente, estou quase terminando aqui, vocês vão voltar quanto tempo? — Marco perguntou.
— Programe para voltarmos 5 meses — Rubro respondeu.
— Certo — Marco falou, então a máquina começou a fazer um barulho e eles viram marco se juntar a Star e a Lauren contra os robôs que se aproximavam, Marco apenas sabia lutar, mas acertava sempre e a cada golpe que dava o inimigo se afastava, mas eles eram muitos, não demorou muito para que eles estivessem grudados na máquina novamente, Então Rubro gritou ao ver cada um receber uma lâmina no peito, mas não atravessou a máquina pois antes das lâminas chegar nelas, a máquina foi ativada, voltando 5 meses no passado. E quando chegou, a máquina os jogou para fora e logo depois explodiu, então Rubro se destransformou, voltando a ser Pedro e Robson.
— Isso foi estranho — Pedro comentou.
— Mas deu certo? — Robson comentou, então um poste quase caiu na cabeça dele, mas Pedro o havia puxado antes dele ser atingido.
— Sem dúvida deu certo — Pedro falou e Robson o encarou com uma sobrancelha arqueada — Vamos mudar o futuro, o tempo vai fazer de tudo para nos impedir de fazer isso — Explicou e Robson acenou positivamente com a cabeça.
— Aqui está, eu trouxe tudo o que tinha — Matt falou, mostrando as poções da memória de Pedro, Robson, Hekapoo, Sophie e uma nova — Essa pode ser útil — Disse apontando para a nova.
— Quando foi que fizemos uma poção de Hugo? — Os dois perguntaram ao mesmo tempo.
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