O Hacker 303

3 003. The Kids of Tomorrow (Final do Ato I)


Notas iniciais
E aqui encerramos mais um Ato. Provavelmente irei postar o Ato 2 essa semana, já que passei direto de ano, sem recuperação nenhuma /o/ Sorry aí por não ter postado recentemente, tava estudando muito mesmo para as provas, btw eu vou fazer mais capítulos para compensar!

No capítulo anterior...

– Oi? Ju? — perguntei, com o celular em mãos. — Eu aceito sua oferta.

– MAKEAWISH. — ela disse, aceitando, como se fosse um código

[ . . . . . . . ]

Ela entrou correndo no meu quarto, que nem um furacão, digitando que nem uma doida no notebook dela, com o headphone no pescoço, "prendendo" seu cabelo. Trouxe o um pendrive e veio com um sorriso totalmente estranho, tipo Coringa. Usava uma roupa que já vi ela antes, e se eu falasse isso, com certeza ela ia me dar um tapa tão dolorido e forte que eu iria cair no chão.

– ELLIOT! – ela gritou – Encontrei o Raian! Foi muito fácil de achar, ela usa softwares de proteção que rodam em Windows 98!

– Jesus, Jú! Ainda são sete da manhã, abaixa o fogo. – peguei um café na cozinha – Espera aí, você conseguiu mesmo?

– Uhum. A senha dele é 12345678910. – ela abriu um sorriso que logo depois virou uma risada. – Cada um com seu gosto para senhas.. Tá, deixa eu só salvar o capítulo da minha fanfic aqui que eu te mostro.

O som da música que ela estava escutando no headphone estava tão alto que eu escutava da cozinha. Abri a geladeira e o frio me percorreu o corpo, mas mesmo assim peguei uma coca-cola e um biscoito. Fechei o frezzer com cuidado para ela não me escutar e fui em direção a sala de estar, onde entreguei a bebida e o biscoito que ela comeu em pouquíssimo tempo.

– Estou cinco horas olhando para o Word e não tenho nenhuma ideia. — ela tomou um gole da coca-cola e olhou para mim.

– Não lança esse olhar, eu não tenho ideias para isso, venho pensando muito na minha grandiosa vingança. — me levantei com um pulo do sofá.

As pessoas diziam que a Jú era maluca, e realmente era. Maluca, doida, pirada, faltando parafuso, sem-miolo, cabeça vazia. E eu concordo. Mas é uma loucura boa, aliás, todos são loucos, mesmo que seja um pouquinho lá no fundo. Qual é, vai me dizer que não fez nenhuma loucura? Pintar o cabelo todo, matar aula, falsificar sua morte, e assim vai. Esse dia todo ela esteve preocupada com os ataques que eu ia fazer e planejando rotas de fuga para todos eles, ela estava louca — mais do que ela já era, e metaforicamente falando — para conseguir algo, alguma informação, seja o que for. Ela estava tão maluca — novamente, metaforicamente falando — que assistiu diversos filmes de rebelião/revolta/vingança, como V de Vingança. Digo novamente: doida, maluca, pirada.

– Cara. — ela riu. — Você tem fãs.. FÃS!

– Só falta agora ter fangirls, aí eu me mato jogando desse prédio. Adeus, mundo cruel. — ri junto com ela e saí até de perto da janela. — Eu quero fazer algo essa noite, que tal me transformar em um mob para meus incríveis ataques, huh?

– Ok, só preciso do seu computador e de um tempo para pensar. — eu a apontei o meu quarto, ela largou o notebook rosa dela correndo e foi para ele.

Graças a Deus ele não estava desarrumado. Apenas os lençois da cama, pois eu tinha acabado de acordar. A minha estante era cheia de livros, a maioria de computação e alguns documentos do trabalho, quer dizer, ex-trabalho, que eu poderia usar depois. Lá escondido, estava o pendrive e o CD com algumas informações da Mojang que roubei — na verdade peguei emprestado sem permissão. Minha cama ficava perto da janela, então quando chovia eu quase morria de frio e ficava todo encharcado. Quem mandou eu ter um quarto pequeno. Por sorte o aluguel não era caro e eu guardei o salário que eu recebia, que era razoavelmente bom e ainda me deixaria naquele lugar por cerca de 4 meses e um pouco mais. O clima lá fora era frio, embora o sol estivesse lá, enorme como sempre.

– Hey, você viu o que publicaram no fórum hoje? — ela perguntou e eu balancei a cabeça negativamente. — Vai ver que o negócio é SÉRIO.

Dei de ombros e peguei meu celular, digitando a url do site e abrindo a área do fórum, até que me surpreendi com um dos tópicos criados a duas horas e alguns minutos.

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Entidade 303 — Aviso.

Todos que estão jogando Minecraft ainda, por favor, leiam. Eu tenho más notícias.

O nosso amigo, RaianPlays, que fez o primeiro post de 303 aqui no fórum, teve sua conta deletada com o seguinte aviso:
MAKEAWISH.

Não entendemos o que isso significa, mas ouvi isso da boca dele pois sou um grande amigo.

Se encontrar o tal 303 no jogo, feche e delete o seu Mundo atual, faça um backup do arquivo, passe seu melhor antivírus/antihacker, reinicie o computador, e se quiser, delete os usuários e comece tudo novamente: É pior do que havíamos pensado.

Alguém tem que parar 303, ou se não ele irá nos parar, e então será de vez. Juntos nós podemos destruir ele, parar de fazer ele matar o Minecraft e parar de causar pânico para os usuários e para todos os membros deste fórum. Nós podemos nos unir e ele irá acabar, de vez.

Vocês estão comigo?

Vocês estão no time dele ou no nosso time? Contra ou a favor? A escolha é de vocês. Escolham com cuidado.

Postado por usuário não identificado [ADMINISTRADOR GERAL]. 03 horas, 26 minutos e 4 segundos atrás.

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Eu olhei para minha prima, que digitava loucamente no computador. Não sabia o que era, mas só que isso estava ficando sério, MUITO sério.

– Você fez isso? — questionei, sem expressão.

– Sim. — ela sorriu para mim. — A vingança começou já, eu sou apressada, desculpa. Vá arrumando essas suas coisas pois vamos botar fogo essa noite, e não vai ser no bom sentido. Quer dizer, pelo menos para nós. Não existe um 303, existe nós, nós somos o 303. Nós trabalhamos juntos, lembra? Nós somos um time, e agora está na hora de chutar a bunda deles, Elliot. Você está pronto pra mais um ataque?

Notas finais
Elliot - http://38.media.tumblr.com/1781853e622b7f47788576f268055f5d/tumblr_miktlmpjSU1qgapqso1_500.gif Júlia - https://media.giphy.com/media/FXz2HCeznmUSI/giphy.gif
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.