Notas iniciais
Yoo minna! Mais um capítulo mas... AVISO: Vou ficar 40 dias fora gente...não vou postar em nenhuma das minhas outras fics depois de amanhã então resolvi postar hoje mesmo...vou ver se consigo postar mais um além desse, mas por enquanto só esse mesmo...espero que gostem...

Devem ter se passado umas 3 ou 4 horas até que chegássemos na vila onde chovia gelo. Foi muito mais rápido se for considerar que levei 2 dias pra ir e 2 para voltar. O sol já estava se pondo quando chegamos e havia uma mistura das cores vermelha, amarela e laranja no céu, estava lindo pra ser sincera.

– Chegamos. – Ame me ajuda com as malas, ele as põe dentro da sala.

– “Parece que é aqui que vou passar o resto da minha vida então...”- Penso dando uma boa olhada ao redor, antes eu já tinha vasculhado a casa dele, mas não tinha reparado em como é tudo bem organizado para a casa de um homem solteiro...bem...não mais.

– Yuki... – Ele me tira de meus pensamentos e me trás de volta a realidade. – Eu pensei um pouco e... – Com a mão na nuca ele começa a falar com o sorriso comum dele. – Se você se sentir mais confortável...pode ficar no quarto que passou aquela noite.

– Eh? – Travei e quase tive um desmaio...Uma esposa que não dorme ao lado do marido é uma desonra para sua família. Pelo menos foi assim que eu aprendi.

– S-Só até eu poder falar com meus pais! E pra você ir se acostumando com a minha rotina também... – Ele faz uma pausa agora olhando pro chão. – Eu ainda tenho que te apresentar pros meus pais antes do casamento oficial acontecer... – Ele estava um pouco vermelho, mas estava feliz e agitado.

– E-Espera quer dizer que---

– Talvez meu pai não goste muito da ideia, mas tenho certeza que minha mãe vai gostar de você. – Ele não parava de falar um instante, eu quase não consegui me pronunciar perto dele desde que me fez o pedido. Acho que essa animação dele me contagiou porque eu fiquei animada com a possibilidade de conhecer a Rainha Hime, uma Raposa da Chuva como eu.

– P-Pode ser então...só vou levar as malas até lá então e...já está quase na hora do jantar então já vou---

– Pode deixar que eu faço o jantar hoje...Quero que seja meu agradecimento por ter aceitado meu pedido. – Gelei, travei e fiquei vermelha ao mesmo tempo, com certeza estava como um pimentão.

– N-Não precisa disso é sério! – Tentei convencê-lo disso, mas pelo visto, quando ele põe algo na cabeça não desiste até conseguir.

– Precisa sim! E aliás...você quase me matou de susto agindo daquele jeito! Não podia ter respondido mais rápido? – Ele fica com uma cara séria, cruza os braços e fecha os olhos – medo!!!

– Desculpa!!! – Eu corri para o quarto antes que ele começasse a me atacar com a raiva dele, coloquei as duas mala no chão e fiquei sentada acima das pernas tentando pegar fôlego. – “T-Tenho que arrumar logo isso pra poder ajudar no jantar...Mesmo estando aqui quase que forçada pela minha mãe eu vim por escolha própria e também não quero ser uma esposa folgada ou inútil!” – Esse sempre foi meu pensamento, se o marido faz tudo para a esposa é por que ela é inútil para tudo, por isso desde de pequena aprendi tudo sobre casa e cozinha, mas infelizmente minha culinária está abaixo da de Ame. – “Mas o que...?!” – Quando abri a bolsa grande encontrei várias roupas de baixo e pijamas e acima de tudo um bilhete da minha mãe.

“Isso é o que não pode faltar, espero que seja feliz com seu maridinho. Beijos da mamãe!”

– Yuki! Quer ajuda com as malas? – Ame veio na porta no mesmo instante, eu escondi a bolsa por de trás de uma das malas.

– Não preciso de ajuda! Eu posso fazer isso sozinha! – Digo tentando espantá-lo dali, quase me pegou com uma mala cheia de roupas de baixo, ele provavelmente iria pensar que ou eu ou minha mãe somos loucas.

– Tudo bem então... – Ele sai no mesmo instante, mas eu já devia estar vermelha quando ele chegou, acho que foi por isso que ele saiu. – O jantar vai ficar pronto em 20 minutos. – Ele avisa, até que vai ser rápido. Termino de arrumar minhas coisas no armário e vou para a cozinha.

– O que eu faço? – Pergunto arregaçando as mangas.

– Uh? Você é surda por acaso? – Pergunta surpreso com a minha presença.

– Eh?

– Eu disse que iria preparar o jantar! Não vale tentar espiar antes da hora. – Ele me empurra para fora da cozinha. – Só mais 5 minutos, pode ficar na sala enquanto isso. – Sorriu de leve, estava com medo do que ele poderia estar tramando.

– “Mas o que ele tá...?! Será que ele não sai de casa nunca?” – Me perguntei olhando os vários jornais e revistas que ele tinha em uma caixa ao lado do sofá.

Enquanto esperava o jantar, parei pra pensar no jeito dele de agir antes de aparecer lá em casa me pedindo pra vir pra cá, ele estava sempre sério e nunca demonstrou nenhum sentimento além de — aff sei lá – pressa para que eu fosse embora, exceto pela parte quando nos despedimos.

– O jantar está pronto! – Ame avisa, me viro para a mesa perto da cozinha e a encontro coberta por uma toalha de mesa branca com alguns bordado e acima dela estavam pratos com uma louça diferente da que vi na última vez, eram brancos com curvas em dourado nas bordas, acompanhando duas taças e ao centro da mesa uma garrafa de pelo menos 1 litro e meio de vinho.

– Você acabou de elevar minha ideia de jantar para outro nível. – Comento.

– Como assim? – Ele tira a cara para fora da cozinha e fica me olhando curioso.

– Olha só pra isso aqui! Onde foi que conseguiu isso? –Perguntei apesar de já imaginar a resposta.

– Bem...eu já tinha ele guardado a muitos anos, só estava esperando a ocasião certa para usar. – Ele volta para a cozinha enquanto eu continuo ali admirando a prataria.

– Quer dizer que sou a primeira a ver isso? – Pergunto surpresa pelo que ouvi.

– Não exatamente...Eu ganhei ele da minha mãe e ela disse pra usar apenas quando encontrasse a pessoa certa... – Me senti feliz e confusa de ouvi-lo dizendo isso.

– “O que ele quis dizer? É alguma declaração eu um agrado apenas?”

– Achei que seria uma boa forma de...comemorar... – Ele vem para a mesa com uma bandeja prateada em mãos, acima dela o que seria nosso jantar hoje.

Filé de salmão grelhado e um potinho carregando molho.

– Espero que goste de salmão. – Põe a bandeja em cima da mesa ao lado da garrafa de vinho.

– Tá brincando?! Eu amo salmão! Só que... – Fico receosa de falar, a garrafa de vinho não me deixava muito confortável.

– O que? – Por alguns segundos ele pareceu desesperado com a minha fala interminada.

– É que eu não me dou muito certo com vinho...durmo rapidinho logo depois de meia taça... – Digo sem graça – o cara prepara um jantar chique e eu ainda sou esperta o suficiente pra reclamar.

– Ah...se esse é o caso então. – Ele volta pra cozinha e em alguns instantes reaparece com uma garrafa de suco de uva tinto em mãos. – Assim não tem perigo de você acabar desmaiando. – Ele sorri.

– Obrigado... – O mínimo que eu poderia fazer era isso não é mesmo?! Apesar de tudo ele não tirava aquele sorriso alegre da cara, algumas vezes chegava a ser bobo.

Do nada Ame pegou meu prato e começou a me servir, tentei impedir, mas acho que nem o rei, aliás o pai dele, poderia fazer ele desistir disso. Durante o jantar foi o mesmo silêncio de antes, fiquei até sem graça já que não tinha um único assunto que fosse interessante. Ele não pareceu muito bem depois de algum tempo de silêncio, mas não pude fazer nada, fui tentar entrar na cozinha pra lavar a louça, mas novamente fui impedida por Ame. Tomei um banho e depois voltei pra sala.

– Não precisa fazer isso...C-Como acha que eu vou ficar quando encontrar com a sua mãe e ela souber que eu não faço nada em casa?! – Pergunto me jogando no sofá, na verdade na minha cultura, as mulheres tem que tomar conta da casa quase que no geral, o marido até pode ajudar, mas se a esposa não faz nada então ela não deveria nem ter casado.

– Não precisa se preocupar com isso. – Finalmente saindo da cozinha Ame vai para o quarto e logo em seguida sai de lá com uma toalha nos ombros e um pijama em mãos. – Eu vou tomar um banho e já volto, se estiver muito frio é só acender a lareira. – Pouco depois dele entrar no banheiro eu já começo a tremer de frio.

– “Caramba isso aqui está congelando...como ele consegue viver aqui?!” – Comecei a encarar a lareira, levantei e fui dar uma olhada no que precisava fazer. – “Lenha...ok, mas e como é que eu vou acender isso?” – Olhei dos lados e acima dela, encontrei um controle suspeito. – “Ué, mas de onde é isso?” – Pressionei o botão liga/desliga e quase cai pra trás vendo o fogo da lareira acender do nada. – “Então é daqui...mas não to muito certa de que só isso vai adiantar...” – Vou até meu quarto e pego uma coberta que caberiam umas três pessoas dentro, me enrolo nela e me sento perto do fogo sentindo o calor tomar conta de meu corpo.

Um barulho estranho surgiu, o ranger de uma porta se abrindo vagarosamente começou a me atordoar.

– “A-Ame?” – Me volto para o banheiro e lá está ele, usando uma camisa branca e um short preto, parado diante da porta me olhando com uma cara de...o que deu nela?

– Parece que a noite vai ser bem fria hoje. – Ele começa a esfregar o braço esquerdo com a outra mão e se agacha perto de mim. – Posso me juntar a você?

– “Ele não está com frio não é?!” – Foi a primeira coisa que pensei, mas mesmo assim concordei, ele então pega uma das pontas da coberta e se senta ao meu lado esquerdo. Estamos com os braços colados um no outro. – “Ótimo tinha que ser assim né...” – Minha cabeça não parava, até meus batimentos começaram a acelerar, acho que tudo isso ainda é efeito do que ele me disse mais cedo.

Então percebi que o braço dele estava gelado, quase que completamente sem calor algum.

– Ame, você está congelando! Por acaso tomou banho de água fria? – A preocupação estava completamente explicita na minha voz.

– Não, estava morna, mas o tempo aqui esfria muito a noite é até comum passar alguns dias debaixo de várias cobertas. – Ele responde com um sorriso leve e olhando para o chão, o olhar completamente perdido.

– “A nem! Não posso deixar ele se congelar desse jeito!” – Pensei me decidindo, levantei e joguei todo o resto da coberta acima da cabeça dele.

– Mas o qu...! Yuki! – Assim que fico de pé posso sentir o frio do qual ele estava falando, fez parecer como se várias agulhas estivessem entrando em meu compor de uma vez. Senti um puxão no pulso direito que me levou de volta para o meio das cobertas e ao lado de Ame. – Ficou louca?! Eu disse que está frio de mais aqui. Olha só! Você já está ficando toda roxa. – Me assustei com aquele olhar de raiva que ele me deu, mas no fundo tinha preocupação, nem que fosse apenas um pouco, o que me deixou surpresa...e muito!!

– A-Ame... – Mal deu tempo de que eu pudesse falar e ele se aproxima – demais pro meu gosto – mais rápido do que eu pude pensar. O que aconteceu mesmo foi que ele começou a me abraçar. — “Eh.......EH????” – Travei completamente e tenho certeza de que eu deveria estava com a cara toda vermelha num momento como esse...apesar de que...mesmo sendo repentino...ainda pode ser muito...

Aquecedor...

Notas finais
U.U Ame é mesmo decidido não acham?! Bem por enquanto é só isso mesmo...quero ver os comentários de vocês depois...Jya ne!!