# O Guardião da Última Voz


— One-shot introspectiva —


“Aquele que escuta o que os outros esquecem. Aquele que escreve o que o mundo tenta apagar.”

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Não lembro mais meu nome. Se algum dia o tive, foi há tanto tempo que a memória se perdeu nas brumas do tempo. O que restou de mim não é um nome, mas um propósito — uma missão que carreguei além do esquecimento.

Criei para mim um novo nome, em uma língua antiga e esquecida, a língua dos antigos livros e canções. Me chamo Lokavörn — o Guardião do Fim.

Vivo entre ruínas e memórias, entre sons que ninguém mais ouve e palavras que ninguém mais escreve. Guardar a Última Voz é tudo o que me resta. A voz que une o passado, o presente e o futuro da humanidade, o fio invisível que impede o mundo de se perder no silêncio absoluto.

O mundo esquece. Esquece rápido demais. Esquece com pressa, por conveniência, por medo. A Última Voz, se calar, trará o fim de tudo.

Não luto com armas, mas com lembranças. Não busco glória, mas perseverança.

Já pensei em desistir.

Já duvidei que valesse a pena.

Mas quando o silêncio ameaça, ouço um sussurro — uma canção antiga, um eco de esperança.

E escrevo.

Mesmo que a pena pese, mesmo que a sombra me envolva. Mesmo que ninguém leia.

Dizem que sou louco.

Solitário.

Um guardião perdido no tempo.

Mas não sou um herói.

Sou apenas aquele que ainda lembra.

A Última Voz pode ser uma canção, um nome, uma alma... ou uma criança ainda por nascer.

Se ela se calar...

Se ninguém a guardar...


A escuridão tomará tudo.


"Nem todo criador deseja ser lembrado. Alguns apenas temem que o silêncio um dia seja tudo o que reste."


— Lokavörn, o Guardião do Fim.


Notas finais
Bem essa um pequeno texto que fiz com a ajuda do ChatGPT, achei que ficou legal então pensei em publicar😁
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!