O Grandioso Chalé De Apolo
11 Avatar do MMA
Notas iniciais
Célio
— Então alguma ideia, senhores — Digo fitando o objeto brilhante debaixo da água, se passaram 30 minutos e os garotos estão pensando num meio de chegar lá esse tempo todo, Hiram parecia confuso, não sabia o que estava acontecendo provavelmente, eu não estava muito diferente, os monstros que ali se encontravam olhado para gente, eram monstros bons, protetores e não deviam está ali.
— Quer saber eu vou entrar — Diz Hiram já pulando na água, o garoto se joga e algo mais estranho acontece, a água não parecia ter nenhum movimento, o garoto tinha simplesmente desaparecido... — O Que vamos fazer, ele deve ter morrido, com toda certeza ele morreu — Gui o brutamonte começa parecer uma cria de Afrodite, se via desespero no rosto de cada um, eles mal conheciam o garoto más estavam preocupado com ele.
— Quer saber, eu vou — Fafá diz e corre em disparada pra ponta do lago, logo saltando e sumindo como o primeiro garoto — Pronto agora o Fafá também morreu é isso, chegou ao fim, vamos finalmente ver Hades — Gui continuava a se desesperar — Então no caso, ele não iria ver Hades tão cedo, o senhor do submundo aqui não é Hades — digo e reparo que Bruno fecha a cara pra mim e diz — Muito obrigado mister universo você ajudou muito — pisco pra ele e me levanto — Então temos que pensar se vamos pular ou se vamos ficar aqui — digo enquanto procuro sinal de vida de algum dos dois suicidas, Bruno parecia com medo más seu jeito durão não permitia que ele aceitasse isso, Gui já era o contrario estava nítido o seu medo e eu, eu estou com medo más eu acabei de encontrar irmãos, eu não podia deixar eles morrerem — Eu não vou, não vou e não vou, eu não sei nadar, melhor eu tenho alergia a água — Gui fala deixando mais nítido o seu medo, eu precisava bolar algo, olhei mais uma vez se surgia algum sinal de vida dos meninos, os monstros continuavam parados olhado para nós, o brilho dourado debaixo da água ainda estava lá, e não tinha nenhum sinal dos meninos, o máximo de algo parecido com humano que tinha era minha imagem destorcida na água.
— Por Apolo, olha lá o Fafá, vem gente me ajuda a puxar ele — Bruno e Gui em um segundo estavam do meu lado — Desculpa gente más não tinha outro jeito — Digo e pulo na água levando eles comigo, quando se pula na água o que temos que fazer é fechar os olhos, más meu medo era desesperador e eu não me permitia fechar os olhos nenhum segundo, enquanto eu ia caindo vi os monstros pularem na água, a água ia chegando e ela parecia ficar mais clara de acordo que eu chegava mais perto, Gui devia ter si mixado todo, Bruno só sabia gritar, e bum estamos dentro do lago.
O que aconteceu agora é impossível descrever, se alguém me contasse eu não iria acreditar, nunca que eu iria imaginar que debaixo daquele lago teria um lugar tão lindo assim, Karpas nadavam junto com monstros de água, o lugar era esplendido, onde estava o coreto agora estava um castelo enorme de cristais, o brilho dourado vinha de um sol dourado fixado na maior torre do castelo, o lago parecia enorme, Bruno me cutuca e aponta pra algo perto do castelo, e ali está Hiram e Fafá parecendo pintinhos no lixo, ai vem a duvida como eles estão a tanto tempo sem respirar ? Somos filhos de Apolo e até onde eu sei Apolo não respira em baixo da água.
Bruno começa a nadar em direção aos meninos, Gui o segue e eu claro que não ia ficar lá em cima olhando eles se divertirem, Hiram e Fafá entram por uma porta enorme, na porta tinha um risco enorme, algo engraçado pra ter em uma porta, seguimos os dois, passamos por mais 5 salas até conseguirmos nos juntar aos dois, logo na frente deles tinham 2 monstros em um tipo de armadura, eles pararam do lado de uma porta igual a primeira que vimos, más essa tinha o desenho diferente, parecia um olho, más não era um olho, eles abrem a porta e todas as outras atrás de nós são fechadas, a água começa a escorrer pra dentro da porta nos levando com a correnteza.
— Por Apolo eu achei que eu ia morrer — Gui grita e parecia que o ar de nossos pulmões tinham sumido na hora — Que milagre, a eras eu não recebia Humanos em minha residencia — uma voz máscula e de dar medo soa pela sala, procuro alguma arma más todas tinham sumido, o mesmo dava pra perceber dos outros, o arco de Bruno que ele não desgrudava, não estava com ele — Desculpa mas visitantes não podem ter armas no meu castelo — A voz continuava e agora dava pra ver de onde vinha, num trono feito de cristais ali estava o dono da voz, um cara de pele meio azulada, parecia um avatar misturado com lutador de MMA, sua pele brilhava em alguns pontos — Como eu sou mal educado, bem vindo ao 5º Batalhão das Águas, eu sou o Pirarucu más podem me chamar de senhor dos lagos, ou apenas senhor, eu sou o senhor de todos os lagos, eu que decido quem vive e quem morre assim que a pessoa toca na água de um lago — ele parecia um cara gente boa até citar que ele podia nos matar — Então senhor eu e meus amigos estamos aqui... — começo a falar reparando que os outros não conseguiam nem dizer oi — Para por ai mesmo, eu sei o motivo de vocês estarem aqui, sei que vocês são crias de Apolo, sei que de vocês eu preciso ter cuidado com apenas um que se ele treinar ele pode ficar bem poderoso, o resto de vocês não iram sobreviver por muito tempo, fiquei sabendo que os deuses gregos estão morrendo, isso tudo por conta de uma cria que eles mesmo fizeram, por isso nós espíritos Tupi não morreremos tão cedo, não temos filhos humanos.
Ele fala e fala e fala e fala, enquanto ele fala eu paro pra reparar no lugar, era cheio de canos, algumas cabeças de animais bem estranhos estavam espalhadas por ali — Foi mal senhor, más nós precisamos do Sol que vocês têm — é se me perguntarem eu não pensei pra falar, só estava cansado do tanto que aquele cara falava — Sinto lhe informar pequenino que vocês não iram nem o sol nem vocês irão sair daqui — e pá um tapa na cara da sociedade, eu sabia que ele não ia dar o sol de mão beijada pra nós — O avatar evoluído iremos sair vivos daqui sim e ainda sairemos com o sol — Fafá diz tentando parecer autoritário — Eu não me importo com o sol não moço, eu só quero sair daqui vivo mesmo — Gui diz e Bruno o mete um tapa em sua cabeça — Claro!Claro!Pequeninos, antes de os matar vocês querem dizer alguma coisa? — ele diz e nos olhamos, a preocupação passava de um pro outro, agora não tinha mais orgulho que não deixava o medo transparecer — Senhor Alado dos Lagos, eu quero fazer uma troca, para o que o Sol serve pra você ? — tento desesperadamente salvar nossa pele — O que Pequenino? — ele diz e desce do seu trono ficando frente a frente, ou cara e barriga — Pra que serve o Sol vossa majestade? — pergunto me rebaixando a chamar um homem peixe de majestade — Então ele serve pra manter a paz e a vida aqui em baixo, além de manter a água circulando para todas as plantas e animais possíveis, ao redor do lago — ele diz e algo começou a fazer sentido, o sol verdadeiro não aparecia desde que Apolo desapareceu, então o céu estava sempre nublado, escuro — Então vossa majestade, se você nos permitir eu e meus irmão vamos aumentar a potencia do sol, assim dando mais poder ao senhor — Digo tentando fazer que ele nos deixe chegar perto do Sol ou pelo menos sair dali com vida, Bruno questiona más o ignoro — Então, imagina você tem 5 crias de Apolo aqui, podemos te dar muito poder — continuo bajulando, os meninos percebem a minha estrategia e começam a ajudar, ele fica pensando — Então quer dizer que vocês podem me dar mais poder? — ele pergunta como se estivesse diante de um pote de ouro — Então tá vocês me dão mais poder e eu permito vocês ficarem vivos — ele diz e percebo que tínhamos mais chances do que eu imaginava, ele desce o sol até nós o que parecia enorme agora não passava de um mero escudo, continuo com o meu plano — Senhor pra isso precisamos que você deixe a água entrar — os meninos me olham e eu apenas faço sinal para cima apontando o cano mais próximo — Abram as portas — ele ordena e a água toma conta da sala com uma onda bem forte, os meninos começam a nadar pro cano mais próximo quando do nada meus pelos do corpo se arrepiam, era Pirarucu gritando, ele tinha se transformado em um monstro com o corpo de Lula e um rosto meio estranho, seus tentáculos batiam em tudo , começamos a desviar, Fafá já estava no cano junto com Hiram, Bruno e Gui nadavam bem lentamente, volto e tento despistar a lula gigante, seus tentáculos estavam meio que soltando fumaça, algo me dizia que não seria bom encostar neles, Gui e Bruno já estavam quase no cano, volto nadando, um dos seus tentáculos me pega de raspão me fazendo perder a direção, Bruno e Gui já tinham chegado no cano, sinto meus pulmões apertando, vejo outro tentáculo vir em direção, cada vez mais perto, eu sentia o desespero do meu corpo, sentia que todos as minhas células queriam reagir más algo estava impedindo, fecho os olhos e aguardo o pior.
"A morte é a unica coisa que não podemos lutar contra."
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