Notas iniciais
Demorei um pouquinho só, fiz alterações no cap anterior então leiam depois, e espero que vocês gostem desse cap

Hiram

Estranhos aqueles caras que me perseguiam viraram água e se misturaram com o lago do Parque, eles eram Hippies normais e do nada viraram um corpo aquático, o mais estranho eram os dentes enormes e as garras eram as únicas coisas que não pareciam aquáticas, penso enquanto olho para o lago, a um tempo atrás comecei a ver criaturas assim, tentei procurar ajuda, muitos falaram que eu estava ficando doido ou que eu estava inventando tudo, um garoto uma vez apareceu e disse que eu não estava ficando doido, que era normal para pessoas como eu, más que o lugar onde ele iria não é feito pra minha linhagem, que o meu descendente era diferente que não era daqui, palavras muito estranhas pra um garoto se dizer, desde então fico andando pela rua atrás dessas coisas que vejo.

— Olá, você tá namorando a água ou algo assim?? — Assusto com um reflexo de um menino moreno — Uou não precisa se assustar, só achei estranho um garoto ficar meia hora olhando para a água, você viu uma ninfa ou algo assim?? — o garoto moreno fala e reparo que ele tem uma espada na mão — Falou o menino que tem uma espada na mão, estamos no século XXI não usamos espadas — digo meio debochado e me levanto, reparo que o menino era baixo, uns 8 cm a menos do que eu — Nossa agora estou com duvida, como você faz pra usar uma espada maior que você ? — acrescento e dou risadas deixando o menino pra trás — Oi Belezinha mais um passo e minha flecha vai enfeitar o seu crânio — uma soa de trás das arvores, outro garoto um pouco mais claro que o anterior apontava uma flecha em minha direção, atrás dele estava um garoto maior que os anteriores, um pouco mais claro que o baixinho más um pouco mais encorpado que os outros, na sua mão um machado esse sim me deu medo — Quem você é pra falar assim com uma cria de Apolo e sair andando, quando se fala assim com um sangue de Apolo você tem que provar que é melhor lutado até a morte — o Grandão fala e gira seu machado fazendo uma brisa de ar balançar os galhos que estavam perto.

— Calma eu não quero me machucar, enfim o que vocês querem — pergunto olhando pro Moreno baixo que estava na minha frente, ele me olhava como se fosse me comer vivo "sem maldade" a espada era como se estivesse pronta pra me cortar em pedaços — Eu sou Fafá, o arqueiro é o Bruno e o grandão é o Gui, queríamos saber onde estamos e como chegamos na Praça da Liberdade — o garoto fala como se sua boca estivesse se espumando — A era isso, porque não falaram antes, vocês estão no Parque Municipal, uma das poucas áreas verdes que restam, a praça da Liberdade não fica muito longe daqui eu posso levar vocês se vocês não me matarem obvio — digo sem expressão no rosto, o garoto se aproxima — Não sei acho que gosto mais de garotos em espetos — o tal Bruno diz e se aproxima ainda com a flecha apontando para mim — Pelas minhas experiências acho que você gosta de outro tipo de espeto ou estou enganado — digo e por um segundo sinto uma flecha furar meus olhos, por pouco não acertou — Você é doido? Você iria me matar? — digo nervoso — Se afastem — o grandalhão diz e olho que a flecha tinha acertado um dos monstros aquáticos — Car**** como você acertou ele? — pergunto meio incrédulo, o monstro se desmancha e a flecha cai — Que estranho, nunca vi um monstro desse tipo — o arqueiro fala e os outros dois concordam — Espera, vocês veem os monstros também — minha raiva, surpresa e tudo mais agora se transformava em alegria, aqueles meninos podiam ver as mesmas coisas que eu, o que significa que se eu sou doido eles também são, logo eu sou normal, más eles não parecem normais — Depende do que você está falando, todos temos monstro dentro de nós, alguns deixam o monstro tomar conta deles — o grandalhão fala e fico meio sem entender, ou ele estava tentando me confundir ou ele tem um parafuso faltando — Não gigante eu estou falando dos monstros mesmo, igual aquele que esse ai flechou, o monstro dos lagos — digo revirando os olhos e fazendo cara de lesado — Na verdade não são monstros do Lago, eles são espíritos da água, só respeitam o Anhangá — Um menino branco com cabelos escuros segurando um bastão surge atrás de mim — Quem é você ? — o Bruno agora já tinha outra flecha em seu arco mirando no garoto novo, esse cara deve ser mais rápido que o flash com as flechas — Calma ai cupido eu sou Célio filho de Apolo, eu vi o ônibus de vocês caindo e estava indo pra lá ver como estavam, ai senti o brilho de Apolo aqui e agora estou aqui — ele diz todo "fodastico" sentando no banco como um "Deuso" por um momento me senti atraído por ele, olhei em volta e reparei que os outros estavam do mesmo jeito, Bruno já tinha largado o arco e parecia babar pelo garoto — Então você é filho de um deus grego? Como assim? Anhangá não é um deus tupi? — Digo reparando que Gui e Fafá agora acordavam do transe, Bruno ainda estava babando e eu não pretendia atrapalhar — Sou filho de Apolo como todos vocês, a proposito encontrei sua espada — ele diz e joga um anel de Leão pra mim quando o pego ele se transforma em uma espada dourada com um leão no cabo — Como eu fui burro, era claro que você era uma cria de Apolo você enxergou a espada o arco e o machado enxergou até o monstro — "Espirito" Célio corrige — Más então você viu outros como nós por ai? — Bruno pergunta Célio fica pensativo — Não, não vi mais ninguém, más é estranho eu sinto que alguma coisa ainda tá me chamando por aqui — Célio responde e levanta, um perfume meio intrigado chega a meu nariz e volto a ver corações em volta do garoto — Sinto como se o sol me chamasse como se eu fizesse parte de algo — ele continua e lembro de ter visto algo — É isso eu sei o que você ta dizendo, eu vi um daqueles espíritos guardando um lugar com um sol dentro, na verdade não é dentro é embaixo, como se estivesse no fundo da água — digo e começo a correr em direção ao local — Ei, onde você tá indo? — Bruno diz e começa a correr atrás de mim assim como os outros, passamos pela ponte, por vários espíritos parados nos olhando — Chegamos é ali — digo apontando pra uma especie de coreto sobre a água, perto dele dava pra ver algo brilhando algo bem amarelo — É por aqui mesmo, estou sentindo um formigamento no corpo, e por aqui — Célio diz — Só temos um problema, está no fundo do lago, e é proibido nadar, fora que aqueles espíritos não parecem que vão nos deixar chegar perto — Fafá diz e faz todo sentido, como chegaríamos lá? Como pegaríamos aquilo?

"Venha me pegue, venha sentir meu poder, me use e você será indestrutível"

Notas finais
Então é isso gente, espero que tenham gostado, qualquer duvida é so comentar que explico depois, até o próximo cap