O Grande Pesadelo
10 Capítulo 10 - Cidade amaldiçoada
Notas iniciais
25 de junho — 08:00
Mais um dia havia se passado e a Comunidade continuava em paz, somente com pequenos problemas envolvendo alguns infectados, que logo eram resolvidos pelos Guardiões. Como o combinado, Nick estava se preparando para sair juntamente com Peter, em busca de sua irmã. Ansioso, Peter esperava Nick, próximo ao carro. Junto a ele, estava Helena.
– Vocês realmente precisam ir hoje ? — Pergunta Christy, que acompanha Nick até o veículo.
– Sim. Você viu ontem como ele estava, não irá adiar mais um dia. Além do mais, que se demorarmos, possa ser tarde demais. — Responde Nick convicto do que faria.
– Mas não se preocupe comigo, vai dar tudo certo. Enquanto isso, ajuda na proteção da Comunidade. — Diz Nick.
– Tem certeza de que não quer que eu vá com vocês ? — Pergunta Christy oferecendo ajuda.
– Absoluta. Precisamos de você aqui. — Responde Nick.
Enfim, ambos chegam no local e se encontram com Peter e Helena.
– Bom dia ! — Diz Nick e Christy.
– Bom dia filho ! — Responde Helena.
– Eae, preparado para partir ? — Pergunta Peter.
– Sim, só falta pegar minha arma ali no arsenal dos Guardiões e você ? — Responde e pergunta Nick.
– Estou pronto. — Responde Peter.
– Vou lá pegar a arma... — Diz Nick sendo interrompido por Christy.
– Deixa que eu pego para você. — Diz a mesma, indo para o arsenal.
– Ah, tudo bem, obrigado. — Diz Nick.
– E então, qual o plano de vocês ? — Pergunta Helena curiosa.
– Bom... eu estava pensando em primeiro dar uma olhada na casa que estávamos abrigados. Ela provavelmente está lá. — Diz Peter expondo seu plano.
– E se ela não estiver lá ? — Pergunta Nick.
– Olha, ela sabe que eu a procuraria por lá, então alguma coisa encontraremos. Se não ela, alguma pista pelo menos. — Responde Peter com convicção.
Christy retorna com a M16 de seu namorado, que a pega e agradece. Assim Peter e Nick entram dentro do carro com suas armas e equipamentos. No geral, Nick estava com sua M16 e com sua mochila de suprimento. Já Peter estava com a pistola que Nick havia dado a ele durante a guerra no acampamento, e também com sua mochila.
– Quando vocês retornam ? — Pergunta Helena.
– Hoje à noite estaremos de volta. — Diz Nick.
– Tomem cuidado. — Diz Christy.
– Não se preocupe, nada vai acontecer, e quando voltarmos, haverá mais uma moradora para a Comunidade. — Diz Peter.
Tyreese que estava próximo, abre o portão para que o carro pudesse partir. Desta forma, eles se despedem, e os dois seguem viagem para Wichita novamente.
25 de junho — 12:00
Quatro horas haviam se passado, desde que os homens partiram em busca da irmã de Peter. Josh, Helena, Christy e Sarah se reuniram em frente à enfermaria como o combinado, para realizar uma visita à Seth. Sarah, entra na recepção para conversar com Aiden, enquanto os demais esperam no lado de fora. Depois que a autorização foi dada, os quatro e Aiden se dirigem para o quarto dos enfermos. Chegando lá, Seth estava dormindo.
– Como ele está Aiden ? — Pergunta Sarah, se aproximando e ficando do lado da cama.
– No momento ele está bem. Conseguiu reagir de forma esperada e está totalmente fora de perigo. — Diz Aiden.
– Graças à Deus ! — Diz Helena aliviada e mais tranquilizada.
– Mas e sua perna ? Ele vai ter algum problema ? — Pergunta Josh.
– Sua perna está quebrada, isso é fato, e provavelmente sentirá dor nos primeiros dias de recuperação, mas acredito que não terá problemas futuros. — Responde Aiden, informando-os do acontecido.
– E por quanto tempo ele vai ter que ficar de recuperação ? — Pergunta Christy.
– Esse é o maior problema. É um tempo relativamente longo, ainda mais para quem é bastante necessário nesse mundo que estamos vivendo. Aproximadamente 1 mês e meio de repouso. Depois disso, ele receberá alta e poderá voltar para casa, mas ainda em observação e cuidado. — Responde Aiden.
Todos ficam em silêncio por alguns segundos depois de revelada a data de repouso de Seth.
– Droga...realmente é muito tempo. — Diz Josh.
– Tem algo que podemos fazer no momento Aiden ? — Pergunta Sarah.
– Na verdade sim, ele precisa descansar um pouco. Acho melhor nós retirarmos por enquanto. — Diz Aiden.
– Certo, vamos lá pessoal. — Diz Josh.
Todos os cinco descem de volta para a recepção para que Seth pudesse descansar mais tranquilamente.
– Eu irei permitir visitas constantementes, a não ser que elas atrapalhem na recuperação dele. — Diz Aiden.
– Ah muito obrigada, amanhã voltarei para vê-lo. — Diz Sarah mais aliviada ao saber que tudo está bem com seu marido.
– Até amanhã então. — Diz Aiden se despedindo dos demais.
Depois de alguns diálogos entre eles, os quatro se separam para realizar seus deveres. Josh voltou para a sede da Ordem para informá-los da situação do soldado e Helena volta para sua casa. Já Sarah e Christy se direcionam para as torres de vigia da Comunidade.
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25 de Junho — 13:00
Nick e Peter haviam chegado na região onde o mesmo pensava que sua irmã poderia estar. Antes de saírem em busca da mesma, eles realizaram o típico plano dos Guardiões, que consiste na camuflagem do carro com a tela especial. Ambos se equiparam com seus respectivos armamentos e partiram.
– Certo, por onde começamos Peter ? — Pergunta Nick, andando de forma lenta para evitar chamar atenção.
– Pela casa onde estávamos nos abrigando, é muito perto. — Responde Peter, imitando Nick na forma de movimentação.
A caminhada não durou muito tempo, aproximadamente dez minutos. Nick ordenou que Peter fosse próximo à frente da casa e ele daria a volta para realizar a vigilância na área. Com a ordem de Nick, Peter começa a chamar sua irmã.
– Ann ! Ann ! Sou eu , Peter seu irmão ! Você está aí ?!? — Exclama Peter chamando sua irmã. Nesse momento Nick descobre o nome de Ann, que até então não havia sido revelado por Peter. E assim, ninguém respondeu, deixando Peter um pouco preocupado.
– Peter vamos entrar e verificar. — Diz Nick fazendo a posição de infiltração próximo a porta. Peter também a faz.
A casa não era grande, muito pelo contrário, era muito pequena. Havia apenas três cômodos, o banheiro, o quarto, e a cozinha/sala. Nick contou até três e assim Peter abre a porta de forma rápida. Nick entra na mesma velocidade seguido de Peter. Ambos começam a investigar a sala/cozinha que estava completamente bagunçada, sem restígios de que alguém estaria ali. Porém, ao investigar a mesa Nick percebeu que havia um prato sujo, com talheres dentro, e um copo de água que estava pela metade.
– Peter, acho que alguém está morando aqui. — Diz Nick.
– Sério ? Como pode ter certeza disso ? — Pergunta Peter curioso e preocupado por não ter encontrado sua irmã até agora.
– O prato está sujo e o copo de água pela metade, indicando que alguém esteve aqui a pouco tempo. — Responde Nick como se fosse um verdadeiro investigador.
– Aposto que Ann está aqui, ela dever ter almoçado, e saído para procurar mais suprimentos. — Diz Peter imaginando a situação.
– Fique atento até descobrirmos a verdade. Vamos nos outros cômodos. — Diz Nick.
Faltando apenas dois cômodos, ambos decidem se separar para terminar logo a investigação. Nick vai até o banheiro e Peter parte para o quarto. Chegando no quarto Peter se depara com uma cena horrível. O quarto estava cheio de sangue, na cama, no chão e até mesmo nas paredes. Após presenciar esta cena, Peter se ajoelha e permanece mudo, imaginando o pior. Depois de investigar o banheiro, Nick vai até o quarto e fica espantado com o que vê.
– Merda. — Diz Nick em um tom mais baixo.
– O que aconteceu ? — Pergunta Nick querendo entender o que havia acontecido.
– Não faço a mínima ideia, mas espero que não seja de minha irmã. — Responde Peter ainda espantado.
Nesse exato momento, Nick escuta uma vez se aproximando da casa, e se concentrando um pouco, percebe que é uma voz masculina. O mesmo, da dois toques no ombro de Peter sinalizando-o de alguém estava vindo, assim os dois se escondem atrás de uma parede esperando o momento oportuno. O homem se aproximava cada vez mais da casa e suspirava alto, como se tivesse passado por um sufoco muito grande. Ao entrar na casa, foi surpreendido por Peter e Nick, que apontaram suas armas.
– Mãos para cima !! — Grita Nick ordenando.
– Largue sua pistola ! — Grita Peter fazendo da mesma forma.
– Calma aí, pessoal. Muita calma. — Diz o homem completamente nervoso e fazendo o que foi pedido.
– Quem é você e o que está fazendo aqui ?? — Questiona Peter querendo respostas.
– Meu nome é Erik e eu estava apenas me abrigando aqui por alguns dias, saí em busca de suprimentos e na busca fui surpreendido por alguns infectados. Matei todos mas acabei torcendo meu pé esquerdo. Por favor, não quero confusão. — Diz o homem revelando seu nome e se explicando.
– Você foi mordido nessa busca ?? — Pergunta Nick querendo evitar problemas futuros.
– Não, não, só torci o pé mesmo. — Diz Erik levantando a calça e mostrando que sua perna realmente não tinha mordidas.
– O que aconteceu no quarto ? Por que está cheio de sangue ? — Pergunta Peter.
– Quando cheguei aqui, tinha alguns infectados na casa. Apenas os matei. Tem muito sangue porque utilizei um facão. Agora por favor, abaixem suas armas, não lhes farei nenhum mal. — Responde Erik.
Nick percebe que Erik não seria uma ameça, e realiza um sinal com sua mão, para que Peter abaixasse sua arma.
– Desculpe por isso Erik, mas precisamos ser cuidadosos hoje em dia. — Diz Nick, pedindo desculpas.
– Tudo bem, eu entendo. Mas o que estão fazendo aqui ? — Diz Erik aceitando suas desculpas e fazendo uma pergunta.
– Antes de você chegar nessa casa, eu estava me abrigando aqui com minha irmã, e ela está desaparecida. Você a viu ? Ela é uma menina de apenas quinze anos, porém muito inteligente, e possui um cabelo preto não muito longo. — Pergunta Peter querendo saber o paradeiro de Ann.
– Para ser bem sincero, acho ter visto uma garota com uma mochila, enquanto eu estava procurando suprimento em Wichita. Pelo menos bateu com as características que você falou. — Responde Erik.
– Mochila ?? De que cor ?!? — Pergunta Peter muito curioso.
– Acho que era vermelha. — Responde Erik, levando Peter a loucura.
– É ela, é a Ann !! — Diz Peter ficando muito feliz por ter uma pista da localização de sua irmã.
– Como pode ter certeza disso ?? — Pergunta Nick.
– Ela é a única pessoa que conheço que utiliza uma mochila inteiramente vermelha. Nick precisamos ir para Wichita imediatamente. — Diz Peter eufórico.
– O que estamos esperando ? Vamos logo. — Diz Nick.
– Muito obrigado Erik. Boa sorte em sua vida. — Diz Nick agradecendo o mesmo, por sua ajuda.
Assim, os dois saem da casa e se preparam para ir a Wichita, quando Erik grita querendo pedir algo.
– Esperem ! — Grita Erik.
– O que foi Erik ? — Pergunta Nick.
– Posso ir com vocês ?? Não vou durar muito sozinho, e além do mais, posso mostrar aonde a vi pela última vez. Você terá mais chance de encontrar sua irmã se eu for junto. Eai, o que me dizem ? — Pergunta Erik expondo seu plano.
Nick e Peter se olham por alguns segundos e concordam, deixando Erik juntar-se a eles. Dessa forma, os três partem para Wichita em busca de Ann.
25 de Junho — 13:30
Meia hora depois, os três já haviam entrado novamente na cidade. Wichita estava cheia de zumbis, mais do que quando o Delta havia ido atrás do Bravo, que estava desaparecido precisando de ajuda, forçando os três a se movimentarem de forma lenta e sorrateira, para evitar chamar uma atenção completamente desnecessária.
– Para onde estamos indo Erik ?? Pergunta Nick quase cochichando.
– Para um antigo hotel
, não falta muito. — Responde Erik na mesma intensidade.
Conforme eles foram se aproximando do hotel
, mais infectados eram vistos, deixando Peter e Erik cada vez mais nervosos. Nick já estava mais calmo por se habituar a situações desse nível, porém estava muito atento e concentrado, pois um passo errado e todos ali poderiam acabar mortos. Até que eles chegaram na esquina de uma rua que estava infestada de infectados, e o hotel
ficava no outro lado dessa rua. Os três, ficaram escondidos atrás de alguns carros que ali estavam.
– E agora, o que fazemos ? — Pergunta Erik espantado com a quantidade de infectados, incluindo estaladores.
– Nick ?? — Diz Peter na espera que Nick tivesse algum plano, devido a sua experiência.
Nick fica pensativo por alguns segundos e começa a procurar por alguma coisa próxima.
– O que está procurando ? — Pergunta Peter.
– Tijolos, garrafas de vidro, ou algo que possa fazer muito barulho. Erik, de uma olhada nessa lata de lixo. — Responde Nick esclarecendo as dúvidas dos demais.
Nick encontrou um tijolo e Erik três garrafas de vidro.
– É o seguinte: vamos arremessar as garrafas de vidro no final da rua. Quando elas quebrarem, os infectados vão correr naquela direção, essa é a hora que nós passamos pela rua devagar para chegar no hotel
. Se algo der errado, nós podemos usar o tijolo como arma branca ou para atrair mais deles, entendido ?? — Diz Nick explicando seu plano arriscado, porém, era o único que eles tinham.
– Certo, vamos lá. — Diz Peter.
Todos arremessam suas garrafas no local indicado, e imediatamente grande parte dos infectados partem para o local da queda das mesmas. Como eles não queriam chamar a atenção, atravessariam a rua um a um. Nick se oferece para atravessar primeiro, e é isso o que acontece. Com muita calma e sem muita dificuldade ele passa e se esconde atrás de outro carro.
– Peter, agora você. — Diz Nick pelo walkie-talkie.
E da mesma forma, porém muito nervoso, Peter atravessa a rua. Agora só faltava Erik conseguir. Quando o mesmo começou a atravessar um infectado havia percebido sua presença e corre em sua direção. Erik ficou nervoso e começou a correr, mas como seu pé esquerdo ainda não estava bom, ele caiu atraindo os demais.
– Agora nada mais importa !! — Exclama Peter correndo em direção a Erik para ajudar a levantá-lo. Nick o acompanha.
Peter levanta Erik e o apoia em seu braço para ajuda-lo a correr. No entanto, o infectado se aproximava dos dois, quando Nick chega e o golpeia com o tijolo. O infectado cai, e Nick pisa muito forte em sua cabeça, o matando.
– Corram para o hotel
, eu os seguro. — Diz Nick , realizando alguns disparos para que os dois pudessem chegar logo ao hotel
.
Muitos infectados estavam chegando e quando Nick percebeu que seu esforço seria em vão, ele corre e entra no hotel junto com os demais. Peter e Nick fecham a porta, e ficam pressionando-a contra a horda de infectados que estavam tentando entrar.
– Erik procure algo para travar a porta. Rápido, antes que seja tarde demais ! — Exclama Nick.
– Deixa comigo. — Diz Erik que procura por algo dentro do hotel.
– Droga eles são muitos !! — Diz Peter, fazendo muito força para evitar o pior.
– Não desista agora, estamos perto de achar a Ann. — Diz Nick, lembrando o motivo pelo qual estavam passando por enorme sufoco.
Rapidamente Erik volta com uma enorme estaca de madeira para travar a porta. Ele a entrega para Nick, que a coloca no entre as maçanetas da porta, que era dupla. Os infectados batiam na porta mas não conseguiam abrir. Eles estavam seguros, por enquanto. O Hotel era um daqueles hotéis de luxo, o mais conhecido da cidade. Possuía três andares de quartos, a recepção, cozinha e um enorme salão de festas. Porém, com a vinda do apocalipse veio a sua ruína. O hotel estava completamente destruído internamente com mesas quebradas, cadeiras destruídas, lustres enormes ao chão, uma completa bagunça.
– Não podemos perder tempo, a estaca não vai durar para sempre, vamos nos separar para procurar, assim cobrimos uma maior área por mais tempo, que há algo que não temos sobrando. — Diz Nick como se fosse o líder da "operação".
– Vou para os andares superiores, deixarei o rádio ligado caso algo aconteça. — Diz Peter indo sem demora para os outros andares do hotel.
– Vou checar a cozinha. — Diz Nick se retirando.
– Certo, vou ver o que encontro pra cá. — Diz Erik.
Assim todos se separam e deixam a recepção. Quinze minutos se passaram e nada de interessante havia sido encontrado. Eis quando Nick recebe uma mensangem via rádio/walkie-talkie de Peter.
– Nick, está aí ? — Pergunta Peter.
– Estou sim, o que houve encontrou alguma coisa ? — Responde e pergunta Nick.
– Nada relacionado a minha irmã, mas encontrei um enorme buraco na parede no final do corredor no segundo andar. Podemos utilizá-lo como rota de fuga, caso algo de muito errado. — Responde Peter informando Nick do encontrado.
– Certo, muito obrigado pela... — No mesmo instante, Nick é interrompido por Erik.
– Pessoal, venham aqui agora !! — Grita Erik ordenando para que os outros se juntassem a ele.
Nick e Peter correm em sua direção. Chegando lá eles se deparam com um enorme salão escuro e com um cheiro muito forte. Com curiosidade de investigar o local, visando encontrar pistas do paradeiro de Ann, Nick e Peter entram na frente empunhando suas armas. Erik fica para trás mas avança de forma lenta. O salão estava cheio de esporos, indicando que havia uma grande concentração de infectados no local.
– Fiquem espertos e de olhos abertos. — Ordena Nick à todos.
Nick estava checando alguns cadáveres no centro do salão, enquanto Peter foi em direção a uma porta no final do mesmo. Ao abrir a porta, Nick encontra algo muito importante, a mochila de Ann.
– Encontrei sua mochila, mas nada dela. — Diz Peter colocando a mochila nas costas e ficando pensativo.
Analisando os corpos Nick obteve uma terrível conclusão. Os corpos estavam terrivelmente destruídos, com membros intensamente quebrados, como se algo muito forte o fizesse. No mesmo instante um alto e grave barulho é ouvido de fora do salão, como se fosse algum animal muito grande e feroz, confirmando aquilo que Nick pensava.
– O que foi isso ?? — Pergunta Erik assustado e olhando para os lados tentando identificar de onde o som vinha, mas o mesmo parou.
– Precisamo sair daqui agora ! — Exclama Nick que aparentava estar nervoso e apreensivo. Ele nunca havia ficado dessa maneira até agora.
– Agora ?! Acabamos de encontrar uma ótima pista, precisamos ficar um pouco mais. — Diz Peter, descordando de seu amigo.
– Vocês não entendem, estamos correndo um grande perigo. É questão de vida ou morte. — Diz Nick ainda mais nervoso.
– Mas o que te assusta tanto ?? — Pergunta Peter assustado devido ao comportamento de Nick.
Naquele exato momento um monstro enorme, conhecido pelos humanos de Baiacu ou Verme, entra no salão e parte para cima de Erik, que estava próximo a porta. Um Baiacu ou Verme é um infectado em seu último estágio de infecção, quando o mesmo está infectado por um longo período de tempo, se tornando gigantesco e com uma força desumana.
– Erik sai logo dai, tem um Baiacu atrás de você !! — Grita Nick desesperado pela vida de Erik.
Erik imediatamente vira para trás para ver o que era, mas era tarde demais. Erik foi pego pelo Baiacu que estava pronto para matá-lo.
– Nããoo !! — Grita Peter que começa a atirar no monstro, mas parece que os tiros não faziam efeito.
Sem ser parado de forma eficiente, o Baiacu põe suas mãos na boca de Erik, e com uma força tremenda, quebra sua cabeça abrindo completamente sua boca. Erik havia sido morto da forma mais cruel possível, deixando os dois completamente espantados e desolados.
– Puta merda cara !! — Grita Peter ficando com muito medo.
– Atire nos esporos espalhados em seu corpo !! — Ordena Nick à Peter.
Assim uma intensa batalha se inicia. Nick e Peter disparam quase tudo o que tem contra o monstro, que lentamente parte para cima dos dois. Porém, ambos desenvolvem uma técnica interessante, guiado por Nick. Enquanto atiram para afastar o monstro, eles vão se movimentando em círculos, para poderem fugir. Assim o fazem até saírem correndo do salão, mas o monstro os persegue.
– Vamos para a recepção ! — Grita Peter.
Chegando na recepção, os infectado haviam acabado de quebrar a estaca de madeira e estavam invadindo. Nick e Peter estavam na pior situação possível, tendo que enfrentar e fugir de uma horda imensa de infectados e do monstro mais poderoso e assustador do novo mundo.
– Para cima, rápido !! — Grita Nick puxando seu amigo pelo ombro. Os dois disparam para cima sendo seguidos por todos os demais infectados.
– Vamos utilizar a saída que você mencionou para dar o fora daqui. — Diz Nick contando seu plano de fuga.
O buraco na parede era a única salvação de ambos, mas mesmo assim era muito arriscado. Eles tinham que tomar distância, correr e realizar um grande salto, até o telhado da casa mais próxima. Era realmente algo muito difícil e perigoso, mas não havia outra opção. Nick foi o primeiro.
Ele tomou distância enquanto Peter atirava suas últimas balas nos infectados que estavam subindo, correu, pulou e com um pouco de dificuldade conseguiu subir no telhado da casa, porém a calha onde ele teve que se apoiar ficou um pouco danificada. Era a vez de Peter.
– Rápido Peter, eles estão atrás de você. — Grita Nick.
Peter faz a mesma coisa que seu amigo. Correu, pulou, mas quando se apoiou para subir, a calha não resistiu e despencou juntamente com Peter.
– Aaaahhhhh !! — Grita Peter caindo do telhado da casa e caindo em um beco.
– Ah meu Deus ! Peter ! Você está bem !! — Pergunta Nick desesperado por seu amigo.
– Minhas costas e minha perna direita estão doendo muito ! — Responde Peter em um tom claro de dor.
– Consegue se levantar e andar ?!? — Pergunta Nick.
– Acho que sim só me de um alguns minutos. — Diz Peter respirando e suspirando ofegante.
Para piorar a situação, os infectados estavam correndo em direção ao buraco e tudo indicava que eles cairiam da mesma forma. Percebendo isso, Nick dispara contra os infectados para ganhar tempo para Peter.
– Peter você tem que sair dai agora, eles estão indo até você. Minha munição está acabando, não poderei segurá-los por muito tempo.
O jovem se levanta com muita dificuldade e começa a andar para sair do beco, porém alguns infectados surgem do fim do beco, cercando o garoto de 19 anos.
Quando as balas de Nick se esgotaram, os infectados caíram. Sendo cercado dos dois lados, Peter só vê uma única saída, o esgoto. Por sorte, havia uma entrada de esgoto no meio do beco, onde ele justamente estava. Esperando pelo pior, Nick coloca suas mãos a cabeça sem poder fazer mais nada por seu amigo.
Peter completamente apavorado consegue abrir a entrada e por muito pouco não acaba sendo morto, porém ele não está nada bem. Imediatamente Nick tenta contatá-lo por rádio, mas a bateria de Peter estava acabando e o sinal não estava bom.
– Peter ! Peter ! Como você está ?!? Me responda. — Diz Nick.
–Ni..ck, volte pa..ra a Comunida..de, eu ficarei bem não se preoc..upe comi..go. — Responde Peter com um pouco de interferência.
– Como assim ?? Não vou deixá-lo. — Diz Nick convicto de sua resposta e não entendendo o garoto.
– Escut..e, é muito arrisc..ado ficar aqui, além do mais, preci..so encontrar minh..a irmã a qualquer cus..to. E lembre-se, você prome..teu a sua mãe, que voltaria ainda ho..je. Não deixe sua famí..lia preocupada por minha cau..sa. Quando acabar a busca, eu dou jeito de voltar para lá. — Diz Peter.
– Ah cara. Ta certo, mas prometa que ficará bem. Prometa que ficará vivo. — Diz Nick.
– Pod..e deixar parceiro, em bre..ve nos vere..mos de volt..... — Diz Peter perdendo completamente o sinal.
– Peter ??? — Pergunta Nick, percebendo que o sinal havia acabado.
Depois de algumas horas dessa intensa batalha, Nick retorna ao veículo sozinho. Peter se perdeu em Wichita e seu destino era incerto.
– Droga !! — Exclama Nick dando um soco no volante. O mesmo liga o veículo e parte de volta para casa.
– Por que sempre que venho a esta cidade coisas ruins acontecem ?? — Se pergunta Nick.
– Cidade amaldiçoada. — Diz Nick, caracterizando Wichita, a cidade onde tudo havia acontecido.
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