Era uma bela manhã de verão. O sol estava a pino. O céu estava incrivelmente azul, sem sinal de nuvens no horizonte. Havia pessoas na praia, aproveitando o belo dia. Haviam trocado aquelas desconfortáveis e abafadas roupas de trabalho por óculos escuros, protetor solar e roupas de banho, para se divertirem naquele esplendoroso mar azul-esverdeado. Parecia que o clima havia afetado o humor das pessoas também, pois sorriam debilmente sem nenhum motivo aparente.

Naruto caminhava sozinho numa calçada que fazia alusao à Copacabana. Trajava apenas um short verde e uma blusa branca, por causa do calor. No bolso, trazia o seu chaveiro tão especial, que sempre o acompanhava em todos os lugares.

Estava na época das férias, então Naruto decidiu sair cedo para se divertir ao máximo. Decidiu encontrar-se com seu companheiro de sempre, Sasuke, para jogar videogame, ir ao cinema ou apenas ficar batendo papo. Já fazia um tempo que não se divertiam, com tanta responsabilidade depositada neles, inesperadamente.

Havia chegado a um beco no final da calçada quando percebeu uma agitação estranha. Então viu. Eram três. Três psicófagos. Mediam cerca de 60 cm, tinham uma pele marrom-acizentada. Suas feições eram monstruosas. Tinham dentes pontudos, nitidamente afiados, olhos negros como a escuridão, mãos que mais pareciam garras e um corpo esquelético. Naruto, então, percebeu o que planejavam. Havia uma garota de cabelos escuros no beco, se afastando lentamente. Ele sabia o que pretendiam. Iam sugar suas lembranças e sua energia vital. Depois, iam devorar seu corpo. E para o desespero de Naruto, os psicófagos puseram-se a correr atrás da garota. A garota percebeu a agitação atrás de si, então virou-se e viu os psicófagos. Soltou um grito estridente e pôs-se a correr. Naruto também pôs-se a correr. Os psicófagos estavam a uns vinte metros da garota. Naruto estava a uns trinta metros do psicófagos. A garota corria velozmente, mas os psicófagos estavam se aproximando. Apesar de andarem apenas sobre os pés, eles usavam suas mãos para correr mais rapidamente.

Estavam chegando mais perto a cada segundo. Repentinamnete, a garota tropeçou e caiu. Virou-se para olhar seus perseguidores e come-çou a rastejar desesperadamen-te. Os psicófagos estavam a 5 metros, então saltaram sobre sua vítima. "não vai dar tempo". Pensou Naruto, que estava a uns 15 metros. Então, algo inusitado aconteceu. Os psicófagos foram repelidos por alguma força misteriosa. Bateram violetamente nas paredes do beco e ficaram atordoados. Foi o tempo de Naruto chegar, puxar seu chaveiro, pressionar o botão e usar sua espada para acabar,com eles. Tudo não durou mais de um minuto. A garota estava perplexa.

— O que foi isso? De onde veio essa espada? O que são esses bichos? — Perguntou a garota, desesperada.

— Calma. Vou te explicar tudo. Mais vamos cuidar de você. Seu joelho está machucado. Você está bem, apesar disso? — Indagou Naruto.

— Sim... Estou. — Respondeu a garota.

— Como você fez aquilo? — Perguntou Naruto.

— Aquilo o que? — Perguntou a garota, confusa.

— Aquilo. Você repeliu aqueles psicófagos. Como fez isso? — Perguntou Naruto, novamente.

— Psi.... Psi... o que? — A garota estava desesperadamente confusa.

— Psicófagos. — Corrigiu Naruto.

— Eu não fiz nada. Só queria que ficassem longe de mim! — A garota estava em prantos.

— Fique calma. Já está tudo bem. Venha. Precisamos tratar esse ferimento. A propósito, meu nome é Naruto. — Disse Naruto.

— Hinata. — Disse a garota.

— Vamos, Hinata. — Terminou,Naruto.

Saíram do beco e foram parar em uma rua cheia prédios. Altos. Como arranha-céus. De todas as cores e formatos. Ali o calor parecia estar mais acentuado. Os prédios impediam a circulação dos ventos. Havia um comgestionamento enorme. Uma fila enorme de carros e caminhões, buzinando debilmente. Atravessaram a rua e começaram a descer uma outra, mais inclinada.

— Não vai me dizer de onde tirou aquela espada e de onde vieram aquelas criaturas? — Perguntou Hinata.

— Assim que chegarmos na casa do Mestre Jyraia. — Respondeu Naruto.

— O que? Para onde estamos indo? Quem é Mestre Jyraia? — Indagou Hinata. — Só porque me salvou não quer dizer que pode me levar para qualquer lugar. Obrigada por tudo, mas irei ao hospital cuidar desse ferimento. Sei o caminho. Pode ir embora. Obrigada. — Terminou Hinata.

— Calma. Você é bravinha, hein?! Vou com você até o hospital. — Disse Narito.

Hinata ficou o encarando por alguns segundos, desconfiada.

— Ok, tudo bem. — Disse Hinata.

Encaminharam-se ao hospital. Ficava a algumas quadras de distância, então chegaram lá rapidamente. Naruto a esperou na recepção, enquanto o médico tratava do ferimento de Hinata. Alguns minutos depois, Hinata saía da sala com um curativo no joelho.

— Pronto. E aí? Já decidiu me contar aquilo? — Perguntou Hinata.

— Eu posso te contar, mas você tem que ir comigo na casa do Mestre Jyraia. E aí? Topa? — Perguntou Naruto.

— Ok, ok. Estou muito curiosa. Vamos até o fim. — Respondeu Hinata.

E novamente eles saíram. Já estava chegando perto do meio-dia e o calor estava se intensificando. O hospital ficava em uma rua repleta de palmeiras. Via-se carros de passeio luxuosos passando. Havia muitas pessoas caminhando com roupas leves, óculos escuros e chapéus. Uma ou outra carregava uma garrafa d'água na mão, para se refrescar.

— A casa do Mestre Jyraia não fica longe. Vamos andando. — Disse Naruto.

Continuaram andando por alguns minutos. A paisagem foi mudando lentamente. Logo estavam cercados por casas modestas, mas bonitas. Eram aquelas casas que tinham cercas brancas, para delimitar seus espaços. Pararam em frente a uma casa bem bonita. Tinha um tom avermelhado. As janelas e a porta eram brancas.

Via-se um quintal com flores diversas. Rosas, violetas, margaridas. E na porta havia um 13, em alto relevo, em um tom dourado. Naruto aproximou-se e tocou a campai. Alguns segundos depois um homem de meia-idade abriu a porta. Tinha cabelos brancos e um olhar generoso.

— Naruto! Você por aqui. E com visitas. Quem é a moça? — Perguntou o homem.

— Mestre Jyraia. O nome dela é Hinata. Tenho que lhe falar sobre um acontecimento. — Disse Naruto.

— Bem. Entrem. — Disse o Mestre.

Mestre Jyraia os levou para sua sala. Havia dois sofás e uma poltrona. Uma mesa redonda de vidro, sob um tapete vermelho, com detalhes pretos. Via-se uma televisão, quadros, uma estante com alguns livros e vidrarias para enfeite.

— Vocês querem comer ou beber algo? — Perguntou Jyraia.

— Água, por favor. — Responderam os dois, em uníssono.

Alguns segundos depois, Jyraia volta com dois copos na mão.

— Sentem-se por favor. Peguem. — Disse Jyraia, dando o copo para cada um.

— O que quer me contar, Naruto? — Perguntou Jyraia.

— Sobre um ataque. Alguns psicófagos... — Começou Naruto, mas Jyraia o interrompeu.

— Naruto! — Alertou Jyraia, dando um olhar discreto para a garota.

— Tudo bem, Mestre. Eles tentararam atacá-la. Bem conseguiram. Mas... De alguma forma ela os repeliu. Acho que pode ser uma de nós. — Terminou Naruto.

— Hum.... Entendo. — Disse Jyraia. — Conte-me tudo desde o princípio. — Terminou.

— Eu estava andando perto da praia. Andei por alguns minutos. Então, cheguei perto de um beco. Vi três psicófagos. Percebi que eles pretendiam atacá-la. Eles começaram a persegui-la. Fui atrás deles, para salvá-la. Mas ela tropeçou e caiu. Então eles saltaram sobre ela. Mas eles foram repelidos misteriosamente. — Terminou Naruto.

— Entendo. — Disse Jyraia pensativo. — Preciso conversar com você, Hinata. Naruto? — Disse Jyraia, levantando.

— Eu já acompanho vocês. Preciso avisar o Sasuke. — Disse Naruto.

— Tudo bem. Vamos, Hinata, para a biblioteca. — Disse Jyraia.

E ambos foram para a biblioteca. Naruto começou a ligar para o Sasuke, ansioso por pensar que tinha descoberto uma nova Magi.

Notas finais
leiam, caralho.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.