O Grande Festival Dos Chapéus De Coração
3 Capítulo 3:Ciúmes, ciúmes, ciúmes....
Notas iniciais
Estou com pressa, então sem enrolação dessa vez.
Aproveitem!
–Um esconderijo, um esconderijo...
Uma conhecida loira caminhava com estardalhaço através dos corredores do dormitório feminino Fairy Hills.Procurava a todo custo algum lugar onde pudesse estar à salvo de seu determinado e charmoso espírito perseguidor.
–Acho que vou pro térreo, na parte de cima!
E foi o que ela fez, correndo completamene ofegante e atravessando a porta do lugar, respirando aliviada ao se ver em segurança afinal.
–Ufa, acho que ao menos a proibição de homens na Fairy Hills ele deve respeitar!
–Lu-chan?
Lucy se virou ao ouvir a doce voz da nakama chamando-na.
–Levy-chan!O que faz aqui em cima?
–O que VOCÊ faz aqui?
–Estou me escondendo do Loki, ele não tira da cabeça essa idéia de me capturar... — Ela resmungou chorosa.
–O mesmo pra mim... — Levy estava sentada no chão abraçando as pernas, parecendo cansada e meio triste. — Se eu ficasse na guilda era questão de tempo até o Jet ou o Droy começarem a me perseguir, e, sinceramente, eu não quero isso...
–Mas porque aqui?Achei que você se esconderia na biblioteca!
Levy a olhou com cara de "óbvio demais".Lucy se sentiu meio idiota.
–Tem razão,foi mal...Aliás, tem uma outra pessoa que você quer que te pegue, não é mesmo? — A loira sorriu maliciosa, fazendo a pequena leitora corar.
–N-não é nada disso Lu-chan, é q-que podem haver mal-entendidos e isso atrapalharia a dinâmica de uma equipe...
–E você tá dizendo isso pra mim ou pra você mesma?
–Os dois... — Ela admitiu,derrotada.Lucy se jogou em cima de Levy, fazendo-lhe cócegas. — P-pare com isso, Lu-chan, par...hahahahaha!!!
Levy a empurrou de modo a ficar por cima, mas ainda sob o ataque dos ágeis dedos da loira.
–P-por favor, pare com isso!
–Só quando você admitir?
–Admitir o quê? — Ela já estava em lágrimas de tanto rir.
–Que você gosta do Gajeel!
Levy parecia que ia protestar de algum modo, mas só conseguia ofegar e rir desesperadamente.Lucy conseguiu retomar o controle e a prendeu entre as pernas, sem perceber que sua saia se deslocara em poucos centímentos, mas o suficiente para deixar sua calcinha à mostra.Levy também sentira que sua roupa estava saindo do lugar, mas não se preocupou muito com isso até pelo fato de estar usando calça por baixo do vestido.
Um movimento suave chamou a atenção das duas, e Lucy ergueu os olhos distraidamente, apenas para se deparar com o sorriso malicioso e o olhar fixo de Loke para cima dela.
–L-loke? — Ela percebe que a sua posição era, no mínimo, ambígua e tratou de sair de cima da amiga, com o rosto corado de vergonha e de raiva. — O que está fazendo aqui?Homens não podem esntrar na Fairy Hills!
–Ora, vocês não sabem?Ah, é, saíram correndo...bem, exepcionalmente hoje a entrada de rapazes na guilda foi liberada, então nem adianta qualquer uma de vocês vir se esconder aqui, até porque seria trapaça!
Lucy sentia a aura selvagem de Loke sendo direcionada para si, e Levy apenas observava, vingada e divertida.
–Aconselho que você fuja Levy, seus dois fanboys já sabem dessa novidade e estão correndo atrás de você.E não, não é uma metáfora!
Levy sentiu um arrepio percorrendo a sua espinha, e começou a traçar planejamentos mentais para ficar fora das vistas até o meio-dia.
–Estou perdida...
–Haha, te desejo boa sorte!Mas, tratando de negócios...vem cá, minha hime!
Lucy se encolheu e, de pé, tentou desviar dos braços calorosos do leão faminto, mas este foi mais rápido e a abraçou por trás.
–Lucy, Lucy... — Ela estava mais do que corada nesse ponto. — Ainda não percebeu que é inútil escapar de mim?Porque não assume logo o nosso amor?
–M-m-m...me solta, Loke! — No meio de uma onda de desespero, ela sacolejou de modo a desequilibrá-lo.Loke foi forçado a caminhar para trás, ainda com ela em seus braços, e então ele tropeçou em Levy que ainda estava sentada no chão, embolando os três um por cima do outro.
Uma luz forte, e Loke se perguntou aonde o seu ridículo acessório de moda fora parar.
–Essa não...
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Elfman ainda indagava sobre o que fazer durante o resto daquele dia de cativeiro forçado, quando notou que dois pontos se aproximavam velozes em direção à guilda, antes de entrarem como dois furacões e se jogarem atrás de uma pilha de barris, ofegantes.
–Lisanna?
A pequena Strauss colocou metade da cabeça à vista, fez um sinal pro irmão e tornou a se esconder.Evergreen franziu a sobrancelha, reconhecendo aqueles fios negros que apareciam entre as frestas.
–GRAY?O que está acontecendo aqui?
–Resumindo em quatro palavras: acidente, esbarrão, magia e Juvia!
Os dois entenderam e penalizaram com a situação dos dois.Elfman se perguntou se Lisanna teria capacidade de sobreviver à fúria possessiva da maga da água.
–Qualquer coisa, nos mudamos pros países do extremo oeste! — Comentou Gray entre gaguejos, puxando a albina pela mão em busca de um esconderijo à prova de Juvias.
–Ora, ora...quem diria que ela iria tão longe só pelo Natsu? — Comentou Mirajane alongando os músculos; acabara de arremessar mais um mago apaixonado que tentara surpreendê-la. — Eu a subestimei demais!
–Todos nós.Quanta tolice... — Ever comentou de modo superior, ainda bebendo o suco que Elfman lhe pagara. — Mas e você, Mira, não vai aceitar nenhuma proposta este ano?
–Não Evergreen, estou em carreira solo no momento! — Ela comentou como quem não quer nada.
–Sei...ou será que o seu pretendente simplesmente não se encontra?
Ever sorria maliciosa, mas Mirajane não deixou por menos:
–Elfman, porque não leva a sua acompanhante para um looongo passeio pela cidade?É a coisa mais máscula a se fazer hoje!
–Certo, nee-chan! — Ele nem pediu a opinião de Ever, praticamente a arrastou pela mão para sabe-se lá Deus onde.A loira olhou para Mirajane como se dissesse:"Vai ter volta!".Mirajane acenava com um lencinho, sorrindo divertida.Já ia voltar aos seus afazeres, mas uma poderosa aura negra a atingiu em cheio.Caminhando irritada e, ao mesmo tempo, desanimada, vinha Juvia com cascatas de lágrimas escorrendo de seus olhos.
"É hoje...o Mestre ainda vai me pagar!" Ela suspirou fundo, antes de recomeçar o sue trabalho de conselheira amorosa.
–Juvia!O que aconteceu?
–O...O Gray-sama...
–Que tem ele?
–ELE NÃO AMA A JUVIA, ELE PREFERE A LISANNA-CHAN!!! — Ela se debulhou em lágrimas.Mira ao menos esperava que a essa altura Natsu tivesse ouvido e que Gray e Lisanna tivessem conseguido escapar.
–Venha cá, Juvia, vamos conversar...
Enquanto na guilda uma conselheira romântica entrava em ação, a algumas centenas de metros eram as pernas dos dois citados que trabalhavam sem parar.
–J-já estamos longe o suficiente?
–N-não sei, mas quando se trata da Juvia nunca se sabe...
Os dois resolveram dar uma pausa, se apoiando em um tronco de árvore e aspirando o ar como se não houvesse amanhã.
–M-me desculpe, Gray, não tive intenção...
Ele sorriu de escanteio para a abina.
–Esquece, era só questão de tempo até isso acontecer!
–Não era mais fácil você simplesmente deixar que ela te pegasse?
A expressão dele era clara:"Um dia inteiro com a Juvia?Nem pensar!".Lisanna riu.
–Fala sério Gray, você não gosta mesmo dela?
Ele se recostou e escorregou devagar, até sentar-se no chão, visivelmente constrangido.
–N-não é que eu não goste dela, mas...
–Mas... — Ela o estimulou.
–Ahhh, porque é que eu tô falando dessas coisas com você? — Ele passou a mão nos cabelos, e Lisanna sorriu com as bochechas do mago vermelhas.
Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos, recuperando o fôlego e admirando aquela praça tão cheia de vida logo cedo.
–Eu só tô esperando pra saber, entende?
–Se é de verdade? -Ela chutou.
–Exatamente...não sou idiota a ponto de não ter percebido os sentimentos da Juvia, mas eu preciso ter a certeza de que eles são de verdade, e não apenas uma perseguição possessiva mas vazia!
Lisanna ficou meio surpresa com a súbita declaração dele, mas entendeu as suas palavras.Ela também se surpreendeu ao perceber que se sentia bem ao lado dele, que era fácil conversar.Assentiu, antes de perguntar aquilo que tanto a incomodava:
–Mas e os SEUS sentimentos?
Gray hesitou por um minuto, mas subitamente a abraçou, deixando a albina chocada e corada.
–O-o que est-
–Psiu!Só mais alguns segundos...
–O que diabos tá acontecendo aqui?
A voz de Natsu atingiu os ouvidos dela, e a fez saltar e ficar de pé em um hilário movimento.Gray abafou um riso.
–Na-na-na-natsu?
Ele os olhava com desconfiança, e Erza parecia desconfortável.
–Lisanna?Desde quando você e o picolé aí...
–Não é o que você está pensando! — Ela gritou, exasperada.
–Nos desculpe por atrapalhar! — Erza fez uma mesura. — Vamos, Natsu!
–Erza, não piora...diz alguma coisa, Gray!
Mas, para desespero dela, ele apenas deu de ombros.Natsu rosnou ainda mais.
–Quem te deu permissão pra sair roubando o que é meu?Eu e você, num duelo, aqui e agora!!!
–Ficou imbecil, palito de fósforos?Vai atingir a Lisanna com toda a certeza, ou esqueceu da magia?
Pela cara de tacho de Natsu ele realmente havia esquecido.Lisanna ainda avaliava as palavras que ele dissera, e Erza tentava compreender cada detalhe daquela confusão.
–Amanhã, logo cedo!Vamos Erza, precisamos treinar à toda! — Ele saiu dali batendo o pé, e a ruiva o acompanhou com a maior das poker faces.
Três segundos depois...
–Hahahaha, ele caiu direitinho, eu nem acredito!
–Gray!Dá pra explicar melhor?
–É simples:ele fica com ciúmes de você, e eu ganho a chance de encher o Natsu de porrada de graça!
Lisanna o avaliou por alguns segundos, frustrada por ter caído em um plano tão básico — e que era dela, pra começo de conversa!
–Errr, Gray...já parou pra pensar no que vai acontecer quando a Juvia ouvir isso?
A pose imponente dele murchou, e Gray percebeu que aquilo era não apenas uma falha de cálculo, mas um graaande problema...
Os dois tornaram a se sentar, deprimidos.
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–Tá vendo só o que você fez? — Lucy brigou mais uma vez, fazendo com que uma gota escorresse da cabeça de Loke.
–Eu já me desculpei...
Os dois caminhavam para a saída do dormitório, sendo que Loke carregara uma Levy desacordada em suas costas.No meio da confusão, ela batera com a cabeça no chão e ficara inconsciente.
–Veja pelo lado bom...eu consegui ficar preso a você! — Ele deu um sorrisinho malicioso.
–Como se já não estivéssemos presos pela porcaria de um contrato!Francamente, suas atitudes são tão idiotas ás vezes... — Ela bufou com os braços cruzados.
–E então, o que fazemos com ela?Não quero deixá-la aqui sozinha, o dormitório está vazio!Se levarmos pra guilda, aqueles dois vão surtar...
Lucy pensou um pouco, antes de estalar os dedos.
–Vem aqui, eu já sei o que fazer!
Notas finais
Até a próxima, e reviews, please!
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