O Grande Dia

33 Capítulo XXXII – Procurando meus Meninos


Notas iniciais
Gente, vocês não fazem ideia do quanto os reviews são cruciais para a continuidade da história, pois motivam o autor. Se eu escrevo com todo o carinho e só uma pessoa comenta, dá uma tristeza de fazer o próximo capítulo. Eu tinha muitos leitores aqui, mas minha parada fez todo mundo deixar de acompanhar. Estou torcendo muito para vocês voltarem e se mostrarem :3 Amore fez isso, e essa capítulo vai para ela. Peço aos que leem que comentem. Também peço aos que comentaram os capítulos anteriores que continuem comentando. Quero logo terminar essa história, pois já tenho a próxima na cabeça, para isso preciso de combustível que é a motivação de vocês... Beijos queridosssssssssssssssss

Na busca por Shun...

Shaka dirigia o carro sem emitir nenhuma opinião, estava focado no caminho da Vila Olímpio, observando todos os estabelecimentos no caminho e parando em alguns para tomar algumas informações.

Já Mu se mantinha constantemente falando com Camus e com Minu, em busca de alguma informação ou pista de onde Shun poderia estar. Ele teve a ideia de rastrear o GPS que fica ligado ao carro que ele pegou, talvez fosse uma maneira de encontra-lo.

Shaka e Mu não trocavam nem olhares, nem palavras. O clima estava pesado para ambos, tanto para Mu que era orgulhoso demais para se deixar humilhar além do que já havia feito e Shaka rancoroso demais para perdoá-lo tão facilmente.

O telefone tocou mais uma vez e Mu prontamente o atendeu.

— Minu.

— Oi Muny.

Minu e Mu eram quase irmãos. Cresceram juntos sob o crivo de Shion.

— Não consegui rastrear o GPS, talvez Shun não tenha ligado o aparelho... Ou então o tenha desligado de propósito sabendo da possibilidade de rastreio.

— Entendo...

— Não fique assim, mano. Vocês vão encontrar o Shun, tenho certeza.

— Eu também, só espero que ele não faça muitas besteiras até lá. Só isso. Você se lembra o que houve quando Hyoga e Ikki fugiram, não? Acredito que Camus ainda não terminou de pagar pelos estragos de causaram.

Depois de se despedirem rapidamente, Mu desligou o telefone. Ele olhava atento para o caminho, porém em seus pensamentos estava Shaka e sua falta de habilidade em perdoar. Automaticamente protegeu os pensamentos, com dois telepatas no carro, aquela situação poderia piorar muito.

— Mas que raios..

Shaka jogou o carro num posto de gasolina que tinha dois carros de polícia e uma pilastra destruída. Pelo estado daquilo ou um caminhão tinha batido no local, o que era estranho por não ter um caminhão lá, ou um cavaleiro havia dado uma breve demonstração do que uma elevação de cosmos pode fazer.

— Policiais. Boa tarde. Meu nome é Shaka, aqui está minha credencial, ou o Cavaleiro Guardião da Casa de Virgem.

Os policiais abaixaram a cabeça em reverência e os frentistas do posto de gasolina ficaram de boca aberta, nunca tinham visto um cavaleiro de ouro se apresentar assim, vestindo roupas normais e não suas douradas e suntuosas armaduras.

— Gostaríamos de saber o que houve aqui— Disse Mu, do seu jeito doce e incisivo, dispensando grandes apresentações, o virginiano já o tinha feito, necessário para que os policiais passassem as informações do ocorrido.

— Bom, um garoto com cabelos verdes na altura dos ombros que deve ter entre treze e dezesseis anos passou aqui dirigindo um carro e parou para abastecer. Quando os funcionários o abordaram a fim de que explicasse como podia dirigir com aquela idade, ele respondeu com empáfia e mandou que fizessem seu trabalho sem discutir. Quando se recusaram e avisaram que chamariam a polícia, ele se levantou e fez isso apenas com uma mão, destruindo essa pilastra e metade do telhado. Os funcionários se afastaram assustados enquanto o garoto abasteceu o próprio carro, saindo em seguida.

Mu e Shaka, pela primeira vez, se entre olharam. Era Shun. Era Shun agindo da pior maneira possível com os humanos que deveria proteger. Ambos sentiram uma vergonha sem tamanho, junto com a surpresa de verem Shun agindo de maneira tão contrária à sua personalidade. Ele estava fora de si.

— Senhores policiais, o garoto é nosso pupilo. Como vocês podem perceber pelo estrago, ele sim é um cavaleiro de bronze e aspirante à armadura de ouro. Pedimos desculpas pelo ocorrido.

Shaka foi claro e breve, sendo precedido por Mu.

— Senhores, me desculpo pelo que houve, porém agora precisamos nos apressar antes que ele faça mais alguma besteira. Aqui está meu cartão, sou guardião da primeira casa zodiacal, peço que o dono do estabelecimento entre em contato comigo, vamos responder financeiramente por todo e qualquer prejuízo sentido.

Os frentistas ficaram tranquilos, sabendo que tratavam com pessoas idôneas e que não seriam responsabilizados pelo ocorrido.

— Senhores policiais, também me desculpo pelo ocorrido. Pedimos que entrem em contato com Shion para acertas as coisas junto à polícia. Vamos controlar a situação e Ayaccos poderá verificar qual sanção acredita ser melhor ao menor envolvido nessa situação lamentável.

Ambos voltaram ao carro e saíram cantando pneus na direção apontada como destino de Shun, não era a Vila Olimpios, era o terminal rodoviário. Shun estava decidido a partir da cidade. Shaka deduziu que era para ficar longe de Hyoga.

— Vou ligar para o Camus— Disse Mu.

— Camus?

— Sim.

— Encontramos na estrada 76 um posto de gasolina destruído pela metade e, sim, foi Shun num rompante agressivo. Nenhum ferido, graças aos céus. Ele está a caminho da rodoviária.

— Seria interessante pedir para Minu colocar policiamento no local a fim de impedir que ele compre passagens, além de avisar toda a organização do terminal.

— Ótima ideia. Farei isso agora.

— Você tem notícias das crianças?

— Ainda não, assim que souber de algo os aviso. Não se preocupem, Shion e Milo solucionarão a situação.

Mu continuou a fazer ligações, para Minu e Ayaccos, rezando para que Shun não conseguisse tomar um ônibus interestadual. Shaka estava bastante preocupado também, pois se ele fosse para longe seria muito mais difícil encontra-lo – senão impossível.

Camus, por sua vez, decidiu conversar com Minu.

— Minuka... – Disse Camus com carinho, Minu era muito mais do que secretária e braço direito de Shion, além de ser a única pessoa que resolvia questões administrativas além dele e Shion, ela era sua irmã querida.

— Camy...

— Notícias de Kiki e as gêmeas?

— Não, estou acompanhando os sinais do GPS tanto do caminhão quanto do carro em que estão Shion e Milo. Ambos estão próximos um ao outro, então creio que já devam ter resgatado as crianças.

— Mu já falou com você sobre a ida de Shun para a rodoviária?

— Sim, Camus, mas isso está me preocupando. O caminho da estrada 76 é muito curto até a rodoviária, é bem capaz que ele já tenha entrado em algum ônibus e do jeito que as coisas são desorganizadas por lá, levará muito tempo até descobrirmos o paradeiro de Shun. Tempo suficiente para ele ir para outra cidade e o perdermos de vez.

— Eu sei Minu, eu sei. Precisamos ser otimistas agora e fazer tudo que estiver ao nosso alcance. Ayaccos já está ciente de tudo?

— Sim, e bastante preocupado com o que um cavaleiro de bronze adolescente pode fazer descontrolado pela cidade. Ele disse que por mais força policial que coloque, seria complicado segurá-lo contra sua vontade.

— Eu sei. Mas se ao menos conseguirem atrasar um pouco Shun, já está de bom tamanho.

Minu ficou em silêncio, achando que Camus ia desligar.

— Sabe Minu, eu não me lembro de fazermos coisas tão graves quando éramos menores. Não nesse nível que Hyoga, Ikki, Isaak e companhia fazem.

Minu riu.

— Acho que fazíamos sim Camy, mas quando fazíamos não pareciam coisas tão graves.

— Talvez Minuka... Talvez... Mas fugir?

— E você não lembra daquela vez que fugiu com Milo?

— Eu nunca fugi com Milo, eu estava perseguindo aquele desmiolado que pegou todos os meus livros. Mas ele entrou num bonde... Ah, nem me lembre desse dia. Milo sempre me causando problemas.

Minu ria, pela primeira vez naquele dia horrível. Camus, ainda que tão preocupado, mudava a rota de seu caminho em direção à rodoviária com presteza e se perdia um pouco na nostalgia daquelas lembranças.

Não demorou muito até desligarem, satisfeitos por se fazerem alguma companhia naquele momento tão aflitivo. Camus se questionava porque Minu não havia se casado ainda, ou melhor, porque nunca a havia visto com um namorado sequer.

Minu sentia saudades de Camus, da época em que conversavam coisas além dos trabalhos administrativos do Santuário, da época em que juntos seguiam as atribuições de Shion. Minu tinha algumas faculdades, e sempre foi incentivada pelo mestre a estudar, ficando afastada das lutas.

Camus a tinha como uma irmã mais nova, e era bastante protetor com ela. Shion também era assim, não deixando que ninguém se aproximasse, com receio que a magoassem. Minu era bastante sensível.

O único que não a super protegia era Mu, em que pese sentisse um ciúmes absurdo da única mulher que dividia a atenção deles.

oOo

No resgate de Kiki...

O triturador de lixo era uma aquisição feita pelo próprio Santuário a fim de diminuir a quantidade de detrito produzida por toda a região. Ele era capaz de destroçar madeira maciça, vidros, rochas e até mesmo grandes carcaças de metal. Corpos humanos não eram nada para aquela máquina que mataria em segundos qualquer adulto, quem dirá pequenas crianças.

Kiki e as gêmeas não faziam ideia do perigo nem no que se metiam, vez que brincavam felizes em cima do caminhão como se estivessem no mais requintado parque de diversões. Shion e Milo, ao avistarem as crianças tão próximas da morte, começaram a correr contra o tempo. Era questão de segundos até que o pior ocorresse.

Milo e Shion tinham o coração apertado na iminência de assistirem de tão perto o pior ocorrer. Ninguém jamais se recuperaria daquilo, da perda das crianças. Milo naquela fração de segundos lembrou de seus filhos e sentiu seu coração apertado na pequena possibilidade disso lhes acontecer.

Shion, com os olhos de águia, calculava o tempo que não bastaria. Se lembrava do dia em que Mu recebeu a incumbência de criar Kiki e da alegria que sentiu ao se tornar “avô”. Também lembrou da dificuldade que Aioria e Marin tiveram na adoção das crianças, que só foi possível pela sua intervenção enquanto líder do santuário.

Shion corria como nunca correra em toda a sua vida, seguido por Milo que corria por sobre as caçambas. Se não fossem cavaleiros de ouro aquilo seria impossível, vez que estavam na velocidade da luz e no limite de suas capacidades físicas.

Shion conseguiu finalmente subir na caçamba em que as crianças estavam enquanto ela se virava e jogava o lixo no triturador enorme. Milo chegou logo depois, com reflexos mais rápidos que Shion, empurrando as crianças para fora do caminhão enquanto ele e Shion eram jogados no triturador.

Notas finais
Comentem meus queridos, comentem.