O Grande Dia

29 Capítulo XXIX – Você Nunca Será Grande Demais para Caber no meu Colo...


Notas iniciais
Queridos e queridas do meu coração. O número de reviews está super baixo. Pos óbvio eu não esperava mil e um comentários com meu retorno repentino, vez que sei que muitos de vocês sequer sabem que voltei. Mas peço que quem está visualizando que deixe um comentário, me sinto muito mais motivada a escrever e postar. Aliás, estou louca para postar a continuação da "Batalha com os Doze Mestres"... Enfim. Sobre esse capítulo em especial, foi muito difícil de escrever. Mu já deixou de ser adolescente há muito tempo, mas estava pedindo uma postura de Shion. Espero que gostem. Beijos amoras!

Eu havia entrado na casa de áries muito mais calmo do que estava na sala de reuniões, que fica localizada no átrio do principal edifício administrativo. Eu queria conversar com meu pupilo, não era possível que ele achava que podia me destratar daquela maneira sem qualquer consequência, se fosse outro cavaleiro seria imediatamente expulso da nossa liga.

Meu coração ficou apertada quando vi que Shaka estava abandonando Mu, nesse momento decidi ser mais compassivo e tentar ajuda-lo de todas as maneiras. Meu lemuriano era altamente sensível quando se tratava de suas emoções. Desde pequeno tenta esconder seus reais sentimentos, porém para o seu azar minha telepatia sempre frustrava seus intentos.

Vi Shaka sair da casa de áries determinado, ele não estava brincando, não era um falso término, não era um chacoalhão. Ele estava mal, muito mal, mas o pior: estava determinada. Coloquei a mão em seu ombro oferecendo algum conforto, naquele momento não tentaria dissuadi-lo de sua decisão, apenas meu filho poderia fazer isso – se colocasse a cabeça no lugar.

Entrei – depois de pular o caos que estava a casa – e vi o que nenhum pai quer ver, meu filho em prantos, sofrendo. Sua vida havia saído de controle, a casa estava destruída por seu próprio pupilo, aliás, ele não sabia onde estavam seus protegidos. Seu companheiro o havia abandonado sem qualquer pena e eu... Bom, até mesmo o apoio de seu pai ele acreditava ter perdido.

Foi quando ele notou minha presença me questionando o que eu fazia lá, eu estreitei os olhos, mas ele não conseguiria me tirar do sério. Ao mesmo tempo que queria conversar, eu precisava lembra-lo que ele devia me respeitar. Após pronunciar seu nome com gravidade, eu disse:

— Desfaça essa cara, Mu. Sabe o que você está parecendo? Um moleque birrento. Você está chateado e fica cheio de afrontazinhas e cara feia. Você não tem vergonha? Dá para conversar como adulto? Por que do jeito que você está me tratando parece uma criança que precisa ter a calça arriada e os fundilhos coloridos por belas palmadas.

Eu via nos olhos dele que ele concordava comigo, eu via que, no fundo, ele sabia que as coisas estavam fora do controle e que ele jamais deveria ter agido comigo como agiu. Por óbvio que eu não lhe daria um corretivo, vez que meu filho já estava bem grande para isso. Foi então que comecei a conversar.

— Filho, por zeus... Precisamos dar um jeito nessa situação toda. Não é possível que você pensa que todos estão errados e você certo. Shaka acabou de deixar você, eu quase te expulso do santuário por insubordinação. Eu não sou apenas seu pai, eu sou MESTRE e presido esse santuário todo, você acha que posso deixar essas afrontas sem punição administrativa? Isso acaba com minha autoridade enquanto líder! Só não te tirei a armadura porque Camus tirou todos da sala...

Meu filho olhava atônito para a parede, ele sabia que eu estava certo. Ele sabia que pelo estado que estava sua casa, pelo estado em que eu estava, por como Shaka havia ficado e por tudo que havia acontecido, que eu estava certo. Mas Mu era orgulhoso demais...

— E sobre Kiki e Shun...

— MEUS FILHOS NÃO! NINGUÉM FALA MAL DELES!

Pronto, mais um rompante de Mu. Mas naquele momento eu não queria gritar, não queria demonstrar minha autoridade. Eu apenas queria ser ouvido, eu queria que Mu me entendesse, queria convence-lo de meus argumentos.

— Mas eu não estou falando mal deles, eles são ótimas crianças. Mas estão clamando por disciplina, assim como todos os outros fazem vez ou outra. Você entende nossas obrigações? Eles são máquinas mortais! Foram criados para extirpar uma cidade com apenas um golpe! Precisamos fazer deles pessoas justas e disciplinadas. A adolescência é o momento mais difícil e perigoso para eles se tornarem pessoas ruins ou então fazerem besteiras movidos por hormônios...

— Mestre, eu sei como educo os m...

Eu respirei fundo e olhei para cima.

— NÃO, NÃO SABE. Não sabe! Veja o que Kiki tem feito, veja o que Shun fez.

— Kiki faz traquinagens e shun... Eu ainda não entendi o que houve.

Foi minha vez de explicar. Ele perdia tanto tempo tentando defender os garotos que simplesmente não procurou saber o que havia acontecido.

— Não disse que Kiki tem que ser esfolado. Disse que precisa de freio. E Shun, se você não sabe, pegou Hyoga e Ikki se beijando na frente da minha casa. Esse é o motivo desse ataque todo.

— Então é isso... Veja só, ele não tem razão de estar nervoso?!

Eu apertei minhas mãos, Mu não estava sendo racional. Na verdade, ele estava parecendo um adolescente. Meu Mu não era muito velho, na verdade a vida os fizera amadurecer rápido demais, por isso já eram mestres.

— De estar nervoso SIM. De gritar em público, agredir o amigo, lançar um vaso no rosto do irmão e praticamente fazer sexo em público com qualquer um que aparece NÃO. Veja, ele pode ficar mal, deprimido, discutir com o namorado. Agora essas atitudes impensadas.... Veja Mu, veja!

Foi minha hora de apontar para a casa, e quando Mu olhou para o seu colo visando fugir do que acontecia, eu projetei as imagens em sua mente. Ele tinha que entender o que estava acontecendo.

— Mu, Shun está fora de controle. Não digo que não seja motivado, mas não é justificável. Ele precisa ser trazido à realidade. Relacionamentos não dão certo, as pessoas muitas vezes erram, mas ele não pode sair de si.

Os seus argumentos haviam acabado, definitivamente. Ele sabia que eu estava certo e que as crianças estavam sem controle.

— Só acho que bater não é a solução...

Mu, tão compassivo, acreditava numa educação sem punições físicas. Eu na realidade acho que isso é possível sim, levar as crianças com castigos de privações de festas e atividades, mas eu não tinha como fazer isso. Nunca tive.

Eu precisava cuidar do Santuário, de Atena, lutar nas guerras. Como eu podia ter tempo de observar se Mu, Camus e todos os outros – já que eu era o principal responsável por tudo – estavam cumprindo um castigo.

Além disso, aquele olhar acusador de Mu me magoava. Ele falava como se apanhassem todos os dias, o que não era verdade. Eu impunha minha disciplina, eles ficavam de castigo, tinham que aguentar treinos mais pesados como punição e, somente quando não obedeciam ou me preocupavam apesar de todos os avisos, apanhavam.

E as surras eram sempre nos fundilhos. Nunca me excedi, nunca foi nada além de lições no traseiro com minha mão ou objetos apropriados. Como ele podia falar daquele jeito comigo? Ele não sabia o que era um pai abusivo... Foi quando engoli em seco lembrando do pai de Camus.

— Olha, eu não vou entrar nesse mérito. Também acho que não é necessário bater em toda situação e você é a melhor prova disso. Quantas vezes eu te bati?

— Há, vai dizer que foi pouco?

— Sim! Eu costumava deixa-los de castigo muito mais do que recorrer às punições corporais. Eram treinos pesados, eram dias ou semanas no quarto, eram cargas mais pesadas de estudo... Ou vai dizer que estou mentindo? Eu bati sim e não me arrependo de nenhuma surra que lhes dei, mas não eram o tempo todo.

Meu pupilo ficou quieto.

— Eu sempre deixava uma aviso... Era primeiro uma bronca, as vezes uma segunda bronca antes de um castigo e sempre um aviso de que se certa atitude se repetisse vocês seriam punidos. Nunca me excedi com você para ficar essa mágoa toda e esse ódio por alguma punição.

Foi a vez do meu filho confessar.

— Mas eu não acho que o senhor foi injusto nenhuma vez...

— Então por que razão Mu? Qual o sentido em enfrentar Shaka e a mim?

— Eu apenas não quero Shun e Kiki passando por uma educação tão rígida. Não estamos mais em guerra. Os tempos mudaram...

— Mu, onde está Shun? Onde está Kiki?

Quando achei que vinha mais uma resposta atravessada, me assustei com o choro desesperado do meu filho. Ele soluçava com as mãos cobrindo o rosto em desespero.

— Eu não sei, mestre. Eu, eu não sei...

Foi a minha hora de levantar e abraça-lo, deixando que seu rosto ficasse em meu peito e meus braços o envolvessem como se nada mais existisse. Lá ele estava protegido e eu jamais ia deixar nada de ruim acontecer com ele, mesmo que fosse ele mesmo o causador.

— Calma Mu... Calma filho...

— Vocês estão certos, eu sou um péssimo pai. Eu não consigo, eu não sei o que fazer... Eu só tenho medo que eles me odeiem, eu...

Foi quando minha ficha caiu. Foi quando entendi tudo. Foi naquele momento que tudo fez sentido. Mu não era adepto de outra forma de educação, algo que eu até respeitaria, ele queria aceitação.

Mu tinha medo dos filhos não gostarem dele, de terem raiva por punições. Eu quase ri de tão óbvio que aquilo era e eu ainda não havia entendido. Mu queria ser amado por Shun e Kiki, mesmo que para isso tivesse que bancar o amigo e não o pai.

Eu respirei fundo, entendendo como eu provaria para Mu que o que ele estava querendo era impossível e absolutamente errado. Eu, então, olhei pro meu filho com seus vinte e oito anos de idade, tão adulto e tão criança ao mesmo tempo.

— Mu, eu entrei aqui decidido a fazer algo diferente, mas acho que chegou a hora de te mostrar mais uma vez o meu papel como seu mestre.

Foi minha hora de puxá-lo para cima de minhas coxas, segurando seu braço com força e criando resistência suficiente para que ele não pudesse fugir ou usar seus poderes.

— Mas o que o senhor pensa que está fazendo?

Respondi com a palma de minha mão repousando sobre seu traseiro, já faziam tantos anos que eu não precisava dar um tapa sequer em Mu.

— Sabe, quando dizem que dói mais em mim do que eu você, não mentem. Se você soubesse o quanto é difícil para mim cada vez que eu precisava dar um tapa sequer em vocês...

Eu então abaixei sua calça, deixando sua cueca box preta à mostra. E então comecei a desferir tapas fortes e ritmados, hora num lado hora noutro lado. O cabelo de Mu perfeitamente colocado num rabo de cavalo sacudia junto com ele ao levar os tapas doloridos.

Enquanto eu batia, ia falando com ele sobre como eu me sentia quando tinha que bater neles, sobre o quanto era frustrante e difícil.

— Muitas vezes eu me sentia frustrado e machucado por dentro por vocês não me ouvirem, por não me obedecerem...

Eu continuava a bater, já vendo alguma vermelhidão onde a cueca não cobria. Mu era tão branco que rapidamente ficava vermelho.

— Veja eu, um velhote, tendo que dar umas palmadas num adulto que perdeu a capacidade de dialogar, de me ouvir...

Os tapas prosseguiam.

— Está na hora de você aprender uma lição sobre paternidade, Mu, mas antes vou te ensinar uma lição sobre ser um bom filho.

Nessa hora caprichei na força, vez que antes não estava dando palmadas tão fortes e tão doloridas. Eu sempre começava com tapas mais brandos.

— Sabe, quando você gritou daquele jeito comigo na casa de aquário eu pensei que fosse sair de mim de raiva e vergonha por ter um filho já formado me tratando daquele jeito em público.

A cada frase que eu proferia, dava uma palmada muito forte.

— Nem em particular aquilo era admissível, imagine em público. Não sei como não peguei uma vara lá mesmo para acabar com sua birra! Você não se sente mal por me envergonhar?

Nessa hora abaixei sua cueca, desnudando seu corpo e enrubescendo sua face. Ele estremeceu de dor, de medo e principalmente de vergonha. Eu queria mesmo que eu sentisse a vergonha que eu senti na hora.

— HÃM? RESPONDA!

Mais um tapa, dessa vez deixando a marca de todos os meus dedos em seu traseiro.

— Sim, mestre, sim!

— E para piorar, depois ainda me afronta em meio a uma reunião com todos os seus colegas. Eu simplesmente não pude acreditar.

Ele chorava copiosamente, sentindo-se envergonhado e dolorido. Ele próprio não podia acreditar que estava no meu colo com aquela idade. Sequer eu imaginei que passaria por isso com ele.

— Camus teve que esvaziar a sala e encerrar a reunião por causa do seu showzinho!

Os tapas prosseguiam ritmados, enquanto ele pulava no meu colo com dor. Ele segurava na minha perna chorando baixo, ele sabia, no fundo, que merecia aquilo.

— Sem contar que sequer para Shaka, pai dos meninos também, você contou o que tinha acontecido. Você acha isso certo?!

Eu não parava com as palmadas até que parei com a mão em seu traseiro e logo vesti sua cueca novamente e o sentei, fazendo ele gemer de dor com o contato do tecido da cueca e da cama.

Eu olhei para ele e tirei meuh cinto na sua frente, o dobrando. Mu estremeceu.

— Agora Mu, vou te ensinar uma lição bastante dolorosa. Talvez a mais dolorosa de todas as lições. Meu filho, agora você vai aprender a parte mais dura de ser responsável por alguém.

— O senhor não pode fazer isso!

— Posso sim, Mu. E vou. Mãos na escrivaninha agora.

Mu me olhava traído.

— Se eu tiver que te levar, você vai apanhar mais. Esqueceu de como eram as regras?

— Você não ouse...

Revirei os olhos, era o que eu precisava. O peguei pela orelha a torcendo bem, ele veio resmungando e chorando com seus protestos.

— EU JÁ SOU ADULTO!

— ENTÃO NÃO HAJA COMO UMA CRIANÇA!

Slaft! Foi a primeira cintada em seu traseiro, que o fez se contorcer apoiado na mesa. Eu abaixei novamente sua cueca, apenas para desnudar seu traseiro.

— Mu, agora você vai me ouvir, e vai me ouvir bem. Porque saiba que a gente não sai desse quarto enquanto eu não perceber que você entendeu o que eu quis dizer!

Mu ficou em silencio, ele sabia que eu cumpria tudo que eu dizia.

— Você acha que eu gosto de bater em você?

Ele ficou em silêncio.

Slaft. Mais uma cintada certeira no centro do seu traseiro.

— AAIIIIIIIIIIIIIIIIIII NÃO.

— Estamos evoluindo. Isso mesmo, não Mu. Eu não gosto de bater em você. Nunca gostei de bater em nenhum de vocês. Em você e em Camus era tão difícil, mas eu precisava. Lembra-se da vez que você tentou fugir do santuário?

— Sim.

— Você acha que seria seguro uma criança largada na rua, com todas as coisas ruins que acontecem por aí?

— Não...

— Você tinha a idade do Kiki. Era uma criança que não sabia o que queria e já tinha fugido mais de três vezes. Você tem ideia do quanto me doía ver você fugindo para encontrar uma família que não existia mais? Uma cidade destruída?

Mu ficou em silêncio.

Eu dei mais uma cintada forte e continuei.

— Eu precisava fazer você parar de fugir, precisava fazer você se centrar no seu treinamento e ficar perto de mim onde estava protegido. Foi por isso que você levou aquelas palmadas e eu não me arrependo, por mais que tenham doído em mim mais do que eu você.

Mais um cintada. SLAFT. Mu chorava, e eu continuei.

— Quando você se juntou a Milo para fumar com apenas doze anos. Você acha isso legal? Você gostaria de ver seus filhos fumando?

— Não, mestre.

SLAFT. Mais uma vez eu te bati. Doeu em mim não apenas te bater, mas ver que você estava fazendo algo tão perigoso à sua saúde. Você acha que eu estava errado?

— Não mestre, não estava.

SLAFT, acertei outra, dessa vez nas coxas, vez que o traseiro estava precisando de uma folga. Mu pulou alto colocando as mãos para aliviar as dores.

— Você voltou a fumar depois disso?!

— Nunca mais mestre, nunca mais.

SLAFT. Eu continuei narrando as diversas vezes que eu o deixei de castigo e as vezes que precisei recorrer a um corretivo. Mas dessa vez, pela primeira vez na verdade, deixei meu coração aberto e contei como me senti em cada uma das surras.

— Doia tanto em mim. Não apenas ver você e Camus lutando e tendo uma vida horrível, mas ter que ser tão rígido. Mas... Com grandes poderes vem grandes responsabilidades. E eu era responsável por isso! Se vocês se desviassem, se fossem para o caminho do mal... Eu jamais me perdoaria.

Mais uma cintada forte. Mu estava com dor, estava vermelho e pulava a cada golpe.

— Chega mestre, por favor, o senhor fez um ótimo trabalho, me perdoa. Me perdoa. Sem o senhor eu não seria nada hoje. Eu agradeço tudo, tudo que o senhor fez por mim. Até mesmo os corretivos fizeram de mim o que eu sou hoje.

Eu, ouvindo isso, coloquei meu cinto na bainha e o sentei na mesa para faze-lo olhar para mim.

— E, Mu, me diga uma coisa: você me odeia?

— CLARO QUE NÃO MESTRE!

Ele disse me abraçando e chorando.

— E agora, depois de apanhar, você me odeia?

Ele me apertava no abraço, não respondeu em voz alta, apenas pensou que me amava e pediu perdão.

Vou minha vez de dizer:

— Eu te amo também. Normalmente eu pegaria minha palmatória agora, mas acho que você já entendeu meu ponto. Se você não quer punir as crianças, é uma decisão sua, mas precisa controla-las de alguma maneira. Seja através de Shaka, seja através de marcação cerrada... Não sei. Só sei que ambos são sua responsabilidade e vou te dar uma chance enquanto pai de fazer o certo.

Ele engoliu em seco e me olhou cabisbaixo.

— Estou te dando essa chance como seu pai. Infelizmente se os meninos não entrarem na linha, precisarei tomar uma atitude enquanto mestre do santuário. Terei que dá-los a Shaka ou redesignar outro mestre.

— NÃO, POR FAVOR, POR FAVOR. EU VOU DAR UM JEITO MESTRE.

Eu afaguei seus cabelos.

— Eu sei que vai... Eu sei...

O levei até a cama e deixei ele deitar e chorar a vontade, enquanto eu de leve acariciava seus cabelos. Não demorou muito até Mu dormir. Foi quando me levantei e sai devagar para não acordá-lo.

Quando estava saindo me deparei com Shaka na porta do quarto que havia voltado para pegar um livro e estava embasbacado com a situação. Estava tão assustado que sequer conseguiu falar algo.

Eu coloquei novamente a mão em seu ombro com carinho e falei baixinho.

— Shhhhh... Não o acorde por favor.

Shaka, perplexo, olhava para Mu deitado de cueca e camiseta com marcas de mão e cinto.

— Mas o que...?

— Deixe Mu dormir um pouco... E então vocês conversam. Se você desse apenas mais uma chance para conversarem, creio que se acertaria. Mas a escolha é sua, Shaka...

Sai, com Mu dormindo e Shaka paralisado na porta do quarto.

Notas finais
COMENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM PLEASE!!!