O Grande Dia

18 Capítulo XVIII – Bad Boy


Notas iniciais
Amores e amoras do meu coração, como vocês estão? (rimou XD) Bom, pieguices à parte, hoje eu apresento para vocês mais um capítulo da minha fic lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Esse é capítulo gancho para uma parte importante. Sei que parece meio inusitado, mas como eu já disse mais de uma vez, não me responsabilizo pelas coisas que saem da minha cabeça. Preciso dizer que passei os últimos dias maluca esperando as atualizações da fic da Lininha, e nem conseguia pensar na minha. Agora vamos todas entoar um mantra para ela postar logo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Daqui a pouquinho já sai mais um capítulo quentinho da Batalha com os Doze Mestres. Aproveitando, percebi que minhas histórias não tem capa :( E eu sou uma negação nessas coisas, por isso pergunto, encarecidamente, se alguma alma caridosa não poderia fazer ou montar um capa para minhas fics (pode ser só para uma, ou para mais, tanto faz, só queria ir deixando tudo bonitinho). Se alguém quiser me ensinar, me passar um site legal (E FACIL) e montagem eu aceito hehehehehhe... Agora, se alguém souber desenhar e quiser fazer algo para alguma fic eu vou morrer de amores (sério) =p Já já solto uma spankfic one-shot pra vcs XD Beijos.... Espero que gostem

Capítulo XVIII – Bad Boy

Flashback

– Sim senhor, delegado. Eu garanto que ele prestará os serviços à comunidade determinados pelo tribunal assim que voltar da clínica de reabilitação. O senhor tem minha palavra.

– Eu conto com isso, não podemos desmoralizar o sistema prisional e judiciário com uma afronta vinda de um cavaleiro de ouro. Shion, o senhor tem consciência, não?

Shion olhou para cima e respirou fundo. Shion pensou que deixar Ikki preso não seria uma opção viável, além de dominar a cadeia com seus poderes, ele com toda a certeza voltaria muito pior do que foi. Por esse motivo fez um acordo com a promotoria, trocando a pena de Ikki por serviços à comunidade.

Obviamente, dado o histórico de Ikki, o delegado se preocupava acerca do cumprimento da pena. Ele não possuía força policial suficiente para obrigar um cavaleiro, ainda que de uma constelação de bronze, a fazer ou deixar de fazer algo.

– Ayaaccos... – Shion falou, deixando de lado a formalidade. – Ambos sabemos o problema que Ikki causou, que ele não é um garoto fácil e que mesmo dentro do santuário encontram problemas em controla-lo. Mas, ele não é um mau garoto, é apenas o resultado de uma educação sofrível num dos piores lugares da terra. Eu decidi assumir a educação dele, de hoje em diante todo e qualquer assunto relacionado ao Ikki será tratado comigo e me responsabilizo pessoalmente por qualquer coisa que venha a acontecer.

O delegado sorriu, acreditando que talvez as coisas melhorassem daquele dia em diante, e deu-se por satisfeito. Ambos se despediram, Shion voltou para o seu carro rumo à clínica particular que colocara Ikki, se perguntando como ele estaria desde ontem, que o viu apenas dormindo.

Shion estacionou seu carro novo e perfeitamente limpo na entrada da clínica, tomando cuidado de verificar se não havia nada que pudesse cair das árvores e danificar seu veículo. Aquela era a paixão de Shion: carros.

Entrou na clínica, e ficou contente por ter colocado Ikki lá. O local era lindo, cheio de mata. Havia árvores, flores e pássaros cantando por todo lado. A equipe médica de lá era a melhor da Grécia, e com certeza uma das melhores da Europa.

– Dra. Eurydice. – Shion cumprimentou.

– Sr. Shion! Como vai? – A médica responsável por Ikki cumprimentou com um sorriso no rosto.

– Muito bem, obrigado. Voltei hoje para ter notícias de Ikki, como a senhora pode imaginar.

– Pois bem, vamos nos sentar na minha sala. – Disse ela os direcionando até a sala próxima ao corredor em que eles estavam, e sentou-se começando a falar. – Sr. Shion, todos os exames demonstram que Ikki não é toxicodependente, não podemos classifica-lo como viciado em qualquer substancia do tipo. – Shion ouvia atentamente, então a médica fez uma careta duvidosa. – Ele não é viciado AINDA. Encontramos diversas substancias nos exames de sangue e urina que não deveriam ser acusadas em um adolescente. Alcool, nicotina, maconha e craque.

Shion cruzou os braços olhando para baixo, de certa forma agradecia pela situação não ser mais complicada do que isso, como acreditava que era.

– Ele acordou pouco tempo depois que o senhor foi embora, foi difícil mantê-lo aqui. Só o conseguimos quando falamos que o senhor veio todos os dias desde que ele foi internado e que ligaríamos para o senhor caso ele não colaborasse. – Camus continuava ouvindo atentamente. – Ele passou por três sessões de analise com o nosso psicólogo, o Sr. Tétis.

Shion conhecia bem Tétis, ele havia sido cavaleiro um dia, mas abandonou o Santuário em tempos de paz para se dedicar aos estudos e à prática da psicologia, sua grande paixão.

– Tétis é maravilhoso, ele pode entender bem um cavaleiro!

Eurydice sorriu, ela havia pensado nisso, não era uma médica qualquer.

– Ikki já está desintoxicado, Shion. Ficar mais aqui ou não é uma escolha sua. Minha orientação é apenas que ele prossiga com as sessões de terapia com o Sr. Tétis.

– Sim, eu concordo. Quero falar com Ikki.

A médica levou Shion até a sala onde estava Ikki, que estava com uma perna cruzada na frente da outra e uma mão atrás da cabeça olhando a paisagem na janela. Shion passou alguns momentos o abservando até quebra o silêncio, tirando o adolescente de seus devaneios.

– Ikki.

O leonino olhou para trás um pouco assustado. Shion caminhou até a cama e se sentou, com os braços cruzados.

– Não sei por que raios perde seu tempo vindo aqui.

Ikki cuspiu as palavras, o mais ríspido quanto pode, mas tomando cuidado para não exagerar e falar palavrões conforme seu costume.

– Você não é perda de tempo Ikki. É apenas...

Shion paro de falar se perdendo em pensamentos. O que irritou Ikki com uma frase inacada sobre si mesmo que não entendeu.

– SOU APENAS...?

Shion suspirou.

– Você é apenas fruto de um péssimo treinamento com Guilty, naquela Ilha da Rainha da Morte. Quando eu determinei que cavaleiros do santuários fossem ao local, era para controlar as maldades que aconteciam lá, mas Guilty se deixou corromper pela maldade e perversidade humana e tornou-se o ser mais desprezível que eu conheci.

– Você não sabe de nada...

– Não, provavelmente eu não tenha ideia do que exatamente você passou nas mãos desse crápula quando criança. Tudo que sei foi o treinamento duro e desumano, os ensinamentos para desprezar sentimentos e ferir os mais fracos, as mortes desmotivadas e...

– Então porque perde tempo vindo aqui, não vê que eu sou isso, mestrinho? – Ikki interrompeu Shion, se virando para ele com um sorriso irônico no rosto. – Querem que eu me adapte a esse poço de calmaria enquanto eu fui criado no inferno? Ouça bem, você não sabe de nada, eu não sou um de vocês, eu sou igual ao Guilty!

Shion que até então permanecia de olhos fechados, os abriu para olhar nos olhos de Ikki.

– Eu também sei que naquele sorteio maluco que Mitsumasa fez, quem deveria ter ido para a ilha era Shun e não você.

– Ele não duraria meia hora naquele lugar.

– Também sei dos seus problemas iniciais, do quanto você foi punido por levar os mantimentos ao lado pobre da ilha, para as viúvas e órfãos que eram deixados à deriva.

Ikki engoliu em seco, se perguntando como Shion havia conseguido essa informação e se lembrando das surras que levava dos outros cavaleiros que o pegavam com chutes e pontapés por ter roubado comida.

– E eu sei da Esmeralda, Ikki...

Foi então que os olhos de Ikki se encheram dágua.

– Se você fosse como Guilty, jamais teria se sacrificado para ajudar seu irmão. Assim como também jamais teria ajudado os necessitados naquela ilha, e muito menos a pobre Esmeralda daquele pai tão abusivo e...

Shion foi interrompido por gargalhadas de Ikki.

– Você não me conhece.

– Isso não importa! Agora preste atenção, você já está apto para sair daqui, e sair ou não é uma opção sua. Mas quero te dizer algumas coisas.

Ikki cruzou os braços, esperando.

– Eu sei que seu passado foi difícil, sei que você já passou por vários mestres no santuário e não parou com nenhum. Mas ao mesmo tempo eu acredito em você e no seu potencial. Por isso, de hoje em diante você será o meu pupilo.

– O que? Só pode estar brincando! Você não está meio velho para isso, vovô?

– Você vai se mudar para a torre, vai ficar comigo e Saori. — Disse Shion ignorando a provocação de Ikki.

– Bom, mais um mestre que vai desistir de mim. – Ikki disse dando de ombros e pegando suas poucas coisas numa sacola, deixando claro que queria ir embora.

– Isso nós vamos ver.

Shion disse seguindo o garoto para fora do carro e logo em seguida tomou a dianteira até o carro.

POV SHION

Estava voltando para a minha casa depois de aguentar calado as afrontas de Milo, pensando em Ikki e no quanto ele tinha evoluído nos últimos tempos. Obviamente minha mão já estava cansada de tantos safanões que o menino vinha levando, mas pela primeira vez eu notara que ele estava menos rebelde.

Na proximidade de casa eu comecei a ouvir a gritaria, o que me fez andar mais rápido para entender o que acontecia.

PÁÁÁRAAAAAAAAAAA IKKIIIIIIIIII! – Era Saori.

– Ah, é só um dedo babado na sua orelha... – Ikki ria, assim que cheguei vi ele a segurando no chão e ameaçando enfiar o dedo que acabara de enfiar em sua boca na orelha de Saori.

PÁRA IKKI, QUE NOJO!!! – Saori gritava, tentando se debater para sair do aperto do garoto.

Assim que eu ia dar um grito e acabar com aquela palhaçada de criança, Ikki enfiou o dedo babada na orelha da menina, e ela rapidamente começou a dar tapas e socos com raiva no outro.

CHEGA DISSO! – Eu gritei, mas eles estavam tão entretidos em se engalfinhar que não notaram.

– Ora sua idiota! – Ikki empurrou Saori que caiu na mesinha, derrubou o abajur que se quebrou. Ela então saiu correndo para cima de Fênix e os dois rolaram para trás do sofá.

EU DISSE CHEGA! – Andei até o sofá e levantei os dois pela orelha, me lembrando das vezes que tive que fazer o mesmo com Camus e Milo.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!

– Ele enfiou o dedo na minha orelha, mestre Shion! – Disse Saori apontando.

– Ah, vai se fazer de santa agora é? Você que começou!

– NÃO IMPORTA QUEM COMEÇOU, OLHA O ESTADO DA SALA! – Eu disse apontando para duas mesas viradas, o sofá fora do lugar e o abajur quebrado. – E ALÉM DO MAIS, VOCÊS NÃO PODEM SE MACHUCAR, ESQUECERAM DAS REGRAS?

Ikki manteve a postura bonachão, enquanto Saori fazia cara de choro e biquinho com medo de levar umas palmadas. Naquela hora eu pensei o quão mais fácil era cuidar somente de Saori, apesar de estar satisfeito com Ikki.

– Os dois pro quarto, eu não quero ver o nariz de nenhum de vocês fora de lá até o jantar. ENTENDERAM?

Saori saiu correndo e Ikki me afrontou com o olhos por um tempo, eu sustentei a afronta o olhando de cima e me questionando se teria que arrancar aquela marra no meu cinto, mas ele se virou e saiu andando para o seu quarto.

– Eu queria ler mesmo.

Eu sorri quando ouvi a porta do quarto dele se fechar, aquele menino era durão, mais do que qualquer outro que eu já tenha cuidado. No fim, acabei eu mesmo cuidando dele, conforme Camus havia sugerido.

Foi quando me peguei pensando em Camus e em Milo novamente. Me preocupei sobre como eles estaria e em como estaria Isaac, pois nunca tinha visto Camus tão fora de si antes.

DIMDONG

A campainha? Pensei comigo mesmo em quem poderia ser, afinal, eu realmente precisava descansar ao menos um pouco.

– Milo?

– Shion.

– Veio até aqui me xingar? Só o que fez na sua casa não foi o suficiente?

– Não era minha casa, é a casa do Camus.

Na hora percebi que os dois não tinha se acertado completamente.

– Pois bem, a que devo a honra de sua visita?

Eu estava sendo irônico mesmo, minha vontade naquela hora que ouvi as ofensas de Milo era deixa-lo com a bunda mais ardida que a de Isaac. Mas Milo já é adulto, e estava nervoso, resolvi na hora dar uma colher de chá. Mas apenas uma, então, antes que ele pudesse responder eu continuei.

– Mas preste bem atenção Milo, desfaça essa careta e fale direito comigo, porque se eu precisar esquecer sua idade e te mostrar como se fala comigo, eu vou fazê-lo!

Ele se remexeu e sentou no sofá, meio emburrado. Respirei fundo e sentei, depois de uma noite sem dormir, ser preso, presenciar o casamento malfadado dos meus filhos, ter que colocar Ikki Saori de castigo, ainda tinha que aguentar as afrontas de Milo.

– Quero saber o que aconteceu.

– Camus não te falou?

– Quero ouvir do senhor. Quero saber tudo.

– Mas por quê?

– Porque preciso ter certeza, preciso ver se as histórias batem. Preciso saber se Isaac realmente...

Ele já estava com lágrimas nos olhos. Parte de mim dizia para que eu o mandasse de volta para casa e acertasse seus problemas com Camus, em quem devia confiar. Mas parte de mim se compadeceu do estado em que Milo, sempre altivo, sempre provocador, estava. Ele precisava confirmar a história que era, de fato, absurda.

Foi quando contei-a em todos os detalhes, sem omitir parte alguma. Milo me ouvia, e eu percebia que seu desespero crescia.

– Como Isaac pode?

– Milo?

Eu chamei, mas quando vi ele já havia se levantado e saído pela porta. Respirei fundo, decidindo deixa-lo seguir seu caminho. Depois de tudo aquilo, quem precisava caminhar eu eu...