O Gato Solitário
17 Capítulo 16 - O Plano da Easter
Notas iniciais
(N/A- eu vou passar a chamar os X-eggs de batsu tamas, assim como os shugo tamas e etc .-. desculpe a demora pra ajeitar isso)
~ Visão da Nadeshiko ~
Não podia acreditar no que tinha acabado de ver, Amu estava meio estranha desde duas semanas atrás, e, como ela não tinha me contado nada, resolvi segui-la hoje. Observando de trás de um prédio, eu a vejo ser encurralada por um monte de homens e desmaiar, sendo levada a uma van logo em seguida.
Depois que todos vão embora, chego mais perto do local e procuro pistas de aonde levaram a Amu. Após alguns minutos procurando, acho um cartão no chão, nele tinha a foto de um homem, seu nome, idade e que ele trabalha na... Easter!
Guardei o cartão na minha bolsa e comecei a andar sem destino definido, enquanto pensava.
Se aqueles caras eram da Easter, já sei aonde procurar, mas mesmo assim eu não teria chance contra eles. Eles tinham mandado tantos caras atrás da Amu, devem estar mesmo levando a sério... Se ao menos ele estivesse aqui, nós poderíamos ter alguma chance, mas ele estava sumido a tanto tempo, e quando voltou, aquilo aconteceu...
~ Visão do Ikuto ~
Estava calmamente em cima de um prédio, observando o céu, quando começo a ter um mal pressentimento.
– Hey Ikuto-nya (Yoru) — Ele aparece na minha frente com uma expressão preocupada. — Eu senti uma enorme presença de batsu tama e um gato me avisou que viu a Amu indo sozinha em direção da presença. Ela pode estar em perigo-nya.
– Droga! Aquela baka! Por que não chamou os amigos dela?! E aquele maldito namorado?!? (Ikuto) — Por causa do mal pressentimento começo a ficar muito preocupado — Vamos Yoru! Me leve até lá!
– Hai-nya! (Yoru) — Pulo do prédio e começo a vagar pelas ruas, guiado pelos sentidos de chara do Yoru.
Um tempinho depois~
Ao virar a esquina, encontro uma garota, ela usava o mesmo uniforme de Amu, possuía um longo cabelo roxo, preso em um rabo de cavalo com uma fitinha vermelha, e seus olhos de cor caramelo, um pouco mais escuros que os de Amu. Ela tinha uma expressão pensativa e preocupada, e assim que me viu arregalou os olhos, incrédula.
~ Visão da Nadeshiko ~
Ao virar a esquina dou de cara com Ikuto e sinto uma ponta de esperança no meu coração.
Talvez, salvar a Amu seja mais fácil do que eu pensei.
– I-ikuto?!? Nossa! Essa foi fácil... (Nadeshiko) — falei comigo mesma.
Pensei um pouco antes de começar a falar. Muitas coisas tinham ocorrido. Decidi explicar o que aconteceu em relação ao incidente com Tadase, pro caso dele estar ressentido com Amu.
Após me apresentar e terminar a explicação, Ikuto da um sorriso discreto de canto de boca.
Será possível?! Ele gosta da Amu também?? Isso é ótimo!
Mas como tudo que é bom dura pouco, comecei a falar sobre o que tinha acabado de ver. A expressão do Ikuto passou de feliz para séria.
– Vamos logo! (Ikuto) — Disse ele indo em direção a Easter.
Eu o segui até chegamos na entrada da Easter.
Entramos por uma tubulação, mas logo descemos para os corredores e, com muito cuidado para não sermos vistos, iniciamos a procura.
Após olharmos em absolutamente todas as salas, não obtivemos sucesso.
O clima a nossa volta começava a adquirir uma caracteristica tensa.
– Não é possível! Ela não esta em lugar nenhum! O que vamos fazer? (Nadeshiko)
– Se ela não estiver aqui... (Ikuto) — Ele fala como se estivesse decepcionado consigo mesmo. — ... Não faço ideia de onde ela possa estar.
Antes de eu poder comentar algo, escutamos vozes vindas do final do corredor, vindo em nossa direção.
Entramos rapidamente na tubulação mais próxima, e eu fiquei olhando enquanto eles passavam.
– O que aconteceu com aquela garota de cabelo rosa que o diretor mandou sequestrar? (Anonimo 1)
– Bem, ela foi levada a um laboratório para testar aquele plano do diretor. (Anonimo 2)
– Nossa... Ele deve estar sério sobre isso, tanto que ele que esta diretamente agindo (Anonimo 1)
– Aquela garota deve te-lo deixado irritado pra valer... Sinto dó dela (Anonimo 2)
– Sente? Então por que sequestrou? (Anonimo 1)
– Preciso de grana cara hahah (Anonimo 2)
Eles passam rindo pelo local e suas vozes ficam fora de meu alcance.
– Desprezível (Nadeshiko) — Falo quase cuspindo as palavras, eu estava com muita raiva, e creio que Ikuto também.
– A Easter possuí muitos laboratórios na cidade... (Ikuto) — Ele fala, tentando manter sua postura, provavelmente se segurando para não ir socar os caras. — Eu sei a localização de todos, mas teremos que ir de um em um.
– E por onde devemos começar?? (Nadeshiko)
– Teremos que confiar nos sentidos dos nossos charas para rastrear os de Amu... (Ikuto)
~ Visão da Amu ~
Abro meus olhos com uma certa dificuldade. Eu me via em uma sala, provavelmente um laboratório, havia alguns homens de terno ali, incluindo o diretor da Easter, havia também uns homens de jaleco que estavam conversando com eles.
Por impulso, tento me mover em direção a eles, mas bato de cara com um vidro e percebo que estou presa.
Com o barulho, suas atenções se voltam para mim.
– Ora ora, a princesinha acordou. (Kazuomi)
– O que vocês planejam comigo! (Amu) — falo de forma agressiva
– Tsc tsc, que garota mais educada, você devia respeitar mais os mais velhos mocinha? (Kazuomi)
– Eu nunca respeitarei alguém como você! Agora me tira daqui! (Amu)
– Baixinha, você não sairá daqui tão cedo. (Kazuomi) — Ele fala calmamente, porém se segurava para não rir da minha situação. — Sabe... Nós andamos te espionando e descobrimos que você adquiriu o quarto ovo. Isso quer dizer que podemos por nosso plano do Bampty Lock em ação.
– Bampty Lock? O que é isso? Espera... o quarto ovo... (Amu) — olho desesperada ao meu redor a procura de minhas charas, porém não as encontro — O que você fez com ela?? Onde estão as outras??
~ Flashback mode on ~
Uma semana atrás ~
Acordo com a mesma animação de todos os dias desde semana passada, olho ao redor do meu quarto, noite passada tinha chegado cansada e acabei deixando tudo bagunçado.
Hehe vou ter que arrumar tudo isso depois... que preguiça...
Olho as charas que dormiam calmamente no local de sempre. Mas, de repente, sinto algo se mover entre minhas pernas. Me levanto e analiso a cama quando vejo... um shugo tama!
– O que???? (Amu) — pego o tamago e começo a observar (N/A -Tamago = Ovo) — Será que é algum amigo das meninas?? M-mas os tamagos delas são iguais a este, e ele estava na minha cama, igual quando eu encontrei os delas.
O ovo se remexe um pouco.
– E-ele esta quente. (Amu) — escuto as minhas charas acordando — Ne ne minna! Venham ver. Vocês vão ter companhia...
Elas vêm em minha direção.
– UM SHUGO TAMA!! (Ran, Miki)
– Como será a personalidade dela ?? (Suu) — falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Não faço ideia (Amu) — dou uma leve risada e sorrio sonhadora — Como será que vou contar isso pros guardiões?
– Amu-chan, vamos fazer uma surpresa quando ela nascer! (Ran, Miki, Suu) — falam em um uníssono.
– É (Amu) — meus olhos brilham com a ideia
~ Flashback off ~
– Seus tamas estão passando por um processo para se tornar batsu-tamas (Kazuomi)
– N-não pode ser (Amu) — de repente me sinto desanimada.
– Estávamos esperando você acordar para ligar a maquina, e em questão de uma hora todos os seus tamas já estarão transformados! Bem, agora irei explicar o que é Bampty Lock, é uma transformação do Humpty Lock, após o seu dono ter os 4 charas tornados em batsu, e, assim que os batsu charas nascerem, ele terá a habilidade de extrair os sonhos das pessoas em forma batsu em um raio da cidade inteira e, como você já sabe, com o único objetivo de achar o embrião, destruiremos todos os outros! (Kazuomi) — Uma raiva toma meu corpo inteiro, eu começo a socar e chutar o vidro sem sucesso tentando me libertar — Isso é ótimo, continue desesperada, pague por todos os problemas que me causou. Sabe, eu só estou contando o meu plano para uma criança insignificante como você, para ver seu desespero.
Ele começa a rir e depois volta a falar com os caras de jaleco, me ignorando completamente. Eu continuava a bater no vidro, quando de repente, algo começa ecoar na minha cabeça.
Impossível! Impossível! Impossível! Impossível!
Sim... é impossível eu quebrar esse vidro...
Fale com o autor