O Garoto dos Olhos Castanhos

18 Capítulo XVIII - Elevador.


Notas iniciais
Gente! Peço mil perdões pela demora excessiva pra esse capítulo. Eu tava com uma grande dificuldade de escrever e me agradar! Esse capítulo só pra terem noção foi reescrito 4 vezes, foi uma tortura e espero que vocês gostem, de coração.

Não conseguia tirar os olhos do céu estrelado que estava bem acima de mim. Daqui eu podia ver centenas ou até mesmo milhares de estrelas, umas sozinhas e outras formando lindas constelações. Queria poder contar todas elas, poder dar nome pra cada uma delas.

Olhei pra uma. Ela era uma estrela bem pequena, mas seu brilho era bonito. Ela estava sozinha, tinha poucas estrelas perto dela. Lhe dei o nome de ‘Millie', esse era o nome da antiga gatinha de minha avó. Ela era uma gatinha bem teimosa e que só vivia sozinha. Fugindo dos outros e se escondendo. Ela morreu a uns meses atrás, foi triste.

Olhei pra outra. Essa era diferente de todas as que estavam ali. Era grande e brilhante. Seu brilho era especial, bem maior e mais potente. Sorri pra mim mesmo e já sabia que nome eu daria pra ela. Aquela seria 'Lucas'. Era igual a ele.

Sorri novamente como um bobo e olhei discretamente pra ele que estava do meu lado. Ele realmente é a estrela mais brilhante e imponente que eu já conheci na minha vida. Ele está devolvendo meu brilho, mas nunca irei brilhar tanto quanto ele.

Me levantei, ainda olhando pro céu e pensando em novos nomes. Deixei meu sapato na areia e torci para que ninguém os roubasse. Voltei meus olhos para o mar e comecei a caminhar até ele.

Dei uma última olhada pra trás, onde Lucas estava e vi que ele iria me acompanhar. Sorri novamente pra mim mesmo e olhei pra frente, a caminho do mar azul escuro que criava lindas ondas e escondia grandes segredos de nós.

Comecei a pisar na areia molhada e segundos depois a água do mar já estava em meus pés e depois voltava pra onde veio. Fez isso várias vezes, era um ciclo praticamente infinito. A água ia e voltava.

Lucas pegou em minha mão assim que a água já alcançava metade de minhas pernas. Paramos ali. Um do lado do outro, de mãos dadas, sentindo o mar ir e voltar em nossas pernas. Eu olhava fixamente para frente, parecia não ter fim.

Não consigo explicar como eu estou me sentindo nesse momento. Sentir água do mar indo e voltando. Sentir a mão quente de Lucas segurando a minha. Sinto que estou fazendo a coisa certa depois de muitos erros e sinto também que este mar, nos sete dias que estarei aqui irão tirar todos os sentimentos e lembranças ruins.

— Quando eu crescer, serei um biólogo marinho e irei descobrir todos os segredos do mar...

Lucas falou isso, ainda olhando pra frente também. Aquilo interrompeu meus pensamentos que estava quase me fazendo chorar. Olhei pra ele e sorri, um sorriso amoroso.

— Você vai ser o melhor biólogo marinho que esse mundo vai conhecer, Lucas!

— Você acha? – Ele abriu um sorriso tímido. – Quero poder estudar todas as baleias do mundo. Elas são minhas favoritas e as mais incríveis.

Lucas se virou de frente pra mim e eu de frente pra ele. Nos damos as duas mãos e nos olhamos. Um olhava profundamente dentro nos olhos dos outros. Ainda me perco neste olhos que ele tem. Talvez eu nunca me acostume e nem quero.

— Eu não acho. Tenho certeza! Você é o melhor em tudo que faz, pois faz com o coração. Você se dá de corpo e alma para o que quer. Você é incrível, cara! Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci nesse mundo.

Me aproximei dele. Tirei uma de minhas mãos da dele e coloquei em seu rosto. Passava meus dedos lentamente em seu rosto. Era tão macio, tão delicado. Percebi que ele olhava para minha boca e não resisti em soltar um sorriso. Passei meu dedo em seus lábios inferiores, fazendo um leve momento carinhoso, ele tinha lábios perfeitos.

— Você me ama? – Perguntei.

— Profundamente, Rafael! – A melhor resposta.

Sorri pra ele e nossos lábios se tocaram. Os beijos dele eram os melhores. Ele sabia perfeitamente como beijar, dando um enorme carinho e arrepio por todo o corpo. É o melhor que eu já tive em toda minha vida e era isso que me fazia querer cada vez mais.

O mar apenas ajudava. A água fazia me dar um arrepio extra a cada toque que ele fazia em mim e a cada movimento de nossos lábios se encontrando.

— Precisamos ir, está tarde! – Parei, ainda sorrindo pra ele.

— Bem agora? Você vai ser arrepender de ter parado!

Dei uma risada. Ele vai aprontar alguma, mas não me importo, seja o que ele aprontar vai ser bom, vai ser interessante. Então saímos da água e fomos indo até onde nossos sapatos estavam, que realmente por sorte não tinham sido roubados por ninguém.

Quando peguei o meu, não pude deixar de notar um garoto. Ele era alto e moreno, seu corpo bastante definido. Os cabelos eram negros e estavam bem molhados. Ele me observava. Me encarava tanto que estava me sentindo violado. Devolvi o olhar, mas com um tom de reprovação.

Ele não parava de olhar. E posso ter certeza que seus olhos me acompanharam até a porta do hotel. Achei estranho, mas decidi não comentar nada com o Lucas.

Passamos pelo porteiro. Um senhor já de idade, muito simpático. Ele apenas perguntou nossos nomes e depois que respondemos já nos deixou subir, minha mãe deve ter deixado avisado que tinha mais gente. Ainda bem.

Antes de irmos para o elevador, tivemos que passar numa área que servia pra limpar os pés. Tinha um pequeno chuveiro lá. Agradeci muito, pois não aguentava sentir a areia dominar todo meu pé. Era horrível a sensação!

Depois de estarmos quase sem areia — Já que ficar totalmente sem é uma missão super impossível. Você pode ir embora da praia e séculos depois vai achar um grão de areia em lugares que nem teve contato com ela. – Ficamos parados esperando o elevador chegar. Segundos depois a porta de abriu e entramos nele.

Apertei o botão para o andar certo e então a porta se fechou. Lucas se virou pra mim e soltou um olhar malicioso junto de um sorriso mais malicioso ainda.

Meus olhos arregalaram.

— Beijar no elevador é uma coisa bem clichê, sabia? – Ele me jogou contra a porta do elevador.

— Nossa! Então essa é minha punição por ter parado o beijo na praia? Um beijo totalmente clichê!? Não faça isso! Não me torture. – brinquei, sorrindo maliciosamente.

Lucas lançou meus braços pra cima e os segurou com força encostadas na porta do elevador e soltou outro sorriso maldoso. Ele segurava forte, da onde vinha essa força dele do nada?

— Sim. Esse será seu castigo, senhor Rafael.

— Me mostre do que você é capaz!

Mandei um sorriso provocador pra ele, mais provocador que qualquer outro que eu já tinha mostrado pra alguém. Mordi meus lábios e fui os soltando lentamente enquanto observava ele me olhar.

Ele começou a me beijar. Dessa vez era um beijo quente, forte e cheio de prazer. Ele começou a beijar meu pescoço e eu não tinha como reagir, me arrepiava todo e meus gemidos saiam sem mesmo eu querer. As mãos deles prendendo meu braço me faziam surtar. Eu me sentia totalmente dominado e gostava disso, eu gostava de ser dominado, de ser totalmente preso.

Ele foi descendo suas mãos e me soltando aos poucos. Começou a querer tirar minha blusa e o ajudei, segundos depois ela estava no chão do elevador. Lucas beijava meu corpo, passava sua mão e me apertava forte. Depois me fazia diversos arranhões de leve que me faziam surtar.

Foi minha vez de o colocar contra a porta. Tirei sua blusa e comecei a beijar seu peito. Era tão lindo. Tão delicado que tinha até mesmo medo de o machucar. Ele segurava meu cabelo com força e me forçava mais pra abaixar. Ajoelhei. Já estava praticamente na barriga dele. Beijando toda aquela parte.

Minha mão foi diretamente para o volume que crescia dentro de sua calça. Apertei forte e escutei um breve gemido dele. Comecei a estimular cada vez mais, com movimentos rápidos que o faziam virar os olhos.

Estava quase tirando sua calça quando escutamos alguém.

— Garotos! Sem sexo dentro do elevador, por favor.

A voz vinha de dentro do próprio elevador. Tanto eu quanto eles ficamos vermelhos na hora. Levantei num piscar de olhos e comecei a olhar para todos os lados até ver uma pequena câmera no canto do elevador. Deus! Que azar.

— Aí meu Deus! – Lucas riu, mas não sabia onde enfiar a cara.

— Desculpa, moço! – Falei, olhando pra qualquer lugar do elevador.

— Sem problema. Vejo isso direto aqui, estava até divertido. É a primeira vez que vejo dois garotos se pegando desse jeito no elevador.

Eu e Lucas nos olhamos. Ele estava vendo a gente o tempo todo, mesmo? Que absurdo! Não aguentamos e soltamos umas boas risadas. Peguei minha blusa do chão e a coloquei sobre meu ombro. Lucas ajeitou a calça dele que tinha desabotoado e depois colocou sua camiseta de volta.

Olhei pra porta do elevador e soltei uma pequena risada. Estava pensando em uma coisa, no grande volume que senti segundos atrás e que veria com meus próprios olhos se não fosse o maldito segurança.

— Parece grande, né? – Soltei, não sei como conseguir falar isso.

— O que? – Lucas olhou pra mim, estava realmente confuso com essa pergunta.

— Meu nariz! – Ironizei sem querer.

— É um pouco mesmo! – Ele riu – Brincadeira, acho ele lindo.

Revirei os olhos com isso. Lucas as vezes consegue ser mais lerdo do que eu. Não tenho muita paciência com isso, sabe?

— Mas por que acha ele grande? – Lucas realmente não tinha entendido.

— To falando do seu pau! – Falei um pouco alto demais.

Lucas estalou os olhos quando falei aquilo e ficou completamente envergonhado que até abaixou a cabeça. Consegui ouvir uma risada vindo do elevador. Era daquele segurança, ele ainda está nos espiando. Maldito seja, se o ver na rua vou dar um belo de um soco super carinhoso na cara dele.

— Não é não...

Ah mas era sim. Eu senti quando toquei. Imagino que seja maior que o meu. Não que isso me deixe chateado, vou poder aproveitar mais, bem mais! Me lembro na festa. Senti algo semelhante mas não queria confessar que tinha sentido aquilo, agora estou livre. E porra! Ele deve ser o kid bengala branco.

— Vou descobrir em breve. Senhor Lucas! – Sorri pra ele. Ele sorriu pra mim também.

O elevador abriu. Foi bem demorado né? Estávamos em quase um dos últimos andares. Agradeço demais por ter sido bem lerdo. Será que alguém pode interferir na velocidade do elevador? E se aquele segurança deixou o elevador devagar só pra aproveitar o nosso show? Ou ele parou mesmo o elevador, já que naquela hora eu não senti nada de elevador subindo ou parando, sentia apenas prazer.

Que seja! Foi uma experiência fantástica de boa. Talvez vou repetir a dose e espero que o segurança não veja nada dessa vez. Vou descobrir aonde está a câmera e botar um lenço nela. Pronto! Pegação aprovada.

Fomos em nosso quarto e entramos numa boa. Não estava trancando nem nada. Minha mãe deve ter deixado aberto pra nós mesmo.

Estava tudo apagado, provavelmente eles estavam dormindo. Já era tarde também e meus pais dormem bem cedo, ainda mais meu pai quando esta de férias. Dorme o dia todo.

Lucas foi pro banho e eu me joguei no simples sofá que tinha ali. Fiquei encarando a televisão desligada enquanto lembrava de todos os momentos que tive hoje. Começou bem! Começou bem esse início de semana. Sem nenhum tipo de merda correndo pela minha vida. Vai ser bem divertido os próximos dias.

O que será que vem nos próximos dias?

Notas finais
Não esqueçam de deixar um lindo comentário assim como vocês são! Bjos no coração de cada um e até o próximo que prometo que não irá demorar tanto..