O Garoto dos Olhos Castanhos

16 Capítulo XVI - Banheiro.


Notas iniciais
Nossa! Desculpa a demora pra postar o capítulo, essa semana foi terrível, inclusive a passada! Eu espero que não fiquem bravos com isso!

A semana da praia se aproximava, pensei eu que iria demorar muito mais, porém num piscar de olhos eu já estava na última semana de novembro e faltava apenas aqueles poucos dias pra então chegar a melhor semana de férias. Assim espero, claro.

Meu pai ter chamado o Lucas pra ir junto foi uma grande surpresa. Não esperava essa atitude dele, talvez minha mãe faria o convite, mas ele? Foi muita surpresa! Mas estou muito feliz que tenha vindo dele o convite. Talvez, talvez ele tenha feito esse convide pra ter uma privacidade maior com minha mãe, pois assim com o Lucas eu não ficarei no pé deles o tempo todo.

No dia seguinte do jantar Lucas foi tentar pedir pra mãe dele a permissão de ir junto conosco pra praia. Foi uma batalha difícil, ele deixou o celular ligado em uma ligação comigo, consegui ouvir tudo o que eles falavam. A mãe dele no começo teve uma reação calma mas negativa, falava “Melhor não” ou “Você só vai incomodar”. Depois de insistir Lucas começou a jogar um jogo psicológico com a mãe dele, ouvi até mesmo ele chorar (ou fingir) e por muito sacrifício a mãe dele se rendeu e deu a permissão. Fiquei aliviado, se ele não fosse... Eu ficaria muito triste e desanimado.

Esta semana seria minha última no ensino médio. Eu estava muito ansioso pra sair, de verdade. Esse último ano foi um total desastre e fiasco. Eu estudo em uma escola pública, então já sabemos que o ensino não é lá dos melhores (as vezes por conta dos alunos mesmo, ou de alguns professores que acham que não temos capacidade), mas o pior aconteceu esse ano.

O ano começou com a falta de um professor, da matéria de filosofia, mas até aí tudo bem. Era apenas uma matéria, não é? Mas foi piorando e piorando. Saiu o professor de história, nos deixando sem professor. Depois saiu os de matemática e geografia por conta da saúde que estava em risco e no fim estávamos em defasagem de quatro matérias e nunca tinha substituto competente pra isso.

As únicas professoras que salvavam a gente eram duas, a de português e a de inglês. A professora de português era minha favorita, era calma e doce. Sabia dar aula como ninguém e sempre ajudava quem precisava. Ela era incrível e sentia muito mal quando via a gente sem professores. É dessa que vou sentir falta.

Estávamos sem professor por muito tempo e as aulas mal rendiam, ficávamos nas salas sem fazer nada e é por isso que decidi parar de ir já essa semana. Vou apenas na Etec, lá sim está valendo a pena ir. Estou aprendendo e me aperfeiçoando cada vez mais.

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Estava no ponto, esperando o ônibus chegar. Essa seria minha última semana na Etec e essa também seria a semana de provas finais. Muitos falam que as provas finais da Etec são bem difíceis dependendo do curso. Sendo o meu administração, acho que vai ser um dos mais pesados. Confesso que estou bem nervoso.

Olhei pro longe da rua e vi que o ônibus se aproximava. Bem na hora, estava começando a cair algumas gotas de água. No final do ano aqui em minha cidade chove até que bastante, esse ano está bem menos que ano passado, só espero que na praia não chova. Imagina que desgraça? Ir pra praia na chuva...

O ônibus parou e todo mundo começou a entrar. Foi o último, infelizmente. Entrei e olhei pra onde Lucas sempre está sentado, e hoje é claro que ele estaria ali também. Comecei a ir até ele, indo pro meu lugar do lado dele. E foi aí que o motorista lindo (pra não falar outra coisa) deu partida. Senti meu corpo inteiro indo pra frente com tudo. Eu iria cair! Mas rapidamente agarrei nas cadeiras e me joguei com tudo do lado de Lucas. Olhei pra ele e ele ria como um idiota.

— Meu! Eu quase caí! – Reclamei me ajeitando na cadeira.

— Foi engraçado, você ficou desesperado! – Lucas parou de rir por um instante mas logo voltou.

Esse motorista! Ele é um pé no saco, ou como uma das meninas que pega o ônibus chama ele de “mundiça”. Serio, ele é muito ruim. Primeiro ele não espera todo mundo sentar, ser o último a entrar no ônibus é a mesma coisa que pedir pra morte te levar. Segundo, ele demora muito pra chegar na saída e como eu já disse, aqui até que chove muito! Terceiro, ele e resmungão típico de velho.

— Sabe, Rafa? Às vezes acho que o Carlos é você mais velho.

Carlos era o nome do motorista.

— Tudo bom contigo, Lucas? Eu mais velho?! Ah, jamais!

Lucas começou a rir. Todo mundo no ônibus começou a olhar, devo ter ficado vermelho na hora! Não acreditava que ele tinha me chamado de Carlos!

— Aí Lucas... Que vergonha.

— Ora, mas é verdade! Vocês dois resmungam feito velho, aposto que se você fosse motorista de ônibus faria a mesma coisa pra derrubar as pessoas!

Olhei pro lado e cruzei meus braços. Como ele pode? Isso é uma calúnia gigantesca! Absurdo, viu?

Lucas parece ter percebi que emburrei, então ele começou a me cutucar, isso me dava muitas cócegas! Então me rendi e acabei rindo com ele.

Mas vale lembrar! Eu não pareço com o Carlos!

••

Eu olhava pro lado, olhava pro outro e por fim olhava pra minha prova que estava em cima da minha mesa. Olhei pro professor, ele estava sentado em sua cadeira com um sorriso digno de filme de terror, dava medo só de olhar. Olhei pra minha prova de novo e pensei “por que não estudei?”.

As provas de Cálculo Financeiro eram terríveis. Ainda mais dadas pelo Professor Ivan. Ele é um cara muito inteligente, e quando digo que é inteligente não estou brincando, ele faz cálculos com os olhos fechados e em menos de cinco segundos. Não tô brincando!

Mas confesso que acho que ele é um pouco injusto. Ele passa a matéria bem rápido e faz a gente virar praticamente uma calculadora ambulante, mas o problema é que a gente não consegue virar essa calculadora. Aí então vem as provas. Malditas provas!

Olhei pra frente, vi a cabeça do Lucas. Aquele lindo cabelo castanho, ele era uma graça. Desejei ter o poder de conversar com ele por telepatia, ele entende muito dessa matéria e provavelmente vai tirar um MB logo de cara! Ivan adora ele. Puxa saco um do outro.

Olhei pra minha prova novamente, via aquilo como um pequeno monstro de vinte nove cabeças, respirei bem fundo e comecei a fazer. Não tinha certeza do que escrevia e resolvia ali, mas torcia muito pra que estivesse tudo certo, mas quanto mais você reza, mais desgraça vai surgir. Começou a me dar uma forte vontade de ir no banheiro. Fechei os olhos e falei pra mim mesmo que aquilo tá psicológico...

Mas não era! Levantei rapidamente da minha carteira e corri pra fora, ainda bem que aqui na Etec não precisamos pedir pro professor, é só levantar e sair. Bem prático pra caso você tenha um piriri no meio de uma prova, sabe? Só espero que ele não anule nada dela...

Cheguei espancando o banheiro, abri a porta na maior velocidade e lá eu me enfiei e fiquei. Eu ainda não acredito que tinha me dado isso no meio de uma prova! Talvez fosse realmente psicológico. Fiquei olhando pra porta do banheiro, estava completamente pixada com coisas estranhas, tipo: “João é um viado maldito”. Era engraçado.

Fiquei ali por no mínimo dez minutos, mas nada aconteceu. Realmente era psicológico, eu tenho muito disso. Quando estou nervoso acaba me dando uma super dor de barriga que parece que não vou aguentar nem chegar no banheiro, mas quando chego nada acontece. Levantei, me arrumei e sai.

— Aconteceu alguma coisa? – Lucas estava ali parado com os braços cruzados me olhando.

Fiquei com vergonha. Quanto tempo ele estaria ali? Não quero que ele saiba que eu sou um humano normal e cago! Ah, deus! Quanta vergonha pra um dia só.

— Não é nada... Só me deu uma falsa... – não queria falar – dor de barriga.

— Pensei que estava passando mal, tipo de vomitar! Você saiu correndo.

Lucas se virou pra pia, ficando de costas pra mim. Olhei pra ele e meus olhos foram diretamente para a cintura dele, fiquei olhando ali, meio viciado, não sei como explicar. Me aproximei e coloquei a mão na cintura dele e num puxão fiz o bumbum dele bater no... Bom vocês sabem né? Apertei com força a cintura dele.

— Uau! – Lucas disse quando o puxei, ele olhou pra mim pelo espelho e sorriu.

— Você é muito gostoso! Como pode? – disse pra ele num tom de inveja.

Lucas se virou ficando de frente pra mim. Ele me olhou e passou a mão em meu rosto, não deixando de sorrir um único momento.

— Você é muito mais bonito e gostoso do que eu. Por isso gosto de você.

Sorri de volta pra ele e o beijei. Os lábios deles eram perfeitos, macios e delicados, eu amava beijar aquela boca, era a melhor que eu já tinha experimentado em tudo minha vida! Nosso beijo começou calmo, com carinho. Eu o beijava e mexia em seus cabelos, passava minha mão no rosto dele. Mas as coisas iam esquentando. O puxei pra mais perto de mim, de forma que nossos corpos estavam praticamente colados um com o outro. Eu sentia o volume dele e ele provavelmente sentia o meu. Passei minha mão por toda a costa de Lucas e desci, fui descendo até apertar aquele lindo bumbum que ele tinha.

Mordi os lábios dele é puxei devagar, depois passei meus lábios pelo pescoço dele. Eu beijava, mordia e dava muitos chupões. Marcas já começavam a aparecer na pele branca de Lucas. Ele soltava gemidos incríveis, me apertava, arranhava minhas costas, ele estava me dando muito prazer.

Foi quando que beijando o pescoço dele, ele agarra com força meu cabelo e me coloca contra a porta do banheiro que estava fechada. Ele começa a beijar minha orelha, aquilo fazia todos os pelos do meu corpo arrepiarem, senti até mesmo meu corpo amolecer de tão bom que foi aquilo.

— Eu queria dar pra você... – Lucas sussurrou essas palavras pra mim.

Aquilo me enlouqueceu. Tudo que eu mais queria era poder fazer sexo com ele! Perder minha virgindade com ele seria mais que perfeito, eu queria e quero muito.

— Faço tudo que você pedir! – Respondi agora virando ele contra a porta.

Continuei o beijando muito, estávamos mais empolgados que nunca. Chegamos num auge da excitação que não dava pra segurar, eu queria tirar a roupa dele ali mesmo, deixar ele sem uma única peça. Já estava tirando a blusa dele quando sentimos a porta do banheiro tentar abrir. Levamos um susto e nos afastamos da porta rapidamente e quando ela se abriu, meu deus! Meu deus! Era o professor.

— O que vocês dois estão fazendo? Já faz mais de dez minutos que estão fora da sala! Em horário de prova! – O professor estava falando num tom muito bravo. Ele estava muito puto.

— É que... Eu estava passando mal e o Lucas veio me ajudar.

Foi a primeira coisa que me veio na cabeça, falei e ele começou a rir.

— Rapazes, eu já tive a idade de vocês. E julgando pela roupa toda amassada, pelos cabelos descabelados e as marcas que o Lucas adquiriu no pescoço já respondem tudo.

Eu e Lucas abaixamos a cabeça na hora. Que vergonha. O professor pegou a gente no flagra...

— Eu não tenho preconceito perante a isso, vocês sabem muito bem. Mas devo ressaltar que suas provas serão anuladas. Não irei permitir mais isso de forma alguma! Aqui não é um motel pra vocês ficarem de safadezas, ainda mais em pleno horário de prova.

Lucas ia falar alguma coisa quando ele deu as costas e saiu andando furioso. Nossa, eu nem acredito que ele descobriu tudo. Tudo bem, foi burrice nossa estar se agarrando aqui no banheiro da escola, mas mesmo assim...

— É... Nós ferramos. – Lucas disse querendo rir. – Mas não se preocupe, terá a recuperação.

— Bom, já que nós ferramos mesmo...

Olhei pra ele o coloquei contra a parede novamente. E começamos o beijo de novo. Não seria um professor que iria amenizar o tesão que estávamos sentindo. Como eu amo esse garoto!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Os próximos capítulos já serão na praia! Estou ansioso pra isso hihi