O Garoto De Olhos Cor Chocolate.
6 Capítulo seis
Notas iniciais
Lembrando: Á cada leitor que deixa de comentar, está matando um autor! (:P)
Depois que Anúbis me levou para casa, eu resolvi tomar uma decisão. Uma decisão que abalaria principalmente á mim.
Depois de alguns dias eu estava pronta para o que der e vier, não importasse o que ele dissesse. Mas mesmo assim, digitei hesitante o número e falei:
- Alô? Doutor Paolo? — perguntei, com a voz trêmulo. — É a Sadie. Sadie Kane. Faz um tempo... Se lembra de mim?
- Ah, Sadie, eu lembro de você sim. — ele disse mais hesitante do que eu. — O que foi? Você disse que nunca mais iria me ligar, o que você está querendo?
- Eu... — hesitei. — Queria... Bem... Eu...
- Você quer uma consulta? — sua aura mudou para preocupado. — O que foi? Aconteceu algo? As dores voltaram? Está tudo bem? Ah, sabia que não deveria ter deixado você ir e...
- Tudo bem.... — eu falei, minha mão tremia tanto que eu achei que eu tinha epilepsia. — Bem... Eu pensei que você poderia me... Ajudar de alguma forma...
- Poderia descrever o que está sentindo? — sua voz se propagou,e flashbacks das minhas lembranças me cortaram como navalhas.
- Sim. — disse. — Eu... Bem... Poderíamos.... Bem... Marcar uma consulta? — falei, sentindo um alívio antigo sobrevoar sobre minha alma. — Eu... Quero recomeçar minha vida.
- Claro que poderíamos marcar uma! — ele falou, animado. — Poderia vir aqui amanhã de manhã? — meus pensamentos voaram diretamente á escola, depois para Anúbis.
- Sim. — falei, sentindo a dor me corrompendo. — Amanhã está ótimo, te vejo no consultório.
- Você lembra aonde fica ele? — bufei como resposta. — Claro que sabe, você se lembra? Quando você ficava correndo pelos corredores, alegre, e sua mãe dizia...
- Lembro-me muito bem — falei com uma aura tão autoritária que ele se calou. — Não precisa me lembrar de como minha mãe me chamava, já que ela não está mais entre nós.
- O quê? — ele perguntou, com a voz dúbia. — Ela se mudou?
- Não. — fiquei triste. — Ela morreu.
- Meu Deus. — ele ficou chocado. — Há quanto tempo?
- Desde que eu era criança.
- Quantos anos você tem, Sadie? — ele perguntou, com uma voz que parecia saber de algo que eu não sabia.
- Eu? — falei. — Tenho 15 anos. Por que a pergunta?
- Ora ora. — ele falou, e parecia que estava realmente cansado na linha. — Quer dizer que eles continuam a te enganar?
- O-Oquê? — perguntei abalada. — Quem está me enganando?
- Sua família. — ele sibilou. — Pensei que o seu pai fosse mais responsável.
- Meu pai é responsável! — gritei ao telefone. — Ele só não tem tempo para mim.
- Sei. — ele falou, com uma aura que ficava sinistra no celular. — E por que ele não te contou que a Ruby está viva?
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