As palavras escritas na asa de uma borboleta azul, fugindo da luz.

Uma mente inexplorada e pura, agora foi aberta para além dos escudos.

Espinhos e cacos afiados pelo chão, cortando meus pés.


Abra os olhos.

Uma droga preto-e-branco, fazendo lavagem cerebral.
Seria isso o que chamam de ‘felicidade’?

O futuro se foi.

Acordando em uma sala escura, congelado por lágrimas.

Assistindo uma cicatriz abrir no próprio peito.


Você está perdido.

Ouvindo uma voz infantil gritar por socorro.

A mente adoecendo aos poucos e seus membros atrofiam.


A criança agora sibila uma música futrica.

Você percebe aos poucos, e mergulha fundo na música, incapaz de voltar.

Você se foi, mediocremente. Você matou a criança, friamente.



Eu me apóio sobre seu corpo já sem vida e olho para o céu acinzentado.

Não posso parar de rir.

Notas finais
Espero que gostem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!