O Fugitivo
5 Cap 5 – Medo de fantasmas.
Notas iniciais
adoro vcs ^^
G: quer mais um pouco? – disse estendendo o pote de sorvete e Karina fez não com a colher.
K: chega de doce. Já to sentindo até enjôo.
G: está grávida.
K: Sim. Só se for do divino espírito santo.
G: não vai me dizer que você ainda é...? – ameaçou rir.
K: cala a boca. Você não tem nada a ver com a minha vida.
G: ta provado. É virgem. – cantarolou em tom de sabedoria e depois enfiou a colher com sorvete na boca.
K: não é possível. Está a cada dia mais irritante, como consegue? E pro seu governo eu não sou mais virgem. – e puxou o pote de sorvete da mão dele. — Sou muito mais experiente do que você pensa. Talvez até mais que você.
G: e daí? Não tenho nada a ver contigo. – ele pegou o pote de volta.
K: você é um idiota né? ¬¬
G: talvez. – riu cínico enquanto comia outra colher de sorvete.
K: é um idiota mesmo. – disse olhando pro outro lado.
G: é. Estamos sem nada agora. – falou enquanto raspava o pote vazio do sorvete.
K: como assim?
G: a comida acabou, ou melhor, as guloseimas acabaram.
K: sério? – perguntou Karina espantada, — Fudeu! – como ela iria viver sem seus doces agora? O que livraria seu estresse? Onde afogaria suas mágoas?
G: por quê?
K: minha mãe não chega tão cedo e eu não tenho dinheiro pra comprar muita coisa. O que eu faço agora? Pensa Karina! – disse dando tapas de leve na própria testa.
G: esqueceu que sou cantor?
K: e daí?
G: toma. – e tirou uma nota de dentro do bolso.
K: não, eu não quero dinheiro seu.
G: deixa de frescura. – Karina olhou pro dinheiro na mão dele e ficou pensativa. Ela queria aceitar a ajuda, mas não sabia se era certo, mas era tentador, ou era isso ou então passariam fome.
Algumas horas depois, os dois estavam no mercado fazendo compras. Karina empurrava o carrinho enquanto o Gerard ia catando as coisas das prateleiras.
G: o que é isso? – perguntou pegando uma lata da prateleira.
K: leite condensado.
G: e é bom?
K: se é bom? – e deu uma risada. — depende do ponto de vista. Além de viciar, engordar e não ser muito bom pra saúde é também maravilhoso.
G: então vou levar.
K: sei fazer um brigadeiro muito bom com isso.
G: que isso “brigadeiro”?
K: você já vai saber assim que chegarmos em casa. Prepare-se pra comer um doce viciante. Digo por experiência própria. – e o brigadeiro uniu duas pessoas, o que um chocolate não faz?
Quando chegaram em casa Karina foi logo preparando o prometido brigadeiro.
K: pra você que gosta de cozinhar ta aí mais uma receita pra você. Não acredito que no seu país vocês não conheçam isso. Não sabem o que estão perdendo. Você tem que deixar ele desgrudar do fundo e sem parar de mexer, mas eu gosto dele bem crocante então eu deixo queimar de propósito. ^_^
G: já está pronto?
K: aham. – disse tirando a panela do fogão e colocando sobre a pia. — Aprendeu como se faz?
G: deu pra aprender direito.
K: agora prova. – e deu uma colher pra ele com um pouco do doce.
G: ai! – abanava a boca em desespero.
K: cuidado né? Está quente.
G: eu me esqueci desse detalhe. – disse assoprando a colher. – agora até a minha língua está dormente.
K: anta! – disse rindo.
G: hum, isso aqui é uma delícia.
K: eu te disse que era maravilhoso. É bem útil nos meus dias de tpm.
G: o que é isso TPM?
K: nem queira saber.
À noite os dois sentaram-se lado a lado pra assistir um filme que passaria na televisão. Era o chamado. Comiam pizza com refrigerante enquanto assistiam ao filme. Quando o filme terminou Gerard começou a colocar a louça suja na cozinha ao voltar Karina ainda estava no sofá com um olhar espantado.
G: o que foi?
K: tem só um probleminha. – Gerard franziu o cenho enquanto ela olhava sem graça.- Eu sempre fico com medo de dormir sozinha quando vejo algum filme de terror.
G: não acredito! – disse já começando a rir.
K: se você rir mais um pouco eu te mato. – gritou irritada.
G: OK. Eu te faço companhia então.
K: nem pensar. – ela sentiu seu rosto corar e cruzou os braços tentando fazer pose de durona.
G: deixa de bobeira. – e a puxou pelo braço fazendo os dois ficaram próximos. – qualquer coisa eu te protejo. – disse olhando nos olhos dela. Estavam tão próximos que podiam sentir a respiração de ambos sobre seu rosto.
K: obrigada. – disse ainda próxima do rosto dele. Nem é preciso dizer que ela quase se desmanchou toda nesse momento.
G: vamos? – perguntou ainda próximo.
K: vamos. – respondeu ainda imóvel e só então os dois subiram pro quarto. Dormiram lado a lado na mesma cama no quarto da mãe dela. Não demoraram muito para dormir. Ainda discutiram por um tempo sobre quem ficaria no chão ou na cama e acabaram todos os dois ficando na cama mesmo, cada um virado para um lado.
Quando Karina abriu os olhos o quarto já estava tomado pela claridade do sol do lado de fora. Gerard não estava mais na cama nem mesmo naquele quarto. Ela levantou-se pra procurá-lo e o achou no quarto dela dormindo. Ficou á olha-lo em alguns instantes e depois saiu devagar de lá para não acorda-lo e foi pra cozinha comer algo já que sua barriga já começava a doer.
G: bom dia. – disse ele entrando na cozinha onde Karina comia pão.
K: bom dia.
G: conseguiu dormir?
K: sim. Você me deixou sozinha né?
G: já estava amanhecendo quando saí do quarto. Você não tem medo na luz do dia né?
K: não. – e ela riu sem graça.
G: além do mais, você estava me matando jogando as pernas pa cima de mim.
K: eu não fiz isso!
G: pior que fez.
K: Desculpa. – disse morrendo de vergonha. Ela realmente tinha essa mania de botar a perna em cima dos outros quando dormia. Que vergonha...
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