O Fugitivo

14 Cap 14 – Reencontro


Notas iniciais
ok, seja o q Deus quiser hehehe
vou postar o fim e espero não receber pedradas *foge*
o final q eu escrevi com meus 14 anos foi mais real pq ele ia embora e não voltava mais e ambos viviam suas vidinhas em seu canto, mas a Michelle novamente puxou minha orelha e mandou eu reescrevê-lo e colocar um final feliz. eu não sei o que me acontece, mas odeio escrever finais felizes, eu sou máááá hehehehe
Mas então eu estava ouvindo o CD da Avril (q novidade) e aí me bateu uma inspiração e fiz um final maluco e feliz :)
até coloquei a avril no meio da fic pq eu estava ouvindo a música e tive q colocar hehehe principalmente pra dar um ar de graça pq a Michelle odeia a avril, batem nela fãs da avril.

Bom é isso então, eu espero que gostem se não gostarem podem falar e talvez eu até reescreva um dia, sei lá ^^

UM RECADINHO PARA MICHELLE: tá vendo? não precisa mais dizer "vc fez todo mundo me odiar com sua fic" kkkk agora q eles sabem quem é vc eles voltaram a gostar de vocÊ :P

huahuahuahuauhauha

Obrigada a todos que leram a fic! um beijo enorme à todos!

Dois dias depois, Karina estudava na mesa da sala concentrada no exercício quando sua mãe chamou sua atenção.

MK: hei Karina, não é aquele cantor que você gosta? – disse ela apontando para a TV com a mão cheia de pipoca. Karina olhou depressa para a TV e ficou bastante emocionada quando viu quem era o cantor. Gerard abraçava seus pais enquanto vários repórteres os cercavam tirando fotos ou filmando, alguns pediam que eles falassem alguma coisa.

K: Gerard... – sussurrou ela sorrindo. Ele estava bem.

Gerard contou todo o ocorrido numa entrevista coletiva, claro que nem tudo. Não contou sobre onde ficara nem contou com quem ficara. Disse apenas que resolveu tirar umas férias e não sabia que aquilo ia causar aquela confusão toda. Algumas pessoas não acreditaram, diziam que ele estava sendo pressionado por alguns seqüestradores e que ele estaria mentindo por estar sendo ameaçado. Outros acreditavam e entendiam a situação dele.

MK: eu não acredito.

K: no que você não acredita? – perguntou sem tirar os olhos da TV.

MK: que ele tenha vindo até aqui para um passeio. Tem alguém pressionando ele, pode escrever o que eu estou dizendo, ele foi seqüestrado, mas ta com medo de falar. – Karina sentiu vontade de rir, mas se conteve. Ela era a que mais entendia o Gerard, pois ela estivera com ele vários dias. – vê se pode, sair de um país lindo daquele pra vir ficar aqui. Eu estive lá, Paris é lindo.

K: mãe, o Gerard é americano.

MK: dá no mesmo. Um país bonito, não tem esse calor infernal, nem corruptos, nem essa pobreza... – e a mãe dela continuou reclamando, mas a filha estava longe dali observando o rosto de Gerard na TV respondendo todas as perguntas dos insaciáveis repórteres. Ele estava lindo como sempre e o principal: muito bem ao lado de sua família.

Passaram-se dois meses do incidente. Gerard parou de fazer seus shows. Todos os shows marcados, inclusive um no Brasil foram cancelados. Talvez ele tenha pedido umas férias e todos aceitaram numa boa com medo de que o sumiço dele voltasse a se repetir. Pelo menos pra uma coisa seu desaparecimento serviu, aliás, uma não: várias.

Desde aquele dia em que Gerard fora embora, Karina nunca mais o vira, a não ser pela tv ou pela internet claro, mas pessoalmente, cara a cara ela não vira mais. Estava morrendo de saudades, mas não tinha o telefone nem nada. Ele não ligara pra ela, nem mesmo dera notícia. Apesar de não ter dado notícias Karina sabia como ele estava. Ele estava bem, qualquer coisa que acontecesse com ele sairia no jornal ou nos sites da Internet. Ela estava morrendo por dentro com todas aquelas lembranças e sabendo que poderia nunca mais vê-lo novamente.

K: serão pra sempre apenas lembranças.

M: quem sabe. Talvez aconteça mais que isso.

K: acho que não. Eu não fui feita para um cara como ele.

M: como assim “um cara como ele”?

K: ele é especial, Michelle e eu...bem, eu sou um nada. Uma simples garota vivendo num país diferente.

M: deixa de besteira, Karina. Tenho certeza que um dia ele volta. Ele prometeu.

K: isso aqui é a vida real, Michelle e não um conto de fadas. – calou-se triste. Não suportaria viver pra sempre com aquelas lembranças sem um dia poder revê-lo. Seria tão horrível. “Será que nunca mias nos veremos, meu Deus?” pensava ela.

Karina e sua mãe estavam assistindo tv e Michelle ligou pra ela. Pediu pra que ela fosse na casa dela porque tinha uma coisa que ela havia comprado pra mostrá-la. Apesar de ela estar visivelmente cansada e nem um pouco a fim de sair de casa, sua mãe insistiu, pois, percebeu que ela andava triste e achou que essa saída faria melhor pra ela.

Ela chegou a deitar desanimada em sua cama e recusar-se a ir, mas de repente lhe bateu algo que a dizia que devia sair de casa e visitar à amiga. Karina seguiu sua intuição e levantou-se da cama.

Quando chegou na casa da amiga foi arrastada da porta pra dentro da casa da Michelle pela mesma.

K: calma, o que houve? – perguntou assustada e Michelle olhou por cima dela. Havia alguém atrás dela e Karina se virou. Ficou paralisada ao vê-lo. Ele se aproximou e abriu os braços deixando-a emocionada. Ela correu até ele e os dois se abraçaram e se beijaram também e Michelle apenas olhava emocionada por ver o reencontro dos dois. Michelle sabia da situação de Karina também. Há tempos as duas conversavam pessoalmente ou por telefone e Karina contava como estava se sentindo, a saudade que Gerard fazia pra ela.

Sem sombra de dúvida, aquele dia seria inesquecível para Karina. Olhava sem acreditar para ele ali nos seus braços e o apertava de vez em quando como que se quisesse constatar que era realmente verdade. Que aquilo realmente era real e estava acontecendo com ela. Michelle saiu da sala deixando os dois sozinhos e para que conversassem mais à vontade.

G: estava morrendo de saudades de você. – disse Gerard abraçando-a forte.

K: sabia que saudades é uma palavra exclusivamente do português? – Gerard riu. — Também morri de saudade.

G: não parava de pensar em você um só minuto. – falava enquanto passava os dedos pelo cabelo dela jogando-o pra trás.

K: Nem eu Gerard. Nem eu.

G: E agora? Como a gente faz pra ficarmos juntos? – Gerard deu um beijo nela, mas ela o afastou delicadamente.

K: Como assim?

G: Não vou poder ficar aqui pra sempre. Você sabe disso. Como você disse daquela vez que fui embora: eu tenho minha vida. Não posso largar tudo. – Karina se viu num beco sem saída. Não que ela nunca houvesse pensado nisso antes, ela pensou e às vezes até achava que a ida de Gerard tinha sido melhor assim já que ambos tinham sua vida em seus países de origem. Agora era hora da verdade, era hora da decisão e tinha medo de tomar a decisão errada.

K: Eu também não posso abrir mão das minhas coisas...eu ainda sou só uma estudante...

G: Vem morar comigo. Você pode estudar lá. – Karina sentiu as lágrimas molharem seu rosto. Estava prestes a tomar uma decisão que os deixaria feridos. — O que você escolhe? – perguntou segurando o rosto dela com as mãos. Ela quase não tinha coragem para responder àquela pergunta tendo os olhos dele tão próximos do dela. Aquilo a desencorajava totalmente.

K: eu não posso... – sussurrou com a voz rouca. Depois repetiu com mais força. – eu não posso, Gerard. Me desculpa.

O sorriso no rosto dele se desmanchou dando lugar a tristeza. Ela tapou a boca tentando conter o choro que saia e ele aproximou-a de seu corpo a abraçando.

G: Tem certeza? – Karina balançou a cabeça devagar positivamente. Não tinha tanta certeza se aquela era a escolha certa.

K: eu gosto tanto de você... – ele beijou a cabeça dela tentando consola-la.

G: eu preciso...eu preciso ir. – e os dois se afastaram.

K : você entende o porquê disso? Digo da minha escolha. – ele balançou a cabeça que sim.

G: obrigado por tudo.

K: foi um prazer.

G: não era isso que você me dizia todos os dias. – ela riu em meio a lagrimas. Ele abriu os braços novamente e os dois deram um abraço apertado.

K: eu era uma boba Gerard. – corrigiu-se. — Eu sou uma boba.

G: hei. – segurou o rosto dela fazendo-a olhar pra ele. – você não é uma boba. Está fazendo a coisa certa.

K: espero não me arrepender disso depois. Talvez quando isso aconteça seja tarde. – ele sorriu triste e a beijou. Encostou sua testa na dela e assim ela percebeu que ele chorava. – não faz assim, Gerard. – sussurrou ela se arrependendo da decisão que tomara.

G: tchau. – deu mais um beijo e se distanciou, antes de passar pela porta acenou. E foi essa a última imagem que ela viu dele. Sentiu uma dor no coração em deixá-lo partir daquele jeito. Um vazio invadiu-lhe o peito, como se parte dela não existisse mais.

K: ai meu Deus! Ai meu Deus! – repetia aos berros.

M: o que houve? – Michelle apareceu assustada. Olhou de um lado a outro da sala percebendo que Gerard tinha ido embora. – cadê o Gerard?

K: eu deixei ele ir.

M: você o que? – não entendeu.

K: eu fiz a maior burrada da minha vida.

E assim começou uma corrida contra o tempo. Michelle pegou o carro da mãe e com Karina no carona foram pro aeroporto atrás do Gerard. Correram o máximo que puderam até serem paradas pelos seguranças do aeroporto.

S: onde vão assim? – perguntou um deles.

K: eu preciso achar alguém urgente antes que ele embarque. – disse tudo tão rápido que nem ela mesma se entendeu.

M: é caso de amor ou depressão, moço. Ela precisa encontrar o cara que ela ama urgente antes que ele vá embora. – exagerou Michelle. O segurança olhou para Karina que já derramava algumas lágrimas sem esperança.

S: vai lá. – deu permissão. Ela agradeceu com o olhar e correu o máximo que podia.

Ela sentia seu coração bater forte como se fosse pular pra fora da boca. Para completar, a música i’m with you da Avril lavigne tocava na rádio do aeroporto deixando-a ainda mais emotiva e seu desespero aumentava. Assim que alcançou o guichê perguntou a atendente o horário do próximo vôo para nova jersey e ela disse o que ela tanto temia.

A: o ultimo vôo acabou de sair. – ela se afundou em tristeza naquele momento. Todas as suas esperanças tinham morrido.

Virou-se olhando em volta e sentiu-se tão pequena no meio de todo aquele local e perdida no meio de tanta gente. Logo, Michelle apareceu correndo em sua direção.

M: o que houve? – perguntou com a respiração cansada de tanto correr.

K: já foi. – choramingou. Michelle disse um palavrão qualquer e olhou em volta como se procurasse alguma saída para aquele problema. Quanto mais ouvia o choro da amiga, mais ficava desesperada.

M: já sei! – gritou de repente. — calma. Eu tenho aqui no celular o número do qual ele me ligou antes de aparecer na minha casa. – e pegou o celular do bolso da jaqueta. Depois de tanto procurar olhou com pena para a amiga. – número restrito.

K: acabou. – lamentou-se. Michelle abraçou a amiga tentando faze-la parar de chorar.

As duas não tinham mais o que fazer ali. Michelle deu a mão a ela guiando-a para a saída. Karina estava muito abalada. Como tinha sido tão tola? Ela deixou o homem dos seus sonhos ir embora. Culpava-se pelo caminho por ter sido tão estúpida, quando viu um rosto familiar numa das cadeiras de espera. – é ele! – gritou ela esperançosa. Largou a mão da Michelle e correu na direção daquele rapaz de cabeça baixa. Michelle olhava toda a cena de olhos arregalados. Começou a achar que sua amiga havia surtado.

K: Gerard! – gritou ela pulando em cima do garoto que ao levantar o rosto revelou-se não ser quem ela esperava. – oh meu Deus, você não é o Gerard! – gritou ela começando a chorar. Michelle correu até eles e puxou Karina do colo do menino.

M: o que está fazendo, mulher?

K: eu só achei que...

- Karina? – as duas mais o cara que havia sido confundido por Karina olharam para a voz que vinha no banco atrás delas. Gerard estava sentado bem ali e olhava espantado pra elas. Levantou-se do banco retirando os fones de ouvido. – o que está fazendo aqui?

Karina não deixou que ele dissesse mais nada, correu pros braços dele e lhe deu um abraço apertado seguido de um longo beijo que Gerard recebeu muito bem.

- que lindo. – exclamou o menino olhando a cena. Michelle parou de sorrir e olhou de rabo de olho pro menino alegre que há poucos Karina agarrara pensando ser o Gerard.

G: o que a fez mudar de idéia?

K: a pergunta certa é: o que me fez tomar aquela decisão estúpida? Acho que eu não estava no meu bom estado. – e voltaram a se beijar.

- ah! – suspirou o garoto e Michelle revirou os olhos. – essa música da Avril caiu bem. – se referia à música que tocava no rádio.

M: eu odeio a Avril. – Michelle fez cara de nojo.

- ta é faltando romance na sua vida.

M: que? – o menino levantou-se e a tomou pelos braços dando-lhe um beijo. – peraí. – gritou ela afastando-se dele. – eu nem sei seu nome.

H: Henrique.

M: Michelle, prazer. – disse sorridente e os dois voltaram aos beijos. (OBS: LOUCOS XD).

Karina e Gerard se olharam apaixonados e se beijaram, mas ele se afastou por um instante e retirou a passagem do bolso rasgando-a em pedaços minúsculos. Karina sorriu emocionada. Foi aí que soube que ele ficaria com ela para sempre onde quer que fosse, mas isso já é outra história.

FIM

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