Capitulo 5

Quando Kurama voltou a si, viu que estava em um dos cômodos do palácio. Ele tentou se levantar, mas não conseguiu, pois seu corpo estava doendo muito. Depois de um tempo notou que estava preso com correntes pelos pulsos e tornozelos e uma coleira em seu pescoço.

Ele tentou se libertar em vão estava muito fraco, não conseguia, seus ferimentos ardiam muito. Resolveu fechar os olhos e tentar dormir para recuperar-se, mas logo teve que abri-los, pois Yomi entrou no cômodo gritando.

“GOSTOU DO QUE LHE FIZ!” – Yomi foi até ele e puxou seus cabelos para que olhasse nos seus olhos. – “Eu não queria chegar a esse ponto, mas foi você quem pediu”.

“Yomi me solta! Eu não to me sentindo bem!”.

“Problema é seu” –Yomi riu – “Não tem nem como você se sentir bem com essa coleira. Por acaso você sabe o que é essa coleira?”.

Kurama não respondeu e Yomi continuou.

“Ela bloqueia o poder dos Youkos, por isso que você não esta se sentindo bem. Meu laboratório é ótimo, não é?”.

“Desgraçado” – Kurama se levantou com tudo e quando estava perto de Yomi esse apertou um botão em um controle, na mão, e Kurama levou um choque – “Ahhhhhhhh”. – Kurama caiu novamente e Yomi se ajoelhou e segurou seu rosto.

“Se você se comportar quem sabe eu tiro isso de você”. – ele riu e lhe beijou.

Kurama observou Yomi sair.

Yomi estava prestes a conseguir o que queria, a revolta de Kurama atrapalhou um pouco seus planos mais agora estava tudo certo teria finalmente o que queria, a única coisa que Kurama o tirou, sua visão.

A cirurgia era perigosa, mas ele tentaria, faria Kurama pagar pelos 18 anos em que ele teve que aprender a lhe dar com a deficiência. Uma parte boa da perda da visão foi que teve que se adaptou aos seus outros sentidos, que ficaram mais apurados, e com isso desenvolveu seus poderes regados pelo amor e o ódio que sentia pela raposa.

Mas agora arrancaria os olhos de Kurama fazendo-o passar pela mesma situação que ele. Com isso ele ficaria em suas mãos e teria o por completo.

Pela manha do outro dia Yomi entrou no cômodo onde Kurama estava, ele estava dormindo, Yomi foi até ele e o acordou.

“Acorde raposa o dia finamente chegou”.

Kurama acordou tentando se acostumar com a luz do cômodo Yomi o olhou e lhe deu um beijo.

“O dia de que? Resolveu finamente me soltar e me dar o trono?” – Disse rindo, brincalhão como se eles fossem colegas de escola, zombando um do outro.

“O dia da minha vingança Kurama, eu finalmente vou ter o que você me tirou, seus olhos!”.

Kurama não entendeu. Yomi o pegou pelas correntes e o conduziu até uma sala cheia de equipamentos cirúrgicos.

Kurama começou a entender a intenção de Yomi e começou a se desesperar.

“Yomi seu desgraçado então foi por isso que você me trouxe aqui?”.

“Até que enfim você entendeu”.

“Se era só isso que você queria, por que então não o fez quando eu cheguei aqui?”.

“Eu queria matar minhas saudades, mas como eu sabia que você nunca se curvaria a mim, resolvi deixar você se iludir um pouco raposa”.

Yomi o deitou em uma cama e o prendeu com os cintos imobilizadores.

“Senhor Yomi estamos prontos”. – Um pequeno Yokai entrou na sala. “Podemos começar a operação assim que o senhor estiver pronto”.

“Então podemos começar”.