O Fruto Proibido
22 Felizes para sempre?
Notas iniciais
Regina’s POV
Os dias foram passando com a velocidade do vento. A família está toda reunida no castelo. Tenho aproveitado as minhas últimas semanas de vida para passar tempo com todos, para me despedir de todos. Não sei se depois da morte mantemos as nossas memórias, mas sei que em vida, por muitas coisas terríveis que aconteçam as memórias são a única coisa que ficam. Boas ou más, são elas que nos mantêm vivos, que nos relembram do que já fomos e do que queremos ser. É isso que eu quero deixar à minha familia, memórias de uma vida feliz.
Emma’s POV
Desde que a Regina está fora das catacumbas, desde que ela está em casa e que a sinto segura que não tenho parado nem um minuto para pensar. O meu principal objectivo é conseguir libertá-la desta sentença de morte. Quero poder passar o resto dos meus dias com ela e com os meus meninos.
Estou ansiosa para conhecer o novo membro da família que está para vir brevemente, mas por outro lado quero adiar ao máximo essa alegria, para adiar ao máximo a minha grande tristeza.
Enquanto andei por aí a vasculhar a vida dos outros, subornando toda a gente que era possível eu descobri que na noite da morte do rei houve uma grande falha de segurança nos principais corredores do castelo ( os que dão entrada aos aposentos quer do Rei como da Rainha). A Oeste no Reino, na Floresta houve um embuste que deslocou mais de metade das tropas para o local, o que levou a que o quarto do rei não tivesse viagiado. Qualquer pessoa pode ter lá entrado e apunhalado Leopold em cheio no peito.
Quando comprei informações e até mesmo a ajuda a Nostradamos, ele contou-me que dias antes um dos guardas lhe tinha comprado a preço de ouro uma poção raríssima, que muita gente desconhece e ainda menos gente tem acesso a ela. Como bom curandeiro, Nostradamos conseguiu ter acesso a um frasco da poção pretendida e vendeu-o ao tal guarda real.
Flashback
–Nostadamos, já percebi que nunca foi tua intenção causar nenhum mal à Rainha, mas agora diz-me que raio de poção é que estamos a falar!
–Emma, sabes que neste mundo existe muita magia. Magia negra e magia branca. Infelizmente a magia negra tem mais aliados que a magia branca, por isso existe tanto mal no Mundo...
–Chega de conversas de encher chouriços!! – Interrompi o seu discurso- Nostrodamus eu sei disso tudo, agora diz-me para que servia essa poção que vendeste a esse tal de Jonathan.
–Essa poção permite controlar a pessoa que ingerir o liquido criado com alguns ingredientes muito específicos. O que importa é que para a poção funcionar é preciso uma gota de sangue da pessoa em que o objecto de encantamento confia mais...
–E como raio tu conseguiste isso? Como sabias em quem a Rainha mais confiava, num reino com tantas pessoas.
–Princesa não me menospreze, eu não sou um meres curandeiro. Eu tenho poderes visionários e à muito tempo que eu sei da sua paixão pela Rainha, só tenho pena de não ter igualmente conseguido uma visão da asneira que os meus actos trariam.. Peço muitas desculpas, nunca foi minha intenção... para conseguir o ingrediente principal só tive de esperar que tu te magoasses numa aula de esgrima.
–Então tu sabias que o alvo era a Regina?? Todo este tempo tu sabias, seu imbecil!!! – Não consegui controlar os nervos, a revolta e quando dei por mim a minha mão estava marcada no rosto de Nostradamos.
–Eu mereço todos os castigos que me quiser aplicar, mas eu juro pela minha honra que irei fazer de tudo o que estiver ao meu alcance para descobrir toda a verdade.
–É bom que sim Nostradamos, porque senão no dia em que a Rainha morrer, tu morrerás também!
Fim do Flashback
O dia de hoje foi muito longo e para a noite aproxima-se uma tempestade. O final de tarde está escuro, como breu, o vento sopra com vontade. As folhas das árvores dançam ao som do vento e o seu assobio assombra pelas paredes do castelo.
Se bem conheço a minha Regina a esta hora está deitada na posição fetal, agarrada a uma almofada. Sei que ela odeia estas noites e por isso corro ainda mais depressa para chegar logo aos seus braços.
Ao entrar de soslaio no quarto, não consigo evitar o sorriso que me inquieta.. Regina estava exactamente na posição que eu a tinha imaginado.. Passo pelo banco do quarto e pego uma manta, deito-me ao seu lado, aconchego-nos com a manta e envolvo-a nos meus braços... O seu sono é profundo, pois ela não dá logo pela minha presença, apenas uns minutos depois se ajeita no abraço e respira fundo. Deposito um beijo na sua nuca e acaricio a sua barriga avantajada e sinto que o “nosso” filho me comprimenta. Adormeço assim, com eles em meus braços, no aconchego do amor enquanto o tempo lá fora demonstra toda a sua revolta.
Acordo com uma dor intensa no braço e um grito estridente que ecoa na minha cabeça.
–Emma! – Regina grita por mim e imediatamente o meu coração dispara de preocupação. Abro os olhos, rapidamente sento-me na cama e rodo o meu corpo para ficar de frente para ela. Vejo que a dor que sinto são as suas unhas cravadas na minha pele branca. Coloco o braço por cima do seu ombro, e percebo que ela tenta controlar a respiração. A minha outra mão pousa na sua perna e sinto toda a sua camisa de noite e a sua pele molhadas. Sem dar tempo para pensar em tudo o que está a acontecer, a minha rainha fecha os olhos com força manda a cabeça para trás se controrce com dor.
–Vai tudo ficar bem meu amor, o nosso pequeno príncipe decidiu dar-se a conhecer e este vai ser uma das melhores noites da nossa vida. – Tento acalma-la enquanto falo devagar, de forma serena e baixa. Deposito um beijo na sua testa e salto da cama em busca de ajuda.
Grito desalmadamente pelos corredores do enorme castelo.
Saindo de uma porta ao fundo do corredor, (Eudora), nossa criada mais fiel aperece trajando sua roupa de dormir e um roube que ainda aperta enquanto se aproxima de mim.
–Menina Emma, o que está acontecendo? – Pergunta a mulher ainda sonolenta e confusa.
–Precisamos achar uma parteira rapidamente. O bebé da Rainha vai nascer agora!
–Princesa tente se acalmar e vá ter com Regina e tente acalmá-la também. Eu vou procurar a Rosália, ela ajudou já várias crianças a nascer, incluíndo você.
–Tudo bem (Eudora), mas vá rápido.
–Sim, senhora.
Regina’s POV
Estou num jardim verde, cheio de flores, cheiros e cores. Perto de um lago, onde pequenos patinhos e cisnes nadam, está uma grande árvore e um banco de jardim colocado na sua sombra. Ali sozinha e sem saber onde estou e o que me espera a seguir, decido sentar-me naquele local tão estranhamente apetecivél e acolhedor.
As minhas vestes são simples e brancas e os meus pés estão descalços. Consigo sentir toda a textura, maciez e frescura da relva molhada.
Após alguns minutos sentada, decido fechar os olhos, inspirar fundo e apreciar toda a calma que emana daquele maravilhoso jardim.
–Regina.- mantenho os meus olhos fechados e assustada susurro.
–Leopoldo? – lentamente e receosa abro os olhos e confirmo as minhas suspeitas quanto ao dono daquela voz, agora serena. – Então o meu receio é verdade. É isto o meu fim? Estamos no céu?
–Calma Regina, isto não é o céu ou lá o que lhe costumam chamar. E estás aqui mas não definitivamente, a tua hora ainda não chegou. Estás aqui porque estou incumbido de te dar uma espécie de missão. Existem algumas coisas que precisas de saber, agora que o teu filho veio ao mundo.
Não sei o que achas que existe depois da morte e certamente que eu não te posso dizer, mas a morte não é isto. Este lugar existe para pessoas que tal como tu, precisam de saber algumas coisas importantes para que possam cumprir a sua missão na Terra e aí sim depois viverão a vida após a morte, seja lá o que for que isso significa.
–Missão? Leopoldo sê um pouco mais claro por favor. – Confesso que fiquei aliviada por saber que ainda não tinha chegado a minha hora, estava um pouco mais calma, mas ainda assim a curiosidade de saber o porquê de estar ali, superava todos os sentimentos.
–Regina, o teu filho terá o nome de “Guilherme”, que significa “ Protector corajoso”. Enquanto adulto, Guilherme será o braço direito de Henry. Nessa altura Henry será rei, Snow abdicará do trono a seu favor. Henry correrá perigo de vida, numa das suas aventuras. Ele será um rei ambicioso mas será também muito generoso e bom com o seu povo, nessa aventura Henry colocará a própria vida em perigo. Guilherme estará a seu lado e livrará o Rei da morte, daí o nome que lhe foi designado ser Guilherme. Regina... o que te conto neste momento é segredo, nunca ninguém precisará de saber o que vieste aqui fazer, as coisas que ouviste e muito menos que este lugar existe. Se não cumprires as regras serás punida por tal desobediência.
Assenti positivamente com a cabeça, mas mantive o meu silêncio. Era muita informação para reter assim de um momento para o outro. Não queria fazer perguntas ou interromper o que o Leopoldo tinha para me contar, a minha sede de conhecimento era maior do que qualquer questionamento que eu pudesse ter.
–Regina...eu sei que não fui um bom marido, que te destratei muitas vezes, demasiadas vezes, sem tu nunca mereceres. – Senti todo o pesar e arrependimento nas palavras do antigo rei – Tu foste uma excelente rainha, eu é que não estava preparado para amar alguém como tu. Uma mulher inteligente, demasiado bela e forte. O meu amor por Ava não me permitiu ser uma pessoa melhor, o ressentimento e mágoa que sentia enegresseram o meu coração e arrependo-me imensamente de nunca te ter sabido cuidar, respeitar e amar. Espero que um dia possas perdoar todo o mal que um dia te causei, todas as dores que te infligi e todas as humilhações pelas quais eu te fiz passar.
Eu sei dos teus sentimentos pela minha neta, Emma, sei o quanto são genuínos. Quero que saibas que, mesmo que não te importe, tens a minha benção. Eu não sei quanto mais tempo vocês terão juntas, para viver esse amor, mas sei que no fim, independentemente de tudo o teu nome será limpo, só não sei se será a tempo. Queria poder acalmar a inquietude que assombra o teu coração, mas eu realmente não sei o que acontecerá contigo daqui para a frente.
Agora, está na altura de voltares e cumprires o teu destino. Boa sorte Regina. – sorriu levemente.
Sinto-me como se estivesse a ser sugada, puxada para a realidade arrebatadora. Antes de desaparecer daquele lugar, olhei uma última vez para Leopold e a meias palavras disse que o perdoava.
– Reginaaa.... Reginaa... Pelo amor de Deus não me deixes. Eu nao sei viver sem ti. – Emma chorava com a cabeça apoiada no meu peito.
Ainda sinto o meu corpo dormente e a minha mente está perdida em pensamentos e mágoas.
Emma chora compulsivamente e sinto todo o medo que ela tem de me perder. O meu corpo ainda está muito fraco e debilitado, mas todos parecem alivíados por me sentirem consiente de novo. Ao longe oiço um choro fraco e aflito, como se chamasse por mim – Guilherme....- sussuro e Emma sorri enquanto Eudora coloca o pequeno ser no meu peito. O seu choro cessa e a minha angústia se acalma.
–Ele é igual a ti, meu amor. Olha só, pele clara cabelo escuro, lábios rosados e no tamanho perfeito. Amor ele tem todos os dedos dos pés e das mãos, eu conferi – disse Emma sorrindo – e os olhos dele amor, são verdes da cor da natureza, da esperança e da liberdade. Emma estava claramente emocionada. Eu sei que ela ama essa criança tanto quanto eu, tanto como ama o Henry e tanto como me ama a mim.
*SQ*
Mãos atrás das costas, pulsos algemados a ser arrastada brutamente por um carrasco carrancudo, mal cheiroso, feio, barbudo e desdentado.
Caminho a passos largos para a morte. Uma praça cheia de pessoas que eu não conheço, mas que me odeiam, pessoas sem um pingo de misericórdia por mim ou pelos meus filhos que estão prestes a ficar orfãos.
Gritam frases de desespero, carregadas de raiva e recentimento:
–Hoje chegou o teu dia! Assassína!
– Isto é pelo nosso REI! Só lamento que a tua morte não seja lenta e dolorosa!
–Hoje pagas por todos os teus pecados!
Uma lágrima cai silenciosamente pelo meu rosto, nunca acreditaram e mim e nunca o farão. Mas também o que os faria acreditar? Todas as provas apontam para mim.
Do outro lado da praça, sentados em tronos de madeira devidamente embelezados com ouro e jóias estão Charming e Snow, os novos reis da Floresta Encantada. O olhar de ambos carregado de tristeza, compaixão e impotência. Eu sei que o reino ficará bem entregue aos dois, sei que os meus filhos ficaram bem entregues às suas mãos, que serão a educados como verdadeiros reis e ainda mais importante que ajudaram a Emma a superar a minha morte e a quem sabe um dia encontrar de novo a felicidade.
Em pé, do lado esquerdo dos tronos está Henry, carrega o pequeno Guilherme nos braços, o seu olhar derrama em lágrimas toda a tristeza que o seu sangue transporta do seu coração. Nunca tive a oportunidade de ser a mãe que os meus filhos mereciam e espero que um dia eles me possam perdoar por isso. Emma está do seu lado, o semblante triste da minha princesa quebra todos os cantos e recantos do meu coração. Sussuro-lhe um “Eu te amo”, para que ela leia os meus lábios e ela me responde da mesma forma um “Eu também”.
Condenada à morte por enforcamento. Uma morte impiedosa, mas pelo menos o sofrimento é mínimo segundo o que dizem. Mas como podem eles saber se nunca morreram?
O Carrasco coloca uma venda nos meus olhos e na escuridão encaminha-me até ao ponto X. Lugar que marca o sítio onde o alçapão se encontra. Quando esse mesmo alçapão se abrir para dar passagem ao meu corpo, será o meu fim, o meu corpo sustentado apenas por uma corda, que me arranha a pele sensível, no momento da queda em “seco” partirá os ossos do meu pescoço e segundos depois terei partido para uma outra vida longe de todos os que me amam e me fazem feliz.
Neste momento cego e final a multidão que antes gritava e me vaiava, está agora em silêncio, serão minutos de piedade? Talvez de pena...

Os minutos são longos, custam a passar, esta imenência da morte ainda me vai deixar louca, o silêncio da multidão não me deixa perceber se o maldito carrasco que me tirará deste mundo, está prestes a iniciar a sua missão.
Ao longe, começo a ouvir passos, indistintos. Parece-me ser mais do que uma pessoa, mas não dá para distinguir. Tão depressa como começaram a ecoar pelas ruas, os mesmo passos cessaram.
– O que está a acontecer hoje, este julgamento apressado e acertivo, fruto de uma maniulação sem escrúpulos e que daqui a instantes se preparava para colher a vida de uma inocente é uma verdadeira fraude! – Ouviram-se suspiros de espanto e a multidão começou a ficar agitada – Se avançarem com isto irão certamente arrepender-se, todos vocês, quando ouvirem o que tenho a dizer pedirão clemência e perdão a esta que agora insultam. – Reconheci a voz de Nostradamos.
–Tira a venda dela agora! Para que a Rainha possa ver a cara da pessoa imunda que friamente assassínou o nosso rei, colocando-a no corredor da morte. – Desta vez foi Emma quem se prenunciou, a sua voz estava alterada.
O carrasco prontamente obedeceu à ordem dada pela princesa. Voltei a ver a luz do sol brilhar, como se queima-se o meu rosto, iluminava a minha pele e os meus olhos agora abertos tentavam habituar-se a tanta claridade. Instantaneamente os guardas cercaram a praça, a partir de agora ninguém entraria ou sairia daquele recinto.
–As algemas também! – Ordenou Emma.
Queria tanto que ela viesse a correr agora para os meus braços, só queria voltar a sentir o seu toque, o seu cheiro. No fundo eu sei porque ela se manteve imóvel e impassível, não seria aconselhado mostrar o seu amor por mim neste momento. Uma revelação estava prestes a acontecer e era necessário manter a serenidade e a aparência de que a sua ligação a mim era apenas de familiaridade, ou em vez de me tirar do corredor da morte nos colocaria às duas.
–Agora Nostradamos, está na hora de contar toda a verdade!
Apesar de não entenderem bem o que tinha acontecido naquela noite, a multidão revoltou-se contra aqueles que eram apontados como verdadeiros culposos da morte do soberano.
*SQ*
Enquanto isso, debaixo da macieira que viu o seu amor crescer estavam Emma e Regina. Sentadas no banco, enquanto Henry estava sentado na relva embalando o irmão no colo. Regina ainda não acreditava em tudo o que tinha acontecido nos últimos meses.
–Emma... fui mesmo eu que matei o teu avô.. Emma...
–Calma meu amor, tal como o Nostradamos estava a explicar, tu não tiveste culpa de nada, tu estavas a seguir as ordens que te tinham sido dadas por aqueles dois monstros.
–Mas Emma, ainda assim fui eu que desferi o golpe que lhe tirou a vida! E porque o Henry é meu filho e não dela, porque ele veio morar comigo Emma...Porque ela acha que eu o roubei dela, mas na verdade eu é que perdi anos da vida dele. Emma, ele não pode nunca saber disto, ele não pode saber que a mãe adotiva matou o avô dele por inveja e ciumes..Eu não quero que ele se sinta culpado de nada.
–Regina — a princesa abraçou a rainha — Tu não tiveste a culpa e agora toda a gente percebeu isso. As pessoas fazem as coisas por qualquer razão, a mais pequena coisa serve para matar. Ele não se vai sentir culpado de nada, ele vai se sentir amado, porque ele é amado. Ele tem uma família, ele têm-nos a nós, tem o irmão e os avós.
Amanhã um novo dia irá raiar e com ele sabes o que vai chegar? — sussurou.
–O quê Emma? — perguntou sem se atrever a sair daquele abraço.
–O nosso final feliz Regina! Finalmente vamos ser felizes com a família que sempre sonhamos e que amamos.
–Oh Emma, o que eu faria sem ti e sem o teu amor?
–O mesmo que eu sem ti e sem o teu amor. Morrerias.
Soltaram-se do abraço e deram um beijo apaixonado.
–Agora vamo-nos sentar perto dos nossos filhos.
*SQ*
– A verdade é que a nossa querida rainha, sim querida porque nunca deveriamos ter duvidado da sua inocência, nunca deveríamos ter dúvidado do seu lado humano, da sua bondade e da sua verdade. A nossa querida rainha — deu ênfase às suas palavras — foi vítima de um embuste, uma armadilha da qual eu infelizmente fiz parte. Me arrependo imensamente dos meus actos culposos e estou disposto a pagar por eles...
Há uns meses atrás, um dos guardas pediu-me que o ajudasse com uma poção, eu sabia quem seria o alvo, uma vez que precisava de ingredientes específicos que me permitiam saber, mas humanamente deixei-me levar pela ganância, pela vontade de ter sempre, sempre mais. A troco de algumas moedas de ouro eu criei a poção que permitiu controlar a rainha... Infelizmente eu não pensei nas consequências que os meus actos trariam e a rainha foi controlada na fatidica noite em que o nosso rei Leopold foi assassínado.
Não existe apenas um culpado ou uma culpada neste caso, mas felizmente, eu e a princesa Emma descobrimos toda a verdade antes que um desastre pudesse acontecer.
Guardas algemem o Jonathan e a mulher de capuz verde que está ao seu lado, imediatamente!!!
Os guardas sem saberem se deveriam obedecer a um simples curandeiro, esperaram a aprovação da princesa Emma, que simplesmente acenou com a cabeça e assim eles cumpriram a ordem que lhes tida sido dada.
Depois de algemados, os réus, foram levados a cima do pequeno estrado de madeira para que o povo pudesse ver na perfeição a cara daqueles que mataram o seu suberano.
Continuando com a explicação. Esta mulher, esta.... nem tenho palavras para descrever ser tão despresível e mesquinho, utilizou a poção que eu criei e naquela noite, controlou todas as acões da rainha, fazendo-a dirigir-se ao quarto real, onde ela também já se encontrava e assassinar friamente o seu próprio marido e senhor.
–Acabem com eles — gritaram alguns populares presentes na multidão.
Depois da explicação de todos os factos e dos arguidos se terem dado como culposos das acusações, eles tiveram direito a contar o seu lado da história e depois de alguns minutos Snow e Charming deram a ordem de execução.
A multidão começou a dispersar e o ambiente ficou mais calmo e leve.
Snow e Charming ainda estavam incrédulos com o que tinha acabado de acontecer. Emma lutou por Regina até ao fim, os verdadeiros culpados foram encontrados e pagaram o preço pelos seus crimes e Regina estava finalmente livre.
1 Ano depois
Um ano se passou, desde a vida mudou para sempre. Snow e Charming são os reis do reino Branco. Os dois monarcas são muito respeitados e amados por entre o seu povo. Moram no Pálacio onde Snow nasceu, cresceu, casou e viu a sua filha nascer, crescer, se apaixonar e contruir a sua própria família.
Graham apaixonou-se por uma súdita do reino, ruiva de pele clara e marcada por sardas e sinais. Decidiram deixar o reino branco e procurar a felicidade pelos caminhos do mundo.
Nostradamus, permaneceu no Castelo e serve a Rainha e tornou-se o curandeiro oficial do reino.
Regina, Emma, Henry e o pequeno Guilherme, mudaram-se para o Pálacio de Verão. O casal queria uma vida calma, discreta e pacata para criar os filhos que tanto amam.
Sentada na penteadeira, Regina observa pelo espelho os filhos e a mulher que ama a brincarem em cima da sua cama. A felicidade está expressa nas suas faces e Regina sorri ao
relembrar o que foi a sua vida, o quão foi díficil se entregar ao amor que sentia pela sua loira, como as peripécias e os esquemas de Emma a magoaram, mas também de como a princesa foi a única pessoa capaz de compreender as suas dores, cuidar das suas feridas, ajudar a juntar os pedaços da sua alma quebrada, protegê-la dos monstros que aterrorizam a sua vida, acreditar nela sem nunca desistir daquele amor e do futuro que as duas contruíram juntas. A Imagem que vê refletida no espelho é tudo o que sempre sonhou que seria. A sua família reunida, unida e inseparável.
Juntou-se “às crianças” na cama, abraçou-os ao mesmo tempo e beijou a bochecha da sua princesa loira – Eu te amo – sussurou ao seu ouvido e juntas sorriram.
Fim
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