Notas iniciais
E aí pessoinhas!! Olha quem postou capítulo novo! kkkk Eu adoro suspense!! Espero que vcs tbm gostem, pq vamos ter uma boa dose aqui! Ah, caso alguém que curta yaoi e queira jogar rpg de Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco), as meninas - Daftookami e Kaay - estão com um fórum supimpa gente (sou suspeita pra falar, adoro muito!! ♥ )! Tem espaço pra muita gente ainda! Se alguém tiver interesse, manda inbox por aqui pra elas, ou pra mim e eu mando pra elas, ou pelo Facebook mesmo! Vale muito a pena!!! Bjos e bom capítulo! ^3^

A noite estava quieta. Afrodite estava deitado junto de Aldebaran, olhando de longe a janela. O companheiro o acalmou um pouco, mas não o fez dormir como precisava. Entretanto, aquilo não tinha importância, O florista simplesmente não conseguia entender porque Kiki dissera aquilo. Aldebaran não lhe parecia ser aquele ser perigoso que agora estava em sua mente, não tanto. Sempre tão amável, doce e carinhoso. Perguntou-se o que havia acontecido antes, quando ele e Mu ainda estavam juntos. O que Kiki presenciava? Seria por causa dessas – supostas – coisas que o menino era assim, tão calado?

Coçou os olhos e tentou esquecer aquilo. Não fazia mais sentido pensar sobre isso. Decidira-se. Estava com Aldebaran, ao lado dele. Não questionaria mais o companheiro.

Com um suspiro silencioso, Afrodite se ajeitou melhor naqueles braços fortes e foi pegando no sono. Mesmo com tantas coisas, com tanta informação a respeito de Aldebaran, ainda assim sentia-se seguro nos braços dele. Sentia que seus medos se dissipavam. E foi assim, nesses braços, que seus olhos sentiram-se a vontade pra pesar e começar a se fechar. Mas o susto que levou a seguir o fez arregalá-los e manter-se acordado pelo resto da noite.

Ouviu um barulho feito pelo chão de madeira.

Seu coração começou a bater mais rápido. Teria chamado Aldebaran se aqueles passos não estivessem tão próximos. Próximos demais.

Aquela proximidade o fez estranhar aquele som. Não ouviu ninguém entrando na casa, muito menos subir essas escadas numa noite tão quieta como esta. Percebeu que os passos estavam cada vez mais pertos de seu quarto. Passos curtos, leves e decididos. Sua porta fez um barulho incômodo quando foi aberta e, instintivamente, Afrodite relaxou o corpo e o rosto, simulando um sono tranquilo, enquanto o invasor adentrava o quarto. E ali ele permaneceu por minutos incontáveis, sentado na cama de Afrodite e olhando o casal que dormia, sem saber que um deles sabia de sua presença ali.

Ele só saiu do quarto quando o loiro se mexeu na cama, fingindo virar-se para Aldebaran e abraçando o mesmo.

Enquanto o invasor saía, Afrodite olhou com os olhos cerrados, tentando não virar muito a cabeça. Mesmo com a visão embaçada e o quarto escuro, iluminado apenas pela claridade pobre da noite, ele soube quem era.

A manhã começou bem para Aldebaran. Seu braço estava um pouco dormente, devido à posição fixa em que dormiu, mas parecia animado. Como de costume, acordava cedo. Cedo o bastante para receber carinhos de Afrodite. O florista disse a ele ter acordado um pouco antes, mas a verdade era que nem dormira.

Os dois teriam ficado mais tempo ali, teriam se esquecido de tudo o que acontecera por algumas horas, mas acabaram sendo obrigados a levantar.

Vindo da parte de baixo da casa, eles sentiam um delicioso cheiro que lhes despertava a fome. Desceram ainda com as vestes de dormir e o susto só não foi maior porque desconfiavam dessa pessoa.

Kiki havia preparado o café da manhã.

– Desde quando você prepara coisas assim, Kiki? – perguntou Aldebaran, pegando um pedaço da omelete e experimentando.

– Eu me lembrei de como Mu fazia e resolvi tentar.

O menino sorria ao explicar. Afrodite apenas o observava, abrindo alguns sorrisos tímidos às vezes. Sentou-se ao lado do companheiro e serviu-se. Ouvia o artesão dizer algo ao jovem sobre cuidados para não se queimar ou cortar. Entretanto, seus raciocínios estavam focados em outra coisa.

Kiki havia estado no quarto deles naquela noite. Ele os observou por um tempo naquela escuridão. Tentou explicar para si mesmo que o menino estava com medo, que queria companhia, mas alguma coisa o convencia do contrário. Alguma coisa, no íntimo de Afrodite, lhe dizia para ter cuidado com esta criança.

Então, num determinado momento em que o companheiro se levantou, Afrodite e Kiki trocaram olhares falsos, com sorrisos falsos. Afrodite, que até então apenas sentia calafrios em relação ao menino, agora tinha certeza. Estranhamente soube que Kiki já sabia sobre suas desconfianças, de que Kiki sabia que não o enganava, não mais. Não sabia dizer se era algo bom ou ruim. Era tarde demais para decidir isso.

Uma hora mais tarde, todos já estavam prontos para seus afazeres. Aldebaran vestia sua roupa preferida para mexer com argila e Afrodite vestia seu macacão próprio para jardinagem.

O florista optou por não trabalhar em casa naquele dia. Ia às casas das pessoas que o chamavam, aparava arbustos, dava formas e até cuidava de algumas flores. Ganhava um dinheiro e ainda espairecia a mente.

Enquanto cuidava de uma pequena árvore na entrada de uma casa, percebeu um homem o observando. Tentou fingir que não o havia percebido, mas já estava farto de jogos. Largou a tesoura com suas outras ferramentas e foi até ele, do outro lado da rua.

– Posso ajudar? – perguntou impondo-se ao homem.

Afrodite o examinava de cabo à rabo sem se preocupar se o ofendia.

– Suponho que sim. – ele abriu um diário e mostrou ao florista. – Creio que seja você, não é mesmo? A única diferença são os cabelos...

O rosto de Afrodite endureceu e se fechou numa carranca de surpresa e indignação. Puxou das mãos do homem aquele caderno e começou a folheá-lo, focando nas partes em que havia desenhos seus, retratos, mas teve o objeto tomado à força.

– O que significa isso? – perguntou o florista.

– Eu te pergunto a mesma coisa. Inclusive, pergunto-lhe se sabe onde o dono deste caderno está.

Ele referia-se a Mu, com toda a certeza. – E como eu vou saber. Não sei quem é o dono disso. Espero que esteja a procura dele para entregá-lo à polícia. Não acho seguro alguém me perseguindo. – A resposta demorou a sair, mas ao menos estava crente de que convencera o tal homem. – E quem é o senhor?

– Meu nome é Radamanthys. Sou o detetive desta cidade. Estou investigando o desaparecimento do dono deste objeto.

O estômago do loiro se torceu. Desparecimento. Aquilo não era bom.

– Eu encontrei isso na casa desse tal homem e achei bem suspeito. Preciso que me diga qual sua relação com ele.

Sua resposta não o havia convencido, pelo jeito. Respirou fundo e olhou pra os lados. Algumas pessoas olhavam para os dois.

– Infelizmente não posso ajudá-lo agora, detetive. Estou no meio de um trabalho. Mais tarde...

Disse isso e saiu andando em direção a casa em que estava trabalhando. Radamanthys o deixou seguir com suas coisas. Por enquanto.

–x-

Em sua casa, Aldebaran terminava os artesanatos. Os acabamentos e detalhes eram sua parte favorita. Desde o incidente com Mu, essa foi a única vez em que se sentiu realmente relaxado. Seus olhos acabaram caindo sobre aquele canteiro onde havia enterrado o ferreiro. Suspirou e voltou sua atenção para o que estava em suas mãos.

Assustou-se ao ver Kiki ao seu lado, sentado no chão, olhando os artesanatos. Não vira quando ele chagara, talvez estivesse muito concentrado em seus pensamentos.

– O que faz aqui, Kiki? – seu tom de voz era gentil e acolhedor com o menino.

– Por que o senhor Afrodite fez aquilo com Mu?

Aldebaran empalideceu e começou a suar frio. O olhar direto do menino lhe causou calafrios. Ele sabia. Aldebaran não queria acreditar. Não parecia haver ódio no olhar dele, mas aquela indagação não era esperada. Pigarreou várias vezes e então falou:

– Do que está falando, Kiki?

– Eu vi quando ele enfiou aquela coisa pontiaguda em Mu... Eu vi quando Mu caiu morto. E sei que ele está enterrado ali...

Apontou pra ao mesmo lugar que Aldebaran olhava antes. Era muita informação para Aldebaran. Informações bem detalhadas. Até demais. O artesão queria fazê-lo esquecer-se daquilo. Sentiu-se culpado por não estar lá para evitar tudo aquilo.

– Kiki... – respirou fundo tentando parecer mais calmo. – Às vezes as pessoas ficam com alguns problemas e, algumas vezes, esses problemas tornam as pessoas perigosas... Mu atacou Afrodite por motivos pessoais, motivos tão pessoais que só faziam sentido na cabeça do nosso querido Mu. Mas não faziam dele uma pessoa ruim.

– Mas se ele atacou o senhor Afrodite... – o menino começou, mas foi interrompido pelo mais velho.

– Mu jamais será uma pessoa má. Jamais. Entendeu?

– Sim!

O menino sorriu docemente e se levantou. Deu um beijo demorado no rosto do artesão e entrou em casa, encostando a porta dos fundos.

O artesão se levantou e guardou suas coisas. Sua cabeça fervilhava graças ao que o menino dissera. Respirou fundo e disse ao expirar:

– É só uma criança...

Seu tom de voz era de pesar.

Mas mal sabia ele que dentro de casa Kiki examinava cuidadosamente cada cômodo da casa, principalmente a escada. O que Aldebaran lhe dissera não lhe trouxe paz. Só lhe deu forças e reforçou seu pensamento de que nada daquilo estava errado. Em sua cabeça, apenas Afrodite estava errado, e ele teria de corrigir este erro.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Desculpem os erros! Eu dei uma apressada, mas foi por uma boa causa! Juro juradinho! Logo logo posto um novo capítulo!! Bjos ^3^