O Florista de Star Hill

4 O artesão e sua paixão


Notas iniciais
Demorei, eu sei... Nem precisa ressaltar... Mas não tenho uma folga faz tempo, e a ultima que tive passei jogando video game... Enfim... Desculpem os erros. É difícil escrever no caixa, enquanto atende cliente, e ouve reclamação de alguns funcionários... Espero que gostem!! Eu disse (acho que foi ontem) à Daftookami que terminaria meu cap, e nunca cumpri tão depressa uma promessa kkkkkkkkkkk Bjos e aproveitem!!!

Os braços fortes do artesão agarravam o corpo esguio do florista com total delicadeza. Porém, sentiu os músculos dele retesarem-se.

– Continuo...? Ou ainda não está à vontade?

Afrodite olhou diretamente para ele. Nunca haviam perguntado isso a ele. Seus olhos pareciam intrigados.

– Continue, por favor... – um sorriso leve surgiu em seu rosto, totalmente relaxado. Encostou sua cabeça loira no peito largo de Aldebaran e ficou a mercê de seus toques. Foi submergindo aos poucos seu corpo, depositando leves beijos sobre o corpo que o matinha próximo. Não que o artesão não soubesse o que o florista ia fazer, mas não esperava que fosse por vontade própria. Pisou numa pedra para manter-se firme.

Sentir a mescla do frio da água com a boca quente de Afrodite era muito prazeroso. Seus dedos se enroscaram nos cabelos molhados embaixo d’água. Seus pelos dos braços eriçaram-se. Teve de fechar os olhos e mordeu o lábio inferior. Sentiu, então, a insistência de Afrodite e lembrou-se que o mesmo estava embaixo da água, sem ar. Ajudou-o a se levantar.

– Perdão. Eu me esqueci... é que estava tão bo...

– Não tem problema. – interrompeu-o – Eu só subi para respirar.

Antes que mergulhasse novamente, o artesão o puxou e beijou-o. Em um abraço forte, ele o levantou e segurou, junto ao seu corpo. Automaticamente, o florista abraçou-lhe o pescoço. Os cabelos loiros ondulados escorriam toda a água sobre o corpo o gigante. Suas pernas de pele tão clara abraçaram-lhe a cintura. Nunca imaginara algo tão receptivo do florista. Ele era voraz. Sabia bem o que fazia. Aldebaran, fugindo de alguns beijos por poucos segundos, procurou pela beira mais próxima e nadou, junto de Afrodite, para lá.

Sabia seu peso. Era um homem grande. Deitou-se e deixou que o menor ficasse por cima. Ele dava mordidas delicadas no gigante, chupões pelo abdômen definido do artesão, passeava com os dedos pelo corpo todo, o olhar provocante e excitado.

Mas Aldebaran queria mais que aquilo. Muito mais.

– Quando você estiver pronto... – disse a Afrodite.

O florista não era bobo. Era, na verdade, muito calejado. Sabia da agonia do outro, da pressa por seu corpo. Em outros tempos, teria judiado mais dele, apenas por brincadeira, mas queria tanto quanto ele. Há tempos não se sentia tão desejado. Recebia inúmeros olhares, as vezes, mas somente outro o quis da mesma forma que Aldebaran.

– Eu estou.

Essa foi a única resposta dele. Ele suspirou e, aos poucos, com a ajuda de Aldebaran, foi sentindo o calor de seu corpo aumentar, quase como uma febre doentia. Seu quadril se movia quase que sozinho pelo desejo de sentir aquilo cada vez mais fundo em seu corpo. As mãos grandes sempre alternando em caricias e ajuda para o florista se mover. E como ele gostava quando ele se movia. Seu corpo parecia não pesar nada. Mas era quente. Estava quente. Ofegantes, ambos os corpos estavam ofegantes. E os gemidos... ah, os gemidos eram roucos e prazerosos. E Afrodite gemeu com mais prazer ao sentir o toque de Aldebaran em seu membro. O gigante também gemeu mais alto quando se sentiu apertar dentro do florista. Aquilo ficava cada vez melhor. Cada vez mais prazeroso. Afrodite derreteu-se nas mãos de Aldebaran, os olhos fechados, bem fechados, suas unhas cravando na pele do moreno. Sentiu o corpo maior se aproximando e lhe dando um nos lábios carnudos, a respiração de um se misturando com a do outro. O que escorria de Afrodite agora deixou de ser água. Era um suor salgado, delicioso para língua de Aldebaran. Língua que percorria cada canto de seu corpo, aproveitando cada movimento do loiro, cada posição. Mas gostava de tê-lo de frente para si. Era perfeito, de todas as maneiras. Queria ficar olhando o rosto dele, imerso em deleite. Sentiu, então, um arrepio forte, uma onde de prazer. Tanto ele como o amante. Estava chegando ao clímax. Chegara ao clímax. Ao poucos foi afrouxando os braços e o corpo do menor foi se deixando cair por cima do outro. Quanto tempo ficaram juntos, imóveis, até que seus corpos esfriassem e suas respirações acalmassem? Não souberam dizer. Deitaram-se sobre a grama fresca, embaixo de folhas verdes que balançavam com a brisa, e davam lugar ao brilho matutino do Sol.

–... Já é noite...

Ele mal ouvia o que o outro dizia.

–... Acorde...

Abria seus olhos lentamente e com a mesma velocidade, fechava. Não queria acordar. Quem queria acordá-lo, afinal? Seu coração começou a bater forte então e se levantou ágil e pálido.

– Fique calmo... Não quis assustá-lo.

Afrodite o olhou nos olhos e se lembrou das horas que passaram juntos naquele dia. Olhou para baixo e constatou que estava nu. Nisso, veio uma dor ao seu corpo. Sabia que era por causa do que havia feito. Estava desacostumado a fazer esforços, mas aquele valera a pena. Sorriu constrangido para Aldebaran. Olhou em volta. Aquele lugar, tão bonito de dia, agora era quase todo breu. Mas a lua ainda refletia no lago, e isso era encantador.

– Vamos? Eu te acompanho. – disse Aldebaran. Foi quando Afrodite percebera. Ele estava vestido.

Vestiu-se e foram. Não tiveram muita conversa. Ambos se sentiam encabulados. O caminho foi quase todo silencioso, a não ser por um, ou outro, “já estamos quase chegando” ou “aquilo é um morcego?”.

O local onde o florista morava estava deserto. Nenhuma luz acesa. O único som vinha dos grilos da redondeza e de algumas corujas. Subiram quietos. Aldebaran foi até a porta com ele.

– Então... Tchau... – disse com um sorriso doce. Não queria ter dito tchau, mas disse. Virou-se para voltar a estrada e, de repente, sentiu uma mão em seu braço.

Sentiu apenas a boca de Afrodite colada na sua. Seus olhos se fecharam imediatamente. Abraçou-o e retribuiu.

– Não quero que vá... – disse o florista, entre mordidas no lábio.

– E eu não quero ir...

Ambos entraram agarrados e deitaram-se na cama do florista. Durante a noite, Aldebaran acordara algumas vezes apenas para vigiar seu sono.

Notas finais
Ficou curto, mas já não tenho muito o que fazer. Pra ser sincera, to em duvida do final... Mas logo posto mais (daqui um ano talvez kkkkkkkkkkkkkkkkkk). Era pra ser mesmo só o lemon, como eu havia prometido!! Bjos ^3^