Notas iniciais
Então... Eu não vou falar de prazos... Vocês sabem que eu não vou cumprir mesmo kkkk Espero que gostem. Boa leitura! Bjos ^3^

O dia estava propício para o trabalho. Afrodite estava um pouco mais animado com os pedidos de jardinagem que recebia, porém um pouco abalado por saber que era graças ao local em que Mu estava enterrado. O corpo parecia estar se decompondo depressa, e por causa disso, as rosas daquele canto cresciam mais rápidas e até mais vermelhas. Mas não se lembrava de ter plantado nada ali para que florescesse.

De toda e qualquer forma, o dinheiro estava sendo bem-vindo.

Aldebaran também vendia muito bem. Enquanto o belo tinha as mais belas flores, ele fabricava os mais belos vasos para que as mantivessem dentro de casa. Além de vasos, também fazia adornos e várias outras coisas bonitas.

Naquela manhã, uma ótima proposta batia à porta deles. Aldebaran fora chamado para fazer algumas esculturas em uma casa. A questão é que não poderia levar o menino junto. Não achava bom ficar levando a criança para todo canto em seus trabalhos. Trabalhar seria bom para ele, mas sabia que aquele tipo de artesanato não era sua especialidade. Só o atrasaria.

— Kiki, preciso que você fique aqui em casa, quietinho. Fique lendo os livros, tire uma soneca, mas não o quero fora de casa, entendeu? – disse o gigante.

— Por que não posso ir com você?

— Não quero que fique torrando nesse Sol quente como eu.

— Posso ir com o Sr. Afrodite?

Aldebaran ficou em silêncio por alguns segundos – Não. Ele também o quer aqui em casa. E ele já foi para o trabalho dele. Não poderia voltar.

— Mas eu sei onde é.

— Você vai ficar aqui, como eu mandei, entendeu?

O menino o encarou por um momento, o que lhe causou um calafrio.

— Entendi.

Antes de deixar a casa, o moreno olhou de relance para o pequeno. Estava com medo de que Afrodite estivesse certo.

—x-

A casa estava vazia, com exceção do menino.

Kiki subia as escadas lentamente. Contava baixinho degrau por degrau e examinava tudo. De novo.

De cima, fixava o olhar para o ponto ali embaixo. Deixou um sorriso escapar. Entretanto, ele se apagou rapidamente ao ouvir o ruído da maçaneta dos fundos sendo virada. Estava trancada, sabia bem disso. Escondeu-se ali em cima, esperando encontrar Afrodite entrando de forma sorrateira. Sabia que ele sabia de si. E estava feliz por isso. Não fora difícil mostrar ao florista o que queria. Aterrorizá-lo. Era só questão de tempo e oportunidade...

Só que não era Afrodite quem entrava. Tampouco Aldebaran. Era o detetive.

Torceu o pequeno nariz com raiva daquele homem. Ele estava fuçando no que não devia.

Pensou na melhor forma de se livrar dele.

— Quem está aí? – gritou de cima, esperando a resposta do homem, que não demorou a vir.

— Radamanthys. Eu te vi ontem. Lembra-se de mim?

O menino apareceu no topo da escada.

— Não tem ninguém aqui. Vá embora.

— Eu sei... Eu só gostaria de conversar.

— Então por que entrou sem permissão?

— Porque nem sempre os adultos são convidados para entrar e conversar.

— Não tem ninguém além de mim aqui.

— Escute... – começou a perder a paciência com a criança. – Que tal conversarmos? Acho que seria uma conversa interessante!

O ruivinho fechou a cara e andou em direção aos quartos. O detetive o seguiu.

Ao entrar no quarto do pequeno, viu que ele se sentava perto da janela. Achou prudente ficar longe dali, para que nenhum vizinho o visse. Um adulto numa casa que não era sua não seria muito bem aceito, não pela população ignorante daquela viela.

— Então... Agora você mora com eles?

— Sim, parece que sim.

— E pra aonde foi aquele seu... O que ele era seu? Pai? Irmão?

— Não importa o que ele era meu.

— Mas, ao menos sabe pra aonde ele foi?

— Sim. Pra fora.

— Ah, ele mudou de país? – disse em tom de constatação.

— Não. Agora ele dorme lá fora.

Um sorriso sinistro nasceu nos lábios de Kiki, embora não tomasse seu rosto.

— O que disse?

— Ele dorme lá fora. Embaixo da terra. Está enterrado ali. O bonito o matou.

Olhava para Radamanthys com os olhos arregalados.

O loiro, por sua vez, tentava manter a calma aparente, mas estava com o coração quase saltando pela boca. Calmamente andou para fora do quarto, fingindo pouco interesse, e saiu da casa, permanecendo agora no quintal com jardim. Checou se não havia ninguém olhando por ali e saiu vasculhando o terreno. De qual lugar o garoto estaria falando? Se fosse verdade, é claro. Mas duvidava que aquele menino estivesse mentindo.

Percebeu aonde deveria cavar ao ver os botões de rosa mais bonitos brotando num canto com a terra mais fofa.

Novamente, olhou em volta, e começou a cavar com as mãos. Cavou o máximo que pôde, sujando suas roupas de terra e adubo. Até que percebeu, mais abaixo, enterrado bem ao fundo, um corpo que já fazia sua decomposição. Sabia a quem pertencia. Agora só precisava retirá-lo de lá.

Começou a cavar o restante ainda com as mãos, para não chamar atenção pela cerca alta. Se ao menos estivesse do lado certo para aquele serviço, perceberia a sombra de quem se aproximava.

Mas, infelizmente não percebeu.

A tesoura entrou fundo em suas costas. Cravou bem no pulmão. Cuspiu sangue, muito sangue. Sentiu que a puxavam, fazendo esforço. Doía muito. O objeto mal saiu e já entrou de novo. Caiu de lado. Agora via o dono da arma. Kiki olhava para ele com raiva.

— Eu estou sozinho em casa. Eu disse que devia ir embora.

O menino ficou observando-o se afogar no próprio sangue. Mas não esperou muito para se desfazer do corpo. Aproveitou que aquela vala já estava um pouco cavada e a terra macia, claro. Puxou mais terra para fora, mas não muita. Não tinha tanta força assim. Jogou o corpo de Radamanthys junto do de Mu. Cobriu com a terra. Agora teria que explicar porque fizera aquilo com as rosas.

—x-

Ao entardecer, Aldebaran entrou em casa, seguido de Afrodite. Os dois pareciam contentes. Riam um pouco. O loiro estava um pouco queimado de Sol, mas parecia satisfeito. Mas, aquela alegria se foi quando notaram aquela bagunça de terra pela casa.

— O que houve aqui? – perguntou o pisciano, o peito arfando. Sentia uma raiva crescendo em si.

— Se acalme – disse Aldebaran ao ver o menino surgir da cozinha com um maço de flores nos braços. Havia vários tipos ali. Praticamente todo o jardim do florista.

— Eu quis ajudar. Eu quis separar algumas flores para fazer buquês, para vender... – explicou Kiki, a voz suave e doce de criança.

— Você colheu todas as minhas flores, todas as ervas, sujou a casa de terra... – foi listando o florista.

— Eu limpo!

— Eu acho bom mesmo você limpar!

Aldebaran não entendia o comportamento de Afrodite. Ele parecia possessivo.

— E ele vai. – intercedeu o taurino. – Se acalme – falou baixinho para Afrodite. – Kiki, pegue o que precisar e limpe. Quero essa casa limpa como deixamos. Vá logo!

Enquanto o menino se distanciava para pegar as coisas, o artesão puxou Afrodite para outro cômodo e disse:

— O que foi aquilo? Por que falou daquela forma com ele?

— Ele fez de propósito! Está matando minhas flores, querendo me infernizar! Primeiro me espia, depois corta minhas flores e as mata! Só está esperando a hora certa para...

— “Para...”?

— Me matar! – sussurrou.

— É uma criança, Afrodite, não um monstro. E daí que ele possa saber de alguma coisa? Ele não vai fazer mal a ninguém!

— Eu não estou louco!

— Nunca disse que estava! Mas... Se não tirar isso da sua cabeça, vou ser obrigado a acreditar que esteja.

Olhou desacreditado para o moreno.

— Me desculpe por estragar seu jardim, Sr. Afrodite. – disse Kiki, aparecendo do nada ali, causando um susto enorme nos dois.

— É... tanto faz...

O florista saiu do cômodo e deixou o menino sozinho com o moreno. Subiu e se lavou para dormir. Perdera toda a fome que tinha.

O mesmo acontecera com Aldebaran. Seu estômago estava com um nó. Queria dizer para si mesmo como dizia para Afrodite que era tudo invenção de sua cabeça, mas acreditava cada vez menos naquilo. A cada dia que passava, ficava mais difícil defender Kiki sem parecer estar contra Afrodite.

Notas finais
A questão é a seguinte: Eu não programo nada. Nem a fic, nem data, nem nada. Pra falar a verdade, já mudei o rumo da história várias vezes... Mas eu espero que estejam gostando. Perdoem os erros aqui, a demora e sei lá mais o que. Espero que tenham gostado deste capítulo! Até o próximo... Não me perguntem quando vai ter o próximo kkk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.