O Final Feliz Da Família Li
3 Capítulo 3 - O final feliz da família Li
Capítulo 3 – O final feliz da família Li
A foto. Estava completa. Não estava sozinho nela. Com um enorme sorriso, jogou-se no abraço do casal. Sua mãe o abraçou com tanta força, que se ainda fosse criança, podia tê-lo sufocado. Seu pai abraçou ambos com igual intensidade.
O mago sorriu.
– Kurorin pode sorrir também se está feliz por Syaoran!
– Eu não pedi sua opinião bola branca!
– Mokona é Mokona! Puu!
– Kurotan está feliz também!
– Também não te perguntei nada!
O mago e a mokona riram da própria provocação com o amigo!
– Eu achei que...
– Aquela carta... Ela pode concertar coisas que ninguém nem nada consegue.
– A que você criou no dia que se despediu do papai.
– Sim filho – Shaoran respondeu.
“Você pode ficar. Aqui nós podemos existir e viver juntos. Eu escolho esse futuro.” Sorriu. Um alívio intenso tomou conta de seu coração.
– Querido, por favor... Diga que vai ficar aqui. Ao menos por enquanto.
– Eu vou, mas há alguém que eu preciso ir buscar.
O casal olhou o grupo afastado. O mago acenou sorrindo. Soel também os cumprimentou alegremente. Kurogane apenas acenou com a cabeça. Eles sorriram em resposta.
– Sua companheira. Ela não está aqui não é? – Sakura falou.
– Como você...?
– Yuuko. Nós falamos bastante com ela antes dela partir.
– Olá, pais de Syaoran-kun! Eu sou Fay, este pequeno branquinho é Mokona. Aquele grandalhão emburrado ali é o Kuropon!
– É Kurogane! Pare de me chamar assim!
– Por favor, fiquem um pouco – Sakura apertava as mãos de Tsubasa com força. Temia que ele desaparecesse.
– Tudo bem. Ela está segura, poderá esperar um pouco mais.
Horas mais tarde a família estava no quarto dos pais. Fay, Kurogane e Mokona dormiam no amplo quarto de hóspedes da casa. Kero havia feito uma festa ao reencontrar Tsubasa e passara boa parte da noite comendo bolo e bebendo com Soel, que ficara feliz por revê-lo, mesmo sabendo que não era o mesmo Kero.
– Faz tanto tempo... – ela lembrava.
Quando criança, se não conseguia dormir, Tsubasa se acomodava junto a eles. Os três estavam juntos deitados na cama do casal.
– Tenho medo de acordar e descobrir que foi um sonho.
– Não tenha mãe. Eu voltei de verdade.
Vendo os dois sorrindo para si, também sorriu, e adormeceu tranquilamente acomodada entre as duas pessoas que mais amava, sendo aquecida pelo abraço protetor de ambos.
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– Mesmo com essas "cartas sei lá o que" é estranho que os pais do pirralho tenham conseguido restaurar a lógica só com um sentimento.
– Há coisas que não precisam de lógica pra existir, Kurotan. Se você perguntar porque a mãe de Syaoran-kun ama o pai de Syaoran-kun e não qualquer outra pessoa, ela não saberá responder, mas ainda assim vai amá-lo. Se você perguntar às pessoas lá fora se elas acreditam em magia, dirão que tal coisa não existe. A família de Syaoran-kun e eu usamos magia ainda assim. Se os outros lá fora virem mokona não haverá outra opinião senão a de que é um brinquedo, mas todos sabemos que mokona é um ser vivo.
O ninja mantinha-se em silêncio, olhando para o teto, deitado sobre os braços cruzados.
– Você mais do que eu deve saber que não há nada tão forte e poderoso como o amor de uma mãe por seu filho.
Falar daquilo já não era tão doloroso, mas sentia-se grato por o mago e a mokona adormecida aceitarem seu silêncio.
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– Vá buscar a sua princesa.
– Nós estaremos esperando, querido.
– Eu vou voltar com ela, com certeza!
– Obrigado – Kurogane agradeceu ao casal.
– Foi muito bom conhecer os pais de Syaoran-kun.
– Mokona também adorou!
– Volte logo! – Kero pediu.
– Mokona também vai voltar!
– Foi um prazer – Shaoran falou.
– Obrigada, por estarem ao lado do nosso filho.
Tsubasa trocou um último sorriso com seus pais antes de ser transportado.
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– Vocês não vêm?
– Isso é algo que você deve fazer sozinho. Até mesmo depois que Kuropon estragou o momento da outra vez.
– Eu não estraguei nada! Você que queria bisbilhotar!
– Kurogane malvado!!
– Dessa vez eu te pego, seu manju branco!!
– Vá. Nós estaremos esperando aqui na cidade.
– Eu voltarei.
Sabia onde a princesa deveria estar. Ela costumava esperá-lo lá quando estava sozinha. Como esperado, a encontrou de pé, sozinha, de costas para ele, no mesmo lugar onde haviam confessado aquele sentimento. O vento fazia suas vestes e seus cabelos esvoaçarem. Sorriu.
– Eu encontrei. O mundo onde podemos existir e viver juntos.
Ela sabia que era ele, seu outro eu também havia lhe alertado, só esperou ouvir sua voz. Com um grande e verdadeiro sorriso se virou para ele e correu em sua direção, se jogando em seus braços. Tsubasa a abraçou e girou várias vezes, rindo junto com ela. Ao parar, seus lábios se encontraram.
Ele viera buscá-la. Iria com ele. Sentiria saudades de todos, mas um dia encontraria um jeito de poder vê-los novamente. Estaria num mundo onde não haveria mais dor para os quatro.
Fim
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